O meu filho não dá trabalho!

momento-desmame

“O meu filho não dá trabalho nenhum” é o tipo de afirmativa que precisa ser observada quando se refere a um filho adolescente. A adolescência é um período de transformações tanto no aspecto físico quanto no aspecto emocional do sujeito, mudanças estas que trazem consigo uma série de alterações na maneira como o próprio indivíduo vivencia a realidade. Por isso, a não exteriorização dessas características pode trazer à tona pistas que indicam alguns problemas:

Quando o adolescente é excessivamente apático, indisposto e pouco motivado para realizar qualquer tipo de atividade, podemos pensar na possibilidade deste estar vivenciando uma depressão, transtorno que em muitos casos desencadeia-se na segunda infância. O isolamento social é um dos indicadores de um estado depressivo. Quanto mais cedo a identificação da depressão acontece, mais rapidamente medidas são tomadas, o que fornece um menor tempo de tratamento e resultados mais satisfatórios. Quando não identificado, esse transtorno pode ter um estado recorrente durante grande parte da vida da pessoa, visto que é na adolescência que a estrutura da personalidade é organizada. Uma avaliação psicológica não tem um custo financeiro e emocional tão elevado e pode evitar problemas que podem desencadear conseqüências permanentes ou de tratamento muito difícil.

Além disso, a não exteriorização das características típicas dos adolescentes pode ser um indicador de déficit no desenvolvimento biológico, que pode ser reconhecido por um atraso no nível do desenvolvimento físico, a continuação de uma linguagem infantilizada, uma estrutura de rosto infantil (olhos muito grandes e mais próximos, o não desenvolvimento do queixo, entre outros) e uma dificuldade de se relacionar com adolescentes da mesma faixa etária.

Desse modo, os pais devem se manter atentos e observarem o desenvolvimento dos filhos. Se estiver desconfiado de alguma dificuldade nesse processo, procure ajuda! Quanto antes, mais beneficiado o adolescente será! Já conversou com seu filho hoje?

 

Anúncios

Ser casal após o bebê

download

É bem comum que até os dois primeiros anos após o nascimento do primeiro filho, crises conjugais aconteçam, visto que uma relação antes dual, se torna uma relação familiar, com o surgimento de novos papéis: o marido não será somente esposo, mas também pai, assim como a esposa se tornará também mãe. Todavia, é possível contornar essa possibilidade de conflitos, evitando que o estresse normal, cuja gênese se dá nas várias mudanças no casal e na relação, seja minimizado e não afete o bom desempenho conjugal.

Para isso, antes do nascimento, o primeiro passo é que o casal organize com antecedência quais serão as tarefas que terão que ser realizadas a partir da chegada do bebê. Os dois podem e devem participar de todo o processo, e por ser o primeiro filho, é normal que o casal não saiba como proceder. Desse modo, não hesite em pedir ajuda a pessoas que já vivenciaram essa deliciosa experiência.

Futura mamãe, é importante envolver o futuro pai em todo o processo de gestação. Esse gesto não somente permite que o homem compreenda mais intensamente as mudanças que ocorrem física e psiquicamente na mulher, como estimula uma vinculação precoce deste com o bebê.

Além disso, é notável que a gravidez, as funções materna e paterna e o desafio de educar uma criança são bem assustadores inicialmente. Por isso, o diálogo, o partilhamento de dúvidas e medos e a procura por esclarecimentos a partir de familiares, amigos e até mesmo profissionais da área de saúde farão com que o casal se sinta mais seguro e cúmplice.

A partir do nascimento do filho, o casal não pode deixar de vivenciar momentos a dois. Sendo assim, manter programas de marido e esposa é bem interessante. Reconheço que essa não é uma tarefa simples, pois a experiência de ter um filho é encantadora, a ponto de o casal não desejar se desvincular do bebê nem por um minuto. Contudo, passeios a dois, jantares e momentos de interação do casal são importantes e necessários para que o investimento na relação do casal não deixe de existir.

