Negativismo: uma epidemia?

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Estamos em uma época de crise! Os cenários brasileiro e mundial estão em declínio! O desemprego está assolando todos os setores! Manchetes de acidentes, mortes, tragédias! Pessoas reclamando que nada está bom! Situou-se? É esse contexto que tem enfrentado? Logo que acordamos, todos esses tipos de situações são lançados a nós, nos deixando cansados, tensos, abatidos e desesperançosos. Toda essa confusão faz com que, aos poucos, percamos o encantamento da vida, que se torna descolorida, sem sabor, nos impedindo de nos esforçarmos para irmos à diante, a sorrir naturalmente e principalmente, nos bloqueando de acreditar em um futuro positivo.

No entanto, será que temos pensado que se fizermos pequenos movimentos em nosso contexto, poderemos viver com mais qualidade e otimismo? Sofrer por causa do pessimismo nacional ou temer pelo futuro é sofrer por antecipação, ou seja, não nos leva a lugar nenhum. Esse sofrimento só serve para que fiquemos sem energia, sem fé. É importante reconhecermos que sempre é possível reagir e construir momentos de grande felicidade. Quer saber como? Siga as dicas!

Em toda e qualquer crise, existem pessoas que estão muito bem sucedidas. Conhece alguma delas? Pense no que estas pessoas estão fazendo para se darem bem.

Antes de acreditar e disseminar tudo o que tem ouvido, como por exemplo “estamos em uma onda de desemprego”, “não há dinheiro para nada”, “é impossível”, “na vale à pena”, reflita sobre o que acabou de ouvir. Será que realmente tudo está dessa maneira?

Em cada dificuldade que ouvir, dedique alguns minutos de seu tempo para pensar criticamente: em todas as situações, por mais delicada que pareça, existe um lado bom. Qual é o lado positivo do que ouviu? Pode ter certeza, mesmo que seja uma fresta pequena, um jeito de escapar sempre existe.

Tenho certeza que você já deve ter enfrentado situações críticas. Todos nós passamos. Contudo, você conseguiu enfrentar esse problema. Dessa vez, não será diferente.

Observe mais atentamente seus pensamentos e conversas internas: está mais focado no positivo ou no negativo? Em situações de crise, é frequente que pensemos em tragédias, problemas, impossibilidades e projeções catastróficas do futuro. Quanto tempo você tem dedicado aos bons pensamentos, às esperanças e às hipóteses de um futuro onde possa viver com tranquilidade e segurança? Nessas situações, é importante que lancemos mão de nosso potencial interno ou adquirido – formação acadêmica, cursos, personalidade, trajetória profissional. Tudo isso representa uma possibilidade lógica de enfrentamento de crises.

Frases de incentivo, ditados populares, conhecimentos da avó, enfim, frases de efeito, quando repetidas com convicção, servem-nos de guias e fazem com que nos sintamos firmes. Por isso, minha sugestão é que escreva essas frases em lugares que acessa com frequência: proteção de tela do computador, espelho, geladeira, entre outros. Certamente, você ficará mais forte! Seguem algumas das frases que muito me auxiliam:

  • Se estou respirando, é sinal de que está tudo bem;
  • Se há pessoas que conseguem, eu serei uma dessas pessoas;
  • Se cair mil vezes, irei me levantar mil vezes;
  • Cabeça erguida, o caminha é para frente;
  • Enquanto há vida, há esperança.

É bem possível que esteja preocupado, já que hoje a preocupação tem sido uma realidade. Todavia, a preocupação não irá lhe trazer nenhum ganho. Mais do que nos preocuparmos, precisamos agir. O que tem feito para transformar a sua vida? Tem estudado? Lido mais? Tem trabalhado o quanto pode? Tem se dedicado à família, amigos? Tem poupado dinheiro? Quando agimos, vivenciamos a sensação de controle sobre nossas vidas, o que faz uma diferença considerável em nossa perspectiva.

Não entenda que desejo que você fuja da realidade e que estou sendo exageradamente otimista. O que quero deixar claro é que nada é tão mal quanto parece! Sempre há uma luz no fim do túnel! Pense nisso! E sorria!

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Ser satisfeito com nossa imagem corporal

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A imagem corporal é única. Ela é oriunda de um cruzamento de inúmeras hipóteses genéticas, de características diversas e com certeza é uma carteira de identidade para a vida, visto que ela é peculiar e intransmissível.

A cor do cabelo, dos olhos, a altura, o tamanho dos olhos, a espessura dos lábios, o comprimento dos membros, enfim, nossas características corporais são particularidades que em conjunto ditam como nos relacionamos com nós mesmos e com os outros. É importante salientar que muito mais do que expomos ao mundo, a imagem corporal corresponde à experiência interior que cada um de nós tem com o próprio corpo. A imagem corporal faz com que nos apoderemos de crenças, percepções, valores e pensamentos.

