Aqui e agora: isso é Mindfulness!

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Você ainda não se dá conta, mas é extremamente importante que sintamos prazer em pequenos detalhes de nossa rotina. Muitas pessoas acreditam que isso não é possível, mas estão enganadas. É possível e fácil ter prazer nas pequenas coisas da vida!

Sendo assim, como fazer isso?

Você já ouviu falar em Mindfulness? Alguns dos meus leitores mais antigos sim, pois já falei dessa experiência em outras publicações. Mindfulness é ter consciência de cada momento do presente, ou seja, do aqui e agora, focando nossa atenção naquilo que normalmente consideramos irrelevante. Mais profundamente, é termos um contato íntimo com o presente, com aquilo que acontece em cada momento de nossa experiência atual. É bem provável que em alguns momentos você tenha desejado não estar envolvido em lembranças ou até mesmo com situações que poderão acontecer no futuro.

Por isso, lanço uma singela tarefa para que você se dê conta do que é estar focado no aqui e agora. Inicie essa tarefa pela manhã, na hora do banho. Se encante por essa experiência, prestando atenção em cada detalhe:

  • Escute o som da água caindo;
  • Sinta a temperatura da água e a sesação desta caindo em seu corpo;
  • Observe como as gotas caem e se modificam a partir do toque em seu corpo;
  • Sinta a sensação do sabonete tocando seu corpo;
  • Sinta o cheiro;
  • Observe a sua aparência;
  • Sinta  sua textura;
  • Se conscientize sobre o quanto a hidratação e o perfume que o sabonete está trazendo para seu corpo são agradáveis;
  • Sinta o vapor da água envolvendo todo o ambiente, embaçando o box;
  • Analise a água limpando a espuma;
  • Sinta a suavidade com que desliza sobre si.

Repita esses procedimentos ao usar o shampoo e o condicionar e desfrute!

  • Em seguida, ao se enxugar, sinta a textura da toalha ao envolver seu corpo;
  • Repare como seca a água;
  • Sinta como é gostoso o cheiro de limpeza e frescor que ficou em seu corpo!

Faça desse pequeno momento uma grande fonte de prazer! Coloque amor em cada momento! Seja Mindfulness!

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Crise? Só no mundo!

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Que o cenário econômico brasileiro está em crise não é nenhuma novidade. A cada dia, somos bombardeados com notícias nos jornais, internet, revistas, telejornais, todos eles anunciando que fábricas estão dando férias coletivas aos funcionários para redução de custos, que empresas estão fechando e que o desemprego está a cada dia mais alto. Para complicar ainda mais a situação, volta e meia nos deparamos com pessoas pessimistas, que se apoderam da crise com tanta intensidade, que tudo o que conseguem dizer é que a situação está ruim, mas ficará pior.

A questão é que muitas vezes deixamos de considerar que por trás desses números, há famílias e com isso, pessoas, que podem estar enfrentando pequenos ou grandes dramas pessoais ou coletivos, que acabam não sendo notados por causa da repercussão que o assunto “crise” tem tomado.

Concomitante às dificuldades financeiras, surgem uma série de outros problemas que só complicam ainda mais o cenário. Para quem está enviando currículos, participando de processos seletivos e até então não encontrou um “lugar ao sol”, a sensação é de inutilidade, fracasso, tristeza e medo.

Se identificou com essa situação? Então, se permita atuar de uma maneira diferente! Seguem os passos:

1º) Você tem o direito de cair! Parece estranho, mas essa é uma realidade. Qualquer ser humano desanima em alguns momentos. Há situações em que caímos e que conseguimos nos levantar rapidamente, mas outras exigem de nós uma grande força, já que nos impulsionam para baixo. Nesses momentos, por mais que façamos força para subir, não conseguimos, pois a carga está muito pesada. Em uma situação como essa, não é indigno nem inadequado sofrer. Há horas em que precisamos fazer isso. Chorar, lamentar e ficar triste são direitos que temos. Quando colocamos para fora o que está fazendo com que nos sintamos mal, passamos a nos sentir mais fortes para voltar à luta. Atuar a todo tempo como se tudo estivesse bem é exageradamente cansativo. Por isso, em alguns momentos, temos que nos permitir entristecer, para conseguir gerir e digerir o que está acontecendo. Respeite o que está sentindo! Ouça seu corpo e os sinais que ele está fornecendo.

2º) Tempo de se reerguer! Após ter se permitido vivenciar o que estava sentindo, é hora de se dar conta do que pode ser feito para que deixe de se sentir dessa maneira. Essa é uma tarefa complexa. Por isso, não hesite em pedir ajuda, caso seja necessário. É preciso equilíbrio para encarar uma crise e o desemprego. É impossível dar bons passos se você não estiver se sentindo bem. Quando nos sentimos bem com nós mesmos, tudo se torna mais simples. Antes de procurar oportunidades de emprego, olhe para si mesmo. Converse com a família, com os amigos, divida as suas dúvidas e inquietações, descanse, mas não deixe o lazer de lado. Coma bem, leia um bom livro, passeie. Por mais que acredite que o foco deve ser a aprocura de um novo trabalho, pense que devemos encontrar a nós mesmos primeiro. Naturalmente, há um prazo lógico para se comportar dessa maneira, mas atuando assim, estaremos evitando um problema maior – a depressão.

