O grande poder da sedução…

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Ah, Don Juan!!! Quanta saudades da época em que as pessoas eram voluntariamente sedutoras… Mas será que, ainda hoje, na era tecnológica, onde as pessoas estabelecem contato através do SMS e da internet, existe espaço para as pessoas verdadeiramente sedutoras? Terá o sedutor desaparecido da nossa sociedade tendencial e sexualmente igualitária?

Sim, há pessoas sedutoras! Talvez até mais do que em outros momentos da história. Mas por quê? Na atualidade, a durabilidade estreita das relações, que terminam ainda na fase inicial, leva a crer que a sedução é grande e altamente disseminada. Porém, em muitos casos, ela é transmitida de maneira superficial.

Voltando ao mais famoso sedutor, Don Juan, é curioso como essa imagem de sedução, a nível cinema, não foi determinada também para uma figura feminina. Pelo contrário: a mulher é a vítima do sedutor. De qualquer modo, é importante dizer que existem inúmeras mulheres que são peritas na arte de seduzir.

Se analisarmos a fundo a figura de Don Juan, é possível observar que, mesmo sendo um personagem, essa figura caracteriza, em vários momentos, uma patologia para o sedutor e para o sujeito com o qual o sedutor se relaciona. Há em várias pessoas, assim como em Don Juan, uma grande compulsão para a sedução de um indivíduo que procura apaixonar-se da pessoa mais difícil de conquistar e, após a conquista, há o abandono quase que imediato. Essas pessoas dificilmente mantêm relações duradouras, já que preferem partir sempre em busca de novas conquistas, ou seja, de novas pessoas para colocar em prática o jogo de sedução.

Para pessoas com esse comportamento, o interessante é simplesmente o instante de prazer e o triunfo que a conquista proporciona. O desafio é o que mobiliza. Por isso, é fato que o narcisismo dessas pessoas é sem dúvida a principal característica das mesmas. É fato que essas pessoas se amam muito mais do que a qualquer outra pessoa. Isso evidencia, claramente, uma personalidade imatura.

Para além dos pontos negativos anteriormente mencionados, há uma grande notoriedade positiva em utilizar a sedução no dia-a-dia, especialmente para casais que, caso praticassem essa técnica, quebrariam a rotina que muitas vezes se torna maçante, além de apimentar uma relação que está fria.

A finalidade da sedução é conseguir a atenção da pessoa por todos os meios possíveis, o que obtém o controle emocional e cria uma enorme fonte de prazer. As etapas e rituais de sedução são universais, com poucas nuances, geralmente de natureza cultural.

Então, quais são as principais fases da sedução?

Sem dúvida, o primeiro passo é prender a atenção do outro. A seguir, há que iniciar uma conversação. O desejo de conhecer o outro um pouco mais faz com que as probabilidades de diálogo fluam positivamente. E manter-se interessado no outro é fundamental par uma relação harmoniosa.

A arte da sedução não deve ser usufruída somente por aqueles que desejam ingressar em uma relação. É imprescindível que casais lancem mão desse método, afim de se reacender momentos de paixão e intensidade em uma relação ameaçada pelo tempo.

Por isso, a manutenção na sedução e no amor tem que acontecer constantemente, para que o casal se satisfaça e seja feliz mutuamente.

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Turbine o seu cérebro!!!

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Atualmente há uma grande preocupação das pessoas em melhorar sua qualidade de vida, buscando maior possibilidade de sucesso, além de encarar de uma maneira mais positiva diversas situações que surgem no dia-a-dia da vida pessoal e profissional.

Estudos realizados por cientistas comprovam que depois dos 27 anos, as células do cérebro começam a morrer. Os sujeitos dessa faixa etária possuem cerca de 100 bilhões de neurônios, que são responsáveis por reconhecer o rosto de uma pessoa ou permitir que você se localize em um mapa.

Essas atividades são realizadas até que a temida morte da célula tem início. Porém, em testes feitos com ratos, os cientistas provaram que há exercícios para o cérebro que fazem com que os neurônios sejam reativados. São exemplos exercícios que podem ser feitos até mesmo conectado à internet, jogos de cartas, cruzadas, caça-palavras, entre outros. No entanto, considero muito interessante também o contato com o material offline, seja através da aquisição de revistas de atividades e jogos de cartas ou tabuleiro, o que pode fazer com que você interaja com outras pessoas e, consequentemente, trabalhe outras áreas cerebrais.

