Casamento feliz: qual é o segredo?

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É fato que as relações conjugais felizes têm sido associadas à saúde e a maior qualidade de vida. Sujeitos que se sentem satisfeitos com o casamento são felizes, bem resolvidos e seguros. Em compensação, problemas conjugais e o divórcio são considerados fatores estressores, que podem desencadear, inclusive, transtornos psiquiátricos e psicossomáticos. Em situações extremas, podem causar até mesmo o homicídio e o suicídio.

O casamento é uma das formas encontradas pelas pessoas para a realização pessoal e segurança emocional e quando este é bem sucedido, esses objetivos são efetivamente atendidos. No entanto, a cada dia, observa-se um significativo aumento no número de divórcios, o que indica a dificuldade desses casais em manter a qualidade de seus relacionamentos. É indiscutível que o diálogo é a pedra molar de uma relação bem sucedida, mas há também habilidades interpessoais que contribuem para a manutenção de um bom casamento. Entre elas, há a empatia, que é a capacidade de se colocar no lugar do outro, compreender o que este sente, necessita e pensa em determinada situação. É ainda mais profundo, visto que se deve deixar o próprio julgamento de lado por alguns instantes para acolher o modo como a outra pessoa percebe a própria experiência, como ela se sente e quais são as suas necessidades naquele momento.

Muitas pesquisas têm sido feitas nesse âmbito, visando reconhecer o valor da empatia nas relações conjugais, já que a intimidade nesse tipo de relacionamento favorece uma maior quantidade de contextos onde o conflito pode ocorrer com mais freqüência. Sempre que um cônjuge se esforça no sentido de compreender os fatos sob o ponto de vista de seu companheiro, evitam-se atritos e a solução do problema se torna mais simples.

Pessoas com níveis elevados de empatia são mais capazes de se colocar no lugar de seus parceiros e de compreender seus pensamentos e sentimentos de maneira mais autêntica. A tendência é que o parceiro se sinta mais tranqüilo, acolhido e respeitado, o que fortalece a relação. Assim, a empatia do cônjuge percebida pelo seu par se relaciona positivamente com a satisfação deste último e com a redução de conflitos no casamento.

Apesar de ser muito favorável, a empatia, isolada de outros valores, não é capaz de sustentar um casamento feliz. Pensamentos irrealistas, como por exemplo, “o casamento pode realizar todos os nossos sonhos”, são relacionados a problemas na relação.

Em suma, a empatia, junto de outros comportamentos positivos, desempenha um importante papel para nossa felicidade.

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Como fazer com que meu parceiro compreenda o meu desejo?

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Você sabia que a maioria dos problemas relacionais é desencadeada pela ausência da realização das expectativas de um ou de ambos os parceiros? Isso ocorre com uma grande freqüência porque muitas expectativas são expressas de uma forma que o parceiro não compreende, ou ainda através de obrigações e sermões. Tudo isso acaba despertando o sentimento de frustração, quando na verdade o que desejamos é experimentar o momento da transformação da nossa expectativa em realidade.

O primeiro e mais importante passo é saber falar de nossas expectativas de maneira clara e precisa. O sujeito que está do outro lado precisa compreender o que esperamos dele. Quando isso acontece, ele terá condições de manifestar se está apto ou não a realizar a nossa expectativa. Mas como fazemos isso?

Coloque a sua expectativa em uma frase e evite formulações negativas como, por exemplo, “não quero que você…”. Ao invés disso, use “eu quero que você…”.

Em seguida, avalie a sua expectativa: em uma escala de 0 a 10, em que 0 significa “nada importante” e 10 “muito importante”? Além disso, é interessante pensar se essa expectativa é realmente importante para você ou se está sendo influenciado por alguém: (amigo, chefe, mãe, personagem de novela).

Deve-se avaliar ainda se a pessoa em questão tem condições de realizar a sua expectativa (financeira, social, características de personalidade, metas para o futuro, tempo disponível).

Declare suas expectativas com frases que se iniciem com “eu gostaria que”, “eu preciso que”, “é importante para mim” e “é do meu interesse”. Desse modo, fica evidente para ambos que você é o emissor e o outro o receptor.