A prática de uma atividade física também se faz necessária, já que essa é uma maneira positiva de cuidarmos de nosso corpo e nossa mente. Sugiro que essa tarefa seja realizada sem a presença do parceiro, pois esse pode ser um momento para vivenciarmos a nossa individualidade, tão fundamental em uma relação de casal e ainda mais essencial a partir do nascimento de um bebê, que exige muito dos pais, especialmente da mãe, nos primeiros anos de vida. Precisamos criar momentos em que pensemos e cuidemos de nós mesmos. É dessa maneira que conseguimos compartilhar com o parceiro e com o filho nosso bem estar, bem como as situações que vivenciamos e que geraram prazer.

Mãe, não hesite em dividir tarefas com o pai do bebê. Isso faz muito bem ao casal, já que fará com que você não se sinta sobrecarregada, além de aproximar o filho do pai. Do mesmo modo que você está aprendendo a ser mãe, seu esposo precisa aprender a ser pai. Ele ficará feliz com isso!

Decisões em família: uma boa alternativa!

download (3)

Apesar de ser positivo e saudável, manter o equilíbrio familiar nem sempre é uma tarefa simples. Esse equilíbrio se torna ainda mais complicado quando os pequenos passam a assumir um papel ativo no espaço familiar, reagindo de acordo com o meio e também pelos próprios desejos.

Com o crescimento das crianças, surge uma outra instituição que interfere diretamente em sua atuação: a escola. Desse modo, faz-se necessário o acompanhamento parental ao nível do percurso escolar, já que esse acompanhamento influencia diretamente no desenvolvimento mais ajustado das crianças. Isso pode ser feito através de visitas regulares e participação nas atividades promovidas pela escola.

No decorrer do desenvolvimento da criança, os pais não devem deixar de acompanhar o desenvolvimento desta na escola. Pelo contrário: é importante o encorajamento, a motivação e o reforço contínuo para o progresso educativo dos filhos, que podem ser evidenciados através da participação ao nível dos para casas e o compartilhamento de situações e tarefas escolares no ambiente familiar. Quando os pais se comportam de maneira ativa, os resultados são surpreendentes: os comportamentos desfuncionais e até mesmo agressivos das crianças, assim como o humor depressivo e a ansiedade diminuem consideravelmente. Concomitantemente, são observados comportamentos favoráveis socialmente, como atitudes de cooperação e autocontrole.

À medida em que as crianças vão crescendo, os problemas também crescem. Não obstante, por mais que surjam novos desafios, é crucial que os pais continuem participando ativamente da vida dos filhos, fazendo com que estes se sintam fortalecidos para buscarem o caminho da autonomia. Vários estudos revelam que as crianças começam a participarem das decisões familiares entre os 09 e os 14 anos, sendo que se tornam mais ativos nesse processo entre os 15 e 20 anos. Esta participação está diretamente relacionada ao grau de abertura dos pais, que permitem ou não que os filhos se tornem participativos nesse aspecto.

A tarefa de tomar decisões entre pais e filhos não é fácil, mas ao mesmo tempo, fundamental para que os filhos se desenvolvam em um ambiente que permitirá com que eles consigam tomar decisões mais acertivas na vida adulta. Na adolescência, os jovens conseguem tomar algumas decisões sozinhos, especialmente no que diz respeito à aparência, trabalhos escolares e atividades sociais. Contudo, ainda contam com o apoio dos pais nas decisões relacionadas ao dinheiro e saúde, o que sugere que há um desenvolvimento da autonomia de maneira progressiva em relação a estas áreas.

Salienta-se que não há um padrão mais favorável para a tomada de decisões. Este processo é uma consequência do desenvolvimento da independência e responsabilidade dos adolescentes, de acordo e relacionado com o tipo de decisões que enfrentaram no decorrer da sua vida e das consequências que foram proporcionadas.