Pesquisas revelam que pessoas acima de 65 anos que passaram a desenvolver exercícios para o cérebro, vivenciaram o rejuvenescimento cerebral sensível. A prática de atividades cerebrais ajudam na concentração, memorização, estudos e foco, tendo em vista que a rotina em si estagna o cérebro. Adotando atividades que não são realizadas de maneira rotineira, certamente os neurônios começarão a ser ‘reativados’.

Stefanie Machado Maia, neuropsicóloga formada pela faculdade de Medicina da USP, explica que são caracterizados exercícios para o cérebro todos os estímulos que expõem situação de desafio a ele. “Quando um indivíduo se expõe a uma tarefa desafiadora, cria-se uma série de conexões entre os neurônios, as chamadas ligações sinápticas. Quanto mais conexões entre os neurônios existirem, maior será a capacidade do funcionamento cerebral, principalmente potencializando funções como concentração, memória, raciocínio, inteligência, habilidade em resolver problemas, abstração, agilidade mental, entre outras”, detalha.

Você já ouviu falar em neuróbicas? Não? As neuróbicas são, basicamente, uma inversão de ordem de algumas atividades e movimentos que fazemos diariamente, sem que, necessariamente, tenhamos que modificar nossa rotina. São atividades bem simples, mas que farão com que executemos conscientemente as ações que levam às reações cerebrais. Essa atitude proporcionará a produção de nutrientes cerebrais que desenvolvem as células do mesmo, deixando-o mais saudável e ativo.

Assim como a ginástica corporal, a neuróbica, também chamada de ginástica para os neurônios, tem que ser constantemente treinada, pois desse modo nosso cérebro ficará cada vez mais afiado. Quer conhecer algumas neuróbicas? Seguem alguns exemplos:

1-Use o relógio de pulso no braço que você não está acostumado a usar;

2-Ande pela casa de trás para frente;

3-Vista-se de olhos fechados;

4-Estimule o paladar; coma comidas diferentes;

5-Leia ou veja fotos de cabeça para baixo concentrando-se em pormenores nos quais nunca tinha reparado;

6-Veja as horas num espelho;

7-Troque o mouse do computador de lado;

8-Escreva ou escove os dentes utilizando a mão esquerda – ou a direita, se for canhoto;

9-Quando for trabalhar, utilize um percurso diferente do habitual;

10-Introduza pequenas mudanças nos seus hábitos cotidianos, transformando-os em desafios para o seu cérebro;

11-Selecione uma frase de um livro e tente formar uma frase diferente utilizando as mesmas palavras;

12-Experimente jogar qualquer jogo ou praticar qualquer atividade que nunca tenha tentado antes.

13-Experimente memorizar aquilo que precisa comprar no supermercado, em vez de elaborar uma lista. Utilize técnicas de memorização ou separe mentalmente o tipo de produtos que precisa. Desde que funcionem, todos os métodos são válidos;

14-Recorrendo a um dicionário, aprenda uma palavra nova todos os dias e tente introduzi-la (adequadamente!) nas conversas que tiver;

15-Ao ler uma palavra pense em outras cinco que começam com a mesma letra;

Resumidamente, mude a forma de fazer as coisas do seu dia a dia! Além disso, é importante lembrar que a sua saúde cerebral depende da saúde de seu corpo. Qualidade de vida é fundamental para a jovialidade de seu cérebro.

Fui traída (o), e agora?

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Desde os tempos primórdios, a traição faz parte da vida humana. Daí pensamos: como uma pessoa pode dizer que lhe ama e pouco tempo depois sair com outra? É uma pergunta realmente difícil de responder. O que se sabe é que uma traição causa uma dor intensa e gera um turbilhão de sentimentos como raiva, ira e em alguns casos, sentimentos de vingança. Há quem consiga atuar racionalmente e manter a calma nesses momentos, mas esta certamente é uma exceção à regra.

A traição considerada mais dolorosa é, sem dúvida, a traição no relacionamento amoroso. Muitas vezes, quando descobrimos tal situação, nos perguntamos porque não percebemos isso anteriormente. A verdade é que nosso inconsciente já estava observando que a relação começou a fracassar, mas nós consideramos mais fácil “vendar nossos olhos” e crer que nada de inadequado estava acontecendo. Muitas pessoas que foram traídas se sentem culpadas e acham que esse episódio se deve a um comportamento que elas não deveriam ter tido. Pensar desse modo é ruim e danoso. A pessoa traída não tem culpa. Quem traiu é o verdadeiro culpado. Sempre. A traição é uma quebra de contrato. A partir do momento que uma relação afetiva é aceita pelas duas partes, há um combinado imposto de maneira inconsciente que a traição não deve existir na relação. A traição é uma escolha ou mesmo um ato impulsivo.

