Desejo muito me sentir bem!

download (2)

 

A sua meta atual é ficar bem consigo mesmo? Siga essas orientações e se sinta mais feliz!

  • Liberte-se parcialmente dos eletrônicos

Há pesquisas que revelam que sujeitos que passam muito tempo conectados tecnologicamente apresentam uma propensão maior a desenvolverem sentimentos de culpa e mal estar por não responderem imediatamente mensagens e chamadas que receberam. A médio e longo prazo, isso pode causar estresse, tensão, angústia, insônia, mudanças acentuadas de humor e até mesmo depressão. Por isso, tirar um tempo exclusivamente para si, livre dos eletrônicos, pode trazer mudanças significativas para a sua saúde, como relaxamento, produtividade e elevação da autoestima.

  • Caminhe na rua

Deseja que seu nível de estresse seja reduzido significativamente? Com apenas 15 (quinze) minutos de exposição solar, além da diminuição do estresse, o risco de doenças cardíacas cai consideravelmente. A exposição solar auxilia ainda na melhora do bom humor.

  • Abrace

Apesar de as redes sociais serem, teoricamente, uma fonte de interação com um grande grupo social, estas não propiciam o bem estar e a satisfação que o contato corpo a corpo favorece. O simples toque em alguém de quem gostamos faz com que nosso nível de ansiedade seja diminuído, além de reduzir a probabilidade do desenvolvimento de problemas comportamentais e emocionais. Vamos valorizar o abraço e as demais demonstrações físicas de carinho! Estas são necessidades básicas dos seres humanos!

  • Pratique alguma atividade física

Pesquisas revelam que pessoas ativas fisicamente evidenciam níveis mais altos de satisfação do que os sedentários. Há estudos que indicam que a prática de um esporte é tão efetiva quanto a tomada de antidepressivos para o controle da depressão.

  • Foque em emoções positivas

A tentativa de focar nas sensações de bem estar são extremamente efetivas para a promoção do desenvolvimento de emoções positivas.

  • Medite

A meditação é uma atividade que exige uma grande capacidade de concentração e o controle das emoções positivas e negativas. Por isso, esta é uma excelente fonte para tornar uma pessoa muito feliz.

  • Ajude alguém

Atos diários de bondade e de auxílio ao próximo podem promover felicidade e bem estar para ambos os lados. É um fato que as pessoas que auxiliam as outras diariamente, apresentam níveis elevados de felicidade, melhorando visivelmente a sua satisfação com a vida.

  • A felicidade não é um objeto

A felicidade é simples. Ela é feita de pequenos e singelos momentos de alegria. O grande problema é que muitas pessoas compreendem que a felicidade é exclusivamente atingir um grande objetivo. O problema acontece quando isso não ocorre e há estantaneamente a frustração. As pessoas que não valorizam tanto a ideia da procura pela felicidade tendem a ser menos irritadas e comportam-se de maneira mais altruísta. A felicidade é um conceito abstrato. Sendo assim, tente se concentrar em objetivos concretos e simples, como conversar com um amigo, caminhar, sorrir… procure momentos de alegria.

  • Sorria sempre!

A resposta física aos sentimentos afeta diretamente os estados emocionais e é muito mais fácil controlar os músculos faciais do que a nossa mente. Quando sorrimos e mostramos um semblante de contentamento, os músculos faciais fornecem um feedback neurológico diretamente para o cérebro. Isso quer dizer que quando ficamos carruncados, com raiva e demosntramos isso corporalmente, sentimo-nos emocionalmente mais tristes. Quanto mais sorrimos, mais nos permitimos nos sentirmos felizes.

Anúncios

Qual é a patologia?

download

Na saúde mental, os psicólogos usufruem de duas publicações importantes para os diagnósticos e prognósticos utilizados durante o processo terapêutico – o CID 10 e o DSM IV. Não obstante, nem sempre esses manuais classificatórios são úteis como deveriam ser.

É muito raro que pacientes iniciem o atendimento psicológico evidenciando sintomas claros e concisos, ou seja, é muito improvável que o sujeito evidencie somente sintomas patológicos. Por isso, essas publicações são pontos de referência para que os terapeutas agrupem sintomas e dirijam as suas diversas maneiras de conduzir a terapia, visto que esses manuais servem especificamente para realizarem diagnósticos simples e objetivos.

Não é incomum que os diagnósticos sejam mais importantes para o paciente do que para o terapeuta. A modernidade tem feito com que as pessoas demostrem uma grande necessidade em catalogar as suas patologias e explicar o seu mal estar a partir de uma nomenclatura, o que faz com que estas procurem uma semântica patológica.

A necessidade de catalogar as patologias foi criada pela sociedade há várias décadas, mas ganhou especial destaque a partir dos anos 90, quando muitas pessoas já falavam em depressão. A partir do ano 2000, patologias como autismo e hiperatividade ganharam destaque e atualmente muito se discute sobre pessoas bipolares.

Todo este movimento de patologia social pode ser explicado através da evolução na compreensão ou desenvolvimento de programas terapêuticos para cada quadro clínico. Pode ser explicado ainda de uma maneira mais simplificada, já que antigamente, as patologias eram escondidas da sociedade, algo que hoje não acontece mais.

As perturbações no desenvolvimento foram bastante exploradas nos últimos anos. O autismo e a hiperatividade, tal como mencionado acima, são patologias muito presentes e comentadas no contexto escolar moderno.

Algo que ganhou destaque e que tem se tornado cada vez mais comum nos consultórios, é a busca de pais e familiares para um nome que defina um quadro patológico. Nas deficiências mentais, por exemplo, os familiares procuram saber e compreender a razão da existência dessa deficiência. Além da categorização, há uma busca por uma nomenclatura que seja socialmente aceita.

Em suma, meu objetivo é deixar explícito que nem sempre é fácil realizar um diagnóstico claro e conciso, já que em muitos casos, a mistura de sintomas patológicos com questões emocionais dos pacientes, além dos sintomas “escondidos” ou menosprezados pelos sujeitos dificultam o diagnóstico objetivo. Entretanto, isso não deve ser encarado como um problema, pois esse diagnóstico serve muito mais para a compreensão e aceitação do paciente do que para a estruturação terapêutica. O diagnóstico é uma estruturação pessoal e social, e não necessariamente patológica.