E o brasileiro continua deixando tudo para última hora…

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Vamos lá, diga a verdade: quantas vezes você deixou para a última hora o que necessitava fazer? Várias! No entanto, não pense que  você está sozinho.  Não, definitivamente não está sozinho. Deixar para a última hora tarefas importantes tornou-se um hábito de nós, brasileiros, certamente com algumas exceções. O que talvez você não saiba é que esse comportamento tem um nome pouco popular: procrastinação, termo oriundo do latim procastinare, que quer dizer “encaminhar para amanhã”.

Pesquisas revelam que cerca de 97% dos brasileiros admitem deixar tarefas importantes para a última hora. A procrastinação é um hábito tão comum a nós que muitas vezes não nos damos conta que fazemos isso frequentemente. Quem nunca, pelo menos uma vez, colocou o celular no modo “soneca” para dormir mais cinco minutinhos? Quem nunca sentiu preguiça de lavar louças e adiou a tarefa para mais tarde? Socialmente, crescemos em um contexto que permite que adiemos todas as tarefas que não desejamos fazer no momento para depois. Agora, o que também não observamos que os assuntos pessoais são os aspectos que mais adiamos em nossas vidas. É fato que deixamos de almoçar em alguns dias, deixamos de fazer check ups médicos, deixamos de nos divertir, entre outros, alegando que não temos tempo ou que há outras tarefas que devemos fazer prioritariamente. Há ainda outras fatores que nos levam a procrastinação: falta de energia, medos, preguiça e autossabotagem.

Devemos saber que não há mal nenhum em procrastinar em alguns momentos de nossa vida. Isso se torna um problema quando passamos a sempre adiar atividades que não poderiam ser deixadas para depois. Muitas vezes, a procrastinação faz com que, posteriormente, sintamos culpa, vergonha, ansiedade, baixa autoestima e insegurança. Procrastinar com frequência acaba fazendo com que nossas vidas obtenham resultados atrasados e percamos o equilíbrio.

É importante mencionar que quem procrastina, ou seja, quem deixa as tarefas para última hora, posterga tanto tarefas banais quanto compromissos importantes. Por isso, a procrastinação não depende da dimensão ou mesmo da importância da ação que deve ser realizada. Pensa-se, por isso, que há um grande medo de fracassar ou de contemplar as consequências do ato que deve ser executado. Sendo assim, há a ideia de que quem deixa tudo para o último momento se delicia internamente, de alguma maneira, com essa atitude.

Você deseja parar com esse hábito? Há maneiras de interromper ou pelo menos diminuir a procrastinação. Seguem algumas estratégias:

  • Reserve um tempo na agenda para os compromissos e os cumpra no dia e o horário determinados;
  • Sempre verifique os pontos positivos de executar a tarefa de maneira antecipada;
  • Crie um ritual de execução (pense em algo que o deixe motivado a executar a atividade);
  • Execute pequenas atividades: comece fazendo coisas menores, de rápida execução;
  • Estabeleça as prioridades do seu dia e ordene da maneira que considerar mais eficiente;
  • Diga mais nãos: não assuma responsabilidades somente para agradar as pessoas;
  • E principalmente: não tenha medo de errar! Deixar de lado nossa insegurança e conhecer as nossas limitações faz com que aprimoremos nossas habilidades e tomadas de decisões. Errar auxilia em nosso processo de aprendizagem! Pensemos nisso!
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Eu tenho potencial, mas não consigo agir!!!

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Em um primeiro momento, precisamos acreditar que todas as pessoas têm um grande potencial. O que muitas pessoas não sabem é a maneira de colocar esse potencial para fora. Aparentemente, esses sujeito têm um grande medo de mostrar suas habilidades, o que os paralisa. Sem dúvida, há nesses casos um medo que mantém essas pessoas presas e, consequentemente, as impedem de vivenciarem uma intensa felicidade e sucesso no que pretendem realizar.

