Fiquei sem emprego hoje! O que eu faço?

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A situação de desemprego é, no mínimo, inquietante . Diante disso, o sujeito que ficou desempregado de repente não sabe como pensar e tampouco agir. O que esse sujeito reconhece é que não pode ficar sem emprego. Diante disso, seguem algumas orientações que podem lhe auxiliar, caso você se encontre nessa situação:

1) Telefone, envie e-mails ou realize qualquer outro tipo de contato com pelo menos 10 (dez) amigos mais próximos nas primeiras horas após a demissão, e conte-lhes o que aconteceu. O fato de relatar o acontecimento, além de ocupar a cabeça de maneira positiva, fará com que você se sinta melhor e mais aliviado.

2) Conversar com familiares mais íntimos e expor o que eles precisam saber sobre a perda do emprego pode ser interessante. Normalmente, essas pessoas se preocupam com você, e por isso, se perguntarão como poderão lhe auxiliar. No entanto, ocorre que esses familiares nem sempre sabem como ajudar. Por isso, abra o jogo, exponha se necessita de algo e mantenha-os informados.

3) Manter a calma é fundamental. Respire, relaxe e mantenha-se tranquilo.

4) Caso haja documentos para assinar, peça orientação para alguém que atua na área jurídica.

5) Se não conseguir dormir no dia da demissão, navegue na internet. Você verá que definitivamente não está sozinho e que outras pessoas estão passando pela mesma situação que você.

6) Está sentindo vontade de chorar? Chore! Não é vergonha nenhuma chorar. É óbvio que chorar não resolverá a situação, mas aliviará as emoções causadas pela demissão. As lágrimas trazem consigo uma carga do peso das preocupações, das tristezas e das dúvidas acerca do futuro. Por isso, chorar trará uma boa sensação de alívio.

7) Procure dicas online ou vá a uma livraria, se informe sobre a transição de carreira e se oriente sobre a técnica de procura de emprego.

Existem muitas coisas a se pensar, observar e fazer enquanto lida com o desemprego. O abalo é inevitável, mas não se permita paralisar. Diga a si mesmo que irá conseguir, porque você vai conseguir. 

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Será que eu tenho dedo podre para o amor?

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Fale a verdade. Eu tenho convicção que, por mais de uma vez, você disse que iria fazer diferente da próxima vez, mas acabou se comportando exatamente da mesma maneira que lhe prejudicou há algum tempo. Estou certa?

Atitudes como estas são comuns a todas as pessoas. Não obstante, há sujeitos que prometem que irão atuar de uma forma diferente, mas acabam vivenciando paixões intensas, e posteriormente acabam por chorar as mágoas de uma relação que deixa para trás recordações e destruição.

O envolvimento em relações amorosas possivelmente complicadas não é uma característica exclusiva dos homens ou das mulheres. Toda e qualquer pessoa, independente da idade, pode ingressar em um relacionamento como este. Como quase tudo na vida, a pessoa que experimenta relacionamentos potencialmente desastrosos, acaba por se acostumar, com o tempo, a tolerar choques intensos em sua autoestima, e consequentemente se torna mais forte e tolerante às desilusões. Desse modo, essa pessoa acaba por assumir o papel de vítima, passando grande parte de sua vida lamentando “ter dedo podre”, ser azarada ou ainda afirmando-se incapaz de modificar o próprio destino.

Essa incapacidade, entretanto, não é o destino conspirando contra nós. Pelo contrário. Ela se atribui ao fato de em nenhum momento ocorrer uma pausa que propicie a avaliação do que aconteceu para trás antes de apostar num novo relacionamento, ou seja, não foram pensados os papéis, o nosso ou o do outro. Em casos como estes, é extremamente comum que adentremos em um processo de autocomiseração, papel este que faz com que as pessoas ao nosso redor sintam uma necessidade de nos confortarem. Essa atitude externa alimenta nossa autoestima. E quando recuperamos mesmo que minimamente a autoestima, nos sentimos preparados para o campo de batalha das relações.

Os sujeitos que desconfiam de suas autoimagens, nunca se sentem merecedores de darem e receberem amor. Então, eles acabam atraindo parceiros que apenas vêm confirmar essas profecias. Todavia, quando conseguem alguém que realmente os acaricia e estima, afirmam para si mesmos que não estão habituados e como tal não sabem lidar com essas atenções! Pronto! Está instituída a condição para que a sua relação não vingue.

Esses amores têm seu início de maneira intensa e bastante sexual, com uma grande quantidade de paixão e afeto, mas um envolvimento pouco sólido. Por isso, rapidamente iniciam-se traições, falta de consideração e o abandono. Ainda mais rápido, o amor idealizado se torna desilusão e sofrimento.