É comum que a traição ocorra por dois motivos: ou há um envolvimento afetivo por outra pessoa, a ponto desta ter se apaixonado, algo que pode acontecer com qualquer pessoa; e a segunda alternativa seria a possibilidade de que a pessoa que está a seu lado tem um ego que necessita que o seu poder de conquista seja sempre colocado à prova. Sendo assim, possivelmente essa pessoa sempre será infiel, independente do companheiro afetivo que esteja.

Ser traído é como se algo que nos pertence fosse tomado, roubado, ou melhor, a exclusividade do amor do parceiro foi compartilhada com outra pessoa, o que não é agradável. E é exatamente por isso que a traição, mesmo que perdoada, deixa cicatrizes. Tal como um vaso quebrado, que quando colado, evidencia as marcas.

Felizmente, não imaginamos que seremos traídos. Ingressamos em um relacionamento sempre com otimismo, acreditando que a traição não fará parte da nossa realidade. Isso é crucial, visto que se não tivéssemos essa ideia, possivelmente viveríamos sempre sozinhos.

Então, surgem as perguntas: Se eu for traída (o), o que faço? Qual atitude tomar? Devo perdoar ou terminar a relação? Essas são questões difíceis de serem respondidas, pois cada sujeito é único e cada pessoa tem uma perspectiva acerca de sua relação e de seu parceiro. Contudo, é imprescindível que, caso a pessoa decida perdoar a traição, esta reconstrua o relacionamento valorizando os pontos positivos e de maneira nenhuma vigiar os passos do parceiro. Encarar sua decisão com maturidade e pensar em possibilidades que fortaleçam a relação é fundamental. Viver um dia de cada vez. Se você conseguir fazer de cada dia ao lado de seu companheiro um momento agradável e significativo, a relação se tornará mais importante do que o que ocorreu fora dela.

Do contrário, ou seja, caso você decida encerrar o relacionamento, é preciso ter em mente que um relacionamento não tem garantias e por isso, ele pode terminar. Essa atitude não deve causar um sofrimento por um longo tempo. Terminar sem culpa é ótimo.

Em suma, depois de uma traição, você deve avaliar se ainda gosta dessa pessoa o suficiente para investir na relação. Foque em você, e não no que as pessoas pensaram da sua escolha.

Acabou a folia! Vamos colocar nossa vida em dia?

Fim de carnaval

Carnaval, carnaval… Eu fico triste quando o carnaval se vai. Esse é seu caso? Que tal reverter esse jogo? Passado o carnaval, é hora de colocar todos os planos que estavam até então no papel, em prática. O feriado prolongado se foi. Que tal voltar à vida normal? Esse pode ser um excelente e oportuno momento para retomar as nossas atividades, visto que estamos empolgados, “cheios de gás”. Para quem idealiza um novo patamar profissional, essa é a hora!

Deixar o cansaço físico que a festividade nos trouxe é importante. A folia, o trânsito, os engarrafamentos… Tudo isso é muito desgastante, eu sei. No entanto, é fundamental a reorganização de nossa vida pessoal.

O planejamento daquilo que pretendemos fazer pode ser uma boa alternativa. Sugiro que, a partir de agora, no início de cada semana estabeleçamos o que faremos nos próximos dois ou três dias. Sentar e escrever as tarefas e obrigações após o feriado pode ser um estímulo para o cumprimento dos compromissos. Dormir cedo nos primeiros dias após o feriado prolongado pode ser também bastante auxiliar. Assim, retomamos gradativamente nosso ritmo de sono.

Apesar de muitas pessoas se sentirem animadas, alguns sujeitos reclamam de uma grande preguiça após o retorno do carnaval ou de qualquer outro feriado prolongado. Para eliminar esse desconforto, o ideal é começar devagar a execução das atividades. Uma sugestão seria organizar os seus instrumentos de trabalho, sua mesa, o local. Essa mesma dica pode ser aplicada para os indivíduos que estudam. Organizar os materiais, a agenda fará com que você se sinta mais motivado e disposto.