Quando o medo sai do patamar de equilíbrio, este nos mantém refém de nós mesmos, fazendo com que acreditemos não sermos bons o suficiente para fazer nada construtivo. O medo pode ainda nos impedir de projetar sonhos e objetivos, o que faz com que tenhamos dificuldades para construir a vida que desejamos. “O nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados. O nosso medo mais profundo é que somos poderosos além de qualquer medida. É a nossa luz, não a nossa escuridão, que mais nos assusta.” – Marianne Williamson

É possível dizer que o medo, no decorrer do tempo, faz com que passemos a desenvolver um padrão de evitamento. Então, obviamente, impediremos tudo o que possa apresentar-se como medo. Enfim, construímos uma redoma ao redor de nós mesmos, o que bloqueará a exposição de nosso potencial. Nós nos fechamos ainda mais a cada vez que nos afastamos de um objetivo, quando deixamos de defender uma ideia, quando acreditamos que somos limitados.

Essa redoma em que nos fechamos se torna tão rígida, inflexível, que atinge um grau não manejável, levando-nos a acreditar que nunca seremos capazes de quebrá-la. Esta redoma pode ser o que está impedindo que você atinja todo o seu potencial.

Devemos nos lembrar que essa estrutura que nos bloqueia não foi construída em um único dia. Por isso, não vamos conseguir instituir novos hábitos de um dia para o outro. Começar sabendo que precisamos construir um novo caminho é uma boa dica. Aos poucos, devemos retirar de nós as crenças negativas que nos rondam. Quando nos damos conta que os medos podem ser removidos, que podem ser superados, ficamos preparados para avançar para uma nova etapa.

Saiba, contudo, que o processo nem sempre é simples e que é normal que em alguns momentos tropecemos em nossa jornada. Não fique alarmado com isso. Precisamos nos manter firmes e focados em nosso objetivo final. Assim, vamos mostrar para nós mesmos o que realmente podemos executar e toda a nossa capacidade.

Saudades…

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Saudades… Sentimento tão humano, profundo e ao mesmo tempo tão desconcertante. Sentimos saudades do que já foi, do que vivemos, do que foi prometido, de alguém que não está mais conosco ou que simplesmente saudades de alguém com quem deixamos de conviver.

Nós, pessoas, temos o privilégio de termos um sentimento tão digno quanto a saudade. A consequência desse sentimento é sempre nos aproximar das pessoas ou situações ausentes.

A saudade tem uma função ímpar em nossa vida: devolver-nos as direções de nossa identidade, na medida em que organiza nossa memória e situa-nos no meio dela.

Durante a nossa vida, experimentamos por diversas vezes sentir saudades. Isso é importante porque, indiretamente, coloca em prática nossas memórias episódicas e emocionais, e essa situação concede-nos uma espécie de qualificação ao grau de pessoas que pensam ou sentem a própria história. A saudade faz com que a nossa personalidade seja consolidada.

Em alguns momentos, a saudade dói como um corte feito por navalha. Sentimos o nosso coração sangrar em nossa alma. Sentimos ainda um vazio imenso  quando estamos com saudades de alguém ou de algo. Então, é possível dizer que nesse momento, a saudade nos faz mal. Muitas pessoas deixam até mesmo de viver o presente porque a saudade rouba a capacidade de vivê-lo de uma maneira positiva. Isso ocorre porque sentimos uma grande insegurança e necessidade de proteção que a pessoa ausente nos proporcionava.

Nós  sentimos uma enorme necessidade de estarmos inteiros, completos, e muitas vezes cremos que essa completude se dá somente na presença do outro. Quando essa pessoa ainda faz parte de nosso convívio constante, acreditamos que podemos ser quem “verdadeiramente somos”, mas custamos a senti-lo quando estamos sozinhos. Sentimo-nos completos na intimidade com o outro, mas vazios na intimidade com nós próprios.

Seria extremamente favorável que pelo menos de vez em quando nos bastássemos. Você já pensou em se relacionar consigo mesmo, gostar de si mesmo, valorizar a sua própria potência? Quando nos relacionamos afetivamente com alguém, nos enamorarmos, afirmamos que “fulano” é nosso amigo, ou outras situações semelhantes, estas não acontecem simplesmente porque encontramos a nossa metade, como popularmente falamos. Isso ocorre porque sentimos e reconhecemos no outro alguém capaz de negociar conosco a nossa “totalidade”. Nós não somos metades. Somos uns. Mas precisamos dos outros para ter a certeza.

