Como auxiliar uma pessoa deprimida?

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É bem provável que você conheça alguém que está passando ou que passou pela depressão. Infelizmente, esse é um transtorno que a cada dia tem atingido um número maior de pessoas, as quais se sentem paralisadas e desmotivadas diante desse delicado quadro.

Sabia que podemos fazer várias coisas para alegrar e até motivar uma pessoa deprimida? Seguem as orientações:

Dar um telefonema: O contato telefônico, seja através de uma ligação ou mensagem, é uma ótima forma de fornecer uma palavra amiga e deixar claro que essa pessoa é lembrada e importante para nós.

Fazer uma visita: Passar algum tempo com a pessoa, transmitir o seu calor, a sua energia, a sua compreensão e o seu amor pode ser muito válido e importante para que esse sujeito caminhe para sua regeneração emocional.

Enviar um e-mail: De maneira rápida e simples, é possível escrever algo com significado que pode ajudar a pessoa que gostamos a sorrir. Podemos enviar também músicas, poemas, citações e até mesmo reflexões, além de vídeos divertidos do Youtube. Tudo isso pode ter um peso bem satisfatório.

Desse modo, fica evidente que podemos nos movimentar no sentido de auxiliar a pessoa deprimida.Vamos agir?

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Auriculoterapia e depressão

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A depressão é um distúrbio afetivo que pode acompanhar o homem ao longo de sua trajetória. Uma em cada cinco pessoas no mundo apresenta o problema em algum momento de sua vida e a prevalência da depressão tem sido estimada em 19% da população mundial.

Os principais sintomas da depressão são a tristeza, a baixa autoestima, a falta de confiança em um futuro melhor, o pessimismo, a prostração e a ansiedade. Infelizmente, há casos tão intensos de depressão, que o sujeito pode chegar a atentar contra a própria vida. Atualmente, o suicídio é responsável pela morte de um milhão de pessoas a cada ano, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

Existem evidências científicas de que há alterações químicas no cérebro do sujeito deprimido, principalmente com relação aos neurotransmissores (noradrenalina, serotonina e em menor proporção, dopamina) e estas substâncias são responsáveis, entre outras funções, por transmitir impulsos nervosos entre as células. Sendo assim, há não somente fatores sociais e psicológicos, mas também fatores fisiológicos no desencadeamento da depressão.

A auriculoterapia, que é uma técnica oriental de tratamento baseada nos princípios da Medicina Tradicional Chinesa, tem sido utilizada para atuar em condições de desequilíbrio emocional e tem obtido resultados satisfatórios em estudos sobre ansiedade, estresse e controle de sintomas de abstinência em drogados. Há evidências de que a estimulação de pontos auriculares pode ativar pequenas fibras nervosas mielinizadas que enviam impulsos para a coluna espinhal, cérebro, pituitária e hipotálamo, causando liberação de endorfina no sangue.

O pavilhão auricular possui um microssistema, no qual apresenta todo o corpo humano em pontos específicos da orelha. A rica inervação dessa região conecta-se ao Sistema Nervoso Central e faz com que estímulos na orelha resultem em reações nos órgãos e sistemas do corpo.

Entre os benefícios dessa técnica, destacam-se a melhoria da insônia, alívio de dores em geral, aumento da energia vital e redução do cansaço físico e/ou psicológico, ajuda nos tratamentos de emagrecimento, eliminação de vícios, melhoria de estados depressivos, ansiedade e estresse e harmonização da energia do organismo.

Por que a depressão me atingiu?

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Muitas pessoas questionam e não compreendem os motivos de estarem depressivas.

A depressão é um transtorno complexo e árduo de ser encarado por causa da intensa negatividade que fica evidente nas pessoas que sofrem dessa perturbação.

Esta é uma das perguntas que mais comumente ouvimos em consultório quando trabalhamos com alguém a debater-se com a depressão. O que torna a depressão ainda mais difícil é o fato de sujeitos depressivos tenderem a subvalorizar as próprias experiências dolorosas a partir do momento em que se comparam com pessoas que supostamente estão enfrentando uma situação aparentemente mais delicada, o que não necessariamente é uma verdade. É frequente ouvir questões como “Se fulano ou ciclano tiveram na sua vida momentos tão difíceis como um divórcio, a perda de alguém querido ou uma doença grave, que moral eu tenho para estar assim?”. De fato, encontrar respostas para a pergunta chave desse texto não é uma tarefa simples, algo que até certo ponto é negativo, já que faz com que a autopercepção do sujeito depressivo se torne fragilizada e que este passe a se reconhecer como impotente, falho e fracassado.

