Por mais que eu deseje, não consigo dirigir!

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Não consigo dirigir! Tenho muito medo! Só de pensar em pegar o volante e ver vários carros vindo em minha direção, entro em desespero! É como se eles viessem contra mim!

É bem comum me deparar com relatos como esses em ambiente terapêutico. Muitas dessas pessoas chegam a dizer que já conseguiram dirigir e que se sentiam bem com isso, mas depois de vivenciarem uma determinada situação, que para elas foi traumática, elas simplesmente não se sentem mais mentalmente disponíveis para executarem essa atividade. O medo, a incerteza e o receio em errar são sentimentos que paralisam os sujeitos que apresentam esse perfil.

Sendo assim, quando um indivíduo busca a terapia para fazer com que ele não tenha mais essa limitação, normalmente é usada a técnica Eye Movement Desensitization and Reprocessing, mais conhecida pela sigla EMDR ou pelo nome em português: Dessensibilização e Reprocessamento através do Movimento Ocular, que é uma terapia breve e focada, muito adequada a casos como esse.

O que é a EMDR? Nada mais é que um processo de dessensibilização e reprocessamento de experiências que se configuraram, de alguma maneira, com emocionalmente traumáticas por meio da estimulação bilateral do cérebro, que é a responsável por promover a comunicação entre os dois hemisférios cerebrais.

O processamento natural da informação é reconfigurado e desse modo, com apenas uma ou duas sessões com EMDR, a percepção psico-sensorial já não se manifesta da mesma maneira que antes quando o acontecimento traumático é trazido à mente. Muitas pessoas acreditam que elas deixaram de se lembrarem da experiência traumática. Isso não irá acontecer. O que ocorre é que as memórias continuaram sendo recordadas, mas o efeito, antes extremamente perturbador, irá desaparecer.

A técnica EMDR recria o que acontece naturalmente durante o sonho ou o sono na fase REM (Rapid Eye Movement) e por isso, é classificada como uma terapia de base fisiológica, pois ajuda o sujeito a encarar e viver os traumas de uma forma mais positiva e sem efeitos perturbadores e paralisantes.

Ginástica para o cérebro: pratique essa ideia!

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O mundo globalizado e a velocidade da informação e dos avanços tecnológicos fazem com que nos deparemos com um ambiente de competição, exigindo de cada sujeito rapidez na tomada de decisões, dinamismo, eficiência, redução no tempo de desenvolvimento de trabalho e produtividade. Para tal, é fundamental uma boa capacidade intelectual e psíquica para lidarmos com toda essa cobrança e com o estresse que esta pode desencadear.

Nossa capacidade intelectual é fruto de nossa carga genética, as influências ambientais que recebemos durante nosso desenvolvimento e também nosso ritmo de vida.

É comum, na atualidade, que muitas pessoas reclamem de desatenção, falta de memória, redução da capacidade de raciocínio e da criatividade. Isso se deve, principalmente, a dois fatores: a sobrecarga de estímulos, algo que é natural nos dias de hoje, ou seja, pessoas desenvolvendo várias atividades ao mesmo tempo e dormindo menos do que deveriam, o que faz com que o nível de preocupação, estresse e ansiedade se tornem elevados; e especialmente, a falta de treinamento cerebral, que nada mais é do que uma acomodação na rotina e automatização mental. Assim como um músculo, o cérebro necessita ser retirado da zona de conforto e passar a ser estimulado através de desafios,  da criação de soluções, dos erros, acertos e aprendizagens durante toda a vida. Como conseguir isso? É bem simples! É fundamental que busquemos atividades intelectuais novas diariamente ou ainda realizemos tarefas rotineiras de uma maneira nova e criativa. Brincar, jogar e resolver desafios intelectuais cumprem o papel de desenvolver algumas habilidades cerebrais primordiais para compormos o que nomeamos de inteligência.

Existem vários exercícios cerebrais simples, alguns inclusive que você já deve conhecer, tamanha consagração dos mesmos. Vamos nos exercitar mentalmente?

1)      Teste das cores:

Teste bastante popular, que tem por princípio ler as cores em que as palavras estão escritas, e não o texto que está escrito. É um teste de atenção concentrada, engajamento e inibição de respostas.

Cores1

2)      Teste de rastreamento:

A função desse exercício é ler o texto abaixo atentamente e tentar identificar quantas letras “F” aparecem. Parece simples, mas não é. Para a execução do mesmo, o cérebro necessita inibir a leitura do todo, ou seja, de cada palavra, e se esforçar para reconhecer as letras “F”. (O gabarito estará disponível no final do texto).

f

 3)      Soletrar invertido

Este é um exercício de complexidade moderada, mas que exige muita concentração. É preciso lembrar a grafia correta de uma determinada palavra, inverter a escrita e narrar as letras na sequência correta. Quanto maior a palavra, mais difícil se torna a atividade.

 Soletrar

 4)      Contas seriadas de cabeça

Este é um exercício bastante curioso. Faça a conta abaixo apenas de cabeça, somando progressivamente os números e em seguida anote o resultado. Depois, refaça a conta com o auxílio da calculadora. É muito fácil de o cérebro se equiviocar em uma operação como essa, pois são dados dinâmicos e que se mantêm registrados exclusivamente mentalmente. Experimente!

 Matemática

Resposta exercício 2: Há 06 (seis) letras “F” dispostas no texto.