Saiba, enfim, que antes de sentirmos saudades do outro, sentimos saudades de nós mesmos quando éramos com ele (a). Tínhamos uma certeza de quem éramos antes, juntamente com o outro, e quando este se vai, ficamos em dúvida de como seremos a partir de agora. Sentir saudades é relembrar e revisitar o outro, mas é também estarmos mais perto de nós mesmos!

E agora, que faço eu da vida sem você

Você não me ensinou a te esquecer

Você só me ensinou a te querer

e te querendo

eu vou tentando me encontrar…

Por que estou triste?

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Quando sentimos uma tristeza profunda, a ponto de as pessoas ao nosso redor perceberem, é bastante comum que estas afirmem que o sofrimento passará assim que raiar um novo dia e que há pessoas que estão sofrendo mais do que nós. Daí pensei: se sentir triste é algo proibido? Por que as pessoas se comovem tanto com o estado de tristeza? Qual a função da tristeza?

Você já passou por um dia em que se sentia triste sem saber ao menos o por quê? Possivelmente sim. Isso ocorre pelo fato de não conseguirmos exprimir o que sentimos em nosso íntimo. A tristeza tem precisamente a função de pararmos por alguns momentos e interiorizarmo-nos. Por outras palavras, os momentos de tristeza são muitas vezes momentos de pausa para refletirmos sobre a nossa vida.

Essa emoção pode ser compreendida como um aviso para que iniciemos uma procura de algo que está ruim conosco. A tristeza nos proporciona energia suficiente para arquitetarmos o nosso dia-a-dia e envolvermos tudo o que pudermos. Ela faz ainda com que desejemos correr o mais rápido possível para o caminho da felicidade e evitemos o tão temido diálogo conosco mesmos, ao confronto com nosso interior.

Dialogar com si próprio é muito válido pois, da mesma forma que existem sentimentos e emoções que são diretamente relacionados às respostas de sobrevivência, como medo, ira e aversão, existem emoções que fazem com que nos conscientizemos da necessidade de aprender, tal como ocorre com a tristeza, que nos auxilia efetivamente em nosso crescimento.

Por isso, devemos desmistificar a ideia de que a tristeza é uma emoção exclusivamente negativa. Ela é, em vários momentos, necessária e produtiva. Se sentir triste pode ser um forte indício de que estamos com uma fonte interna de mudança, de criatividade, na medida como ultrapassamos os nossos obstáculos e de autoconsciência.

Contudo, quando atingimos um ponto de nossa vida em que a tristeza não é alternada com estados de alegria, ou seja, a tristeza se torna o emoção dominante, somos impedidos de vivermos e de estarmos uns com os outros. É básico contermos esse estado, já que a tristeza constante se torna um bloqueio na vida, que rouba as reações e leva à apatia. Não pense que isso ocorre somente com a tristeza. Qualquer emoção que sai do contexto de equilíbrio, em algum momento nos fará mal. Manter uma vida em equilíbrio é altamente favorável para nossa saúde física e mental.

O sexo alimenta a relação!

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Apesar de ser algo bastante comum, o fato de a intensidade sexual diminuir à medida que a relação afetiva se torna estável e contínua é ruim para o casal. Muitas pessoas afirmam que a paixão sexual, após o casamento, dá lugar à hibernação. O que acontece então? Desinteresse? Não é possível dizer, já que cada casal experiencia um tipo de situação. A grande questão é que o cheiro, o toque, o corpo e a excitação não têm mais o mesmo vigor, passando posteriormente a uma completa ou total banalização do interesse corporal.

Esse esfriamento é prejudicial para a relação, já que o sexo prazeroso para o casal pode ser uma das peças fundamentais para um relacionamento bem sucedido e feliz para os dois.

Sendo assim, o que fazer para reaquecer a chama sexual? Uma das alternativas é, sem dúvida, manter uma constância no contato sexual e especialmente, que o casal não se detenha somente ao quarto. É conhecido que quando um casal inicia a vida sexual, ambos os parceiros se tornam amantes e não conseguem se desgrudar um do outro. Há uma grande necessidade de fusão nesse momento. Quando os parceiros se encontram, há troca de olhares, um toque, um sorriso, ou seja, há um desejo sexual direta ou indiretamente revelado. Não obstante, quando a relação atinge um ponto de estabilidade, quase que automaticamente se inicia uma separação da área sexual das demais tarefas do casal, sejam domésticas ou familiares. Manter o desejo e a erotização no contato com o parceiro é muito favorável. Além disso, o sexo não deve ser resumido somente a um lugar / espaço. As brincadeiras sexuais são um excelente aperitivo que recriam e intensificam a libido.

