Volta às aulas sem estresse!

download

A escola é uma instituição repleta de desafios e descobertas para as crianças. É nela que as crianças estabelecem relações com seus pares, atuam com um pouco mais de autonomia e independência dos pais, reconhecem a própria identidade e vivenciam diariamente com uma variedade de pessoas, culturas e rotinas. Esse momento é de suma importância para a família e para a criança, visto que é a partir desse ponto que a criança aprenderá a ter gosto ou não pela escola, contexto ao qual ela dedicará uma parte considerável de seu dia ao longo dos próximos anos.

Por ser um novo contexto e também por exigir determinados desempenhos das crianças, a escola pode se tornar uma fonte de estresse para os pequenos. Toda pressão direta ou indiretamente relacionada à escola pode conduzir a criança a situações delicadas, como estresse, depressão, ansiedade e problemas comportamentais. Sendo assim, é fundamental que auxiliemos as crianças para que estas lidem com maior facilidade com sentimentos estressantes, o que fará com que caminhem para uma vida intelectualmente saudável e de bem estar e ainda permitirá o desenvolvimento de suas capacidades de obterem sucesso na escola e na sociedade.

Todos os adultos sabem o quanto é difícil e tenso lidar com o estresse constantemente. Por isso, não devemos exigir que as crianças se comportem de uma maneira diferente da nossa. A pressão que os pais, a família e a sociedade exercem na criança, no sentido de exigir que esta evidencie bom desempenho escolar, não resulta em melhoria das notas e da aprendizagem. Pelo contrário: quanto maior a pressão, maior a possibilidade de a criança desencadear sintomas de depressão, ansiedade e tristeza, além de dificuldades de aprendizagem.

Não sabe como deve proceder com seus filhos? Seguem dicas para gerir a pressão e aliviar as respostas ao estresse:

  • A alimentação equilibrada é fundamental para o desenvolvimento pleno da criança, tanto física quanto intelectual. Por isso, mantenha seu filho em uma dieta equilibrada, rica em frutas, legumes e verduras. Isso fará com que a energia e a capacidade de atenção da criança se torne elevada;
  • Uma boa noite de sono é completamente indispensável para que a criança se desempenhe bem durante o dia. Permitir que a criança durma a quantidade de horas que ela tem direito tornará esta mais disponível a encarar o estresse;
  • A prática diária de atividades físicas potencializa o desenvolvimento cerebral, além de reduzir o nível de estresse. Para a criança, é muito positivo que a família partilhe desse momento com ela, já que além de melhorar a saúde física, a família acabará por estreitar os laços afetivos.

A entrada na escola é normalmente encarada pela criança e pela família como um período bastante estressante. Não obstante, se os pais se envolvem ativamente na vida de seus filhos, vivenciando com estes momentos de qualidade e afetividade, o estresse certamente será convertido em oportunidades de aprendizagem. Vamos agir?

Fertilidade: Depressão e Estresse

download

Depressão e fertilidade:

Diversos estudos revelam que mulheres diagnosticadas como inférteis apresentam o dobro da probabilidade de se encontrarem deprimidas e que a depressão atinge o seu pico 02 (dois) anos após o início das tentativas de engravidar. Mesmo a infertilidade não sendo uma ameaça de vida, as mulheres inférteis tendem a apresentar níveis depressivos semelhantes às pacientes oncológicas do sexo feminino, ou mulheres com enfermidades cardíacas ou ainda portadoras de HIV.

A depressão pode desestabilizar o equilíbrio hormonal saudável, comprometendo a fertilidade. Um estudo sugere que a depressão encontra-se associada a uma regulação anormal do hormônio luteínico, que tem um papel crucial na concepção. O sistema imunológico também se enfraquece na depressão, o que consequentemente afeta a fertilidade. Nesse estudo, 60% das mulheres que foram tratadas para controlarem a depressão conseguiram engravidar em um período de 06 (seis) meses.

Estresse e fertilidade:

O estresse é um mal que tem atingido uma parte cada dia maior da sociedade. Este causa uma série de modificações bioquímicas em nosso organismo, comprometendo o equilíbrio natural do corpo, o que a longo prazo pode desencadear problemas crônicos em nossa saúde. A ansiedade e o estresse que não são devidamente controlados podem levar com que o organismo deixe de produzir os hormônios necessários à ovulação, à qualidade do esperma e até mesmo à fecundação. A função vital do nosso corpo é manter-nos longe de qualquer perigo. Sendo assim, cuidar de um feto, para o organismo comprometido, iria nos colocar em um desgaste ainda maior.

