Você não nasceu inseguro!

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O desenvolvimento humano sempre implica crescer com algum grau de insegurança. A questão é que quando a insegurança se torna um ponto exagerado de nossas vidas, acabamos dando margem para que a ansiedade e a depressão se desenvolvam. A partir do momento em que permitimos que a insegurança nos conduza, acabamos por perder a nossa vida, na medida em que a ausência da segurança nos torna frágeis para interagirmos com praticamente tudo que o mundo nos oferece.

Confiar em nós mesmos para atingirmos algo que desejamos pode ser uma tarefa difícil, especialmente para quem está passando pela depressão, visto que tanto a ansiedade quanto a depressão resistem ao movimento. Sendo assim, para encararmos de frente essa situação, é fundamental o encorajamento adequado, orientação e motivação, e dessa maneira a inércia pode e deve dar início ao movimento.

Sente-se preso à insegurança? Então é interessante que compreenda que os pensamentos antecedem os sentimentos. Um exemplo disso é que muitos sujeitos que sentem-se ansiosos ou deprimidos reconhecem-se como vítimas. Por sua vez, as vítimas acreditam que não têm escolha. Alguém ou alguma coisa faz com que essas pessoas sintam-se descontroladas, tristes, desassossegadas e perturbadas. Desse modo, entender que os pensamentos antecedem os sentimentos permite que você compreenda que não é impotente e tampouco uma vítima. Sempre existirá alguma coisa que pode ser feita por você. A partir do momento que conseguir mudar a sua forma de pensar, reconhecerá que existem maneiras de se sentir melhor.

Os pensamentos negativos e os sentimentos de tristeza acabam por atrair a sua atenção para as coisas que não gosta. Por isso, ao invés de se entregar a eles, experimente:

  • Realizar qualquer atividade mental atraente e que exija atenção, raciocínio e concentração, como jogos, palavras cruzadas, quebra cabeças, cálculos matemáticos, leitura, priorizando as atividades de sua preferência;
  • Concentre-se nos acontecimentos ao seu redor, como conversas, brincadeiras, atividades físicas ou qualquer outra coisa que chame a sua atenção;
  • A prática da atividade física é extremamente favorável e saudável, principalmente porque fará com que se mantenha ocupado e se sentindo útil, como a caminhada, por exemplo;
  • Sorria, mesmo que essa não seja uma tarefa simples. Valorize os pequenos momentos de contentamento!
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Smartphones: insônia, estresse e depressão

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Um recente estudo desenvolvido pelo psicólogo e professor organizacional e da saúde Cary Cooper, da Universidade de Lancaster, revela que smartphones podem desencadear insônia, estresse e até mesmo depressão. Esse psicólogo afirma que esses aparelhos disponibilizam uma saída passiva onde o sujeito não sente a necessidade de interagir com o mundo real ou enfrentar os problemas.

Do mesmo modo que a luz da televisão atrai e entorpece os sentidos, os aparelhos eletrônicos, especialmente os smartphones, também. Cooper, em uma entrevista para o jornal The Sun, declara que estes aparelhos podem causar vício e destruição. “As tecnologias de computador podem ser viciantes porque elas são psicoativas – alteram o humor e muitas vezes desencadeam sentimentos agradáveis”.

Por isso, esse profissional fornece dicas para limitar o tempo de uso das tecnologias e evitar problemas de saúde:

Fale mais: O celular pode ser uma grande ferramenta para agendar e organizar conversas pessoalmente. Estar fisicamente com alguém melhora e muito a qualidade da comunicação. Além disso, somente pessoalmente podemos reconhecer a linguagem corporal, tão importante para a transmissão das mensagens.

Exercite-se mais: Salvo pelo fato de sua profissão exigir que você sempre esteja contactável, é interessante que fique algumas horas longe do celular. Atividades físicas, exercícios aeróbicos, especialmente os realizados ao ar livre, como a caminhada e a corrida, aumental o fluxo de sangue e oxigênio para o cérebro, que regenera os receptores e auxiliam em um melhor raciocínio.

Saiba o momento de usar: Mesmo que o celular esteja sempre disponível, não devemos usá-lo a todo tempo. Há momentos em que necessitamos concentrarnos em outras atividades.