Outro ponto fundamental é pensar que o parceiro também tem expectativas e que este é um momento propício para esclarecer se as suas expectativas se complementam e se são ou não compatíveis. Nesse momento, é imprescindível não cair em armadilhas como a culpa e a irritação.

Por fim, esteja disponível para procurar um compromisso. Lembre-se sempre que palavras, atitudes e ações do parceiro têm muito a ver com suas características pessoais, seus planos, desejos e interesses e não se resumem ao gosto de criar conflitos e contrariar. Não hesite em abrir mão de expectativas quando perceber que a sua realização está comprometida no momento. Liberando expectativas travadas, liberamos também energia vital para a realização de outros sonhos e de novas expectativas.

 

Perdoar ou ficar irado?

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Quando o casal se desentende por causa de algum comportamento menos correto por parte de um dos cônjuges, é comum que se repitam padrões na sua forma de interagir e encarar o problema. De um modo geral, são comuns dois tipos de reação: aceitação ou negativismo, carinho ou raiva, perdão ou rejeição, desculpabilização ou agressividade, passividade ou culpabilização.

A questão é que nem sempre a expressão clara dos sentimentos e emoções, em um momento de conflito, é reconhecida como saudável. A psicologia positiva tem evidenciado que a reação de aceitação, perdoar e esquecer é a racionalização positiva dos problemas. Além disso, atualmente observa-se que os casais começaram a reconhecer o discurso de abertura de expressão de opiniões e sentimentos, ainda que nem sempre essa abertura seja real, visto que quando há uma expressividade honesta por parte de um cônjuge, nem sempre o outro tem a capacidade de aceitá-la.

Em compensação, em alguns momentos, expressar a raiva pode ser necessário para a solução de um problema relacional, contrariando a passividade e o perdão. De acordo com recentes estudos, uma interação conflituosa, menos passiva e mais autêntica na expressão das emoções (como a raiva, por exemplo) poderá, a curto prazo, ser bem desconfortável, mas aparentemente é a mais favorável para a saúde da relação a longo prazo.

A eficiência do perdão depende do nível de aceitação do cônjuge, da severidade e da freqüência da transgressão. Assim sendo, a longo prazo, a psicologia positiva poderá não ser a mais eficaz em todos os cenários, já que a aceitação do cônjuge leva o outro a tornar-se, em algumas situações, menos presente e apoiante, além de mais irresponsável financeiramente e até infiel. Quando expressamos a raiva, deixamos claro que o comportamento ofensivo não é aceito, levando-o a não repetir o mesmo. E quando o comportamento negativo não se repete, é evidente que melhorias acontecem a longo prazo.

Certamente, a expressão da raiva não é a solução de todos os problemas. Pode não ser aceita em todas as relações e em todas as situações, dependente do contexto e do meio, das expectativas, das crenças e das experiências anteriores de ambos os parceiros. É importante lembrar que em algumas situações, a expressão das suas emoções será mal-interpretada, seja pela passividade ou o contrário. A atitude mais acertada estará no meio de ambos os comportamentos, ou seja, no equilíbrio que não é simples de ser atingido, equilíbrio este entre o perdão e a expressão da raiva.

Casar com o ex?

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De um modo geral, nós procuramos companheiros que apresentem comportamentos que consideramos positivos, além de interesses e necessidades que se identifiquem com as nossas, bem como intimidade e poder semelhantes. A partir do momento em que realizamos essa escolha, damos início ao namoro, relacionamento este que tem como finalidade a construção de uma terceira identidade na relação, que resulta da passagem do “eu” para o “nós”.

No início de um namoro, arquitetamos planos, dividimos sonhos e nos esforçamos para desconsiderarmos as divergências e os aspectos menos positivos do indivíduo que começamos a amar. É comum que nesse momento pensemos que após o casamento, a convivência e o amor transformarão os pontos menos agradáveis do outro.

No processo de transformação do “eu” para o “nós”, aprendemos a demarcar limites relativos à família e amigos, de tal maneira que a construção da nova intimidade enquanto casal se torne a prioridade. Se tudo corre bem durante o namoro, acabamos optando pelo casamento. Isso quer dizer que aceitamos que seremos capazes de partilhar 24 horas do dia e comprometemo-nos a construir um casal, algo completamente diferente da soma de duas pessoas.