Desse modo, família, se esforce para tomar decisões em conjunto!

Gravidez e estresse

Fertilidade

Engravidar certamente é uma das experiências mais fantásticas que uma mulher pode vivenciar. A simples ideia de gerar uma vida dentro de nós, de a sentirmos este desenvolver, crescer, mexer, é algo extraordinário. Não obstante, precisamos compreender que esse não é um período que apresenta somente bons momentos, visto que receios diante da gravidez e fatores externos negativos, os quais não podemos controlar, podem fazer parte desse ciclo. Sendo assim, não podemos desconsiderar esses pontos, já que a saúde de duas pessoas estão em jogo: da mãe e do bebê.

É um fato que grande parte das coisas que a gestante vivencia, o bebê também experiencia. Existem diversos estudos sobre esse tema e todos els afirmam a grande relevância de uma gravidez saudável, com baixos níveis de estresse, de tensão, provida de apoio, no sentido de proteger a criança de algum tipo de sequela ou dano. Um recente estudo de um Hospital em Boston, estudo este denominado Stress During Pregnancy May Increase Offspring’s Risk of Asthma – ScienceDaily, afirma que a experiência do estresse durante a gestação pode proporcionar um maior risco maior de a criança sofrer asma sazonal, especialmente durante a Primavera. Este estudo contemplou as divergências nos marcadores imunológicos em dois grupos distintos: crianças filhas de mães inseridas em ambiente com grau elevado de estresse; e crianças cujas mães vivenciaram poucas experiência de estresse durante a gestação. Foi a comparação entre estes dois grupos que permitiu afirmar que há uma maior probabilidade que as crianças do primeiro grupo desenvolvam asma em algum período dos seus desenvolvimentos. Isso ocorre porque há uma baixa no sistema imunológico dessas crianças, que ficam mais suscetíveis a fatores ambientais.

Alguns estudos com animais já haviam revelado resultados parecidos. Contudo, o estudo acima mencionado foi o primeiro realizado em humanos. Para que isso fosse possível, mulheres de várias cidades foram inseridas nesse estudo e estas mulheres pertenciam a minorias étnicas, nas quais a prevalência de asma era superior. No momento do nascimento, foi coletada uma amostra do cordão umbilical e desta foram isoladas células imunológicas, que foram expostas a substâncias que propiciam o desencadeamento de alergias, como o pó, estimulantes bacteriais e virais, entre outros, com a intenção de compreender como o sistema imunológico da criança reagiria. Foi essa análise que permitiu a relação da história de estresse durante a gestação com a imunidade da criança.

Para as mulheres que estão grávidas, deixo claro que o objetivo desse artigo é esclarecer, e não causar tensão. Muitas gestantes acreditam que por estarem grávidas, o nervosismo e o estresse são fatores normais, associados à mudança hormonal. No entanto, é importante reconhecer que situações negativas que em algumas situações são desconsideradas, podem causar um prejuízo na saúde da criança no futuro. O estudo citado mencionou somente as consequências do estresse vivenciando durante a gestação para a criança, mas devemos considerar que a mulher grávida também pode carregar danos após o parto, também associados a situações de estresse, como a depressão pós parto, por exemplo.

Diante disso, as gestantes devem procurar vivenciar a gravidez de maneira tranquila com bem estar. Pequenos intervalos durante o dia para o relaxamento, caminhadas, entretenimentos e até mesmo grupos de apoio que discutam assuntos relacionados à gravidez, grupos estes onde as gestantes podem compartilhas experiências, medos, dúvidas, podem ser passos consideráveis para a grande caminhada que é a vida de um filho. Então, gestante, a melhor alternativa é se cuidar bem, se respeitar e principalmente, ser feliz!

