Relaxamento na gravidez

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O relaxamento pode ser classificado como um estado de consciência caracterizado por sentimentos de paz e alívio de tensão, medo e ansiedade. O termo “relaxado” pode ser usado tanto para falar do relaxamento muscular quanto para referir pensamentos de tranqüilidade.

O relaxamento na gravidez é considerado desde os anos 30, época em que este foi percebido como uma maneira de quebrar o ciclo dor-medo-tensão-dor no parto.

Antes, a ideia de utilizar técnicas que visassem o controle da respiração eram largamente utilizadas, mas agora, elas vêm perdendo a credibilidade. Pesquisas revelam que uma mãe em trabalho de parto, cuja respiração é artificialmente aumentada, apresenta uma tendência a sofrer efeitos severos dos baixos níveis de dióxido de carbono e não se beneficia tanto com o aumento dos níveis de oxigênio. Assim, a cada dia se recorre menos a exercícios de respiração, encorajando, pelo contrário, que as mulheres respirem de maneira natural e livre. A conscientização da respiração tem sido amplamente ensinada, já que é vista como uma forma de ajudar a mãe a compreender o próprio corpo.

O relaxamento muscular é um método bem disseminado de redução de tensão aplicado a mulheres que estão dando a luz, pois reduz a tensão desse momento. O relaxamento pode ser ensinado em posições diversas: sentado, deitado, de cócoras, de joelhos com braços apoiados no assento de uma cadeira, em pé com os braços levantados e apoiados na parede ou em qualquer outra posição em que a mulher se sinta confortável.

Outra técnica muito efetiva no sentido de relaxamento são as imagens mentais que podem ser utilizadas para reforçar o relaxamento durante a gravidez e o trabalho de parto, visto que através da capacidade que têm para distrair a atenção, auxiliam no bloqueio das vias da dor para o cérebro.

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Preocupação – Ansiedade

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A preocupação, até certo ponto, é um estado emocional importante para que possamos planejar diferentes formas de solução diante dos perigos.

Certamente, ela só é útil enquanto mantém uma relação lógica com as situações que vivemos. Contudo, a partir do momento em que a preocupação se torna algo persistente e permanente, que aparece em situações que de fato não apresentam perigo real, esta pode desencadear sérios problemas, visto que nos deixa em um estado constante de alerta e ansiedade. É uma sensação de inquietude que não cessa, na qual está presente a ansiedade como resposta fisiológica. É como se reconhecêssemos um perigo mesmo quando não há nada no exterior que nos indique a sua existência.

Infelizmente, existem pessoas que convivem a todo tempo com a angústia, o que as impede de vivenciar e apreciar os momentos mais elementares da vida, já que estão constantemente preocupadas e limitadas em suas atuações. E o mais complicado: esse estado as impede de experienciar emoções agradáveis, positivas e reconfortantes.

Um dos maiores problemas da preocupação excessiva é que esta lança mão de uma parte significativa de nossa energia mental, pois estamos a todo tempo pensando em diferentes soluções para os problemas que nos inquietam. Diante disso, se torna muito difícil nos concentrar em outras coisas.

Todo esse desgaste físico e psíquico pode desencadear patologias graves como as fobias, as compulsões e os ataques de pânico.

É fato que todos nós já vivenciamos o ciclo da preocupação: tudo se inicia com uma conversa íntima que salta de uma ideia para a outra aumentando com cada uma delas o grau de ansiedade. É comum que após enfrentarmos um obstáculo, digamos: “só me faltava mais essa…”. Essa frase é um clássico exemplo do início do ciclo de preocupação. A partir dela, começamos a fantasiar futuros e possíveis problemas que, normalmente, não têm nada a ver com a situação desagradável e/ou perigosa que enfrentamos.

O que se sabe é que o ciclo de preocupação não auxilia em nada na solução dos problemas. Não obstante, quando nos entregamos a ele, temos a sensação de que como estamos nos preocupando, estaremos evitando as dificuldades de maneira antecipada. É como se o hábito funcionasse como uma espécie de mantra que nos livra de percalços futuros. Mero engano.

A vantagem que a preocupação pode nos proporcionar é que notamos com menor intensidade a ansiedade. O sujeito que está muito preocupado, está tão focado na solução de um problema, que não repara nos sintomas da ansiedade como suores, tremores, taquicardia, entre outros.

O primeiro alarme soa diante de uma dificuldade gerada, comumente por um pequeno contratempo. Não é raro que nem saibamos o que nos causou o estado de alerta. A partir desse alarme, existe um moderado ataque de ansiedade, que gera mudanças fisiológicas em todo o organismo. Há uma inquietação, um desassossego. Há também uma grande circulação hormonal por todo o sistema circulatório, gerando um estado de tensão que por sua vez, desencadeia novas preocupações.

