Como é difícil enfrentar o luto!

download (1)

A morte de alguém querido é algo extremamente complicada de encarar. Causa uma ferida intensa, dolorosa e difícil de cicatrizar. No início, essa ferida dói de maneira quase que insuportável, a ponto de muitas pessoas acreditarem que não conseguirão sobreviver a esse período.Não obstante, com o tempo essa ferida se fecha. A questão é que o processo para a cicatrização dessa ferida pode ser moroso e doloroso, especialmente quando os pais perdem um filho.

O que torna esse processo um pouco mais suave é compreender melhor a morte, aprendendo a fazer a conexão com o amor desse ente querido, agora falecido, e reaprender a viver sem ele.

Há casos em que se faz necessária a busca por ajuda especializada, no caso, a terapia, já que esta pode trazer muitos benefícios, na medida que faz o sujeito vivenciar um processo de reaprendizagem, descobrindo e reconhecendo a maneira peculiar de vivenciar o luto e encontrando as próprias ferramentas para alívio da dor.

O luto é dividido em fases, que seguem:

  • Entorpecimento

É sempre a primeira reação, muitas vezes acompanhada de descrença e choque, podendo durar de horas a dias, podendo também ser acompanhada por choro e raiva.Distúrbios somáticos, como dores de cabeça, dores no estômago, enjoos, desmaios, entre outros, além da negação da perda podem estar presentes como forma de defesa que o psíquico encontra para se proteger da situação.

  • Busca e saudade

 É o momento em que o sujeito vivencia a dor buscando maneiras de compreender o que está acontecendo.

  • Desorganização e desespero

Talvez esta seja a fase mais difícil, visto que há o reconhecimento da constatação da perda de uma maneira definitiva, havendo enorme risco de apatia e depressão com afastamento do meio social e das atividades rotineiras.

  • Reorganização e aceitação

Somente a partir dessa fase é que o sujeito reconhece que sua vida terá que se readaptar da melhor maneira possível, com sentimentos positivos e menos devastadores, o que permite uma aceitação e o retorno da independência e iniciativa.

Sendo assim, se está passando pelo luto, tenha calma e confiança em si mesmo e em sua capacidade. A dor não é definitiva, somente passageira, por mais dilacerante que seja. Certamente, todos nós conseguimos atingir a última fase do luto e voltar a viver com a nossa energia normal. Tenha fé em si mesmo e caso sinta necessidade, procure auxílio terapêutico.

Anúncios

Fiquei sem emprego hoje! O que eu faço?

Desempregado1

A situação de desemprego é, no mínimo, inquietante . Diante disso, o sujeito que ficou desempregado de repente não sabe como pensar e tampouco agir. O que esse sujeito reconhece é que não pode ficar sem emprego. Diante disso, seguem algumas orientações que podem lhe auxiliar, caso você se encontre nessa situação:

1) Telefone, envie e-mails ou realize qualquer outro tipo de contato com pelo menos 10 (dez) amigos mais próximos nas primeiras horas após a demissão, e conte-lhes o que aconteceu. O fato de relatar o acontecimento, além de ocupar a cabeça de maneira positiva, fará com que você se sinta melhor e mais aliviado.

2) Conversar com familiares mais íntimos e expor o que eles precisam saber sobre a perda do emprego pode ser interessante. Normalmente, essas pessoas se preocupam com você, e por isso, se perguntarão como poderão lhe auxiliar. No entanto, ocorre que esses familiares nem sempre sabem como ajudar. Por isso, abra o jogo, exponha se necessita de algo e mantenha-os informados.

3) Manter a calma é fundamental. Respire, relaxe e mantenha-se tranquilo.

4) Caso haja documentos para assinar, peça orientação para alguém que atua na área jurídica.

5) Se não conseguir dormir no dia da demissão, navegue na internet. Você verá que definitivamente não está sozinho e que outras pessoas estão passando pela mesma situação que você.

