Mas é ciúme, ciúme de você…

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É um fato da vida que todos nós, em algum momento, sentiremos ciúme, não necessariamente em uma relação amorosa, mas em qualquer tipo de relacionamento.

O ciúme tem origem ainda na infância já que, quando crianças, acreditamos que somos o centro do universo e que a nossa mãe é exclusivamente nossa. Quando reconhecemos conscientemente a existência de nosso pai, verificamos que nossa mãe não pertence só a nós, mas também a ele, e isso gera ciúmes.

Um outro momento que comumente desencadeia o ciúme é o nascimento de um irmão mais novo. O amor, o colo, a atenção e o carinho que são depositados no bebê, que até então eram exclusivamente destinados ao irmão mais velho, é incomodo e desconfortante para este, pois ele sente que seu “reinado”, a partir de agora, terá que ser dividido com alguém.

O ciúme exagerado é indiscutivelmente um sentimento negativo. Não obstante, assim como outras emoções, não é possível simplesmente eliminar esse sentimento. Por isso, aprendemos a introjetar o ciúme e virá-lo contra nós mesmos ou o viramos contra o objeto de nossos sentimentos.

Na primeira situação, o ciúme pode ser transformado em auto repulsa, fazendo com que acreditemos não sermos merecedores de amor ou mesmo cremos que somos incapazes de obter o que desejamos na vida. A consequência disso é a desistência de novas tentativas, ou seja, nos colocamos em uma posição de vítimas das circunstâncias. Por outro lado, se colocamos para fora o ciúme, este acaba se tornando objeto de raiva. Interiorizamos os sentimentos ruins e projetamo-los sobre a pessoa que julgamos ter roubado o nosso amor. A raiva ciumenta é destrutiva de amizades e de parcerias, além de ser uma potente ferramenta destruidora do amor. Em casos extremos, o ciúme extremo pode até matar uma pessoa ou fazer com que ela mate alguém.

O ciúme é um mecanismo inconsciente que tem como característica principal controlar e manter o outro exclusivamente para si. Tudo o que não se encontra dentro da relação simbiótica passa a representar uma ameaça para o parceiro, que não suporta a ideia de ser abandonado.

Além disso, o ciúme é a expressão da emoção e por isso é normal que o sintamos. A grande sacada é não permitir que nos deixemos dominar pelo ciúme. Pelo contrário, devemos controlar os comportamentos e atitudes associados a ele, evitando que este cause danos irreversíveis para o sujeito e para a relação. Esse sentimento está ligado a uma série de fatores, como questões culturais e sociais, além da história de vida de cada indivíduo.

A necessidade de posse é um padrão típico do comportamento do ciumento. Quem ama e acredita no parceiro, dá espaço para que este tenha momentos de privacidade e de individualidade, não se sentindo ameaçado na presença de terceiros. A desconfiança, associada ao ciúme, pode tornar uma relação completamente devastadora. O medo de perder o companheiro para outro é extremamente ruim e desconfortante. A baixa autoestima e a dificuldade de se aceitar tal como é faz com que a pessoa se sinta diminuída e em um medo constante de ser trocada por outra pessoa que seja melhor que ela.

O ciúme doentio tem como marca registrada o egoísmo. Por oposição ao amor altruísta, estas pessoas são capazes de expressar sentimentos como “prefiro ver a minha mulher morta do que vê-la a viver com outro!”. Este desequilíbrio, que ocorre no sistema nervoso, gera aumento do nível de adrenalina ao corpo, interfere na dinâmica dos neurotransmissores e faz parecer que tudo desaba dentro do nosso corpo, rompendo-se o equilíbrio do bem-estar.

Então, eis a questão: vale a pena sentir tanto ciúme? Procure ajuda profissional! Busque um atendimento psicológico!

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