Certamente, o casamento caracteriza-se por períodos peculiares que ocorrem com uma determinada periodicidade. Há uma tendência de nos primeiros anos de casamento, o projeto que iniciamos com o namoro faça muito sentido e assim aceitemos com grande facilidade a proximidade do outro, tanto que dividimos praticamente tudo. Não obstante, a nível individual, esse é um período de conflitos e incertezas diante do que compreendemos ser a perda da liberdade e o confronto com a necessidade de desviarmos os nossos interesses pessoais para outras áreas.

O nascimento do primeiro filho é um grande divisor de águas: ao mesmo tempo em que se torna um dos momentos de maior alegria para o casal, o aparecimento desse terceiro membro desencadeia consequências que podem abalar as estruturas de uma relação que recentemente começou a ser desenvolvida. Isso acontece porque deixamos de ser somente marido e esposa, nos tornando pais.

A disponibilidade para nos conhecermos necessita a partir desse momento ser dividida com mais um membro. Além disso, esse momento é oportuno para a reintrodução às familiares de origem, bem como os amigos que querem compartilhar essa alegria, mas que concomitantemente são uma ameaça para os limites previamente estabelecidos pelo e para o casal.

Vencida essa fase, a vida de casal continua até os filhos ganharem autonomia face aos pais, trazendo à tona a possibilidade de se encontrarem novamente a sós. Esse pode ser um novo momento de instabilidade. “Se fomos capazes de alimentar a relação de casal para além das necessidades de criar os filhos, se formos capazes de manter os interesses comuns enquanto casal, então seremos capazes de reorganizar relacionamentos, regras de funcionamento e sentir o outro como o companheiro de sempre e não como um estranho”.

A questão é que ainda assim, alguns casais optam por interromperem o relacionamento, separando-se para somente no futuro, voltarem a casar com o mesmo companheiro. Pode parecer sobrenatural, mas na atualidade, tem se tornada a cada dia mais comum que casais escolham se comportar dessa maneira, visto que cada indivíduo deseja experimentar coisas que na vida a dois não se torna possível.

Isso normalmente ocorre porque o casamento inicial não permitiu gozar da sensação de autonomia que a capacidade financeira, a emancipação dos pais e a possibilidade de desenvolvimento de um projeto profissional possibilitam. Enfim, o casamento tornou-se desinteressante e o convívio se tornou difícil. A partir da separação, novos recursos surgem dentro de si mesmos, além da capacidade e da coragem de desenvolver novos projetos, bem como a felicidade e o prazer de desfrutar de um espaço emocional que não precisa ser partilhado, uma solidão deleitosa que se alterna com a vontade de sair com pessoas novas.

O afastamento permite que aprendamos a viver sem o outro, construindo projetos individuais e saindo de um relacionamento onde tudo precisava ser partilhado. Conhecer novas pessoas se torna algo fácil e interessante. Contudo, com o passar do tempo, as mágoas e os ressentimentos gerados pelo casamento vão se suavizando, o que faz com que comparemos o nosso ex-cônjuge com os nossos atuais relacionamentos, fazendo com que reconheçam que a escolha inicial era positiva.

Apesar do medo, das incertezas e da insegurança, o amor e a valorização das qualidades com quem partilhamos a vida por anos faz com que desejemos investir novamente no nosso companheiro, naturalmente que de uma maneira diferente, aprendendo com o passado.

Hipnoterapia e infertilidade

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Fala-se em infertilidade quando um casal, após um ano desejando conceber um filho, mantendo relações sexuais regularmente sem o uso de nenhum contraceptivo, não consegue engravidar. Caso a mulher tenha mais de 35 (trinta e cinco) anos, o período é reduzido para 06 (seis) meses. O termo é igualmente utilizado quando há a existência de 03 (três) ou mais abortos espontâneos consecutivos.

Conforme a Organização Mundial de Saúde, entre 60 e 80 milhões de casais no mundo são inférteis. Estatísticas europeias e americanas evidenciam uma proporção de 15 a 20% de infertilidade na população em idade reprodutiva. Aparentemente, a infertilidade masculina e feminina demonstra-se semelhante.