Com tarefas simples como essas, que você realizará rapidamente, você se sentirá recompensado, pois terá um ambiente agradável para cumprir as coisas mais complexas do dia.

Como mencionado em outras publicações, é imprescindível trabalhar o nosso pensamento. Para voltar positivamente à rotina, deve-se parar para pensar se estamos no caminho certo, tendo em vista nossos objetivos e expectativas. A autoavaliação é parte importante do processo de enxergar qualidades e defeitos profissionais e estudantis.

Manter a motivação (leia mais sobre motivação em: https://vidaepsicologia.wordpress.com/2013/02/05/a-motivacao-e-a-chave-da-realizacao/) é um fator relevante. Sem dúvida, o comprometimento é indispensável, já que ele fará com que as metas sejam atingidas.

Lembre-se que o cérebro precisa de todos esses conceitos para atuar de maneira benéfica após um feriado prolongado. Além disso, o cérebro tem uma capacidade grandiosa de se adaptar às mudanças. O cérebro gosta de novidades! Por isso, investir em mudanças é formidável. Quem está ensaiando para entrar na academia pode aproveitar a hora. Mora perto do trabalho? Que tal deixar o carro de lado e usar a bicicleta ou mesmo exercitar a caminhada? Assim, você muda a rotina e ainda faz um exercício físico.

Sorrir, mesmo que não esteja muito animado com o retorno à rotina, faz muito bem. Além de fazer com que você se sinta mais relaxado, as pessoas que irão rever você se sentiram muito mais motivadas, e isso fará bem a você também. O resultado você mesmo colherá.

Relações no trabalho…

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Ter um bom relacionamento com as pessoas de seu trabalho certamente é um fator relevante, visto que temos que conviver quase que diariamente com esses sujeitos. No entanto, é bem comum que algumas pessoas apresentem algumas dificuldades de adaptação quando iniciam um novo trabalho ou mesmo mudam de setor na empresa. Esse deslocamento pode depreciar a performance do indivíduo, fazendo com que a imagem deste fique abaixo do esperado. Para evitar esse problema, é importante que realizemos adaptações em nossa personalidade e na maneira de conviver com o grupo, afim de se promover como profissional.

É fato que cada sujeito é único, repleto de particularidades. Sendo assim, normalmente a dificuldade de adaptação existe, mesmo que seja mínima. Quando as diferenças são sentidas como interessantes e agregadoras, estabelece-se um processo de aprendizagem e trocas de informações favoráveis, o que gera crescimento pessoal. Caso contrário, a relação se torna insustentável. É fundamental o desejo de se permitir conhecer o outro e acreditar que ele pode contribuir de alguma maneira com a sua vida e com o trabalho. Adaptação e aceitação são palavras chave.

Antes de tentar compreender o outro e aceitar como ele é, é preciso aprender a compreender a nós mesmos para que consigamos ter um pensamento positivo sobre quem está perto de nós. A mente alheia é um grande mistério quando não somos capazes de aceitar as diferenças de pensamento, aprendizado e experiências de previas de vida.

O trabalho exige das pessoas muito comprometimento e relacionamento interpessoal. Simplesmente fazer bem as tarefas que são designadas a você não é suficiente. É necessário ter a habilidade no trato com os companheiros de trabalho. Trabalhar em um ambiente em que as pessoas se relacionem bem profissionalmente faz com que esses sujeitos tenham prazer em executar suas tarefas.

A habilidade humana de se relacionar com as pessoas é incrível. Conviver bem com os outros faz com que as pessoas se sintam importantes. É bom ser reconhecido e valorizado pelo que se faz.

Carlos Castaneda, autor do livro “Fogo Inteiro”, define os cinco atributos de um profissional exemplar: controle, disciplina, paciência, oportunidade e vontade. O uso desses cinco pontos pode é útil na hora do convívio com outras pessoas:

1- Controle: controle emocional, saber se conhecer, respeitar os próprios limites, saber viver a vida como ela é e não como se imagina, fantasia ou gostaria.

2- Disciplina: para poder organizar e seguir um método de convívio, de mudança ou quebra de padrão na relação. Saber viver no agora e se organizar para que sua atenção esta com o foco no agora e na solução ao invés de estar perdido nos pensamentos passados ou que ainda estão por vir ou mesmo nos problemas e aborrecimentos.

