Perturbação obsessiva compulsiva

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Em alguns momentos você se considera um sujeito obsessivo, cheio de manias? Se preocupa com isso? Na verdade, ter algumas manias é algo completamente normal. Quantos de nós já sentiu uma necessidade quase que incontrolável de endireitar os chinelos? Ou ajeitar um quadro que está torto? Ou ainda organizar determinadas coisas de uma maneira específica? Será que esses comportamentos fazem de nós obsessivos? A questão prende-se, essencialmente, com o que está por trás do que fazemos e da existência ou não de sofrimento associado. Como assim?

Uma situação é quando sentimos prazer quando nos deparamos com as coisas arrumadas e reconhecemos que estas ficam esteticamente bonitas e direitas quando colocadas no lugar certo. A outra situação, bem distinta, é quando o não cumprimento de certas “tarefas” resulta em sofrimento psicológico. Exemplificando, quando gostamos de ver um quadro bem colocado na parede, mas em um determinado local não podemos fazer isso mesmo observando que ele está torto, pensamos: “Bem, paciência, não vou poder endireitar esse quadro, porque não estou em minha casa” e não mais pensamos nesse assunto. No caso da perturbação Obsessiva-Compulsiva, o cenário seria outro, mais nesta linha: “Não, eu tenho mesmo que fazer isto, porque se não o fizer, algo de mau vai acontecer” e, podendo ou não, sendo nosso ou não, iremos endireitar o objeto.

A perturbação Obsessivo-Compulsiva é caracterizada pela intensa presença de pensamentos desagradáveis e recorrentes (chamados de obsessões), que causam ansiedade, e esta é liberada através de comportamentos repetitivos e ritualizados (nomeados de compulsões), e também sob a forma de pensamentos. Sendo assim, não necessariamente a perturbação Obsessivo-Compulsiva será evidenciada através de comportamentos observáveis. Podem haver a repetição mental de certas palavras, números, sequências, orações, ordens, entre outros. É bem frequente que as pessoas que sofrem desse transtorno tenham consciência de que suas obsessões e compulsões são irracionais e/ou excessivas. Todavia, não conseguem ter controle sobre elas, e tampouco interrompê-las.

As obsessões mais comuns são o medo de ter comportamentos violentos ou agressivos, a preocupação relacionada com a sujidade, ou ainda com a presença de vermes e medo intenso de contaminação, pensamentos eróticos e pensamentos religiosos. É interessante afirmar que esses pensamentos intrusivos surgem sem qualquer reação aparente e sem lógica alguma. Isso ocorre porque nossa mente gosta de imaginar todos os cenários possíveis, mesmo sem existir um agente desencadeador que o justifique. O que vai fazer com que seja reconhecida a perturbação Obsessiva-Compulsiva em um sujeito é a intensidade com que esses pensamentos surgem, assim como a associação destes com sensações ruins e angustiantes.

Felizmente, a perturbação Obsessiva-Compulsiva pode ser favoravelmente controlada. A intervenção psicoterapêutica Cognitivo-Comportamental apresenta uma taxa de sucesso de até de 80%. Por isso, não sofra em silêncio! Procure terapia e ganhe qualidade de vida!

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