A autoimagem é uma parte significativa da personalidade, e é moldada ainda na infância. Um relacionamento com um adulto significativo a nós, como por exemplo, pai, mãe, avó, professor, entre outros, mas que não é capaz de nos valorizar, respeitar e amar o que somos, faz com que acreditemos que não somos sujeitos de valor suficiente para sermos merecedores do amor de qualquer pessoa. Caso durante o nosso desenvolvimento esse padrão não sofra nenhuma modificação, muito provavelmente viremos a ser adultos possuidores de uma baixa autoestima e autoimagem. Assim, quando estamos à procura de um parceiro, possivelmente encontraremos alguém com quem repetiremos a situação que vivenciamos na infância. Para superar este ruim padrão de relacionamento, precisamos compreender e reconhecer quem somos, para que possamos, posteriormente, recuperar e reconstruir nossa autoestima.

O autoconhecimento, a cada dia, se torna uma ferramenta essencial. Os indivíduos que ingressam em relacionamentos constantemente complicados, normalmente apresentam dificuldades em verbalizarem ou até mesmo saberem o que os fazem felizes e quais são seus objetivos de vida. Geralmente, o desejo de agradarem leva-os a centrarem-se de tal maneira nas necessidades e anseios do outro, que é como se a sua própria existência apenas se justificasse em função dele. Isso faz com que o outro viva uma relação onde ele sempre recebe muito mais carinho e atenção do que ele esperava da relação. Porém, pouco tempo depois, se iniciam as cobranças, o que gera conflitos. E o sujeito que acreditava estar vivenciando um amor intenso, verdadeiro e mágico, acredita que o parceiro não o dá nada em troca.

Diante de tudo isso, o melhor é, sem dúvidas, compreendermos a nós mesmos. Esse é o primeiro passo para a mudança.

Mas é ciúme, ciúme de você…

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É um fato da vida que todos nós, em algum momento, sentiremos ciúme, não necessariamente em uma relação amorosa, mas em qualquer tipo de relacionamento.

O ciúme tem origem ainda na infância já que, quando crianças, acreditamos que somos o centro do universo e que a nossa mãe é exclusivamente nossa. Quando reconhecemos conscientemente a existência de nosso pai, verificamos que nossa mãe não pertence só a nós, mas também a ele, e isso gera ciúmes.

Um outro momento que comumente desencadeia o ciúme é o nascimento de um irmão mais novo. O amor, o colo, a atenção e o carinho que são depositados no bebê, que até então eram exclusivamente destinados ao irmão mais velho, é incomodo e desconfortante para este, pois ele sente que seu “reinado”, a partir de agora, terá que ser dividido com alguém.

O ciúme exagerado é indiscutivelmente um sentimento negativo. Não obstante, assim como outras emoções, não é possível simplesmente eliminar esse sentimento. Por isso, aprendemos a introjetar o ciúme e virá-lo contra nós mesmos ou o viramos contra o objeto de nossos sentimentos.

Na primeira situação, o ciúme pode ser transformado em auto repulsa, fazendo com que acreditemos não sermos merecedores de amor ou mesmo cremos que somos incapazes de obter o que desejamos na vida. A consequência disso é a desistência de novas tentativas, ou seja, nos colocamos em uma posição de vítimas das circunstâncias. Por outro lado, se colocamos para fora o ciúme, este acaba se tornando objeto de raiva. Interiorizamos os sentimentos ruins e projetamo-los sobre a pessoa que julgamos ter roubado o nosso amor. A raiva ciumenta é destrutiva de amizades e de parcerias, além de ser uma potente ferramenta destruidora do amor. Em casos extremos, o ciúme extremo pode até matar uma pessoa ou fazer com que ela mate alguém.

O ciúme é um mecanismo inconsciente que tem como característica principal controlar e manter o outro exclusivamente para si. Tudo o que não se encontra dentro da relação simbiótica passa a representar uma ameaça para o parceiro, que não suporta a ideia de ser abandonado.

Além disso, o ciúme é a expressão da emoção e por isso é normal que o sintamos. A grande sacada é não permitir que nos deixemos dominar pelo ciúme. Pelo contrário, devemos controlar os comportamentos e atitudes associados a ele, evitando que este cause danos irreversíveis para o sujeito e para a relação. Esse sentimento está ligado a uma série de fatores, como questões culturais e sociais, além da história de vida de cada indivíduo.