3- Paciência: começando com você mesmo e expandindo aos demais. As coisas tem um tempo para acontecerem, tanto mudanças internas quanto externas. Aceite e respeite esse tempo.

4- Oportunidade: saber aproveitar as oportunidades de contato com as pessoas e usa-las da melhor maneira possível. Estar focado nos ajuda a ?enxergar? o obvio.

5- Vontade: de querer aprender, se misturar e se achar no contato com o outro. Usar essa energia que temos para poder seguir em frente.

É hora de mudar os seus comportamentos!

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Todas as pessoas vivenciam constantes mudanças. Aprender é mudar. No entanto, mudar não significa que seja para melhor. É fundamental que a pessoa deseje e mentalize que precisa mudar para algo mais positivo, para um patamar mais elevado. Somente assim a pessoa trabalhará em favor de seu desenvolvimento pessoal. Inevitavelmente, há momentos em nossa vida em que temos que mudar, seja por uma iniciativa própria ou pelas exigências que a vida nos faz. O comportamento de mudança é uma escolha. Temos o direito e a capacidade de ajustar o nosso comportamento em relação às varias situações que acontecessem em nossa vida.

Porém, em alguns momentos, experimentamos situações em que, mesmo querendo agir de uma maneira diferente, nossas emoções fogem de nosso controle. E as emoções acabam ditando o nosso comportamento. Esses obstáculos e autosabotagens emocionais nos tomam a habilidade de mudar da maneira que gostaríamos.

Pense que o que trará resultados satisfatórios não é mudar a si mesmo, e sim as suas atitudes. Para isso, normalmente estabelecemos atitudes de outras pessoas como referências, seja um amigo, um irmão, ou seja, um modelo que você aprecie. O grande erro de algumas pessoas é que elas se comparam ao outro fazendo apreciações negativas de si mesma. Se comparar pela negativa é prejudicial. Contemple o que gostaria de ver em si mesmo e faça algo que permita implementar esse comportamento de uma maneira que possa lhe favorecer. Para uma mudança saudável e que atinja verdadeiramente você, o correto é que você foque apenas em seus comportamentos, e não no que você é como pessoa ou, tampouco, em seu amor próprio. Questionar o nosso próprio valor como pessoa pode ser destrutivo. Isso é um sinal de que sua autoimagem e sua autoestima estão abaladas. Este circuito negativo e constante de desvalorização de você faz com que você se aprisione em si mesmo, e consequentemente você fará mais do mesmo. Isso é conflitante, já que faz você se sentir impotente e paralisado mesmo sabendo que necessita urgentemente mudar.

O amor próprio não pode ficar fragilizado. Somente ele fará com que você tome atitudes positivas. Amar-se e ter uma autoestima elevada sempre auxiliará uma mudança positiva, que lhe satisfaça. E a melhor maneira de fazer isso, é não focar a mudança em si mesmo, mas em seus comportamentos, dado que os nossos comportamentos são percepcionados como parte de nós, e não nós mesmos.

As pessoas desejam mudar por dois motivos: ou porque desejam mudar algum comportamento ruim, ou porque desejam adotar um novo comportamento que fará com que sua vida mude para melhor. Você, assim como todas as pessoas, tem a capacidade de liderar a si mesmo. Isso é imprescindível. Conhecer a si mesmo e o que pretende mudar, para posteriormente focar as suas forças nessa tarefa são diferenciais. Abasteça-se de força de vontade, porque barreiras certamente surgirão nesse processo. Quando se pretende iniciar um comportamento novo, a maior dificuldade prende-se com o desconforto inicial e com a ausência de um retorno positivo imediato. As mudanças comportamentais evidenciam resultados a médio prazo. É preciso ser paciente e perseverante se deseja realmente mudar as suas atitudes! Seja persistente se deseja realmente aprender algo novo. Dedicar-se a essa tarefa é fundamental. Além disso, confiar que essa mudança será positiva lhe impulsionará a seguir. Confiar em si mesmo é extraordinário em qualquer tipo de mudança que queiramos implementar em nós mesmos. Sem um senso de autoconfiança, ficamos à mercê das vicissitudes da vida e das nossas incapacidades.

Por isso, estimule-se, impulsione-se, motive-se até designar em si mesmo o comportamento desejado. Desse modo você mudará a si mesmo sem ter focado diretamente nisso, e sim na mudança de suas atitudes, de seu comportamento. Isso trará resultados e bem-estar para sua vida.