Não consigo fazer meu filho dormir!

download (2)

Você está vivenciando uma verdadeira guerra com seus filhos no momento deles irem dormir? As suas crianças inventam uma série de pretextos para se manterem acordadas como “só mais 05 minutos”, “estou com fome”, “estou com sede”, “desejo ir ao banheiro”, “estou com saudades de você”, entre outros? Siga as dicas para fazer seus filhos compreenderem que chegou a hora de dormir:

O primeiro passo é dedicar alguns minutos antes da hora de dormir para conversar com as crianças. Essa dica deve ser seguida especialmente por pais que trabalham durante todo o dia e têm pouco tempo para conversar com os filhos. As crianças apreciam muito os diálogos antes de irem se deitarem. Conversar sobre como ocorreu o dia e se a criança está feliz pode ser positivo para que ela se sinta à vontade e confortável para dormir.

As rotinas são fundamentais para o desenvolvimento da criança. Estão são também sinônimos de previsibilidade, que é sinônimo de segurança. Quando a criança é pequena, é recomendável que os pais criem um quadro ilustrado com imagens dos principais momentos que antecedem o dormir, como vestir o pijama, tomar água, escovar os dentes, ouvir uma história, o beijo de boa noite e apagar a luz. Esse quadro pode ser feito também com fotos da própria criança vivenciando esses momentos. Esse trabalho nada mais é do que uma agenda visual, que fará com que a criança compreenda que tudo o que está exposto deve ser seguido.

Negocie com seu filho, oferecendo escolhas a ele. De maneira alguma, ceda a pedidos que irão adiar a hora de dormir. Alternativamente, dê à criança a probabilidade de participar da rotina, fazendo escolhas, como por exemplo, permitir que esta escolha a história que deseja ouvir.

A calma e a firmeza são características cruciais para os pais no momentos de os filhos irem dormir. É visível que algumas crianças têm um grande poder de persuasão, já que tentam a todo tempo negociarem com os pais até que estes estejam exaustos. Caso você se sinta irritado, não se deixe envolver pela frustração. Fale com tranquilidade com a criança, de maneira assertiva, mantendo as regras definidas e não abrindo mão delas.

Agora, é so relaxar! Seu filho dormirá tranquilamente!

Precisamos de companhia!

companhia31

Ter uma companhia significa, ao mesmo tempo, ser companheiro. Apesar de uma constatação simples, é bem possível que você ainda não tenha parado para pensar nisso. E quando não pensamos nessa situação, nos permitimos cobrar muito nosso companheiro e praticamente não nos cobrarmos, o que faz com que esse relacionamento mais cedo ou mais tarde desmorone.

Para ter um companheiro, é fundamental que tenhamos “uma dose” de saúde psíquica, já que teremos que ter a capacidade de suportar opiniões diferentes, críticas, saber dividir, compreender opiniões diferentes, respeitar oscilações de humor, dividir tarefas, enfim, tudo o que pode acompanhar um relacionamento.

Para o nosso nascimento, foi necessária a junção de DNAs de nosso pai e de nossa mãe. Sozinhos, não conseguimos ter um filho biológico, uma busca bastante comum em algum momento de nossas vidas, pois somos seres sociais e almejamos ter companhia em todos as fases de nossas existências. É por isso que é muito mais comum pessoas desejando filhos e que por algum motivo não conseguem engravidar, do que pessoas que não desejam filhos. Quando o casal deseja intensamente ter um filho e se torna ansioso por isso, acaba não conseguindo engravidar, tamanha a ansiedade. Por isso, é igualmente comum que quando essa casal adota uma criança e se livra da ansiedade de ter um filho, este acaba engravidando.