Assim, nossa atenção fica completamente focada nas preocupações. Essa seqüência de preocupações dilui o alarme inicial, o qual acreditamos não poder enfrentar, o que nos impede de focar na solução do problema que iniciou o ciclo. Se você tem se reconhecido nessa situação, busque ajuda terapêutica! É fato que ganhará qualidade de vida e bem estar!

Ansiedade normal e ansiedade patológica

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A ansiedade é um estado emocional que faz com que o sujeito se sinta desagradável, tenso e alarmado, alimentando a expectativa de que algo indefinido irá acontecer. Esse indivíduo sente-se indefeso e inseguro frente a uma ameça que não consegue identificar. Em suma, a ansiedade é uma estado de alarme e medo relativo a algo que é encarado como incerto e normalmente perigoso. Desse modo, ela resulta de um sofrimento antecipatório acerca do futuro, o que acaba fazendo com que a pessoa não vivencie o presente.

É bem comum que a inquietação psíquica característica dos estados ansiosos venha acompanhada por uma inquietação motora, como os tiques nervosos por exemplo, bem como por sintomas físicos como palpitações, dificuldade respiratória, taquicardia, náuseas, vômitos, etc.

Existem duas maneiras desse estado emocional ser desencadeado: a ansiedade normal e a ansiedade patológica. A primeira é uma resposta natural à percepção de ameça e está diretamente relacionada a acontecimentos, explicando-se em função do estímulo que a gera. A ansiedade normal detém-se a seu caráter esporádico e reativo, não desencadeando repercussões na eficiência cognitiva e no funcionamento corporal. Esta apresenta uma função mobilizadora e adaptativa que possibilita a criação de estratégias de resposta frente aos problemas. Assim, podemos afirmar que a ansiedade normal não requer tratamento, dada a sua natureza cronológica e lógica.

Em compensação, na ansiedade patológica há uma desproporção intensa entre o estado emocional do sujeito e a importância do acontecimento, ou ainda com uma resposta sem relação com estímulos externos e apresenta um padrão repetitivo e persistente. Contrariamente à ansiedade normal, a ansiedade patológica afeta a eficiência cognitiva, evidenciando diminuição do rendimento da memória, concentração e pensamento, fazendo com que situações passadas sejam revividas e encaradas como ameaçadoras no presente e desencadeando repercussões corporais significativas.

Levando em consideração as variadas repercussões desorganizadoras do mundo interno e relacional do sujeito, a ansiedade patológica necessita de tratamento psicoterapêutico. Quanto mais precoce for a intervenção, menos conseqüências negativas a ansiedade provocará na vida do sujeito.

Transtorno de Ingestão Compulsiva

Descubra como não ceder ao impulso da gula

É um transtorno que consiste no consumo exagerado de alimentos, seguido de um sentimento de culpa, vazio e até mesmo tristeza. É como se o sujeito perdesse o controle, perda esta que só se encerra quando este sente uma forte dor no estômago e um intenso mal estar físico. Além da questão física, há um grande sentimento de culpa, tristeza e até mesmo revolta e repugnância por si mesmo e pelo que acabou de fazer. A sensação, em suma, é um peso físico gerado pela grande quantidade de comida e ao mesmo tempo um enorme vazio interior.

Esse tipo de comportamento normalmente tem sua gênese a partir da dificuldade em lidar com emoções negativas e situações muito desagradáveis. É basicamente como se o indivíduo acreditasse que a comida trará apaziguamento e conforto diante dos sentimentos de tristeza e/ou ansiedade. De uma maneira progressiva, estabelece-se uma relação de dependência emocional com a comida, algo que é bem difícil de ser quebrado, já que comer é sem dúvida uma fonte de prazer.

Quando esses episódios se tornam frequentes, há que se pensar na possibilidade de um transtorno alimentar denominado Transtorno de Ingestão Compulsiva. Os principais sintomas desse transtorno são:

  • Sentimentos de vergonha quanto à possibilidade de ser observado em uma dessas ingestões compulsivas;
  • A partir daí, o isolamento;
  • Pensamentos constantes acerca do comer e da comida;
  • Perda de controle e inevitável comer exagerado;
  • Ganho de peso;
  • Baixa autoestima;
  • Mal-estar e estafa física;
  • Sentimentos negativos acerca de si mesmo;
  • Dificuldade em acreditar na possibilidade de mudança.

Apesar de alguns sintomas se assemelharem ao quadro de Bulimia, nessa situação o sujeito tenta compensar o excesso alimentar com a indução de vômito ou o uso de diuréticos e laxantes, com o intuito de controlar a forma e o peso. Associado a isso, nos sujeitos cujo quadro é a Bulimia, há uma excessiva preocupação com a forma/peso, que se torna o centro da vida dessas pessoas. O medo de engordar é constante. Dietas bastante rígidas são levadas à risca, sendo a fome uma constante. Por isso, a possibilidade de uma ingestão compulsiva. Já na Anorexia, a porcentagem de episódios de ingestão compulsiva são praticamente nulos.

