Como é bom ser ambicioso!

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A ambição nada mais é do que tornar o seu eu ideal, em real. É sermos autênticos naquilo que acreditamos, que respeitamos e amamos.

A questão é que definitivamente não é fácil ser autêntico. É por isso que podemos afirmar que a autenticidade é um caminho que poucos percorrerão, pois é muito difícil sermos fortes interiormente e dizer não e dizer sim quando assim tem que ser. Além disso, surgem uma variedade de coisas que fazem com que pensemos que o nosso ideal é falso e com isso acabamos por fugir dele, lenta e progressivamente, já que agir dessa forma é mais fácil.

Sermos ambiciosos é sermos exigentes com a nossa vida, mas muito exigentes mesmo, além de sérios com os nossos sonhos.

Observo várias pessoas a meu redor, pessoas estas que escolheram um determinado estilo de vida, com um emprego estável, razoavelmente remunerado, mas que definitivamente não são valorizadas em sua unicidade. Conformadas com sua escolha infeliz, dizem: “_ É a vida!”.

Outros sujeitos escolhem ficar com a pessoa que dizem que amam porque não “encontram” mais ninguém e não desejam ficar sozinhas. É compreensível, mas indigno. Simplesmente perderam a ambição. Tudo é mais difícil.

É interessante observar que à medida que a idade vai avançando, a ambição vai se perdendo, do mesmo modo que se perdemos o brilho no olhar, ou mesmo a vitalidade. Olhe à sua volta, e você verá. Felizmente há exceções, mas muitas vezes os adultos tornam-se criaturas mais conformadas.

Quando somos adolescentes, somos jovens, bonitos, cheios de ideais. Temos o futuro incerto e sentimo-nos livres para poder voar, sonhar e sermos ambiciosos. Quando concluímos a faculdade e conseguimos um emprego fixo, tudo se torna mais difícil. Muitas horas de trabalho, cansaço. O tempo a cada dia se torna mais curto e a vida se torna rotineira, despida de interesse, de luz, de novidade, de brilho. Essa não é uma visão pessimista e sim realista. E não pense que estou falando de pessoas idosas. Adultos jovens, com 27, 28, 29 anos, já perderam a ambição. É incrível, mas é verdade! Esses jovens adultos já entregaram-se ao sistema e muitos deixaram de sonhar.

Por isso, considero importante que pensemos nessas situações, pois não é fácil ser ambicioso quando nosso círculo social vai se desbotando. Os amigos se casam e deixam de ter tempo para nós. Nós mesmos nos comportamos dessa maneira. Existem muitas pessoas na rua, mas não as reconhecemos com ternura. Falta autenticidade em todo aquele espetáculo social. Enfim, sentimo-nos apagados e frios.

Sendo assim, onde está a chave da ambição? Eu creio que está dentro de nós e na seriedade de nosso compromisso com a felicidade. Precisamos escutar nosso interior. Creio que o segredo seja esse. Olhe para dentro de si e pergunte: “Sou feliz?”. É fundamental que façamos essa pergunta sem medo e que tenhamos coragem de mudar se assim for necessário.

Nada é mais valioso que a ligação entre o meu eu ideal, os meus sonhos, as minhas metas, o que eu quero ser e aquilo que sou. Ter ambição é ter isso. É a força da minha vontade mais alta que qualquer ideia ou juízo. A ambição é a concretização da minha unicidade. É sermos amigos de nós próprios!

Quando analisamos as psicopatologias, como as neuroses, obsessões, depressões, estas podem ser encaradas como sinais da falta de autenticidade em nossa vida. A insônia, a ansiedade, os pesadelos, são apenas reflexos do esquecimento da nossa felicidade.

A ambição é muito importante, já que veicula todo o resto e é de fato necessária para partirmos para a ação, não ficando somente sentados pensando nas possibilidades. É preciso agir e sentir a espontaneidade, a irregularidade e o espanto. Bem lá no fundo, isso é viver. Ser ambicioso é amar a vida.

Conhece alguém mais velho que é feliz de verdade? É realmente difícil conhecer alguém assim. Há uma altura da vida em que deixamos de sonhar e de lutar. Afirmamos para nós mesmos que estamos cansados. Perdemos a ambição.

Algo indispensável para a ambição é a capacidade de interpretação do nosso ser. Darmos-nos conta de que somos diferentes a cada minuto e que não precisamos ficar presos a uma forma de ser e de estar. Nós somos seres criadores! E assim vamos crescendo! O difícil é equilibrar a contínua renovação e o compromisso com a nossa ambição.

Casar com o ex?

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De um modo geral, nós procuramos companheiros que apresentem comportamentos que consideramos positivos, além de interesses e necessidades que se identifiquem com as nossas, bem como intimidade e poder semelhantes. A partir do momento em que realizamos essa escolha, damos início ao namoro, relacionamento este que tem como finalidade a construção de uma terceira identidade na relação, que resulta da passagem do “eu” para o “nós”.