3º) Mercado de trabalho, aí vou eu! Esse é o momento de elaborar um bom currículo, procurar oportunidades profissionais, ler classificados, realizar cadastros virtuais em vagas de emprego e tudo mais que consiga se lembrar. Você teve tempo de cair, de ficar triste, de se reencontrar e se fortalecer. Todos os “nãos” que receber a partir desse momento não terão o mesmo impacto se tiver vivenciado as duas primeiras etapas desse processo. Logicamente, essa não é uma fase fácil, mas quem explorou os seus recursos pessoais e recebeu o apoio de pessoas próximas e amigas, terá uma maior resistência à frustração de que muitas vezes se é alvo nessa fase. Naturalmente, ainda poderão existir sentimentos de revolta em alguns momentos, mas mesmo assim, é importante que se dê conta de que nada nem ninguém poderá colocar à prova o seu valor.

Deixe a crise fora de si e seja feliz!

Por que a depressão me atingiu?

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Muitas pessoas questionam e não compreendem os motivos de estarem depressivas.

A depressão é um transtorno complexo e árduo de ser encarado por causa da intensa negatividade que fica evidente nas pessoas que sofrem dessa perturbação.

Esta é uma das perguntas que mais comumente ouvimos em consultório quando trabalhamos com alguém a debater-se com a depressão. O que torna a depressão ainda mais difícil é o fato de sujeitos depressivos tenderem a subvalorizar as próprias experiências dolorosas a partir do momento em que se comparam com pessoas que supostamente estão enfrentando uma situação aparentemente mais delicada, o que não necessariamente é uma verdade. É frequente ouvir questões como “Se fulano ou ciclano tiveram na sua vida momentos tão difíceis como um divórcio, a perda de alguém querido ou uma doença grave, que moral eu tenho para estar assim?”. De fato, encontrar respostas para a pergunta chave desse texto não é uma tarefa simples, algo que até certo ponto é negativo, já que faz com que a autopercepção do sujeito depressivo se torne fragilizada e que este passe a se reconhecer como impotente, falho e fracassado.

Assim sendo, o que torna determinados indivíduos mais propensos a desencadearem um quadro depressivo? O que faz com que pessoas com vidas “confortáveis” deprimam e outras não? Certamente, existe uma série de hipóteses que na prática clínica vamos confirmando ou descartando. Concomitantemente, continuamos a investigar em grande escala de forma a determinar, de forma inquestionável, quais os fatores que parecem tornar certos indivíduos mais vulneráveis à depressão.

Um estudo recente desenvolvido na UCLA, na California, EUA, complementou dados interessantes e possibilitadores de uma resposta à esta pergunta. Os pesquisadores chegaram à conclusão que sujeitos com experiências adversas na infância, têm tendência a ser menos resistentes a fatores de estresse e consequentemente mais vulneráveis  à depressão, principalmente se essas experiências forem no campo relacional, como um divórcio não amigável dos pais, ou o afastamento de um dos pais por período prolongado. A hipótese dos pesquisadores é que essas experiências poderão resultar na aprendizagem de expectativas e crenças fortemente negativas com relação ao mundo. A partir daí, os fatores esperança e crença em um futuro mais bem sucedido são diminuídos, tornando-se mais provável o desenvolvimento do desespero tão característico da depressão. Paralelamente, os pesquisadores concluíram que experiências anteriores de depressão também tornam mais provável o ressurgimento futuro deste transtorno, pois essas pessoas estão mais sensíveis ao estresse.

Desse modo, adiciona-se ao nosso conhecimento relativamente às causas da depressão e reforça-se algo que já temos conhecimento: uma gestão eficaz, bem cuidada e inteligente do estresse pode ser fator decisivo na prevenção da depressão.

Sou feliz por ser eu!

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Nos sentirmos bem e confortáveis com o que somos como pessoa, é uma ferramenta importantíssima para lidarmos com muitos aspectos relacionados à baixa autoestima, salientando que a autoestima relaciona-se às avaliações que eu elaboro a meu respeito.

Sendo assim, por que a autoestima é tão importante?

  • As habilidades sócio-emocionais originam-se de uma auto apreciação positiva;
  • A autoestima equilibrada auxilia-nos a encarar as dificuldades da vida;
  • É um fator central para o ajustamento sócio-emocional;
  • Os valores que temos de nós mesmos afetam a maneira como nos desempenhamos, independente de nossas competências;
  • A baixa autoestima interfere diretamente na qualidade das relações interpessoais.

Para interferir em nossa baixa autoestima:

  • Foque em uma área de cada vez, priorizando as áreas mais problemáticas de sua vida;
  • Observe e analise a desconexão entre o eu real e o eu ideal;
  • Procure alguma atividade ou tarefa que de alguma maneira o estimule e permita que se sinta melhor com si mesmo;
  • Encare o outro lado da vida: todas as pessoas apresentam lados positivos e negativas. O que faz com que eu pense que só tenho pontos negativos? Enxergue o outro lado da moeda e reconheça as suas habilidades.
  • Valorize os elogios que recebe, aceitando a grande possibilidade destes serem reais e honestos.
  • Acredite em si mesmo e na possibilidade de o dia de amanhã ser melhor do que hoje. Se o dia será melhor, é porque eu serei melhor!

 

Se todas essas tarefas forem exageradamente difíceis para você, procure um psicólogo. Certamente, você reconhecerá sua vida de uma maneira diferente!