6) Está sentindo vontade de chorar? Chore! Não é vergonha nenhuma chorar. É óbvio que chorar não resolverá a situação, mas aliviará as emoções causadas pela demissão. As lágrimas trazem consigo uma carga do peso das preocupações, das tristezas e das dúvidas acerca do futuro. Por isso, chorar trará uma boa sensação de alívio.

7) Procure dicas online ou vá a uma livraria, se informe sobre a transição de carreira e se oriente sobre a técnica de procura de emprego.

Existem muitas coisas a se pensar, observar e fazer enquanto lida com o desemprego. O abalo é inevitável, mas não se permita paralisar. Diga a si mesmo que irá conseguir, porque você vai conseguir. 

Fui trocada (o) por outra (o): estou mal!

111111111

Acreditamos fielmente que estamos em um casamento sólido e feliz. Mas, de repente, nos deparamos com o nosso parceiro, num belo dia de sol, saindo de casa e indo residir na casa da (o) outra (o)! E agora? Como sobreviver à saída abrupta e completamente inesperada de nosso companheiro? Eu acreditava ser tão feliz!

Mesmo se passado muito tempo após desse “furacão”, muitos sujeitos continuam sofrendo imensamente. Aparentemente, ainda não conseguiram se desvincular nem da relação que tinha com o parceiro, nem do fato que desencadeou a separação. Muitas pessoas que vivenciam essa situação se perguntam: “Será que eles nunca sentem remorso?”. E é bem usual que os indivíduos que rompem a relação dessa maneira acusem o antigo companheiro pela sua ação, culpando-os e listando tudo o que não estava correto no casamento como desculpa.

Normalmente, a pessoa que foi “substituída” tem a capacidade de examinar cada uma das explicações que ela recebeu durante muito tempo, às vezes por meses, para somente bem mais tarde concluir que se o ex-parceiro ao menos conseguisse dizer “desculpa” e realmente sentisse remorso, isso contribuiria para libertá-la do longo caminho da sua dor.

Pouquíssimos sujeitos que abandonam a relação são capazes de expressar remorso, o que não quer dizer que realmente não o sintam. Todavia, a ideia de uma conversa de coração a coração com a pessoa que tão gravemente se feriu, não é algo que ninguém aprecie. Seria necessária uma valentia enorme para se voluntariar a fazê-lo. Mas esta incapacidade leva muitas vezes a pessoa abandonada a sentir-se presa e incapaz de sentir alívio.

O abandono é muito doloroso, além de ser uma situação difícil de ser superada. Ainda assim, a reversão dessa situação se dá à medida que os sujeitos abandonados se tornam capazes de arrancar a sua visão do passado, e se viram para olhar o seu próprio futuro. Infelizmente, nem sempre é possível fechar o círculo. Diria que é mesmo um luxo que não temos sempre a sorte de desfrutar. É importante saber, porém, que é exatamente a busca do fechamento desse ciclo que faz com que muitas pessoas que vivenciam tal experiência se mantenham sempre presas nesse fato.

Esperar o esquecimento total desse incômodo e triste episódio é utópico. E não importa quanto tempo se passou. Isso faz parte da natureza humana. Agora, a grande questão é objetivar ter de volta o controle sobre a própria vida e se esforçar para se sentir feliz, apesar da mágoa que vivenciou um dia.

Saudades…

Imagem

Saudades… Sentimento tão humano, profundo e ao mesmo tempo tão desconcertante. Sentimos saudades do que já foi, do que vivemos, do que foi prometido, de alguém que não está mais conosco ou que simplesmente saudades de alguém com quem deixamos de conviver.

Nós, pessoas, temos o privilégio de termos um sentimento tão digno quanto a saudade. A consequência desse sentimento é sempre nos aproximar das pessoas ou situações ausentes.

A saudade tem uma função ímpar em nossa vida: devolver-nos as direções de nossa identidade, na medida em que organiza nossa memória e situa-nos no meio dela.

