Reveillon

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O desejo é um ideal de algo bom, mas por mais que desejemos, nem todos os nossos ideais estão sob nosso controle: desejo de saúde e paz, por exemplo, infelizmente estão fora das coisas que podemos proporcionar integralmente a nós mesmos e às pessoas que amamos. Quando temos uma intenção ao invés de um desejo, nos movimentamos no sentido de fazer com que ela aconteça, ou seja, a intenção está sob nosso controle. Sendo assim, na perspectiva da saúde mental, é muito mais interessante que tenhamos intenções durante o Reveillon do que desejos vagos que acreditamos que magicamente serão atingidos pelos simples fato de um ano estar acabando e outro estar iniciando. Com esse intuito, proponho 12 intenções que promoverão equilíbrio emocional. Caso deseje aproveitá-las ou pelo menos refletir sobre elas, creio que serão valiosas:

1) Se alimente bem: Se cuidamos de nossa saúde física, certamente estamos nos esforçando para nos sentirmos bem mentalmente;

2) Durma bem: Dormir entre 07 e 08 horas por noite faz com que nosso cérebro se apodere das aprendizagens que vivenciamos no decorrer do dia, além de processar as emoções;

3) Movimente-se diariamente: A prática da atividade física regular tem um intenso efeito regulador das nossas emoções, consequentemente levando ao melhor funcionamento cerebral;

4) Relaxe diariamente: Procure dedicar pelo menos 10 minutos a uma atividade de relaxamento, já que isso permite a estabilização das emoções;

5) Defenda as suas necessidades individuais: Quando fazemos isso, nos sentimos bem, tranquilos, além de preparados para auxiliar os próximos nas necessidades deles;

6) Mantenha as situações em perspectiva: Devemos equilibrar as nossas situações cotidianas para que não aumentemos desnecessariamente as proporções das experiências que vivenciamos;

7) Socialize-se sempre que possível: Nos movimentarmos para garantir um tempo de qualidade com a família e com os amigos auxilia no fortalecimento do bem estar emocional, pois é a partir e com os outros que nos integramos a nós mesmos;

8) Focar nossa atenção nas coisas que valorizamos, no que desejamos e nas coisas que nos são confortáveis é muito mais interessante emocionalmente do que nos deixar influenciar pelas coisas que são negativas;

9) Devemos nos esforçar para recordarmos diariamente das coisas que são positivas em nós mesmos, tanto física quanto emocionalmente. Devemos fazer o mesmo com as qualidades das pessoas que estão ao nosso redor, ou naquilo que possamos ser gratos, deixando o nosso olhas fixar acontecimentos que nos deixam felizes;

10) Procure fontes de prazer: Nossa vida deve ser regida por situações prazerosas e de bem estar, já que isso evita o desgaste emocional oriundo das situações negativas que experienciamos;

11) Investir em cursos de ação para atingirmos o que temos como metas, ou ainda para crescermos e ocuparmos o nosso futuro de maneira favorável, é de suma importância;

12) Por fim, contribuir para o bem estar de nossa família, nossos amigos e nossa comunidade faz com que nos sintamos muito felizes!

 

PRÓSPERO ANO NOVO!

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É Natal, mas se sinto estranho!

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O Natal é tipicamente uma data em que muitas pessoas desencadeiam sensações estranhas, uma espécie de desconforto, como se a pessoa se sentisse na obrigação de estar feliz, mas isso não fosse possível por algum motivo que ela mesma desconhece. Quanto mais próximo do Natal, mais essas pessoas se sentem tensas, desconfortáveis, ansiosas, como se não conseguissem aproveitar mesmo tendo diversos motivos para isso. E o mais curioso: esse desconforto normalmente não tem nenhuma razão aparente.

Isso já aconteceu com você?

Caso a resposta seja sim e isso volte a acontecer nesse período, pare por alguns instantes. Sinta seu corpo e quais as partes dele ficam mais sensíveis quando você se recorda do Natal. Surgem tensões? Em quais áreas do corpo? Essas tensões desencadeiam emoções? Quais? Quais memórias surgem? As imagens mentais que aparecem são positivas ou negativas?

