Será que eu tenho dedo podre para o amor?

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Fale a verdade. Eu tenho convicção que, por mais de uma vez, você disse que iria fazer diferente da próxima vez, mas acabou se comportando exatamente da mesma maneira que lhe prejudicou há algum tempo. Estou certa?

Atitudes como estas são comuns a todas as pessoas. Não obstante, há sujeitos que prometem que irão atuar de uma forma diferente, mas acabam vivenciando paixões intensas, e posteriormente acabam por chorar as mágoas de uma relação que deixa para trás recordações e destruição.

O envolvimento em relações amorosas possivelmente complicadas não é uma característica exclusiva dos homens ou das mulheres. Toda e qualquer pessoa, independente da idade, pode ingressar em um relacionamento como este. Como quase tudo na vida, a pessoa que experimenta relacionamentos potencialmente desastrosos, acaba por se acostumar, com o tempo, a tolerar choques intensos em sua autoestima, e consequentemente se torna mais forte e tolerante às desilusões. Desse modo, essa pessoa acaba por assumir o papel de vítima, passando grande parte de sua vida lamentando “ter dedo podre”, ser azarada ou ainda afirmando-se incapaz de modificar o próprio destino.

Essa incapacidade, entretanto, não é o destino conspirando contra nós. Pelo contrário. Ela se atribui ao fato de em nenhum momento ocorrer uma pausa que propicie a avaliação do que aconteceu para trás antes de apostar num novo relacionamento, ou seja, não foram pensados os papéis, o nosso ou o do outro. Em casos como estes, é extremamente comum que adentremos em um processo de autocomiseração, papel este que faz com que as pessoas ao nosso redor sintam uma necessidade de nos confortarem. Essa atitude externa alimenta nossa autoestima. E quando recuperamos mesmo que minimamente a autoestima, nos sentimos preparados para o campo de batalha das relações.

Os sujeitos que desconfiam de suas autoimagens, nunca se sentem merecedores de darem e receberem amor. Então, eles acabam atraindo parceiros que apenas vêm confirmar essas profecias. Todavia, quando conseguem alguém que realmente os acaricia e estima, afirmam para si mesmos que não estão habituados e como tal não sabem lidar com essas atenções! Pronto! Está instituída a condição para que a sua relação não vingue.

Esses amores têm seu início de maneira intensa e bastante sexual, com uma grande quantidade de paixão e afeto, mas um envolvimento pouco sólido. Por isso, rapidamente iniciam-se traições, falta de consideração e o abandono. Ainda mais rápido, o amor idealizado se torna desilusão e sofrimento.

A autoimagem é uma parte significativa da personalidade, e é moldada ainda na infância. Um relacionamento com um adulto significativo a nós, como por exemplo, pai, mãe, avó, professor, entre outros, mas que não é capaz de nos valorizar, respeitar e amar o que somos, faz com que acreditemos que não somos sujeitos de valor suficiente para sermos merecedores do amor de qualquer pessoa. Caso durante o nosso desenvolvimento esse padrão não sofra nenhuma modificação, muito provavelmente viremos a ser adultos possuidores de uma baixa autoestima e autoimagem. Assim, quando estamos à procura de um parceiro, possivelmente encontraremos alguém com quem repetiremos a situação que vivenciamos na infância. Para superar este ruim padrão de relacionamento, precisamos compreender e reconhecer quem somos, para que possamos, posteriormente, recuperar e reconstruir nossa autoestima.

O autoconhecimento, a cada dia, se torna uma ferramenta essencial. Os indivíduos que ingressam em relacionamentos constantemente complicados, normalmente apresentam dificuldades em verbalizarem ou até mesmo saberem o que os fazem felizes e quais são seus objetivos de vida. Geralmente, o desejo de agradarem leva-os a centrarem-se de tal maneira nas necessidades e anseios do outro, que é como se a sua própria existência apenas se justificasse em função dele. Isso faz com que o outro viva uma relação onde ele sempre recebe muito mais carinho e atenção do que ele esperava da relação. Porém, pouco tempo depois, se iniciam as cobranças, o que gera conflitos. E o sujeito que acreditava estar vivenciando um amor intenso, verdadeiro e mágico, acredita que o parceiro não o dá nada em troca.

Diante de tudo isso, o melhor é, sem dúvidas, compreendermos a nós mesmos. Esse é o primeiro passo para a mudança.

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