Quando estamos apaixonados, volta e meia nos deparamos com pensamentos que fazem com que sejamos remetidos ao mundo erótico que vivenciamos com o nosso parceiro. Tal como mencionado anteriormente, vamos nos acostumando com a relação e, desse modo, passamos a não pensar nas carícias, nos beijos, nos toques. A ausência desses pensamentos é danosa à relação! É exatamente esse lado fantasioso que deve continuar existindo! Traga recordações enquanto realiza atividades domésticas, quando se direciona ao trabalho ou em uma pausa do seu dia! Somos responsáveis por fazer que a relação e o desejo sexual perdurem, nos envolvendo de todas as maneiras na mesma, mesmo que por breves instantes durante cada dia.  É imprescindível procurar também transpor esta capacidade de fantasiar para os momentos em que vê o seu parceiro em momentos não propícios à pratica sexual, relacionados com as rotinas da vida. Isso fará com que o desejo não caia num processo de acomodação, consequentemente permanecendo aceso durante toda a relação do casal. Atreva-se, ouse, mantenha o desejo sexual em sua relação!

Amor apaixonado e amor companheiro

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“O amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente…”. Como diria Camões, o amor apaixonado faz com que nos sintamos envolvidos em um constante fogo da paixão e deslumbre. Porém, é fato que, com o passar do tempo, o fogo da paixão diminui, o que faz com que vagarosamente essa intensidade seja transformada em normalidade, e o amor apaixonado se transforme em amor companheiro, cúmplice.

Organicamente falando, é praticamente impossível nos mantermos em um estado de paixão continuamente. E é por isso que o amor paixão se transforma, posteriormente, no amor companheiro. Não pense que isso é ruim. Pelo contrário: o amor companheiro é bastante saudável e natural, que visa nos proteger da exaustão e degradação física e psicológica.

Agora, engana-se muito quem acredita que, quando o sentimento se transforma em amor companheiro, não há espaço para a paixão. Há uma falsa ideia de que com o tempo a paixão de consome eternamente. O investimento constante na relação, alimentando-a, cuidando-a a cada dia, apimentando-a com criatividade, pode promover um amor companheiro repleto de paixão. Seguem então algumas dicas para que a paixão sempre faça parte do relacionamento:

Que tal investir na mudança da rotina e encontrar algo novo para fazer, a dois? Mesmo casados, experimentem agir como namorados. Determinar um dia da semana para saírem a dois é perfeito. Além disso, há também a alternativa de fazerem alguma atividade juntos, como um curso ou um esporte.

Dar demonstrações de afeto é fundamental: Dizer ao outro que o ama e o quanto ele é importante para você é muito bom e certamente potencializa a relação. No entanto, não podemos nos deter somente à linguagem verbal: tocar, olhar, dar carícias e beijos é estimulante não somente para quem recebe, mas para quem fornece esses carinhos. Essas atitudes fazem com que o casal fique mais próximo e feliz. Até mesmo na realização das atividades domésticas riam juntos, se toquem.

Surpreenda o outro! Quando conhecemos bem o nosso parceiro, sabemos sobre as coisas que ele gosta. Por isso, surpreenda-o! Que tal uma sessão de massagem depois de um dia cansativo? Ou um banho em conjunto? Ou ainda uma massagem sensual no celular? Ousem mais! Que tal uma viagem romântica? Proponha novas atividades!

Dialogar é preciso: Devemos sempre nos comunicar com nosso parceiro, deixando claro as satisfações, os incômodos e os desconfortos da relação. Isso facilita a convivência relacional e sexual. Divulgar o que pensamos e sentimos aumenta a confiança do parceiro.

Seja sensual! Se atreva entre quatro paredes! Experimente fazer uma dança sensual, use uma lingerie sexy, faça uma massagem erótica… Enfim, liberte-se!

Brinquem e riam juntos: Deixe a criança que há em você falar mais alto em alguns momentos da relação! Brinquem de correr, de lutinhas de almofadas, façam cócegas no companheiro. Essas atividades, tão gostosas e simples, permitem não só a partilha da companhia um do outro, de uma forma divertida e solta, como promove o aumento do interesse sexual, através da ativação física e hormonal.