Causas

Não é uma tarefa simples diagnosticar as causas da infertilidade. As mais comuns são problemas hormonais que dizem respeito a perturbações na ovulação e na produção de progesterona e anomalias na morfologia e contagem de espermatozóides (homens), Síndrome do Ovário Policístico, Endometriose, problemas estruturais e funcionais nas Trompas de Falópio (mulheres).

Observa-se um aumento da infertilidade nos países industrializados, visto que tem se tornado comum o adiamento da idade de concepção, a obesidade, o sedentarismo, o consumo excessivo de gorduras, tabaco, álcool e outras substâncias, produtos usados na produção alimentar, produtos de limpeza doméstica e também a poluição ambiental.

Há também os casos sem um diagnóstico conclusivo. Estima-se que pelo menos 24% dos casos de infertilidade têm causas desconhecidas e/ou não diagnosticadas. Isso ocorre quando após um ano de tentativas naturais que não geraram uma gravidez, exames e testes de diagnóstico não confirmam a presença de causas fisiológicas.

Entre os casos cujo diagnóstico não é conclusivo, podem existir causas contextuais, biológicas e ambientais que não foram identificadas pelos médicos, dificuldade em identificar o período ovulatório, fatores emocionais e também psicológicos.

Corpo e mente: uma rede

Uma diversidade de estudos revela que fatores psicológicos têm um impacto considerável no funcionamento dos sistemas fisiológicos e podem estar na base de uma gama de distúrbios e desequilíbrios. Um exemplo disso é que elevados níveis de estresse impactam no sistema hormonal, que por consequência interfere na ovulação e pode resultar na dificuldade em conceber de maneira natural. Sendo assim, um efeito em cadeia revela um conjunto de situações que causam a infertilidade. Uma prova disso é que alguns casais que absorvem bem a ideia da infertilidade e acabam adotando uma criança, acaba engravidando naturalmente pouco tempo depois.

Emoções

Para a maior parte dos casais, ter um filho é um grandioso projeto de vida. É um sonho que se torna prioritário a todo o resto. Por isso, o desgaste físico e emocional a que um casal infértil se submete, pode gerar complicadas consequências na saúde física, psicológica e conjugal. A cada mês, um ciclo de esperança é formado, mas rapidamente frustrado com a ausência da concepção.

Hipnoterapia?

A hipnoterapia clínica tem como base a ideia de que a infertilidade pode ocorrer quando as nossas necessidades físicas e emocionais não estão satisfeitas, o que faz com que a rede corpo-mente perca o equilíbrio necessário para uma concepção natural. Existem uma infinidade de fatores para esse desequilíbrio, como profissional, social, processos de luto, especialmente os relacionados a abortos anteriores, emoções e crenças distorcidas acerca de ser pai/mãe, desgaste psicológico e/ou físico.

A intervenção hipnoterapêutica inclui técnicas personalizadas e específicas para cada caso, tais como relaxamento, terapia sugestiva e imagética.

Os principais benefícios desse método são a preparação para a parentalidade; o aumento da fertilidade a partir da restauração do equilíbrio físico, psíquico e emocional; liberação de bloqueios e traumas; a lida com processos de luto, medo e expectativas; a promoção da intimidade conjugal; o aumento da autoestima e da autoconfiança; o apoio emocional durante a gestação e o apoio da tomada de decisões, seja para uma fertilização assistida ou a adoção de uma criança, se esse for o caso.

Eu te amo, mas não te suporto!

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Não é raro que casais afirmem que apesar de se amarem muito, o relacionamento na flui de uma maneira positiva porque não conseguem se entender. O que faz com que isso ocorra?

A vida afetiva é um contexto de grande importância de nossas vidas. Sendo assim, desejamos muito encontrar um parceiro, já que sem alguém há uma tendência a nos sentirmos incompletos ou mesmo não totalmente realizados. A questão é que administrar um relacionamento não é uma tarefa simples, mesmo havendo muito amor. Há situações em que os companheiros não conseguem se compreender, o que faz com que a relação não flua.

Em uma relação, temos um objetivo em comum, no caso, alimentar o relacionamento, mantendo-o vivo e positivo, mas ainda assim, temos que levar em consideração que há duas pessoas nessa relação, normalmente com padrões diferentes de funcionamento e atuação, cujas diferenças podem criar choques e atritos, desenvolvendo padrões de interação desadequados, o que desencadeia frustrações, agressividade e até mesmo o afastamento.