Assim sendo, o que torna determinados indivíduos mais propensos a desencadearem um quadro depressivo? O que faz com que pessoas com vidas “confortáveis” deprimam e outras não? Certamente, existe uma série de hipóteses que na prática clínica vamos confirmando ou descartando. Concomitantemente, continuamos a investigar em grande escala de forma a determinar, de forma inquestionável, quais os fatores que parecem tornar certos indivíduos mais vulneráveis à depressão.

Um estudo recente desenvolvido na UCLA, na California, EUA, complementou dados interessantes e possibilitadores de uma resposta à esta pergunta. Os pesquisadores chegaram à conclusão que sujeitos com experiências adversas na infância, têm tendência a ser menos resistentes a fatores de estresse e consequentemente mais vulneráveis  à depressão, principalmente se essas experiências forem no campo relacional, como um divórcio não amigável dos pais, ou o afastamento de um dos pais por período prolongado. A hipótese dos pesquisadores é que essas experiências poderão resultar na aprendizagem de expectativas e crenças fortemente negativas com relação ao mundo. A partir daí, os fatores esperança e crença em um futuro mais bem sucedido são diminuídos, tornando-se mais provável o desenvolvimento do desespero tão característico da depressão. Paralelamente, os pesquisadores concluíram que experiências anteriores de depressão também tornam mais provável o ressurgimento futuro deste transtorno, pois essas pessoas estão mais sensíveis ao estresse.

Desse modo, adiciona-se ao nosso conhecimento relativamente às causas da depressão e reforça-se algo que já temos conhecimento: uma gestão eficaz, bem cuidada e inteligente do estresse pode ser fator decisivo na prevenção da depressão.

Choro muito! Estou deprimido?

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Chorar, mesmo que em grande quantidade, não quer dizer que estamos em depressão. Tristeza também não é sinônimo de depressão. Mesmo em fases bem ruins, onde tudo dá errado e nos sentimos desanimados, não quer dizer que ficarei depressivo. É importante que saibamos disso, para que quando estivermos passando por uma etapa difícil, não reconheçamos que o único recurso disponível é tomar medicamentos e mais medicamentos. Certamente, há momentos em que a tomada de medicamentos se faz necessária, mas isso não pode ser encarado como regra de conduta. Nesses momentos, é fundamental que foquemos na criação de estratégias e recursos pessoais para encararmos de maneira adaptativa e saudável as situações que nos perturbam e não permitem que atuemos de uma maneira otimizada.

As emoções negativas fazem parte da vida de qualquer ser humano. Elas são imprescindíveis não somente para fazer com que nos desenvolvamos como pessoas, mas também para que valorizemos com mais intensidade as boas fases da vida. Além disso, elas têm uma função de saúde, na medida que protege-nos de ameaças externas e/ou internas, alertando-nos para situações que não estão completamente resolvidas, obrigando-nos a defender nossas necessidades. Tentar eliminar essas emoções através de medicamentos fará de fato com que estas fiquem mais amenas, mas ao mesmo tempo, todas as situações que geraram essas emoções continuarão exatamente da mesma maneira que estavam antes, ou seja, sem nenhuma resolução. Todas as vezes que interrompemos o fluxo natural de nossas emoções, sem nenhum tipo de análise, reflexão e compreensão, sem alterações à nossa abordagem à vida e releitura do que tem se passado conosco, estamos correndo um risco eminente de calar um fundamental e rico mecanismo que é parte básica de nós – as emoções.

Não estou querendo dizer com isso que devemos desconsiderar em 100% dos casos o uso de medicamentos. Pelo contrário. Há situações em que se fazem necessárias as intervenções psico-farmacológicas. A questão é que as pessoas têm a cada dia se apoderado mais dos medicamentos desse tipo sem a real necessidade desse uso. O uso desnecessário e descontrolado de medicamentos psico-farmacológicos podem trazer sérios prejuízos à própria saúde mental, a qual teoricamente iriam proteger. Por isso, a minha orientação é que você nunca use medicamentos psiquiátricos sem a orientação de um neurologista ou de um psiquiatra. Além disso, é interessante verificar se há a possibilidade de a psicoterapia ser efetiva por ela mesma em sua questão ou pelo menos um bom complemento para o seu caso. Pense nisso!