A adrenalina é liberada pelas glândulas supra-adrenais em situações de estresse. Esta propicia que “fujamos” de momentos de perigo. Contudo, também inibe a produção de progesterona, fundamental para a construção e a manutenção do revestimento do útero, o que naturalmente interfere na fertilidade;

O hipotálamo regula tanto as reações frente ao estresse quanto os hormônios sexuais. É justamente por isso que o estresse excessivo pode comprometer a ovulação, proporcionando ciclos menstruais irregulares e em casos severos, levando à supressão total do ciclo menstrual;

O estresse prolongado faz com que o sistema nervoso simpático fique hiperestimulado e consequentemente este envia menos sangue para o útero e ovários, comprometendo o seu funcionamento regular desses órgãos;

A prolactina, liberada pela glândula pituitária para a estimulação na preparação para o aleitamento, inibe a fertilidade, tornando a mulher menos propensa de conceber durante a amamentação. Em períodos de estresse, a glândula pituitária libera níveis elevados de prolactina.

Caso esteja com dificuldades para engravidar, é válida a procura por um acompanhamento psicológico, já que este poderá auxiliar na redução dos níveis de estresse e controle de uma possível depressão. Os psicoterapeutas estão habilitados a transmitir uma diversidade de técnicas para a regulação emocional, além de analisar com você os possíveis bloqueios emocionais que podem estar impedindo o equilíbrio necessário para que o corpo se torne disponível para uma gestação.

Educar: eis a questão!

download (2)

Na atualidade, muito tem se discutido sobre as diversas maneiras de educação, com o intuito de perceber se algum ensinamento está certo ou errado, e essa tem sido uma grande causa de insegurança nos pais, que tentam fazer o melhor de acordo com o que sabem e podem.

É um fato comum que em uma mesma situação, diferentes pais podem agir de maneiras diversas, cada qual com a confiança de que o está sendo executado está correto.

É interessante ainda salientar que não existe uma estratégia infalível. O que há são algumas regras que evidenciam serem mais eficazes em determinados momentos. Cada adulto é único e nenhuma criança é completamente igual a outra. Por isso, toda e qualquer regra deve ser adaptada à situação concreta. Nesse caso, o bom senso é a principal ferramenta.

Cada pai educa da melhor maneira que consegue e desse modo, é inadequado fazer comparações entre um pai e outro ou ainda comparações entre uma criança e outra, já que dessa maneira podem surgir frustrações difíceis de lidar.

O processo educacional exige uma série de habilidades e competências, mas uma das mais importantes se chama persistência. Quando atuamos de maneira persistente, tendemos a atingir nossos objetivos, mesmo que em alguns momentos tenhamos que recuar em alguma decisão que tomamos de maneira antecipada. Verificaremos também que em outros momentos nos será permitido avançar bem mais do que calculamos. Sendo assim, é importante que não desanimemos e nem desistamos dessa complexa tarefa. Cada uma de nós deve confiar em nossas próprias habilidades e capacidades, além de acreditar na potencialidade de nosso filho.

Muitas pessoas afirmam que somente as pessoas que não têm filhos acreditam que educar é um processo simples. De fato, quando estamos encarando a situação de frente, no mundo real, está nos exige bem mais do que acreditávamos, principalmente porque as crianças estão constantemente testando limites e desafiando regras, com a intenção de constatarem onde termina a liberdade delas e se inicia a autoridade dos pais ou responsáveis. Muitos pais reconhecem esse fato, mas estudos têm revelado que a educação que investe na prevenção e não na punição, demonstra-se muito mais eficaz e dinâmica. O essencial é que em 90% do tempo, a educação perpasse pela prevenção e somente 10% pela punição.

Não existe nenhuma criança e tampouco pais perfeitos. Então, é primordial conhecer o temperamento, o grau de desenvolvimento e a maturidade de cada criança. Quanto mais velha é a criança, mais difícil se torna a tarefa de discipliná-la, a não ser que desde pequena ela tenha se adequado à autoridade dos adultos.

