Auriculoterapia e depressão

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A depressão é um distúrbio afetivo que pode acompanhar o homem ao longo de sua trajetória. Uma em cada cinco pessoas no mundo apresenta o problema em algum momento de sua vida e a prevalência da depressão tem sido estimada em 19% da população mundial.

Os principais sintomas da depressão são a tristeza, a baixa autoestima, a falta de confiança em um futuro melhor, o pessimismo, a prostração e a ansiedade. Infelizmente, há casos tão intensos de depressão, que o sujeito pode chegar a atentar contra a própria vida. Atualmente, o suicídio é responsável pela morte de um milhão de pessoas a cada ano, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

Existem evidências científicas de que há alterações químicas no cérebro do sujeito deprimido, principalmente com relação aos neurotransmissores (noradrenalina, serotonina e em menor proporção, dopamina) e estas substâncias são responsáveis, entre outras funções, por transmitir impulsos nervosos entre as células. Sendo assim, há não somente fatores sociais e psicológicos, mas também fatores fisiológicos no desencadeamento da depressão.

A auriculoterapia, que é uma técnica oriental de tratamento baseada nos princípios da Medicina Tradicional Chinesa, tem sido utilizada para atuar em condições de desequilíbrio emocional e tem obtido resultados satisfatórios em estudos sobre ansiedade, estresse e controle de sintomas de abstinência em drogados. Há evidências de que a estimulação de pontos auriculares pode ativar pequenas fibras nervosas mielinizadas que enviam impulsos para a coluna espinhal, cérebro, pituitária e hipotálamo, causando liberação de endorfina no sangue.

O pavilhão auricular possui um microssistema, no qual apresenta todo o corpo humano em pontos específicos da orelha. A rica inervação dessa região conecta-se ao Sistema Nervoso Central e faz com que estímulos na orelha resultem em reações nos órgãos e sistemas do corpo.

Entre os benefícios dessa técnica, destacam-se a melhoria da insônia, alívio de dores em geral, aumento da energia vital e redução do cansaço físico e/ou psicológico, ajuda nos tratamentos de emagrecimento, eliminação de vícios, melhoria de estados depressivos, ansiedade e estresse e harmonização da energia do organismo.

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Televisão: uma aliada!

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Depois de um dia exaustivo de trabalho, nada mais gostoso que retirar os sapatos, se jogar no sofá e ligar a televisão para assistirmos nosso programa favorito! Sendo esta uma atividade tão agradável, por que para muitos é considerada como algo negativo e que deve ser evitado? Será que realmente deveríamos fazer qualquer outra coisa mais criativa e interessante, como praticar um esporte ou aprender a tocar um instrumento, ao invés de assistir televisão?

Um estudo (Derrick , 2012) revela que a televisão pode ser uma utilidade, apesar de tudo o que é dito sobre a mesma. Parece estranho? Vamos compreender!

O maior problema de um dia estressante é que este consegue extinguir quase que completamente o nosso autocontrole. Este é um recurso finito que desaparece com facilidade ao fim de cada dia. Por melhor que seja a intenção de atividade para o final do dia, fato é que a maioria esmagadora das pessoas estará exausta. Em um artigo do “Journal of Personality”, um grupo de psicólogos afirma que o autocontrole está diretamente relacionado com o sucesso em variados setores: autoestima, melhores respostas emocionais, melhores competências interpessoais.

Assim, uma boa maneira de “renovarmos” o nosso autocontrole é termos ao redor um meio social familiar. Pessoas que conhecemos bem fazem com que tenhamos a sensação de pertencimento, bem como recarrega as nossas “baterias”, melhorando nosso humor e a sensação de autorrealização.

O mais curioso é que o estudo acima mencionado evidencia que as pessoas “vivem” os personagens da televisão como reais e estes também proporcionam uma sensação de pertencimento, já que se tornam conhecidos pelos telespectadores.

Em uma de suas pesquisas, Jaye Derrick, da Universidade de Bufalo, descobriu que após esgotarem o autocontrole, é comum que as pessoas procurem um universo familiar de ficção, um programa de TV ou até mesmo o livro favorito. Um segundo estudo trouxe à tona a necessidade de que esse universo de ficção seja familiar tal como o que podemos apreciar em boas comédias, novelas ou séries de ficção.

Isso não quer dizer que devemos mergulhar de cabeça no mundo televisivo. Não quer dizer também que devemos deixar de conversar com amigos ou estar com pessoas da família, que são as verdadeiras relações sociais. A pesquisa afirma somente que em períodos curtos, sem excessos, assistir um programa de TV pode ter um efeito regenerador do autocontrole!