Durante a nossa vida, experimentamos por diversas vezes sentir saudades. Isso é importante porque, indiretamente, coloca em prática nossas memórias episódicas e emocionais, e essa situação concede-nos uma espécie de qualificação ao grau de pessoas que pensam ou sentem a própria história. A saudade faz com que a nossa personalidade seja consolidada.

Em alguns momentos, a saudade dói como um corte feito por navalha. Sentimos o nosso coração sangrar em nossa alma. Sentimos ainda um vazio imenso  quando estamos com saudades de alguém ou de algo. Então, é possível dizer que nesse momento, a saudade nos faz mal. Muitas pessoas deixam até mesmo de viver o presente porque a saudade rouba a capacidade de vivê-lo de uma maneira positiva. Isso ocorre porque sentimos uma grande insegurança e necessidade de proteção que a pessoa ausente nos proporcionava.

Nós  sentimos uma enorme necessidade de estarmos inteiros, completos, e muitas vezes cremos que essa completude se dá somente na presença do outro. Quando essa pessoa ainda faz parte de nosso convívio constante, acreditamos que podemos ser quem “verdadeiramente somos”, mas custamos a senti-lo quando estamos sozinhos. Sentimo-nos completos na intimidade com o outro, mas vazios na intimidade com nós próprios.

Seria extremamente favorável que pelo menos de vez em quando nos bastássemos. Você já pensou em se relacionar consigo mesmo, gostar de si mesmo, valorizar a sua própria potência? Quando nos relacionamos afetivamente com alguém, nos enamorarmos, afirmamos que “fulano” é nosso amigo, ou outras situações semelhantes, estas não acontecem simplesmente porque encontramos a nossa metade, como popularmente falamos. Isso ocorre porque sentimos e reconhecemos no outro alguém capaz de negociar conosco a nossa “totalidade”. Nós não somos metades. Somos uns. Mas precisamos dos outros para ter a certeza.

Saiba, enfim, que antes de sentirmos saudades do outro, sentimos saudades de nós mesmos quando éramos com ele (a). Tínhamos uma certeza de quem éramos antes, juntamente com o outro, e quando este se vai, ficamos em dúvida de como seremos a partir de agora. Sentir saudades é relembrar e revisitar o outro, mas é também estarmos mais perto de nós mesmos!

E agora, que faço eu da vida sem você

Você não me ensinou a te esquecer

Você só me ensinou a te querer

e te querendo

eu vou tentando me encontrar…

Fui traída (o), e agora?

traicao11

Desde os tempos primórdios, a traição faz parte da vida humana. Daí pensamos: como uma pessoa pode dizer que lhe ama e pouco tempo depois sair com outra? É uma pergunta realmente difícil de responder. O que se sabe é que uma traição causa uma dor intensa e gera um turbilhão de sentimentos como raiva, ira e em alguns casos, sentimentos de vingança. Há quem consiga atuar racionalmente e manter a calma nesses momentos, mas esta certamente é uma exceção à regra.

A traição considerada mais dolorosa é, sem dúvida, a traição no relacionamento amoroso. Muitas vezes, quando descobrimos tal situação, nos perguntamos porque não percebemos isso anteriormente. A verdade é que nosso inconsciente já estava observando que a relação começou a fracassar, mas nós consideramos mais fácil “vendar nossos olhos” e crer que nada de inadequado estava acontecendo. Muitas pessoas que foram traídas se sentem culpadas e acham que esse episódio se deve a um comportamento que elas não deveriam ter tido. Pensar desse modo é ruim e danoso. A pessoa traída não tem culpa. Quem traiu é o verdadeiro culpado. Sempre. A traição é uma quebra de contrato. A partir do momento que uma relação afetiva é aceita pelas duas partes, há um combinado imposto de maneira inconsciente que a traição não deve existir na relação. A traição é uma escolha ou mesmo um ato impulsivo.

