Dicas para proceder com um familiar com demência

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A modernidade tem evidenciado uma triste realidade: a cada dia, se torna mais comum que as famílias tenham que conviver com algum parente com demência, muitas vezes especificamente o Alzheimer.

Mesmo diante da insegurança que esse tipo de situação desencadeia, é importante que a família reconheça que o isolamento não é a melhor saída. Certamente, em cada fase do adoecimento, medidas diferentes precisam ser tomadas. Em fases iniciais, é bem comum que o familiar apresente lapsos de memória, mas que ainda assim consiga realizar muitas tarefas e se comunicar perfeitamente. Em fases mais avançadas, qualquer mudança na rotina desse sujeito pode trazer à tona nervosismo e ansiedade.

A decisão de como agir agrega uma variedade de fatores, mas se está confuso e não sabe como deve proceder, seguem algumas dicas:

  • O amplo conhecimento da família acerca do adoecimento do familiar é algo fundamental, pois quando nos damos conta da dimensão da doença, conseguimos encontrar soluções funcionais e ainda agir com mais paciência e perseverança com o familiar;
  • O portador de Alzheimer ou outro tipo de demência preza e necessita de uma rotina. Por isso, manter horários e hábitos, mesmo que fora de casa, é uma questão importante;
  • As atividades escolhidas para o sujeito devem ser compatíveis com o estado dele – verificar as capacidades, hábitos e memórias do familiar é interessante. Pergunte-se sobre os hábitos e preferências dessa pessoa. A atividade de lazer deve respeitar o gosto do familiar;
  • Nada impede de esse indivíduo de sair de férias com familiares, desde que a escolha do local não seja uma mudança brusca para o mesmo. Sugiro que sejam escolhidos lugares onde esse sujeito foi anteriormente, como sítios, pousadas, visitas a familiares do interior, preferencialmente onde habitem pessoas conhecidas;
  • Atividades em grupo costumam ser muito positivas, especialmente as que reforçam o apoio social, o que evitará a sensação de alienação. Eventos familiares, como almoços e confraternizações são uma boa pedida;
  • Estimule eventos do passado, pois a memória de longo prazo é a última a ser comprometida em um quadro de demência. Realizar atividades que tragam essas lembranças, como ver fotos e vídeos familiares, cadernos de histórias antigas, cartas e até mesmo conversas sobre a infância e a juventude do familiar, bem como visitas a lugares onde ele viveu, serão momentos de grande deleite;
  • Experiências relaxantes e prazerosas são sempre bem vindas. Estimule sensorialmente seu familiar: texturas, sons, aromas, sabores, podem ser experiências bem agradáveis;
  • Os cuidados com a estrutura do local onde esse familiar está é crucial: objetos escorregadios, pontiagudos, a segurança das portas e janelas, do gás, chave do banheiro, entre outros, devem ser constantemente vistoriados e controlados;
  • É muito positivo que o parente em questão sempre tenha um cartão de identificação consigo, não somente com o nome, mas também com o endereço e contato de familiares, para que ele possa ser conduzido para a residência caso se perca.

Ser casal após o bebê

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É bem comum que até os dois primeiros anos após o nascimento do primeiro filho, crises conjugais aconteçam, visto que uma relação antes dual, se torna uma relação familiar, com o surgimento de novos papéis: o marido não será somente esposo, mas também pai, assim como a esposa se tornará também mãe. Todavia, é possível contornar essa possibilidade de conflitos, evitando que o estresse normal, cuja gênese se dá nas várias mudanças no casal e na relação, seja minimizado e não afete o bom desempenho conjugal.

Para isso, antes do nascimento, o primeiro passo é que o casal organize com antecedência quais serão as tarefas que terão que ser realizadas a partir da chegada do bebê. Os dois podem e devem participar de todo o processo, e por ser o primeiro filho, é normal que o casal não saiba como proceder. Desse modo, não hesite em pedir ajuda a pessoas que já vivenciaram essa deliciosa experiência.

Futura mamãe, é importante envolver o futuro pai em todo o processo de gestação. Esse gesto não somente permite que o homem compreenda mais intensamente as mudanças que ocorrem física e psiquicamente na mulher, como estimula uma vinculação precoce deste com o bebê.

Além disso, é notável que a gravidez, as funções materna e paterna e o desafio de educar uma criança são bem assustadores inicialmente. Por isso, o diálogo, o partilhamento de dúvidas e medos e a procura por esclarecimentos a partir de familiares, amigos e até mesmo profissionais da área de saúde farão com que o casal se sinta mais seguro e cúmplice.