Quando estamos em uma fase difícil no relacionamento, as principais dificuldades são, em um primeiro momento, de cada indivíduo assumir o que está sentindo. Os parceiros começam a agir em um “piloto automático”, atacando um ao outro e se defendendo dos ataques do parceiro, sem conseguir analisar o que está acontecendo consigo mesmo, com suas emoções e os motivos pelos quais está se comportando de uma maneira agressiva ou distante.

Em um segundo momento, revela-se a grande dificuldade de partilhar o que está a se sentir e o que necessitaríamos do outro e da relação. Ao invés disso, passamos a agir de uma forma crítica, culpando o outro, apontando seus defeitos e acreditando que ele é intencionalmente agressivo e negligente, quando o caminho seria reconhecer as nossas vulnerabilidades, limitações, angústias, emoções e necessidades.

Para que consigamos romper estes ciclos, bem como reconhecer como expressar emoções e necessidades, segue uma atividade:

Em uma folha de papel, crie uma tabela com seis colunas com os seguintes títulos, sequencialmente: Situação, Reação Emocional, Reação Comportamental, Emoção de Base, Necessidade Geral, Necessidade Específica. A partir daí, comece a preencher da seguinte maneira: “Quando você (Situação), eu me sinto (Reação Emocional) e reajo (Reação Comportamental). Isso esconde o meu / a minha (Emoção de Base). O que eu realmente preciso é (Necessidade Geral) e portante preciso de (Necessidade Específica)”. Um exemplo simples de preenchimento é: “Quando você sai sem falar onde está indo, eu me sinto irritada e reajo brigando com você. Isso esconde a minha ansiedade e insegurança. O que realmente preciso sentir é que sou importante para você e que por isso comunicará onde está indo”.

Agindo dessa maneira, a nossa ativação emocional diminui e a receptividade do outro à nossa necessidade aumenta. Progressivamente, encontramos um ponto de equilíbrio no qual conseguimos comunicar um com o outro, criando-se um espaço para ouvir e ser ouvido!

Dependência emocional: um vício

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Tudo o que é em excesso faz mal, e isso é um fato. Essa afirmação é tão correta, que até mesmo nas nossas relações interpessoais ela se aplica. Quando nos tornamos dependentes emocionalmente, o nosso nível de desestruturação se assemelha às dependências mais conhecidas, como o álcool, drogas, jogos, comida, entre outros. Devido a isso, ela deve ser encarada com atenção.

Quando nos tornamos dependentes a nível emocional, sentimentos um grande medo da liberdade e por isso passamos a nos comportar de forma submissa, sem nenhuma confiança, com dificuldades na tomada de decisões, além de um enorme medo da separação, do abandono e especialmente da solidão. É importante ressaltar que a dependência emocional não acontece somente nas relações afetivas. Em todas as nossas experiências sociais, seja no âmbito profissional, econômico, sexual, podemos desencadear essa dependência.

Esta pode surgir ainda na infância, quando a criança não tem as suas necessidades emocionais atendidas. Esse pequeno ser pode se desenvolver com uma intensa sensação de vazio, com a certeza da falta, o que faz com que ele busque a completude em algo. Pode fazê-lo na comida, no álcool, nas drogas, nos relacionamentos. Quando nos sentimos incompletos na infância, desenvolvemos uma tendência a nos tornarmos um adulto com baixa autoestima e com uma necessidade exagerada da aprovação de todas as pessoas ao nosso redor.

Especificando a dependência emocional, nesta o sujeito é bastante prestável, o que cria uma falsa sensação de controle nos relacionamentos. Assim como em qualquer outra dependência, a recuperação não é algo simples, já que há uma visão de que é mais fácil continuar buscando a felicidade em fatores externos do que desenvolver recursos internos para preencher a lacuna que nos falta.

Se você reconhece que se encaixa nesse perfil, o primeiro passo é procurar ajuda. Partilhar com outras pessoas e com um psicólogo as dificuldades que está enfrentando certamente tornará mais acessível o processo de independência. Uma grande jornada sempre dependerá primeiro de pequenos passos. Pense nisso!