É comum que a traição ocorra por dois motivos: ou há um envolvimento afetivo por outra pessoa, a ponto desta ter se apaixonado, algo que pode acontecer com qualquer pessoa; e a segunda alternativa seria a possibilidade de que a pessoa que está a seu lado tem um ego que necessita que o seu poder de conquista seja sempre colocado à prova. Sendo assim, possivelmente essa pessoa sempre será infiel, independente do companheiro afetivo que esteja.

Ser traído é como se algo que nos pertence fosse tomado, roubado, ou melhor, a exclusividade do amor do parceiro foi compartilhada com outra pessoa, o que não é agradável. E é exatamente por isso que a traição, mesmo que perdoada, deixa cicatrizes. Tal como um vaso quebrado, que quando colado, evidencia as marcas.

Felizmente, não imaginamos que seremos traídos. Ingressamos em um relacionamento sempre com otimismo, acreditando que a traição não fará parte da nossa realidade. Isso é crucial, visto que se não tivéssemos essa ideia, possivelmente viveríamos sempre sozinhos.

Então, surgem as perguntas: Se eu for traída (o), o que faço? Qual atitude tomar? Devo perdoar ou terminar a relação? Essas são questões difíceis de serem respondidas, pois cada sujeito é único e cada pessoa tem uma perspectiva acerca de sua relação e de seu parceiro. Contudo, é imprescindível que, caso a pessoa decida perdoar a traição, esta reconstrua o relacionamento valorizando os pontos positivos e de maneira nenhuma vigiar os passos do parceiro. Encarar sua decisão com maturidade e pensar em possibilidades que fortaleçam a relação é fundamental. Viver um dia de cada vez. Se você conseguir fazer de cada dia ao lado de seu companheiro um momento agradável e significativo, a relação se tornará mais importante do que o que ocorreu fora dela.

Do contrário, ou seja, caso você decida encerrar o relacionamento, é preciso ter em mente que um relacionamento não tem garantias e por isso, ele pode terminar. Essa atitude não deve causar um sofrimento por um longo tempo. Terminar sem culpa é ótimo.

Em suma, depois de uma traição, você deve avaliar se ainda gosta dessa pessoa o suficiente para investir na relação. Foque em você, e não no que as pessoas pensaram da sua escolha.

Como lidar com as perdas?

slide3

Assistindo ao noticiário ontem, deparei-me com uma triste notícia: a tragédia ocorrido no Centro de Santa Maria, Rio Grande do Sul, em que centenas de pessoas faleceram. Então, surgiu a seguinte questão em meus pensamentos: quem de nós já não viveu uma situação de perda na vida? Com certeza, todos já passamos por situações assim. As perdas podem ser de variados tipos, como o falecimento de um ente querido, por separação, por uma desavença, dentre tantos outros. Há também outros tipos de perda, que são tão ou mais dolorosos que os anteriormente mencionados: perda da saúde, perda do emprego, perda do funcionamento de algum órgão do corpo, perda de um animal de estimação, perda da liberdade, perda de um objeto de estimação, perda da identidade, perda da fé, etc. A perda ocorre para todos os seres humanos. Perder faz parte do ciclo normal da vida.

Como lidamos com a perda? Este é um assunto que muitas pessoas tentam evitar, mas é algo que temos que encarar algum dia. Por isso, é sempre válido refletir… As perdas que ocorrem na vida são inúmeras. É comum que fiquemos tristes e que, conscientemente, em algumas situações não reconheçamos que a origem desse abatimento seja uma perda, seja de algo ou alguém.

Você sabia que assim que nascemos já estamos perdendo algo? É isso mesmo. Ao nascer, deixamos de ocupar aquele lugarzinho acolhedor e protetor que é o útero materno. Por isso, é fundamental romper o cordão umbilical com a figura materna para que a vida tenha continuidade.