Seguem algumas hipóteses do porque de você se sentir dessa forma:

Estímulos excessivos: Decoração, enfeites, compras, presentes, amigos ocultos, crianças, ceia, entre outros são sinais claros de correria.  Para muitas pessoas, esse excesso de atividades é visto de maneira positiva, com entusiasmo, tanto que faz com que a pessoa se sinta mais motivada e feliz, mas para outras pessoas, esse turbilhão de coisas faz com que estas se sintas cansadas e tensas, normalmente porque há uma dificuldade em organizar o tempo e todas as necessidades oriundas desse período.

Dar e receber: Pessoas com baixa autoestima ou depressivas costumam apresentar uma dificuldade em receber presentes, acreditando não serem merecedoras. Outras, aprsentam essa dificuldade porque não costumam ganhar presentes, o que pode causar uma acentuação desses transtornos.

Confraternização no ambiente profissional: É comum que as empresas realizem festas de confraternização algum tempo antes do Natal. Para alguns sujeitos, é complicado encarar esses convites, já que estes têm receio de não saberem se comportar diante dos chefes e dos colegas de trabalho, o que fará com que essas pessoas se sintam “travadas”.

Luto: O Natal é um período que propicia que pensemos em nossos entes queridos que partiram a partir de um falecimento ou por um outro motivo. As memórias concretas e abstratas, que pareciam adormecidas, nesse período acordam com grande intensidade, o que pode gerar dor, sofrimento e saudade.

Perfeccionismo: Esse item atinge especialmente as pessoas que desejam celebrar o Natal em casa, recebendo vários familiares e amigos íntimos. O fato de desejar intensamente que toda a casa esteja pefeita é complicado, visto que as expectativas de agradar tudo e todos resultam em um aumento de estresse e tensão. Isso faz com que esses anfitriões não percebam que as reais necessidades e o que é esperado pelas pessoas para esse evento é bem mais simples do que eles acreditavam.

“Aquela pessoa” estará lá: As festas natalinas comumente permitem que nos encontremos com parentes e amigos com os quais muitas vezes não convivemos frequentemente. As apreensões de “quem não se relaciona com quem” e como isso acontecerá em um ambiente onde ambos sujeitos estarão faz com que essas pessoas sofram não somente no dia do evento, mas dias antes, ou seja, há um sofrimento antecipatório agressivo e prejudicial.

Existencial: O Natal é um marco, pois faz com que nos lembremos do que havíamos programado para o ano em questão. Encarar a realidade de hoje e verificar que o que foi planejado / idealizado não foi atingido, acarreta em tristeza e frustração.

Certamente, outras diversas causas podem fazer com que haja um desconforto nesse período. Reflita sobre si mesmo e descubra o porque de se sentir incomodado no Natal.

De qualquer forma, a minha dica para você é que se respeite. Reflita sobre si mesmo e viva com paciência e abertura todas as sensações que surgirem, mesmo que estas pareçam negativas. Deixe fluir! Usufrua dessas informações para refletir sobre como modificar esses comportamentos, ou ainda transformá-los e trace planos reais para o próximo ano!

Casamento e separação

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Uma família tem início oficial a partir do casamento. Funcionalmente, esta família pode passar a existir a partir da união estável de um casal ou ainda com o nascimento de um filho. Nos casamentos tradicionais, existe um contrato de vínculo que é oficialmente documentado a partir da certidão de casamento e há também uma cerimônia religiosa que varia de acordo com a doutrina espiritual do casal.

Um casal forma um relacionamento simétrico, atuando como parceiros. Sendo assim, ambos têm os mesmos direitos e deveres e se mantém unidos por um forte envolvimento afetivo, intensas metas em conjuntos e uma grande atração física.

A diferença de um casamento para outros tipos de relacionamento (namoro, noivado) se inicia pela nomenclatura que os pares recebem: marido e esposa. Mesmo tendo direitos e deveres semelhantes, cada qual atua de maneira diferenciada, uma característica clara da condição humana. A vida sexual também é um diferencial. O desejo se inicia a partir da atração física e há não somente um desejo de autossatisfação, mas também uma grande necessidade e desejo de satisfazer o parceiro. O casamento pode ser definido como uma coroação de uma trajetória de relacionamento que se iniciou pelo namoro.