Ansiedade normal e ansiedade patológica

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A ansiedade é um estado emocional que faz com que o sujeito se sinta desagradável, tenso e alarmado, alimentando a expectativa de que algo indefinido irá acontecer. Esse indivíduo sente-se indefeso e inseguro frente a uma ameça que não consegue identificar. Em suma, a ansiedade é uma estado de alarme e medo relativo a algo que é encarado como incerto e normalmente perigoso. Desse modo, ela resulta de um sofrimento antecipatório acerca do futuro, o que acaba fazendo com que a pessoa não vivencie o presente.

É bem comum que a inquietação psíquica característica dos estados ansiosos venha acompanhada por uma inquietação motora, como os tiques nervosos por exemplo, bem como por sintomas físicos como palpitações, dificuldade respiratória, taquicardia, náuseas, vômitos, etc.

Existem duas maneiras desse estado emocional ser desencadeado: a ansiedade normal e a ansiedade patológica. A primeira é uma resposta natural à percepção de ameça e está diretamente relacionada a acontecimentos, explicando-se em função do estímulo que a gera. A ansiedade normal detém-se a seu caráter esporádico e reativo, não desencadeando repercussões na eficiência cognitiva e no funcionamento corporal. Esta apresenta uma função mobilizadora e adaptativa que possibilita a criação de estratégias de resposta frente aos problemas. Assim, podemos afirmar que a ansiedade normal não requer tratamento, dada a sua natureza cronológica e lógica.

Em compensação, na ansiedade patológica há uma desproporção intensa entre o estado emocional do sujeito e a importância do acontecimento, ou ainda com uma resposta sem relação com estímulos externos e apresenta um padrão repetitivo e persistente. Contrariamente à ansiedade normal, a ansiedade patológica afeta a eficiência cognitiva, evidenciando diminuição do rendimento da memória, concentração e pensamento, fazendo com que situações passadas sejam revividas e encaradas como ameaçadoras no presente e desencadeando repercussões corporais significativas.

Levando em consideração as variadas repercussões desorganizadoras do mundo interno e relacional do sujeito, a ansiedade patológica necessita de tratamento psicoterapêutico. Quanto mais precoce for a intervenção, menos conseqüências negativas a ansiedade provocará na vida do sujeito.

Como fazer com que o meu “não” tenha poder?

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Em alguns momentos você tem a impressão que as pessoas não lhe dão credibilidade quando você fala um não? Então observe alguns pontos:

O maior problema que faz com que o “não” deixe de ser ouvido, é o fato de termos medo ou vergonha de expressá-lo. Se isso está acontecendo, tente observar quais as razões que fazem com que você se sinta dessa maneira e registre-as em um papel.

É muito comum que nossa mente trabalhe com a ideia de que quando dizemos “não”, corremos o risco de sermos rejeitados socialmente, ou que iremos magoar ou outro, ou ainda que somos egoístas. São inúmeras as razões que fazem com que pensemos dessa forma, especialmente a nossa educação e formação social. Ainda assim, é importante que nos manténhamos firmes, pois todos os sujeitos têm o direito de pensar, sentir e se expressar de diferentes formas. Além disso, temos o direito de evidenciar a nossa liberdade de pensamento e afirmação ao mesmo tempo em que respeitamos a perspectiva, as convicções, a liberdade e as crenças das pessoas com as quais interagimos.

Sabendo disso, que tal treinar?

Imagine uma situação em que tenha se sentido desrespeitado e experimente declarar a sua insatisfação:

Primeiro passo: Declare clara e objetivamente o comportamento do outro. Ex.: Quando você me interrompe quando estou falando…

Segundo passo: Descreva como é que o comportamento do outro afeta concretamente a sua vida ou sentimentos. Ex.: eu desconcentro-me, interrompo a minha fala e acabo perdendo a vontade de me expressar.

Terceiro passo: Descreva o que pretende. Ex.: Espere até que eu conclua a minha fala para que você se expresse.

Caso deseje, pode introduzir também um passo intermediário, “ Eu sinto…”, que deixa claro para os outros e para nós quais são os nossos sentimentos e pode minimizar mal entendidos acerca da natureza de nossos sentimentos, certamente que conforme cada situação e ambiente.

Treine primeiro em situações que tem vivenciado com mais freqüência, registrando em uma agenda as alternativas. Pode treinar também com um amigo. A partir daí, permita-se e declare seus “nãos”, respeitando você primeiramente e depois os outros.