Cada pessoa lida com a perda de uma maneira peculiar: alguns reprimem, outros seguem a vida e aparentam estarem muito bem. Outros ainda questionam os motivos da perda, querendo colocar lógica e/ou motivo. Há também os práticos, que mesmo diante da perda não param de agir. Outros se prendem no “e se…”, ou “como eu queria…”, “como eu gostaria de…”, “eu ia…”. Paralisados em um momento anterior (longínquo ou não) que faria toda diferença. Todas essas são maneiras de conviver com a perda.

A perda, que faz parte da vida desde o nascimento, faz com que reflitamos: só podemos viver, progredir, conquistar o mundo na medida em que abandonamos determinados lugares, determinadas situações, determinadas pessoas, determinados princípios e conceitos.

Ser livre é uma conquista que ocorre à medida que ocorre o enfrentamento de situações atuais e o desligamento de situações que causam incômodo. É um fato que não podemos estar em dois lugares ao mesmo tempo. Por isso, é importante o abandono de um lugar para a ocupação do outro. Em resumo: perdemos algumas coisas para podermos conquistar outras!

Pensar que, para cada perda, há sempre um ganho, é algo extremamente motivador. Nada é eterno! Felizmente, tudo é passageiro. A vida moderna faz com que nos apeguemos a tudo com muita intensidade. Não gostamos quando temos que nos separar delas. É penoso, causa sofrimento. É inevitável a separação. O apego é uma característica normal do ser humano. Enquanto nos desenvolvemos como pessoas, buscamos avidamente nos libertar dos apegos que fazem com que soframos.

Não pense que se apegar é algo ruim. Pelo contrário: amar e ser amado, querer bem e ser querido bem, nos apegamos, são situações positivas. Contudo, isso deve acontecer de maneira equilibrada.

Então, por que sofremos tanto diante de uma perda? Há um processo na Psicologia que nomeamos de enlutamento, que pode ser definido como uma série de reações que são normais diante de qualquer perda que sofremos. De acordo com o psicólogo José Paulo da Fonseca, esses são os momentos do enlutamento:

1) Choque: é o abalo , o desespero e atordoamento, entorpecimento, confusão que nos acomete ao receber uma notícia de perda. Daí podemos reagir com apatia ou com agitação.

2) Negação: é a descrença na notícia ou no fato. A pessoa não acredita no que aconteceu. Trata-se, aqui, de uma defesa psicológica para fortalecimento da pessoa para ela poder dar continuidade.

3) Ambivalência: é a dúvida que a pessoa fica entre a aceitação e a não aceitação da notícia ou do fato.

4) Revolta: aqui a pessoa já acreditou na notícia ou no fato e fica revoltada com a situação, com as pessoas e até mesmo com Deus.

5) Barganha: é uma tentativa de conseguir de volta aquilo que foi perdido. Geralmente esta reação é dirigida a Deus.

6) Depressão: é uma profunda tristeza, que varia de acordo com o tipo e intensidade de apego que a gente tem com a pessoa ou situação de perda.

7) Aceitação e Adaptação: é quando a pessoa percebe que não tem mais jeito, que ocorreu mesmo a perda e a vida precisa continuar.

Sempre que perdemos algo ou alguém valoroso a nós, passamos por todas essas etapas. Caso a pessoa não se permita vivenciar uma parte desse processo, está se manifestará de uma maneira danosa, como a psicossomatização, por exemplo. (Psicossomatização é uma reação temporária provocada por um acontecimento muito forte na vida do indivíduo e que o tenha deixado em estado de choque, ao ponto do organismo preparar uma resposta orgânica simbólica, ou seja, adoecer).

Aceitar o tempo de sorrir e o tempo de chorar é fundamental. Negar a dor é ruim. É o mesmo que negar a própria vida. A dor é passageira. O sofrimento tem cura.

Vença o seu medo!

Imagem

Assim como o amor, o medo é uma emoção que também movimenta os seres humanos.

Se analisarmos com profundidade essa sensação tão típica das pessoas, é possível afirmar que quase todos os medos têm sua gênese no medo da morte. Quanto mais o sujeito se aproxima da morte, mais medo ele sente.