Para os pais, a dica é a identificação dos próprios pontos fracos, das próprias limitações e quais as maiores habilidades que apresentam. Além disso, é fundamental reconhecer que em alguns momentos se faz necessária a busca por ajuda especializada para que o processo educacional se torne positivo.

A questão não é fazer com que a criança se torne um ser obediente e sim fazer com que além de obediente, a criança se torne capaz de estabelecer o seu próprio limite e as suas regras, que se mantenha estável emocionalmente e que no futuro se torne capaz de educar os próprios filhos, o que só pode ser bem desempenhado por adultos felizes e que são integrados na família e na comunidade.

Gravidez e estresse

Fertilidade

Engravidar certamente é uma das experiências mais fantásticas que uma mulher pode vivenciar. A simples ideia de gerar uma vida dentro de nós, de a sentirmos este desenvolver, crescer, mexer, é algo extraordinário. Não obstante, precisamos compreender que esse não é um período que apresenta somente bons momentos, visto que receios diante da gravidez e fatores externos negativos, os quais não podemos controlar, podem fazer parte desse ciclo. Sendo assim, não podemos desconsiderar esses pontos, já que a saúde de duas pessoas estão em jogo: da mãe e do bebê.

É um fato que grande parte das coisas que a gestante vivencia, o bebê também experiencia. Existem diversos estudos sobre esse tema e todos els afirmam a grande relevância de uma gravidez saudável, com baixos níveis de estresse, de tensão, provida de apoio, no sentido de proteger a criança de algum tipo de sequela ou dano. Um recente estudo de um Hospital em Boston, estudo este denominado Stress During Pregnancy May Increase Offspring’s Risk of Asthma – ScienceDaily, afirma que a experiência do estresse durante a gestação pode proporcionar um maior risco maior de a criança sofrer asma sazonal, especialmente durante a Primavera. Este estudo contemplou as divergências nos marcadores imunológicos em dois grupos distintos: crianças filhas de mães inseridas em ambiente com grau elevado de estresse; e crianças cujas mães vivenciaram poucas experiência de estresse durante a gestação. Foi a comparação entre estes dois grupos que permitiu afirmar que há uma maior probabilidade que as crianças do primeiro grupo desenvolvam asma em algum período dos seus desenvolvimentos. Isso ocorre porque há uma baixa no sistema imunológico dessas crianças, que ficam mais suscetíveis a fatores ambientais.

Alguns estudos com animais já haviam revelado resultados parecidos. Contudo, o estudo acima mencionado foi o primeiro realizado em humanos. Para que isso fosse possível, mulheres de várias cidades foram inseridas nesse estudo e estas mulheres pertenciam a minorias étnicas, nas quais a prevalência de asma era superior. No momento do nascimento, foi coletada uma amostra do cordão umbilical e desta foram isoladas células imunológicas, que foram expostas a substâncias que propiciam o desencadeamento de alergias, como o pó, estimulantes bacteriais e virais, entre outros, com a intenção de compreender como o sistema imunológico da criança reagiria. Foi essa análise que permitiu a relação da história de estresse durante a gestação com a imunidade da criança.

Para as mulheres que estão grávidas, deixo claro que o objetivo desse artigo é esclarecer, e não causar tensão. Muitas gestantes acreditam que por estarem grávidas, o nervosismo e o estresse são fatores normais, associados à mudança hormonal. No entanto, é importante reconhecer que situações negativas que em algumas situações são desconsideradas, podem causar um prejuízo na saúde da criança no futuro. O estudo citado mencionou somente as consequências do estresse vivenciando durante a gestação para a criança, mas devemos considerar que a mulher grávida também pode carregar danos após o parto, também associados a situações de estresse, como a depressão pós parto, por exemplo.

Diante disso, as gestantes devem procurar vivenciar a gravidez de maneira tranquila com bem estar. Pequenos intervalos durante o dia para o relaxamento, caminhadas, entretenimentos e até mesmo grupos de apoio que discutam assuntos relacionados à gravidez, grupos estes onde as gestantes podem compartilhas experiências, medos, dúvidas, podem ser passos consideráveis para a grande caminhada que é a vida de um filho. Então, gestante, a melhor alternativa é se cuidar bem, se respeitar e principalmente, ser feliz!