A partir do nascimento do filho, o casal não pode deixar de vivenciar momentos a dois. Sendo assim, manter programas de marido e esposa é bem interessante. Reconheço que essa não é uma tarefa simples, pois a experiência de ter um filho é encantadora, a ponto de o casal não desejar se desvincular do bebê nem por um minuto. Contudo, passeios a dois, jantares e momentos de interação do casal são importantes e necessários para que o investimento na relação do casal não deixe de existir.

A prática de uma atividade física também se faz necessária, já que essa é uma maneira positiva de cuidarmos de nosso corpo e nossa mente. Sugiro que essa tarefa seja realizada sem a presença do parceiro, pois esse pode ser um momento para vivenciarmos a nossa individualidade, tão fundamental em uma relação de casal e ainda mais essencial a partir do nascimento de um bebê, que exige muito dos pais, especialmente da mãe, nos primeiros anos de vida. Precisamos criar momentos em que pensemos e cuidemos de nós mesmos. É dessa maneira que conseguimos compartilhar com o parceiro e com o filho nosso bem estar, bem como as situações que vivenciamos e que geraram prazer.

Mãe, não hesite em dividir tarefas com o pai do bebê. Isso faz muito bem ao casal, já que fará com que você não se sinta sobrecarregada, além de aproximar o filho do pai. Do mesmo modo que você está aprendendo a ser mãe, seu esposo precisa aprender a ser pai. Ele ficará feliz com isso!

Negativismo: uma epidemia?

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Estamos em uma época de crise! Os cenários brasileiro e mundial estão em declínio! O desemprego está assolando todos os setores! Manchetes de acidentes, mortes, tragédias! Pessoas reclamando que nada está bom! Situou-se? É esse contexto que tem enfrentado? Logo que acordamos, todos esses tipos de situações são lançados a nós, nos deixando cansados, tensos, abatidos e desesperançosos. Toda essa confusão faz com que, aos poucos, percamos o encantamento da vida, que se torna descolorida, sem sabor, nos impedindo de nos esforçarmos para irmos à diante, a sorrir naturalmente e principalmente, nos bloqueando de acreditar em um futuro positivo.

No entanto, será que temos pensado que se fizermos pequenos movimentos em nosso contexto, poderemos viver com mais qualidade e otimismo? Sofrer por causa do pessimismo nacional ou temer pelo futuro é sofrer por antecipação, ou seja, não nos leva a lugar nenhum. Esse sofrimento só serve para que fiquemos sem energia, sem fé. É importante reconhecermos que sempre é possível reagir e construir momentos de grande felicidade. Quer saber como? Siga as dicas!

Em toda e qualquer crise, existem pessoas que estão muito bem sucedidas. Conhece alguma delas? Pense no que estas pessoas estão fazendo para se darem bem.

Antes de acreditar e disseminar tudo o que tem ouvido, como por exemplo “estamos em uma onda de desemprego”, “não há dinheiro para nada”, “é impossível”, “na vale à pena”, reflita sobre o que acabou de ouvir. Será que realmente tudo está dessa maneira?

Em cada dificuldade que ouvir, dedique alguns minutos de seu tempo para pensar criticamente: em todas as situações, por mais delicada que pareça, existe um lado bom. Qual é o lado positivo do que ouviu? Pode ter certeza, mesmo que seja uma fresta pequena, um jeito de escapar sempre existe.

Tenho certeza que você já deve ter enfrentado situações críticas. Todos nós passamos. Contudo, você conseguiu enfrentar esse problema. Dessa vez, não será diferente.

Observe mais atentamente seus pensamentos e conversas internas: está mais focado no positivo ou no negativo? Em situações de crise, é frequente que pensemos em tragédias, problemas, impossibilidades e projeções catastróficas do futuro. Quanto tempo você tem dedicado aos bons pensamentos, às esperanças e às hipóteses de um futuro onde possa viver com tranquilidade e segurança? Nessas situações, é importante que lancemos mão de nosso potencial interno ou adquirido – formação acadêmica, cursos, personalidade, trajetória profissional. Tudo isso representa uma possibilidade lógica de enfrentamento de crises.