Faça um balanço: Tal como alguém viciado em bebidas, cigarros ou qualquer outra coisa, um sujeito viciado na tecnologia dos smartphones tem grandes dificuldades em ficar sem o celular. Por isso, esitpule horários para o uso do aparelho e evite fazer acessos, mesmo que pequenos, fora desse período.

U-se o melhor: Os smartphones não têm nada de errado. O errado é a pessoa que o usa. Assim como qualquer outra ferramenta, o celular precisa ser usado com sabedoria e bom senso.

Peça ajuda: Se reconhece que está com um problema nesse aspecto, dependendo o smarphone para se sentir bem, não hesite em solicitar ajuda de um psicólogo.

A amizade entre homem e mulher existe?

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Mesmo na modernidade, há uma tendência social, ou melhor, uma crença de que a amizade entre homens e mulheres não existe. Essa ideia têm sua gênese há séculos, quando homens e mulheres desempenhavam atribuições perfeitamente divididas: a mulher ficava em casa e o homem no trabalho. Desse modo, a única maneira para poderem estarem juntos era através do início de um relacionamento.

Atualmente, homens e mulheres desempenham atividades basicamente iguais, em ambientes semelhantes e estão envolvidos desde crianças em contextos sociais que propiciam o desenvolvimento de uma amizade, independente do sexo.

A amizade é um sentimento complexo que tem seu início indefinido e não premeditado. Não há critérios de idade, condição social e tampouco origem. A amizade é basicamente uma mistura de confiança, sensibilidade e amor desinteressado. A questão é que a sexualidade pode sim comprometer a amizade entre o homem e a mulher. Inicialmente, pode ser difícil sustentar somente a amizade, até porque esta desencadeia uma infinidade de emoções. Por isso, a sensação de rejeição pode existir em um primeiro momento, mas logo após a sensação de felicidade é que impera, pois passa-se a identificar as vantagens de uma relação que não se passa necessariamente na cama.

Um outro ponto comum na relação entre homens e mulheres é o desejo. Então, se torna necessário saber se queremos estragar ou comprometer uma relação que até o momento funcionava bem. Se por algum motivo o desejo ganhar força, o ideal é que a proximidade corporal e o toque físico sejam evitados, já que desse modo poderemos tomar uma decisão sem comprometer a posição do outro.

Quais são as vantagens de uma relação de amizade entre um homem e uma mulher? Será que  esta constitui um pilar afetivo baseado em uma relação democrática e igualitária em uma sociedade sem respostas nem certezas? Enquanto na vida afetiva os sentimentos explodem, tamanha a intensidade dos mesmos, na amizade os sentimentos são canalizados com limites, compreensão e paciência. Mais do que em uma amizade entre pessoas do mesmo sexo, a amizade entre homem e mulher exige renúncia. Por isso, precisa ser estabelecida por duas pessoas emocionalmente maduras. Quando isso ocorre, essa amizade proporciona uma dualidade enriquecedora que se evidencia em perspectivas diferentes, complementares, inovadoras. Estímulo intelectual, cumplicidade e serenidade são grandes razões que estimulam a amizade com uma pessoa do sexo oposto.

Enfim, a amizade entre homem e mulher segue o mesmo caminho da amizade entre sujeitos do mesmo sexo, mas deve resistir aos percalços da sedução e direcionar-se para o caminho da conivência, confiança e suporte para poder sobreviver. Dessa maneira, a amizade entre homem e mulher se torna não somente importante, mas preciosa em um mundo falho em laços humanos.

Eu te amo, mas não te suporto!

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Não é raro que casais afirmem que apesar de se amarem muito, o relacionamento na flui de uma maneira positiva porque não conseguem se entender. O que faz com que isso ocorra?

A vida afetiva é um contexto de grande importância de nossas vidas. Sendo assim, desejamos muito encontrar um parceiro, já que sem alguém há uma tendência a nos sentirmos incompletos ou mesmo não totalmente realizados. A questão é que administrar um relacionamento não é uma tarefa simples, mesmo havendo muito amor. Há situações em que os companheiros não conseguem se compreender, o que faz com que a relação não flua.