Estima-se que o Transtorno de Ingestão Compulsiva atinge 2% da população mundial adulta, sendo que 65% dos atingidos são mulheres. Com relação à Bulimia, as porcentagens são cerca de 1% em mulheres.

O mais complicado e até mesmo lamentável é que calcula-se que somente 10% dos sujeitos com perturbações alimentares recorram a ajuda especializada. É bem possível que isso se deva ao fato de a população desconhecer a existência de métodos eficazes para controlar esse transtorno.

Reconheceu-se nesse quadro? Procure ajuda psicológica e médica!

A crise dentro e fora de mim

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Estamos diante de um cenário econômico muito tenso e complicado, repleto de incertezas. Indiscutivelmente, essa situação afeta todas as áreas de nossa vida. O desespero e a angústia tomam conta daqueles que não podem viver mais o sofrimento de sobreviver com pouco ou quase nada, seja por estar desempregado, ou por ter dívidas, ou por grandes despesas ou ainda por estar com dificuldades para alimentar a sua família. Além dessas necessidades básicas, surgem também necessidades emocionais, como a sensação de estabilidade, segurança e conforto. Somente dessa maneira, as pessoas se sentirão cuidadas, protegidas e estáveis.

Desse modo, instaura-se uma diminuição da estabilidade emocional e afetiva das pessoas, o que desencadeia alterações em seus comportamentos. É gerada uma sensação de impotência e desmotivação na população em geral e sentimos que não existem alternativas. Muitos sujeitos ficam nervosos, irritados e tristes. A consequência disso são sintomas como apatia, ansiedade, tristeza. A partir daí, perturbações psicológicas e patologias vão se desenvolvendo.

A crise está afetivamente presente na vida das pessoas e em vários níveis. Esta vem repleta de mudanças e transformações, exigindo adaptações. Quando as crises acontecem de maneira repentina, o choque o e caos são instalados, bem como a desesperança, a falta de rumo, a confusão e o medo em vários contextos: familiar, profissional, social, econômico.

Em cada crise, um tipo de sensação é gerada. Normalmente, a incerteza e o descontrole sobre o futuro são evidentes, o que é muito assustador e por isso gerador de ansiedade.

No entanto, não paramos para pensar que a crise também é geradora de oportunidades. Sim, oportunidades, desde que busquemos e agarremos os recursos que possuímos, os quais poderão ser alavancas para novas criações. Certamente, isso só é possível se o sujeito tiver esperança e confiança em um futuro melhor, bem como em sua capacidade.

Nesse momento, fazer terapia faz toda a diferença! Os psicólogos são “especialistas das crises” e o atendimento psicológico permite que ligações emocionais, cognitivas e comportamentais perdidas, bloqueadas ou confusas sejam reconectadas, o que alivia a dor dessas emoções em cada sujeito.

As nossas realidades social, econômica, familiar e pessoal não podem ser alteradas ou apagadas, mas a maneira pela qual lidamos com essas realidades, bem como a forma como estão sendo sentidas e vivenciadas podem ser aliviadas e melhoradas através do atendimento psicológico, que é um processo que visa orientar o sujeito e fazê-lo reconhecer possibilidades antes obscuras.

Já pensou em fazer terapia?

Foco no presente: exercício

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A atividade a seguir é relativamente simples e poderá ser útil para que você se concentre com mais facilidade no momento presente, desde que se dê conta de que é um exercício que precisa ser praticado constantemente. É importante lembrar que uma das maiores armadilhas para a desconcentração é que nossa mente vagueia de um pensamento para o outro com rapidez. A consequência disso é nos sentirmos frustrados e perdidos. Esse exercício fará com que você focalize a atenção em um único objeto. A principal função dessa atividade é treinar o “músculo mental”, o que significa que de maneira progressiva, você aprenderá a manter o foco e a atenção no que está a observar. A partir da prática, irá tornar-se melhor em focalizar a atenção naquilo que é mais importante no momento.

Fique tranquilo caso se distraia com os seus pensamentos, memórias e outras sensações. É comum que em exercícios do tipo essa situação ocorra. Não há qualquer problema. Dê o seu melhor para não se criticar ou parar o exercício. Somente observe o pensamento que surge em sua mente quando ela está no objeto e traga a atenção novamente para o objeto.

Escolha um pequeno objeto que possa colocar sobre uma mesa, que seja seguro de tocar e que seja emocionalmente neutro (nem agradável nem desagradável). Exemplos de objetos para a atividade são uma caneta, um lápis, um relógio, um anel, uma chave. Não escolha fotografias. Em seguida, procure um lugar confortável no qual não será distraído. Coloque o objeto em sua frente, em cima da mesa. Coloque o alarme para tocar 05 (cinco) minutos. Realize esse exercício de uma a duas vezes por dia, sempre escolhendo objetos diferentes.