A necessidade de posse é um padrão típico do comportamento do ciumento. Quem ama e acredita no parceiro, dá espaço para que este tenha momentos de privacidade e de individualidade, não se sentindo ameaçado na presença de terceiros. A desconfiança, associada ao ciúme, pode tornar uma relação completamente devastadora. O medo de perder o companheiro para outro é extremamente ruim e desconfortante. A baixa autoestima e a dificuldade de se aceitar tal como é faz com que a pessoa se sinta diminuída e em um medo constante de ser trocada por outra pessoa que seja melhor que ela.

O ciúme doentio tem como marca registrada o egoísmo. Por oposição ao amor altruísta, estas pessoas são capazes de expressar sentimentos como “prefiro ver a minha mulher morta do que vê-la a viver com outro!”. Este desequilíbrio, que ocorre no sistema nervoso, gera aumento do nível de adrenalina ao corpo, interfere na dinâmica dos neurotransmissores e faz parecer que tudo desaba dentro do nosso corpo, rompendo-se o equilíbrio do bem-estar.

Então, eis a questão: vale a pena sentir tanto ciúme? Procure ajuda profissional! Busque um atendimento psicológico!

Mulheres e seus dilemas…

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As mulheres são seres únicos e incrivelmente especiais. Uma única mulher é capaz de desempenhar inúmeros papéis: mãe, filha, esposa, tia, sobrinha, avó, profissional, estudante…, de uma maneira dócil e eficiente. Não obstante, diante de uma modernidade cada vez mais exigente, tem se tornado comum que as mulheres ingressem em um sofrimento por não conseguirem executar todas essas atribuições da maneira que gostariam. Sendo assim, tenho recebido cada vez mais mulheres no consultório com níveis de sofrimento elevados e pedidos de ajuda que surgem a partir de frases como “sou uma mãe ruim”, “não gosto de cozinhar, logo, não sou uma boa esposa”, “ser mãe é o único papel que faz sentido para mim”, “quando eu tiver um filho, terei que abrir mão de minha carreira”, entre outros.

A mulher do atual contexto brasileiro vive em um constante conflito, já que de um lado ela deseja ter uma carreira promissora, estudar e ter sua independência financeira, sua casa, e de outro, o medo que ela sente de arcar com consequências penosas por causa dessas escolhas, optando, mesmo se sentindo infeliz, por uma vida tradicional, se detendo a papéis de esposa e mãe.

A modernidade tem feito com que as mulheres se entusiasmem por atividades mais focadas no desenvolvimento e crescimento pessoal, e isso é muito bom. No entanto, muitas mulheres se sentem culpadas, tristes e até mesmo ansiosas por não gostarem e não se sentirem realizadas, em alguns momentos, com tarefas domésticas como lavar, passar e cozinhar. Às vezes, essas mulheres chegam a declarar que não é normal não gostarem de atividades domésticas, e esse sentimento gera culpa nelas.

Aos poucos, todo esse misto de sentimentos faz com que essas mulheres se isolam da sociedade, acreditando que conseguirão gerir a situação e fantasiam que todas as outras mulheres o conseguem fazer. Este isolamento agrava-se ao funcionar como mecanismo compensatório, pois como se sentem em falta, acham que devem se dedicar mais.

Há alguns anos, as funções das mulheres se resumiam a cuidar do marido, dos filhos e da casa. O que bloqueia a mulher tanto psiquicamente quanto fisicamente é o fato dela se deparar com novas atribuições, gostar dessas novas tarefas, mas ao mesmo tempo se sentirem culpadas por darem importância a outras questões que não sejam estritamente familiares.  A chave mestra para um possível sucesso neste dilema, entre papéis sociais e a procura de ser uma mulher com diferentes desejos dos de outras épocas, é o equilíbrio. Equilibrar casamento, família e carreira. Mas como fazer isso? Aliás, isso é possível?

Claro que é! Primeiro, é importante saber organizar o tempo disponível de cada dia. Crie uma lista de prioridades diárias e alterne tarefas que exigem maior sacrifício com aquelas que podem trazer mais satisfação. É possível ter tempo para o marido, para o trabalho, para os filhos, para os amigos e até para si mesmo. Equilibre-se e organize-se!

Para uma mulher, tudo é possível!

Aprenda a gostar de sua imagem corporal, e seja feliz!

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A imagem do código genético, mais popularmente conhecida como imagem corporal, é única e não pode ser completamente transmitida. Essa imagem tem sua gênese a partir do cruzamento de inúmeras hipóteses, de variadas características. Sendo assim, a imagem corporal é tida como um cartão de identificação para a vida.