 O que muitas pessoas não sabem é que é exatamente o medo da morte que faz com que preservemos nossa vida. Como? Quando sentimos medo nos privamos de realizar uma atividade que de alguma maneira nos aproximará da possibilidade da morte. Isso faz com nos protejamos de situações de risco.

Algo que talvez você, leitor, não saiba, é que pessoas infelizes adoecem mais e consequentemente aumentam suas chances de morrer. Por isso, momentos felizes, com pessoas queridas, são fundamentais para uma vida saudável.

Voltando ao tema em questão, o medo, este vem sendo utilizado há muito tempo como forma de manipular as pessoas. Quando tememos muito por algo e não temos coragem de enfrentar, acabamos fazendo qualquer coisa para nos livrar dessa sensação incômoda.

As pessoas têm pavor do desconhecido. Aquilo que nunca experimentamos pode ser algo prejudicial em nossa visão. Atualmente, somos manipulados pelo medo de uma maneira mais elaborada. Quando sentimos medo de algo, procuramos mais informações sobre aquilo, pois assim talvez saibamos como agir quando uma situação inusitada ocorrer. E é exatamente por isso que os meios de comunicação expõem tantos episódios violentos e amedrontadores todos os dias. Temos um verdadeiro fascínio por esse tipo de conhecimento.

Até mesmo o mercado de trabalho utiliza o medo como maneira de manipulação. O medo de ficar desempregado é motivo para que as pessoas sacrifiquem sua vida privada em função de algo que pode vir a acontecer. As empresas sabem disso e manipulam as pessoas com essa possibilidade. Os empregados acabam trabalhando mais e isso aumenta a produção, mas por outro lado cria-se uma sociedade repleta de pessoas tristes, insatisfeitas e grandemente estressadas. Na outra extremidade temos aquelas que passaram pelo trauma de uma demissão, montaram seu próprio negócio e tornaram-se felizes e realizadas, mesmo que não recebendo financeiramente tanto quanto eram empregadas.

Há ainda o medo de colocar um ponto final em uma relação. Isso é algo extremamente comum, visto que muitas pessoas prolongam relacionamentos insatisfatórios. Existem vários medos que fazem com que isso ocorra: medo de ficar sozinho, medo de não conseguir se manter financeira ou emocionalmente, medo da solidão, etc. Sair de um relacionamento, mesmo que este seja problemático, é algo que dá medo, já que isso faria com que a pessoa obrigatoriamente partisse para uma mudança. Isso significaria romper com a zona de conforto, algo que amedronta as pessoas. A crença no ditado “ruim com ele(a), pior sem ele(a)” é muito negativa. Esse pensamento alimenta a crença de que não se é capaz de reestruturar a própria vida.

O medo de sair de algo que o deixa infeliz automaticamente faz com que você abra mão da possibilidade de, no futuro, ser feliz e bem-sucedido no relacionamento.

Agora, como podemos lidar com uma emoção que de tão forte pode nos deixar dominados por seu poder e menos conscientes?

O medo é um fenômeno psicológico. Ele é criado dentro de nossas mentes a partir de uma combinação de traumas, expectativas e receios. Embora possamos tentar nos afastar dele, se a crença que o alimenta não for alterada ele continuará habitando nosso inconsciente. Não há como refugiar-se. É preciso enfrentá-lo.

O medo, que na realidade pode ser de algo bem pequeno, toma grandes proporções em nossa mente. Quando o enfrentamos, constatamos o seu real tamanho. O medo faz com que a expectativa de enfrentar algo terrível seja bem maior do que o que realmente terá que ser enfrentado. O difícil nesse processo é manter a decisão de vencê-lo.

Independente de qual é o seu medo, enfrente-o. A melhor forma de dominar o medo é enfrentá-lo de frente. Depois de vencido você perceberá o quanto ele é mais fácil de ser dominado do que você imaginava. Isso certamente fará com que você se sinta mais seguro com si mesmo.