Para iniciar o exercício, sente-se confortavelmente e inspire e expire devagar e profundamente algumas vezes. Depois, sem tocar no objeto, inicie olhando para ele, explorando com os olhos a superfície do mesmo. Demore o tempo que for necessário para explorar as suas formas. Em seguida, tente imaginar as diferentes qualidades que o objeto tem:

  • Como é a superfície do objeto?
  • É brilhante ou fosco?
  • Parece suave ou áspero?
  • Parece duro ou flexível?
  • Tem diversas cores ou somente uma?
  • O que mais parece ser único nesse objeto?

Demore o tempo que for necessário. Nesse momento, não há nada que você tenha que fazer, ou lugar onde tenha que ir. Agora, pegue no objeto e mantenha-o em sua mão. Comece a reparar nas diferentes sensações que ele desencadeia:

  • É suave ou áspero?
  • Tem arestas ou é plano?
  • É maleável ou rígido?
  • O objeto tem áreas que são diferentes das outras?
  • Como é que sente a temperatura do objeto?
  • Repare o seu peso.
  • O que mais observa na forma como o sente?

Continue a respirar de maneira confortável. Quando a sua atenção começar a vaguear, repare nisso e traga-a de novo para o objeto. Continue a explorar o mesmo até que o alarme toque.

Bom exercício!

Terapia? Por quê?

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A maioria de nós, em algum momento de nossas vidas, sentimos que não existe mais a possibilidade de continuar vivendo com o sofrimento. É comum que nesses momentos, a ferida esteja tão grande e intensa, que simplesmente não conseguimos encará-la de frente.

Quando isso ocorre, nos esforçamos para ignorá-la, mas isso não é fácil. Por mais que nos esforcemos para deixá-la de lado, ela parece encontrar maneiras alternativas de expressar que está ali, presente, continuando indefinidamente a condicionar e comprometer a nossa qualidade de vida.

Quando nos damos conta, estamos em um paradoxo de nos protegermos desse desconforto interno, elaborando e colocando em prática atitudes que até fornecem um alívio imediato, mas que indiretamente acabam garantindo a manutenção desse desconforto, que permanecerá por tempo indeterminado.

O atendimento terapêutico, seja individual ou em grupo, possibilita que estejamos em uma atmosfera emocionalmente protegida, que permite com que sintamos segurança suficiente para encarar com menos medo a causa de nossa dor, observando e analisando com maior lucidez os seus limites e compreendendo com mais clareza a forma como está a nos condicionar.

É bem difícil lidar com o que encaramos. A falta de sentido com a qual nos deparamos, além das contradições de sentimentos, pensamentos e emoções colocam em dúvida nossa identidade e prejudica nossa autoestima.

Ao mesmo tempo que nossos valores garantem o sentido da identidade, estes afirmam que devemos ignorar essa parte dolorosa de nós mesmos, declarando que este não é um bom caminho. Desse modo, adentramos em uma fase indesejada, onde convivemos necessariamente com uma ferida simbólica, o que nos dá acesso ao motivo associado a seu aparecimento, fornecendo ideias que futuramente poderão ter um significado.

A partir da terapia, a depressão, a culpa, a fobia, o vazio existencial, entre tantos outros sofrimentos psíquicos, passam a ter uma explicação que internamente faz sentido. É importante que nesse momento percebamos o que impede a natural expressão dessa voz menos conhecida, que até então exigia a sua existência sem que soubéssemos os motivos.

Assim, ingressamos em uma fase de responsabilização de nós mesmos pela manutenção de nosso sofrimento, o que acontece de maneira concomitante à conscientização do que fazemos para manter a situação dolorosa e o motivo pela qual ainda precisamos fazê-lo.

Em suma, a lacuna entre a causa do sofrimento, ou seja, a dor que sentíamos e seu produto final vai desaparecendo de maneira progressiva, ficando claro o que estava a manter o sintoma de desconforto.

Esse é um momento ímpar na vida de um ser humano, na medida que conquistamos a liberdade de escolha, que permite abandonar aos poucos os nossos antigos padrões desadaptativos. Usufruindo dessa lógica para as diversas fontes de dor subjetiva que poderemos sentir, pretende-se que ao longo da vida nos permitamos estabelecer contato com uma série de experiências negativas que até esse momento evitávamos, estando mais permeáveis à sua influência, mas também mais resistentes a seu impacto negativo. Assim, aceitando com mais facilidade as dores, já que nos damos conta de que elas têm um significado e uma função primordial: nos mantermos saudáveis!