No início de um namoro, arquitetamos planos, dividimos sonhos e nos esforçamos para desconsiderarmos as divergências e os aspectos menos positivos do indivíduo que começamos a amar. É comum que nesse momento pensemos que após o casamento, a convivência e o amor transformarão os pontos menos agradáveis do outro.

No processo de transformação do “eu” para o “nós”, aprendemos a demarcar limites relativos à família e amigos, de tal maneira que a construção da nova intimidade enquanto casal se torne a prioridade. Se tudo corre bem durante o namoro, acabamos optando pelo casamento. Isso quer dizer que aceitamos que seremos capazes de partilhar 24 horas do dia e comprometemo-nos a construir um casal, algo completamente diferente da soma de duas pessoas.

Certamente, o casamento caracteriza-se por períodos peculiares que ocorrem com uma determinada periodicidade. Há uma tendência de nos primeiros anos de casamento, o projeto que iniciamos com o namoro faça muito sentido e assim aceitemos com grande facilidade a proximidade do outro, tanto que dividimos praticamente tudo. Não obstante, a nível individual, esse é um período de conflitos e incertezas diante do que compreendemos ser a perda da liberdade e o confronto com a necessidade de desviarmos os nossos interesses pessoais para outras áreas.

O nascimento do primeiro filho é um grande divisor de águas: ao mesmo tempo em que se torna um dos momentos de maior alegria para o casal, o aparecimento desse terceiro membro desencadeia consequências que podem abalar as estruturas de uma relação que recentemente começou a ser desenvolvida. Isso acontece porque deixamos de ser somente marido e esposa, nos tornando pais.

A disponibilidade para nos conhecermos necessita a partir desse momento ser dividida com mais um membro. Além disso, esse momento é oportuno para a reintrodução às familiares de origem, bem como os amigos que querem compartilhar essa alegria, mas que concomitantemente são uma ameaça para os limites previamente estabelecidos pelo e para o casal.

Vencida essa fase, a vida de casal continua até os filhos ganharem autonomia face aos pais, trazendo à tona a possibilidade de se encontrarem novamente a sós. Esse pode ser um novo momento de instabilidade. “Se fomos capazes de alimentar a relação de casal para além das necessidades de criar os filhos, se formos capazes de manter os interesses comuns enquanto casal, então seremos capazes de reorganizar relacionamentos, regras de funcionamento e sentir o outro como o companheiro de sempre e não como um estranho”.

A questão é que ainda assim, alguns casais optam por interromperem o relacionamento, separando-se para somente no futuro, voltarem a casar com o mesmo companheiro. Pode parecer sobrenatural, mas na atualidade, tem se tornada a cada dia mais comum que casais escolham se comportar dessa maneira, visto que cada indivíduo deseja experimentar coisas que na vida a dois não se torna possível.

Isso normalmente ocorre porque o casamento inicial não permitiu gozar da sensação de autonomia que a capacidade financeira, a emancipação dos pais e a possibilidade de desenvolvimento de um projeto profissional possibilitam. Enfim, o casamento tornou-se desinteressante e o convívio se tornou difícil. A partir da separação, novos recursos surgem dentro de si mesmos, além da capacidade e da coragem de desenvolver novos projetos, bem como a felicidade e o prazer de desfrutar de um espaço emocional que não precisa ser partilhado, uma solidão deleitosa que se alterna com a vontade de sair com pessoas novas.

O afastamento permite que aprendamos a viver sem o outro, construindo projetos individuais e saindo de um relacionamento onde tudo precisava ser partilhado. Conhecer novas pessoas se torna algo fácil e interessante. Contudo, com o passar do tempo, as mágoas e os ressentimentos gerados pelo casamento vão se suavizando, o que faz com que comparemos o nosso ex-cônjuge com os nossos atuais relacionamentos, fazendo com que reconheçam que a escolha inicial era positiva.

Apesar do medo, das incertezas e da insegurança, o amor e a valorização das qualidades com quem partilhamos a vida por anos faz com que desejemos investir novamente no nosso companheiro, naturalmente que de uma maneira diferente, aprendendo com o passado.

Transtorno de Ingestão Compulsiva

Descubra como não ceder ao impulso da gula

É um transtorno que consiste no consumo exagerado de alimentos, seguido de um sentimento de culpa, vazio e até mesmo tristeza. É como se o sujeito perdesse o controle, perda esta que só se encerra quando este sente uma forte dor no estômago e um intenso mal estar físico. Além da questão física, há um grande sentimento de culpa, tristeza e até mesmo revolta e repugnância por si mesmo e pelo que acabou de fazer. A sensação, em suma, é um peso físico gerado pela grande quantidade de comida e ao mesmo tempo um enorme vazio interior.