Frases de incentivo, ditados populares, conhecimentos da avó, enfim, frases de efeito, quando repetidas com convicção, servem-nos de guias e fazem com que nos sintamos firmes. Por isso, minha sugestão é que escreva essas frases em lugares que acessa com frequência: proteção de tela do computador, espelho, geladeira, entre outros. Certamente, você ficará mais forte! Seguem algumas das frases que muito me auxiliam:

  • Se estou respirando, é sinal de que está tudo bem;
  • Se há pessoas que conseguem, eu serei uma dessas pessoas;
  • Se cair mil vezes, irei me levantar mil vezes;
  • Cabeça erguida, o caminha é para frente;
  • Enquanto há vida, há esperança.

É bem possível que esteja preocupado, já que hoje a preocupação tem sido uma realidade. Todavia, a preocupação não irá lhe trazer nenhum ganho. Mais do que nos preocuparmos, precisamos agir. O que tem feito para transformar a sua vida? Tem estudado? Lido mais? Tem trabalhado o quanto pode? Tem se dedicado à família, amigos? Tem poupado dinheiro? Quando agimos, vivenciamos a sensação de controle sobre nossas vidas, o que faz uma diferença considerável em nossa perspectiva.

Não entenda que desejo que você fuja da realidade e que estou sendo exageradamente otimista. O que quero deixar claro é que nada é tão mal quanto parece! Sempre há uma luz no fim do túnel! Pense nisso! E sorria!

A velocidade da vida está me consumindo!

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A sociedade moderna tem pregado cada dia mais a velocidade para a execução de tudo. Vivemos em um período imediatista, que muda a cada segundo. Esse processo é tão avassalador, que há momentos em que nos sentimos sugados por tanta velocidade!

Nos encontramos em uma sociedade onde há mil possibilidades, mil escolhas, mil ofertas. E o pior: tantas coisas parecem interessantes e dignas de nosso interesse! Isso faz com que nos deparemos eventualmente em dilemas quanto ao que escolher e como agir diante de tantas ofertas e oportunidades.

A condição humana é a condição da escolha. A nossa sina é sempre ter que escolher. A cada segundo vivido, uma escolha é realizada. Por isso, é tão importante que façamos escolhas positivas e saudáveis. Para isso, precisamos escolher com convicção e consciência. A escolha é algo eminente no ser humano. Ao mesmo tempo, a escolha é uma condição inevitável, ainda que tenhamos na maior parte do tempo várias possibilidades de escolhas. É justamente por isso que corremos o risco de nos perdermos ao fazermos uma escolha.

Cada um de nós tem em sua mente uma série de planos que almejamos concretizar, além de ideias, pensamentos, ideais… No entanto, existem vários meios modernos que fazem com que nem sempre sustentemos esses planos. É comum que idealizemos uma série de coisas durante o dia para colocarmos em prática quando chegarmos em casa. Contudo, quando chegamos em nossa residência, ligamos a televisão e automaticamente somos invadidos por uma série de canais sedutores e agradáveis, que fazem com que nos esqueçamos do que havíamos idealizado. Além disso, há a internet e todas as redes sociais que permitem que convivamos com ideias, pensamentos e desejos dos outros. A partir daí, passamos a consumir a perspectiva do outro ao invés da nossa.

É justamente nesse ponto que fica evidente que podemos nos perder com facilidade. Desse modo, onde fica eu? Onde fica você? Onde ficamos nós?

Psicologicamente falando, fica instaurada uma ambivalência desencadeada pela indecisão da escolha, a qual consequentemente gera uma divisão: estamos em todo o lado, mas concomitantemente, não estamos em lugar nenhum! Estamos perdidos entre as escolhas. Enfim, estamos alienados!

O que fazer para reverter essa situação?

Uma boa sugestão é que ao invés de nos entregarmos a todos os prazeres tecnológicos logo após chegarmos em casa, que peguemos uma folha de papel e comecemos a escrever todas as ideias que tivemos durante o dia. Não precisa ser nada muito sofisticado. Uma lista simples, organizada em tópicos, é suficiente para que não perdamos o que havíamos projetado. Podemos escrever tanto coisas que desejamos fazer, quanto coisas que precisam ser feitas. Podemos dividir essa lista em deveres, sonhos, projetos, etc. Quanto mais organizados ficamos a nível externo, maior será a nossa organização interna, e vice-versa. A partir da execução dessa simples tarefa, você reconhecerá que tem mais controle e consciência sobre si mesmo do que imagina ter. Além disso, conseguirá fazer o que realmente deseja fazer, bem como terá mais tempo para seu lazer e sua família. Vamos colocar em prática?