Finalmente, valorizem sempre a relação, comemore! Não espere datas de aniversário para celebrar a relação. Façam-na com criatividade, de maneira surpreendente. Usufruam da imaginação e ative o fogo da paixão. Mantenha-se íntimo e apaixonado!

Inveja: tire esse mal de sua vida!

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O sentimento de inveja é tão curioso que, mesmo que todas as pessoas o sintam, dificilmente elas o admitem. A inveja é ainda controversa, na medida em que algo positivo a outrem acaba gerando algo negativo em quem inveja.

As maneiras de expressar a inveja são as mais variadas. Alguns expressam através de brincadeiras desagradáveis; outros, expressam o sentimento apenas mentalmente, pensando: “como ele é exibido e gosta de contar vantagem!”. Alguns ainda depreciam verbalmente a pessoa, pois não conseguem conter o forte sentimento de inveja. Enfim, há uma diversidade de formas de expressar a tão falada inveja.

O conhecimento popular diz que o mais sensato é se precaver do sentimento de inveja, já que esta traz mau-olhado. Quando se vive uma situação favorável, é melhor nada dizer.

A inveja, também nomeada pelo senso comum de olho-gordo, é quando o sujeito invejado lança mão das projeções negativas do invejoso, acabando por concretizá-las. Para não se contaminar com o sentimento negativo do invejoso, o invejado deve observar com cautela e paciência sua reação frente ao ataque do invejoso. Se ele estiver isento das questões afirmadas pelo invejoso, sua clareza de intenção irá protegê-lo do possível ataque do olho-gordo.

Ser criticado a partir de avaliações deturpadas pelo sentimento de inveja faz com que nos sentimos injustiçados e até mesmo ofendidos diante do ataque. Pense, nesse momento, que é humanamente impossível ser compreendido por todas as pessoas, e tampouco é possível agradar a todos. É fundamental que mantenhamos nosso foco em nossos objetivos, pois desse modo não nos contaminamos pela inveja alheia.

Mas como a inveja surge? Esse sentimento tem sua gênese a partir de uma ideia que a pessoa tem de que é incapaz de viver seus próprios sonhos, de estabelecer objetivos para si mesma e os realizar. Sendo assim, o que o outro consegue executar faz com que o invejoso se lembre do que não foi capaz de fazer. Todavia, a sensação de incapacidade, e posteriormente da inveja, deve-se exatamente à escolha indevida de metas e planos, como desejar algo que não está ao alcance no momento. Há ainda a não valorização do que já foi conquistado, que gera a impressão de desvalia, ou seja, não nos damos conta do nosso próprio valor. A inveja é um sentimento que consome o invejoso, pois o faz dar valor apenas ao que está além de seu alcance.

Você sabia que a inveja muitas vezes ocorre de maneira inconsciente? É isso mesmo! E é justamente por isso que a inveja é um sentimento muito difícil de ser aceito pelas pessoas. Desde muito cedo, nós, humanos, sentimos inveja! Sentimos inveja, quando bebês, da pessoa que nos alimenta, já que desejamos o alimento e não o temos. Não tolerando tamanho desconforto, nos frustramos, ficando com raiva de quem possui o alimento. Com inveja dele, queremos destruí-lo. Por isso, afirma-se que a inveja é um sentimento bastante primitivo, inferior, pouco elaborado. A inveja está intimamente ligada a um sentimento de inferioridade, adquirido pela comparação que se faz com outra pessoa em algum aspecto específico.

Se o sujeito invejoso muda de postura e se torna atento às qualidades do objeto, da pessoa ou mesmo a situação que causa a inveja, é possível que este compreenda de uma maneira mais clara os motivos que fazem com que ele se sinta incapaz de conquistar. Por isso, pode-se dizer que a inveja é um espelho que traz à tona uma parte de quem somos, onde estamos e para onde queremos ir. Aprender com nossos sentimentos negativos faz com que mudemos a nossa atitude mental e atraia situações positivas para nossa vida.

“Quando invejosa, a pessoa torna cega a sua própria natureza. […] O verdadeiro problema da inveja não é a capacidade do indivíduo viver bem, é a sua capacidade de não viver bem”.