Depressão e ansiedade

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A depressão e a ansiedade sempre foram estudadas como problemas completamente separados e sem nenhum tipo de relação, o que não é uma verdade absoluta. Certamente, esses são problemas diferente, mas ainda assim é bem comum que eles estejam intimamente relacionados. A ansiedade pode existir sozinha, bem como pode estar associada a um quadro depressivo. Há ainda a possibilidade de a ansiedade desencadear um quadro de depressão. Por sua vez, a depressão pode conter pontos de ansiedade.

A modo de exemplo, quando um sujeito está ansioso, naturalmente os sintomas da ansiedade estarão em um primeiro plano. Mesmo que esse sujeito não suspeite que também pode estar depressivo, a depressão pode desencadear sintomas que terão que ser observados e considerados. Do mesmo modo, se um indivíduo apresenta sintomatologia depressiva, é bem possível que a ansiedade esteja associada. Independente de a pessoa estar ansiosa ou depressiva, estes quadros sempre irão diminuir a qualidade de vida desse sujeito.

Por isso, a palavra crucial nesse momento é ESCOLHA. Nós podemos escolher estarmos ou não depressivos ou ansiosos, o que para muitas pessoas é algo que nunca foi pensado e tampouco considerado. A psicoterapia evidencia e nos ensina a escolher o que desejávamos para nossa vida. Independente da menor ou maior duração dos hábitos de insegurança, uma vez que aprendemos a trocar um pensamento confuso e inseguro por um pensamento responsável e maduro, estes pensamentos deixam de prejudicar a nossas vidas.

Sendo assim, o primeiro passo é ter uma atitude mental otimista, positiva, além de ter motivação e crença na mudança. É fundamental ainda conhecer como se organizam em nós os processos ansiosos e depressivos, para que possamos controlá-los e transformá-los em processos favoráveis a nós mesmos. Quando estamos motivados, conseguimos sustentar os nossos esforços e caminhar para a mudança.

Fertilidade: Depressão e Estresse

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Depressão e fertilidade:

Diversos estudos revelam que mulheres diagnosticadas como inférteis apresentam o dobro da probabilidade de se encontrarem deprimidas e que a depressão atinge o seu pico 02 (dois) anos após o início das tentativas de engravidar. Mesmo a infertilidade não sendo uma ameaça de vida, as mulheres inférteis tendem a apresentar níveis depressivos semelhantes às pacientes oncológicas do sexo feminino, ou mulheres com enfermidades cardíacas ou ainda portadoras de HIV.

A depressão pode desestabilizar o equilíbrio hormonal saudável, comprometendo a fertilidade. Um estudo sugere que a depressão encontra-se associada a uma regulação anormal do hormônio luteínico, que tem um papel crucial na concepção. O sistema imunológico também se enfraquece na depressão, o que consequentemente afeta a fertilidade. Nesse estudo, 60% das mulheres que foram tratadas para controlarem a depressão conseguiram engravidar em um período de 06 (seis) meses.

Estresse e fertilidade:

O estresse é um mal que tem atingido uma parte cada dia maior da sociedade. Este causa uma série de modificações bioquímicas em nosso organismo, comprometendo o equilíbrio natural do corpo, o que a longo prazo pode desencadear problemas crônicos em nossa saúde. A ansiedade e o estresse que não são devidamente controlados podem levar com que o organismo deixe de produzir os hormônios necessários à ovulação, à qualidade do esperma e até mesmo à fecundação. A função vital do nosso corpo é manter-nos longe de qualquer perigo. Sendo assim, cuidar de um feto, para o organismo comprometido, iria nos colocar em um desgaste ainda maior.

A adrenalina é liberada pelas glândulas supra-adrenais em situações de estresse. Esta propicia que “fujamos” de momentos de perigo. Contudo, também inibe a produção de progesterona, fundamental para a construção e a manutenção do revestimento do útero, o que naturalmente interfere na fertilidade;

O hipotálamo regula tanto as reações frente ao estresse quanto os hormônios sexuais. É justamente por isso que o estresse excessivo pode comprometer a ovulação, proporcionando ciclos menstruais irregulares e em casos severos, levando à supressão total do ciclo menstrual;

O estresse prolongado faz com que o sistema nervoso simpático fique hiperestimulado e consequentemente este envia menos sangue para o útero e ovários, comprometendo o seu funcionamento regular desses órgãos;

A prolactina, liberada pela glândula pituitária para a estimulação na preparação para o aleitamento, inibe a fertilidade, tornando a mulher menos propensa de conceber durante a amamentação. Em períodos de estresse, a glândula pituitária libera níveis elevados de prolactina.