O fantasma do desemprego bateu em sua porta?

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O Brasil é um país em pleno desenvolvimento. Não obstante, ainda é muito alto o nível de desemprego no país. Perder o emprego, para muitos, é o mesmo que perder referências importantes, que identificam quem eu sou ou mesmo o que eu tenho de valor. O sujeito desempregado reconhece que sua realidade se desfigurou e, quase que automaticamente, inicia-se um processo de abandono das referências, que ocorre por conta de um ciclo que se inicia a partir de um choque, seguido pela depressão e podendo conduzir ou não à adaptação. Assim, a pessoa desempregada vive um processo de perda e culpa.

A supervalorização do capitalismo, faz com que o emprego esteja diretamente relacionado com a valorização moral da pessoa, no caso, o trabalhador. As pessoas que estão desempregadas, pelo contrário, são desvalorizadas e reconhecidas, em muitos momentos, como indivíduos incapazes.

É importante pensar que, apesar de um desempregado não estar momentaneamente exercendo seu ofício, ele é uma pessoa e faz parte de um grupo social. É um sujeito ativo, repleto de habilidades e potencialidades, mesmo não estando empregado. Além disso, assim como sujeitos ativos profissionalmente, os desempregados também estão em processo de transformação, como todos os seres humanos.

O grande desafio para o sujeito que temporariamente está desempregado, é lidar com a complexa instabilidade psicológica oriunda da falta de recursos financeiros e sociais que ele mesmo insere em sua vida, certamente que de forma inconsciente. A família, os amigos e até mesmo a sociedade valorizam o sujeito trabalhador. Quem está fora de um ofício, consequentemente não é reconhecido como um sujeito de valor, e isso é um grande problema. As pessoas deixam de analisar outros atributos do sujeito e o pior: até mesmo o próprio desempregado perde a capacidade de reconhecer seus valores e capacidades.

Devido a esses fatores, somados a outros como independência, controle do próprio tempo de finanças, entre outros, há uma transição nas relações de trabalho; o emprego formal está diminuindo e dando espaço a outras formas de trabalho remunerado. Todavia, o trabalhador permanece com o mesmo significado instituído de emprego. O emprego formal fornece uma estrutura temporal para a vida do trabalhador e um senso de propósito, fornece rotina e salário regulares; já outras formas de trabalho remunerado como o trabalho autônomo não fornecem necessariamente as mesmas estruturas.

A partir dessa análise, é possível afirmar que a relação de trabalho e saúde mental é bem mais ampla do que se previa. Algumas pesquisas bem atuais revelam, inclusive, que pessoas que ficam por mais de seis meses desempregadas, estão mais predispostas a vivenciarem problemas no campo da saúde mental. Evitar o pânico e criar alternativas diante do desemprego podem fazer com que o sujeito passe a valorizar atributos que antes sequer reconhecia em si mesmo, além de evitar transtornos em sua saúde física e mental. Pessoas nessa situação podem aproveitar para reinventar, crescer, evoluir e até conseguir algo melhor. Isso soa surreal para você? Mas não é. Em muitos momentos, deixamos de aproveitas excelentes oportunidades porque estamos focados no problema. Deixamos de aprender mais sobre nós mesmos, sobre como exercer a missão de vida, sobre o que verdadeiramente queremos da vida e o que podemos fazer para melhorar a todo tempo. Tirar o foco do problema, ou seja, parar de se deter no que está errado ou naquilo que deixou de fazer pode ser um grande diferencial. Aprenda a aproveitar o seu tempo buscando e refletindo sobre novas oportunidades. Aprender a ter uma atitude empreendedora, reativar a sua lista de contatos, manter-se atualizado, manter uma atitude positiva, sorrir e modificar satisfatoriamente o seu dia a dia e estar sempre preparado são trunfos que você sempre deve ter na vida. O fato é que muitas vezes, ao conseguir um novo emprego, não é preciso esperar muito tempo para que comece a fazer exatamente as mesmas coisas que fazia anteriormente e, desse modo, a probabilidade de um novo desemprego possivelmente virá à tona.

Sendo assim, utilize o tempo que você estará no aguardo de uma nova oportunidade de emprego para rever sua lista de valores e quais são as suas convicções a respeito de como poderia contribuir para sua próxima empresa empregadora. Vai valer à pena.