Diante disso, porque muitos casamentos não dão certo? A questão é que não é exatamente o casamento que não dá certo, mas sim o relacionamento que são suportou o casamento, visto que é necessária muita saúde relacional para manter um bom relacionamento também após o casamento. O casamento, apesar de ser algo muito positivo e prazeroso para grande parte dos casais, pode ser encarado como uma fase de dificuldade, tendo como próxima etapa ter filhos, o que também é difícil.

Não existe um padrão que desencadeie a separação de um casal, já que os motivos são os mais variados possíveis. Um dos fatores comuns é que muitos casais que já enfrentam problemas severos em outras etapas do relacionamento (namoro, noivado) acreditam que o casamento poderá ser um solucionador de problemas. Mero engano. Ninguém melhora ou piora por mágica. O que pode ocorrer é uma mudança interior progressiva, que aos poucos vai sendo revelada externamente.

A separação de um casal é algo que acontece aos poucos, e não quando os pares tomam a decisão de romperem o vínculo afetivo. A separação se instala a cada dia, sintomas de um desgaste afetivo surgem e muitas vezes até reconhecemos esses sinais, mas não damos credibilidade a eles. Por isso, é possível dizer que o casamento é um resultado esperado, baseado em como se deu as fases anteriores do relacionamento.

Uma vida a dois exige uma série de comportamentos e atitudes importantes, como tolerância, fidelidade, carinho, parceria, partilhamento de dores e prazeres, esforço de adaptação e habilidade em conjunto para a superação de conflitos que surgirão, e certamente surgirão. O respeito, o cumprimento de responsabilidades, a atração física e o carinho também são atitudes indispensáveis.

Surgiu um problema? O casal precisa resolvê-lo em conjunto. O que for bom para um ter que ser bom para o outro; o que fizer mal a um, fará mal ao outro. É primordial que o casal evite ao máximo o envolvimento de terceiros na solução de conflitos, já que essa abertura poderá fazer com que novos problemas surjam.

Todos os casais têm problemas, e isso é um fato. O que faz com que alguns casais optem pela separação é justamente a ausência da solução desses problemas. Então, afirmo que a instituição casamento não está falida. Muitos casais podem e irão ficam bem após o casamento, desde que atuem de maneira colaborativa, compreendendo que os problemas existem e que devem ser solucionados.

A chupeta e o desenvolvimento do bebê

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O primeiro meio de comunicação do bebê são os sinais não verbais e expressões faciais e corporais. Em todo e qualquer ser humano, a comunicação corporal antecede o falar. Sendo assim, a expressão das emoções e o reconhecimento destas é de suma importância.

Um recente estudo publicado no Journal of Basic And Applied Social Psychology Wisconsin evidenciou que em uma avaliação com 100 crianças, meninos com idades entre 06 e 07 anos que utilizaram intensamente a chupeta tinham grandes dificuldades para imitarem emoções emitidas por rostos em um vídeo.

Nesse mesmo estudo, 600 estudantes universitários foram observados e constatou-se que os jovens do sexo masculino cujos pais relataram que estes haviam utilizado chupetas, obtiveram pontuações menores em avaliações que mensuravam a empatia, além de uma maior dificuldade em avaliar o humor das outras pessoas.

Em compensação, as mulheres revelaram que são muito mais precisas quanto à capacidade de expressar e reconhecer as pistas emocionais de terceiros. Não foi relevado nesse estudo o porque disso acontecer, mas acredita-se que os pais e a sociedade, de um modo geral, incentivam muito mais as meninas do que os meninos a reconhecerem as emoções.

Diante disso, é recomendável que os pais evitem o uso de chupetas especialmente nos meninos, visto que as meninas, fazendo uso ou não da chupeta, são constantemente estimuladas familiar e socialmente a desenvolverem habilidades para lidarem com as emoções com mais clareza, enquanto os meninos não recebem esse estímulo com a mesma insistência e são ainda mais afetados no campo emocional quando fazem uso de chupeta, conforme estudo acima mencionado.

Então, vale à pena que seu filho use a chupeta?