Quando de alguma maneira não estamos satisfeitos com nossa imagem corporal, trazemos à tona dificuldades como aceitação pessoal e problemas para nos relacionarmos com as pessoas e com o meio. Isso faz com que sentimentos de baixa autoestima, de desvalorização pessoal e de inadequação surjam com intensidade, trazendo como consequência a autodepreciação, o que é um primeiro passo para a depressão. A percepção da feminilidade / masculinidade também fica comprometida, já que sentimos que as nossas características físicas não são compatíveis com o que é esperado socialmente para o nosso gênero. Essa percepção distorcida faz com que não tenhamos relacionamentos favoráveis com as pessoas ao nosso redor. Há ainda o surgimento de distúrbios alimentares, já que não nos sentimos satisfeitos com o nosso corpo. Por fim, complicamos até mesmo a nossa vida sexual, na medida que nesse momento, temos que nos expor ao outro e não nos sentimos confortáveis para isso. Nos sentimos feios, com um corpo inadequado, deselegante e disforme. Então, ao invés de termos uma experiência prazerosa, relaxante e satisfatória, acabamos por vivenciar uma prática de tensão e ansiedade. Aos poucos, tendemos a evitar ao máximo a intimidade sexual.

Diante de todo esse quadro, compreendemos que se faz completamente necessária a alteração das percepções que temos da nossa imagem corporal. Para isso, não basta nos olharmos no espelho. Se realmente desejarmos modificar a percepção que temos de nossa imagem corporal, precisamos “olhar” com profundidade para nosso interior. Devemos nos lembrar que a resposta não está em mudar o nosso corpo e sim modificar nossas crenças, percepções e o que pensamos acerca dele.

As três pessoas da relação do casal

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Vamos deixar de lado a ideia romântica de que um casal se transforma em um único ser! Na verdade, num casal, existem três elementos: o eu, o você e o nós. Uma relação é composta por duas pessoas com histórias de vidas individuais, com sonhos particulares, com alegrias e tristezas, com medos, fracassos, vitórias e conquistas, a sua própria maneira de olhar para o mundo, e por outro lado um conjunto relacional, que por sua vez também tem uma história e uma identidade particular. Partindo desse pressuposto, é possível dizer que em uma relação deve existir espaço para as três entidades, ou seja, um espaço que preserva cada uma das pessoas, o eu e o você, e um espaço de comunhão, do nós, que é o resultado da junção dos outros dois.

Reunir essas três figuras muitas vezes se torna uma tarefa difícil, visto que em um casal sempre existirá perspectivas diferentes entre as duas pessoas sobre os espaços que a diferenciação e a comunhão que devem ocupar. É bem comum que isso aconteça, por exemplo, quando um dos sujeitos acredita que o “nós” deverá ocupar mais tempo e energia de cada um, e o outro sujeito da relação acredita que a vida individual deve ser a prioridade. É visível, nesta situação, que há uma dificuldade na conjugação das duas perspectivas sobre o casal. Muitas pessoas erroneamente acreditam que o fator gerador de conflito é o fato de uma perspectiva ser mais correta do que a outra e o parceiro não compreender isso. Não é verdade. O problema está no fato de as perspectivas de cada sujeito serem divergentes.

Os fatores que fazem com que criemos perspectivas acerca das relações são os mais variados possíveis. Os principais são a sociedade na qual estamos inseridos e os modelos que temos como referências de sucesso ou insucesso em relacionamentos, como pais, tios, avós, amigos. Essas relações fazem com que desejemos seguir uma relação igualmente bem sucedida, no primeiro caso, ou fazem com que fiquemos com medo de repetir histórias que não deram certo.

Certamente, nem sempre focamos nesses modelos de maneira consciente. Estas referências acabam por se tornarem crenças inconscientes que fazem com que adotemos comportamentos e formas de agir dentro de uma relação. Normalmente, não temos consciência de que sentimos e agimos com base nesses modelos. Confirmamos nossos modelos a partir do mecanismo de atenção seletiva, o que quer dizer que nos focamos nos sinais, internos e externos, que nos dizem que o nosso modelo está certo.

Isso acontece porque acreditamos que para conseguirmos alcançar a felicidade em uma relação é preciso respeito, amor, paixão, simpatia, afeto, cordialidade, lealdade, que devemos reservar um tempo considerável para a vida em casal e que também devemos reservar tempo para cada um de nós individualmente, devemos ou não ter relações com amigos, sermos mais ou menos fechados, entre outros… enfim, crenças.

A partir daí, construímos teorias sobre nós, sobre nosso parceiro e sobre a relação. O alicerce são as crenças que temos, pois nos comportamos de acordo com estas e tendemos naturalmente a confirmá-las e reconfirmá-las. Em suma, sempre teremos crenças. Este é um fato incontornável. O que não é incontornável é que elas tenham que se manter sempre as mesmas ao longo da vida, e sobretudo que não possamos flexibilizar. Devemos pensar que as diferentes etapas do ciclo da relação de um casal, o crescimento individual, os acontecimentos que a relação e os sujeitos vão vivenciando vão nos obrigando a aderirmos a novas crenças e valores, o que faz com que como casal, mudemos o nosso funcionamento.

Mesmo vivenciando uma crise, o casal deve reconhecer este momento como importante para transformar o problema em uma oportunidade de crescimento a dois. Vale à pena pensar nisso.