O peso, a forma, a altura, a cor e o tipo do cabelo, as cores da pele e dos olhos, a espessura dos lábios, o tamanho de nossos membros, de nossas orelhas, mãos, pés, dedos, etc., são particularidades que, no conjunto, concebem como nos vemos, como somos vistos e como nos relacionamos conosco e com “nosso mundo”.

É interessante dizer que a imagem corporal vai muito além daquilo que expomos para as pessoas. Esta imagem identifica e determina a experiência interior que temos com o nosso próprio corpo. É com o corpo que estabelecemos relações, que abraçamos crenças, que desenvolvemos percepções, que evidenciamos sentimentos e comportamentos…

Desse modo, é um problema quando a percepção que temos de nossa imagem corporal não corresponde àquilo que desejamos. Isso faz com que tenhamos dificuldades que perpassam desde a aceitação pessoal ao relacionamento com os outros e com o mundo.

Quando não aceitamos nossa imagem corporal, é corriqueiro que apresentemos:

  • Comportamentos como perturbações alimentares, à medida que estamos insatisfeitos com a nossa forma corporal e/ou com nosso peso;
  • Sentimentos de baixa autoestima e de desvalorização pessoal, que podem desencadear a depreciação do próprio corpo enquanto pessoa, o que normalmente é o primeiro passo para estados depressivos;  
  • A feminilidade e a masculinidade são colocadas em xeque, pois acreditamos não estarmos com as qualidades físicas esperadas para nosso gênero. Gradativamente, vivenciamos uma diminuição da percepção de aceitação dos outros e condicionamos o estabelecimento de interações sociais;
  • Quanto à intimidade sexual, momento em que nos expomos ao outro, a ideia de que nosso corpo está feito, desajeitado, deselegante e disforme faz com que, ao invés de vivenciarmos uma experiência prazerosa e relaxante, tenhamos uma prática de elevada tensão e ansiedade, que tende a ser evitada de qualquer forma.

Enfim, fica evidente que diante de tantas e penosas consequências negativas, é necessário que modifiquemos as percepções que temos de nossa imagem corporal. Não devemos nos deter ao que vemos através do espelho. Devemos olhar também para nosso interior, porque a resposta não está fora, mas sim na modificação de crenças e pensamentos que temos sobre o nosso corpo.

Seu corpo, independente e como é, é uma verdadeira obra prima, a qual é incomparável e única! 

As três pessoas da relação do casal

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Vamos deixar de lado a ideia romântica de que um casal se transforma em um único ser! Na verdade, num casal, existem três elementos: o eu, o você e o nós. Uma relação é composta por duas pessoas com histórias de vidas individuais, com sonhos particulares, com alegrias e tristezas, com medos, fracassos, vitórias e conquistas, a sua própria maneira de olhar para o mundo, e por outro lado um conjunto relacional, que por sua vez também tem uma história e uma identidade particular. Partindo desse pressuposto, é possível dizer que em uma relação deve existir espaço para as três entidades, ou seja, um espaço que preserva cada uma das pessoas, o eu e o você, e um espaço de comunhão, do nós, que é o resultado da junção dos outros dois.

Reunir essas três figuras muitas vezes se torna uma tarefa difícil, visto que em um casal sempre existirá perspectivas diferentes entre as duas pessoas sobre os espaços que a diferenciação e a comunhão que devem ocupar. É bem comum que isso aconteça, por exemplo, quando um dos sujeitos acredita que o “nós” deverá ocupar mais tempo e energia de cada um, e o outro sujeito da relação acredita que a vida individual deve ser a prioridade. É visível, nesta situação, que há uma dificuldade na conjugação das duas perspectivas sobre o casal. Muitas pessoas erroneamente acreditam que o fator gerador de conflito é o fato de uma perspectiva ser mais correta do que a outra e o parceiro não compreender isso. Não é verdade. O problema está no fato de as perspectivas de cada sujeito serem divergentes.

Os fatores que fazem com que criemos perspectivas acerca das relações são os mais variados possíveis. Os principais são a sociedade na qual estamos inseridos e os modelos que temos como referências de sucesso ou insucesso em relacionamentos, como pais, tios, avós, amigos. Essas relações fazem com que desejemos seguir uma relação igualmente bem sucedida, no primeiro caso, ou fazem com que fiquemos com medo de repetir histórias que não deram certo.

Certamente, nem sempre focamos nesses modelos de maneira consciente. Estas referências acabam por se tornarem crenças inconscientes que fazem com que adotemos comportamentos e formas de agir dentro de uma relação. Normalmente, não temos consciência de que sentimos e agimos com base nesses modelos. Confirmamos nossos modelos a partir do mecanismo de atenção seletiva, o que quer dizer que nos focamos nos sinais, internos e externos, que nos dizem que o nosso modelo está certo.