Esse tipo de comportamento normalmente tem sua gênese a partir da dificuldade em lidar com emoções negativas e situações muito desagradáveis. É basicamente como se o indivíduo acreditasse que a comida trará apaziguamento e conforto diante dos sentimentos de tristeza e/ou ansiedade. De uma maneira progressiva, estabelece-se uma relação de dependência emocional com a comida, algo que é bem difícil de ser quebrado, já que comer é sem dúvida uma fonte de prazer.

Quando esses episódios se tornam frequentes, há que se pensar na possibilidade de um transtorno alimentar denominado Transtorno de Ingestão Compulsiva. Os principais sintomas desse transtorno são:

  • Sentimentos de vergonha quanto à possibilidade de ser observado em uma dessas ingestões compulsivas;
  • A partir daí, o isolamento;
  • Pensamentos constantes acerca do comer e da comida;
  • Perda de controle e inevitável comer exagerado;
  • Ganho de peso;
  • Baixa autoestima;
  • Mal-estar e estafa física;
  • Sentimentos negativos acerca de si mesmo;
  • Dificuldade em acreditar na possibilidade de mudança.

Apesar de alguns sintomas se assemelharem ao quadro de Bulimia, nessa situação o sujeito tenta compensar o excesso alimentar com a indução de vômito ou o uso de diuréticos e laxantes, com o intuito de controlar a forma e o peso. Associado a isso, nos sujeitos cujo quadro é a Bulimia, há uma excessiva preocupação com a forma/peso, que se torna o centro da vida dessas pessoas. O medo de engordar é constante. Dietas bastante rígidas são levadas à risca, sendo a fome uma constante. Por isso, a possibilidade de uma ingestão compulsiva. Já na Anorexia, a porcentagem de episódios de ingestão compulsiva são praticamente nulos.

Estima-se que o Transtorno de Ingestão Compulsiva atinge 2% da população mundial adulta, sendo que 65% dos atingidos são mulheres. Com relação à Bulimia, as porcentagens são cerca de 1% em mulheres.

O mais complicado e até mesmo lamentável é que calcula-se que somente 10% dos sujeitos com perturbações alimentares recorram a ajuda especializada. É bem possível que isso se deva ao fato de a população desconhecer a existência de métodos eficazes para controlar esse transtorno.

Reconheceu-se nesse quadro? Procure ajuda psicológica e médica!

Chuvas de ideias!

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O nosso cérebro não para nunca! Nunca mesmo! É justamente por isso que diariamente somos bombardeados por uma grande quantidade de ideias, planejamentos, sonhos. Já parou para pensar que algumas dessas ideias podem ser valiosas? O mundo só progride a partir das ideias, dos projetos, das metas. Sendo assim, o que você tem feito com as ideias que surgem?

A partir do momento em que as ideias atingem a sua consciência, é uma escolha sua o que será feito com elas. As ideias vêm e vão, normalmente de uma maneira bem acelerada, dinâmica e volátil. Somente você pode lançar mão das mesmas. Você pode transformá-las, aumentá-las e concretizá-las. Fornecer forma e corpo. Fazê-las sair do plano mental e irem para o plano real. É verdade!

Normalmente, a ideia de inspiração está diretamente relacionada à ideia de criação artística. É como se somente a arte tivesse o dom de se ligar à inspiração e vice-versa. Então, desafio essa ideia e afirmo que diariamente somos invadidos pela inspiração. A inspiração, ao meu ver, nada mais é do que o aparecimento de ideias de natureza criativa. Como ser humano, posso afirmar que todos nós somos seres de ideias e assim, criativos e alvos para receber a inspiração. Isso não quer dizer que temos que nos sentar com um bloco de notas em mãos e aguardar a inspiração. Quer dizer que quando a ideia surgir, é muito interessante que a registremos em anotação ou lembrete de celular.

Não percamos as nossas ideias! Elas podem ser valiosas! Tome notas de suas ideias e as organize em tópicos. Depois, releia-as e sempre que surgir uma ideia, relacione-a ao tópico correspondente. Quanto mais nos comportamos dessa maneira, mais ideias surgem.

A partir do caos, estabelece-se a ordem. No caos está a ordem! Uma ideia pode parecer desfundamentada, até mesmo sem sentido, mas se você pensar nela com um pouco de calma, se dará conta de que ela esconde um mundo de outras ideias que se unirão para construir um todo coerente, lógico, desde que deseje investir nessa ideia. Assim, quando a inspiração aparecer, agarre-a e registre todas as ideias que tomarem conta de seu pensamento.

Uma ideia é um ponto de partida e nada mais. Logo que se começa a elaborá-la, é transformada pelo pensamento.” – Picasso