Caso esteja com dificuldades para engravidar, é válida a procura por um acompanhamento psicológico, já que este poderá auxiliar na redução dos níveis de estresse e controle de uma possível depressão. Os psicoterapeutas estão habilitados a transmitir uma diversidade de técnicas para a regulação emocional, além de analisar com você os possíveis bloqueios emocionais que podem estar impedindo o equilíbrio necessário para que o corpo se torne disponível para uma gestação.

O magnífico perdão

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Perdoar definitivamente não é uma tarefa fácil, independente de termos que perdoar alguém que nos fez mal ou a nós mesmos. Entretanto, perdoar é um ato importante para nos libertarmos de rancores, evitar doenças e seguirmos com as nossas vidas de uma maneira positiva. Sendo assim, fica evidente que o perdão é algo que nos faz muito bem. Então, por que mesmo diante de todos esses benefícios, é tão difícil perdoar? Um dos pontos que faz com que esse ato não seja simples é que muitas pessoas confundem o perdão com a aceitação da injustiça. Isso não é perdão. Perdoar é conseguir livrarmos de nosso sentimento de mágoa para conosco ou para com o outro. Naturalmente, em alguns momentos de nossas vidas, vivenciamos situações que fazem com que nos sintamos ofendidos e magoados, em maior ou menor proporção. É justamente por isso que a capacidade de perdoar deve ser aprendida e usufruída de maneira funcional. Mas por que perdoar?

A primeira questão que devemos compreender é que o ressentimento desgasta-nos fisicamente, mas principalmente emocionalmente. Além de muito cansativo, o ressentimento pode nos levar à depressão, ataques do pânico, ansiedade, alterações do sistema imunológico, problemas cardíacos e carga intensa de estresse. Desse modo, perdoar é permitir a nós mesmos seguir nossas vidas, abrindo mão do passado. E essa tarefa não é simples, visto que é bem comum que muitas pessoas desenvolvam uma forma de compulsão repetitiva de voltar a um evento traumático ou determinado padrão de comportamento. Essa situação ocorre ainda mais frequentemente em relações amorosas, quando por exemplo uma pessoa é magoada pelo seu parceiro romântico no passado e a questão não é resolvida internamente, é bem possível que essa pessoa escolherá um novo parceiro afetivo com características idênticas, para poder “resolver” a situação. Neste sentido, o melhor a se fazer é perdoar o que aconteceu e seguir em uma direção satisfatória, ultrapassando a situação.

Quando não perdoamos, acabamos nos permitindo sermos controlados por quem nos causou o ressentimento, já que de uma certa maneira, continuamos ligados ao objeto de mágoa, pois em nossas cabeças, volta e meia revivemos a situação que nos deixou ressentidos. Quando perdoamos, nos libertamos dessa ligação e podemos viver livremente, sem pensamentos nos assombrando.

É importante ressaltar também que quando perdoamos, nos sentimos poderosos. Tal como disse Gandhi, “os fracos não conseguem perdoar. O perdão é atributo dos fortes“. Aceitar e estar em paz com a situação que nos feriu, nos magoou e reconhecer que não podemos ficar presa a ela, faz com que tenhamos controle. Quando perdoamos, nos assumimos responsáveis por nossa felicidade e impedimos que fatos externos determinem nosso estado de espírito. Saímos da posição de vítima e assumimos o papel de protagonista de nossa história.

Por fim, e não menos importante, quando perdoamos, voltamos a ter a capacidade de amar. Luther King disse que “aquele que é desprovido da capacidade de perdoar, é desprovido da capacidade de amar. Há algo de bom nos piores de nós e algo de mau nos melhores de nós. Quando descobrimos isso, somos menos propensos a odiar os nossos inimigos“. Quando deixamos de lado a dor e o ressentimento e assumimos a capacidade de perdoar, nos permitimos voltar a amar e de encontrar esse amor dentro de nós e para com as pessoas a nosso redor.