Isso acontece porque acreditamos que para conseguirmos alcançar a felicidade em uma relação é preciso respeito, amor, paixão, simpatia, afeto, cordialidade, lealdade, que devemos reservar um tempo considerável para a vida em casal e que também devemos reservar tempo para cada um de nós individualmente, devemos ou não ter relações com amigos, sermos mais ou menos fechados, entre outros… enfim, crenças.

A partir daí, construímos teorias sobre nós, sobre nosso parceiro e sobre a relação. O alicerce são as crenças que temos, pois nos comportamos de acordo com estas e tendemos naturalmente a confirmá-las e reconfirmá-las. Em suma, sempre teremos crenças. Este é um fato incontornável. O que não é incontornável é que elas tenham que se manter sempre as mesmas ao longo da vida, e sobretudo que não possamos flexibilizar. Devemos pensar que as diferentes etapas do ciclo da relação de um casal, o crescimento individual, os acontecimentos que a relação e os sujeitos vão vivenciando vão nos obrigando a aderirmos a novas crenças e valores, o que faz com que como casal, mudemos o nosso funcionamento.

Mesmo vivenciando uma crise, o casal deve reconhecer este momento como importante para transformar o problema em uma oportunidade de crescimento a dois. Vale à pena pensar nisso.

Perturbação obsessiva compulsiva

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Em alguns momentos você se considera um sujeito obsessivo, cheio de manias? Se preocupa com isso? Na verdade, ter algumas manias é algo completamente normal. Quantos de nós já sentiu uma necessidade quase que incontrolável de endireitar os chinelos? Ou ajeitar um quadro que está torto? Ou ainda organizar determinadas coisas de uma maneira específica? Será que esses comportamentos fazem de nós obsessivos? A questão prende-se, essencialmente, com o que está por trás do que fazemos e da existência ou não de sofrimento associado. Como assim?

Uma situação é quando sentimos prazer quando nos deparamos com as coisas arrumadas e reconhecemos que estas ficam esteticamente bonitas e direitas quando colocadas no lugar certo. A outra situação, bem distinta, é quando o não cumprimento de certas “tarefas” resulta em sofrimento psicológico. Exemplificando, quando gostamos de ver um quadro bem colocado na parede, mas em um determinado local não podemos fazer isso mesmo observando que ele está torto, pensamos: “Bem, paciência, não vou poder endireitar esse quadro, porque não estou em minha casa” e não mais pensamos nesse assunto. No caso da perturbação Obsessiva-Compulsiva, o cenário seria outro, mais nesta linha: “Não, eu tenho mesmo que fazer isto, porque se não o fizer, algo de mau vai acontecer” e, podendo ou não, sendo nosso ou não, iremos endireitar o objeto.

A perturbação Obsessivo-Compulsiva é caracterizada pela intensa presença de pensamentos desagradáveis e recorrentes (chamados de obsessões), que causam ansiedade, e esta é liberada através de comportamentos repetitivos e ritualizados (nomeados de compulsões), e também sob a forma de pensamentos. Sendo assim, não necessariamente a perturbação Obsessivo-Compulsiva será evidenciada através de comportamentos observáveis. Podem haver a repetição mental de certas palavras, números, sequências, orações, ordens, entre outros. É bem frequente que as pessoas que sofrem desse transtorno tenham consciência de que suas obsessões e compulsões são irracionais e/ou excessivas. Todavia, não conseguem ter controle sobre elas, e tampouco interrompê-las.

As obsessões mais comuns são o medo de ter comportamentos violentos ou agressivos, a preocupação relacionada com a sujidade, ou ainda com a presença de vermes e medo intenso de contaminação, pensamentos eróticos e pensamentos religiosos. É interessante afirmar que esses pensamentos intrusivos surgem sem qualquer reação aparente e sem lógica alguma. Isso ocorre porque nossa mente gosta de imaginar todos os cenários possíveis, mesmo sem existir um agente desencadeador que o justifique. O que vai fazer com que seja reconhecida a perturbação Obsessiva-Compulsiva em um sujeito é a intensidade com que esses pensamentos surgem, assim como a associação destes com sensações ruins e angustiantes.

Felizmente, a perturbação Obsessiva-Compulsiva pode ser favoravelmente controlada. A intervenção psicoterapêutica Cognitivo-Comportamental apresenta uma taxa de sucesso de até de 80%. Por isso, não sofra em silêncio! Procure terapia e ganhe qualidade de vida!