Devemos considerar que a necessidade de ter um filho nada mais é do que a busca por uma companhia constante, mas que não necessariamente acontece com todas as pessoas, tanto que há casais que decidem não ter filhos, alegando que desejam aproveitar a vida. Caso o seu pensamento perpasse nesse contexto, é interessante considerar que um bom planejamento financeiro pode garantir uma vida tranquila e de diversões para o casal, mas que nada garante o conforto presencial do afeto dos filhos e dos netos. É óbvio que ter filhos não é uma obrigatoriedade, pois muitas pessoas conseguem viver sozinhas, e bem. Não obstante, a vida de uma pessoa sem filhos pode ser muito solitária, na medida em que amigos e parentes não a substituem, visto que cada um destes tem suas próprias famílias. A solidão existencial é algo difícil de suportar.

O cérebro é tão sensível ao carinho, que um abraço pode fazer o cérebro aumentar a liberação da ocitocina, hormônio que facilita a aproximação entre as pessoas. E é em uma família bem estruturada sobram abraços e carinhos espontaneamente. Isso dificilmente acontece em outros contextos. Isso significa ter saúde relacional, importante para a nossa tranquilidade física e psíquica. Reflita sobre isso! E viva à companhia!

Meu filho não me respeita!

violencia_padre_hijo_int

A cada dia, tem se tornado mais comum o relato de pais e mães, especialmente mães, de que os filhos simplesmente não os repeitam, por mais que sejam dadas ordens. O que está acontecendo nessas famílias?

Existem uma série de fatores que fazem com que os filhos não obedeçam. O principal deles, talvez o maior engano dos pais, é repetir o mesmo ensinamento várias vezes. Grande parte dos filhos fazem coisas que não são permitidas não por desconhecimento, mas sim por desrespeito ao que já foi ensinado. A modernidade tem feito com que os pais acreditem que a escola tem a obrigação de educar as crianças, o que faz com que o pais abram mão de disciplinar os próprios filhos. Isso nada mais é do que a grande falta de conhecimento e também comodismo por parte dos pais. À medida que os pais acreditam que a disciplina e os limites devem ser implantados pela escola, eles não se sentem no papel de educadores dos filhos e com isso simplesmente “desaprendem” essa função, tão importante para a formação do caráter e dos valores da criança. Para os pais, os filhos são para sempre. Não obstante, para a escola, os alunos são sujeitos que permanecerão na instituição por algum tempo. Quase tudo o que acontecer com os filhos, cairá sobre os pais.

Os pais modernos trabalham durante todo o dia e normalmente mantém os filhos na escola ou com parentes. Quando têm momentos com os filhos, não conseguem ter autoridade e liderança suficientes para determinar regras, o que faz com que eles se tornem repetitivos. Observo muitas mães no consultório que “mandam” o filho parar com o que está fazendo. O que essa mãe considerou como uma ordem, na verdade era uma súplica, um pedido para que o filho parasse de executar algo que ela não estava considerando positivo. Após a “ordem-súplica”, a mãe se mantinha firme olhando para o filho e esse olhar acabava por permitir que o filho lhe retrucasse. Diante disso, o comportamento natural de uma criança é implorar, contra-argumentar, insistir, fazer birra, chorar, gritar, espernear, se jogar no chão, enfim fazer de tudo para que a mãe volte atrás em sua ordem. Quando a mãe continua olhando, o filho compreende que esse olhar pode e deve ser vencido por ele.

Quando o filho insiste, ele até acata a ordem que a mãe deu, mas insiste para demovê-la. Quando o filho não acata, ele se mantém da mesma maneira que antes, ignorando a informação e agindo como se nada tivesse acontecido. A insistência da mãe em dizer não fortalece o filho a continuar em sua luta.

Sendo assim, como a mãe deve agir? A partir do momento em que a mãe deu a ordem, ela não deve dizer absolutamente nada. Deve apenas levantar-se e sair do campo do olhar do filho, para que dessa maneira, ele compreenda que ela não irá ouví-lo e que por isso ele deve obedecer. Essa não é uma tarefa simples para mães e pais que não estão acostumados com esse tipo de atitude, mas fundamental para que o filho se torne um sujeito de alto desempenho.