Em uma relação, temos um objetivo em comum, no caso, alimentar o relacionamento, mantendo-o vivo e positivo, mas ainda assim, temos que levar em consideração que há duas pessoas nessa relação, normalmente com padrões diferentes de funcionamento e atuação, cujas diferenças podem criar choques e atritos, desenvolvendo padrões de interação desadequados, o que desencadeia frustrações, agressividade e até mesmo o afastamento.

Quando estamos em uma fase difícil no relacionamento, as principais dificuldades são, em um primeiro momento, de cada indivíduo assumir o que está sentindo. Os parceiros começam a agir em um “piloto automático”, atacando um ao outro e se defendendo dos ataques do parceiro, sem conseguir analisar o que está acontecendo consigo mesmo, com suas emoções e os motivos pelos quais está se comportando de uma maneira agressiva ou distante.

Em um segundo momento, revela-se a grande dificuldade de partilhar o que está a se sentir e o que necessitaríamos do outro e da relação. Ao invés disso, passamos a agir de uma forma crítica, culpando o outro, apontando seus defeitos e acreditando que ele é intencionalmente agressivo e negligente, quando o caminho seria reconhecer as nossas vulnerabilidades, limitações, angústias, emoções e necessidades.

Para que consigamos romper estes ciclos, bem como reconhecer como expressar emoções e necessidades, segue uma atividade:

Em uma folha de papel, crie uma tabela com seis colunas com os seguintes títulos, sequencialmente: Situação, Reação Emocional, Reação Comportamental, Emoção de Base, Necessidade Geral, Necessidade Específica. A partir daí, comece a preencher da seguinte maneira: “Quando você (Situação), eu me sinto (Reação Emocional) e reajo (Reação Comportamental). Isso esconde o meu / a minha (Emoção de Base). O que eu realmente preciso é (Necessidade Geral) e portante preciso de (Necessidade Específica)”. Um exemplo simples de preenchimento é: “Quando você sai sem falar onde está indo, eu me sinto irritada e reajo brigando com você. Isso esconde a minha ansiedade e insegurança. O que realmente preciso sentir é que sou importante para você e que por isso comunicará onde está indo”.

Agindo dessa maneira, a nossa ativação emocional diminui e a receptividade do outro à nossa necessidade aumenta. Progressivamente, encontramos um ponto de equilíbrio no qual conseguimos comunicar um com o outro, criando-se um espaço para ouvir e ser ouvido!

Quem é o líder da família?

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Em toda a família, existe pelo menos um membro que atua como líder. Este sujeito é normalmente o mais capacitado a fazer com que cada indivíduo da família sinta e reconheça a sua importância e valor. Além disso, o líder é capaz de fazer com que cada membro sinta interesse em atuar de uma maneira positiva, para que toda a família viva bem.

Os pais são aspirantes naturais a líderes. E é um fato que a família se desenvolverá de maneira plena se os pais forem pessoas íntegras, competentes, éticas, confiáveis tanto em atos quanto em palavras, tiverem responsabilidade e juízo com o futuro, forem sujeitos inspiradores e ativarem nos filhos o desejo de atingirem bons objetivos e atuarem de maneira contagiante no sentido de encorajar os filhos a se comportarem de maneira empreendedora e disponível para mudanças e transformações. Os pais devem também possuírem conhecimentos, habilidades e competências, bem como valorizarem e amarem os filhos de maneira incondicional, administrando os conflitos que surgirem com sabedoria e parcimônia.

É de suma importância que os pais se deem conta de que além de ensinar, é preciso cobrar e disciplinar. Uma família unida sempre se ama, mas também se educa. Assim, o líder se tornará pleno quando a família se tornar uma aliada. Mais que isso, é fundamental que os pais estimulem os filhos a serem líderes em sua ausência. Definitivamente, uma família não deve deixar de funcionar se os líderes não estão presentes.

Os filhos que já nasceram na era tecnológica, com internet disponível em computadores, tablets e smartphones certamente saberão mais que os pais nesse aspecto, já que estes são novatos nessa era. Sendo assim, os filhos podem liderar esse movimento, tanto que os pais poderão aprender com eles.

Em suma, o bom líder trabalhará no sentido de formar uma família de líderes, e não seguidores. Sujeitos que são habilitados na liderança, certamente desenvolverão suas próprias habilidades.