Relaxamento na gravidez

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O relaxamento pode ser classificado como um estado de consciência caracterizado por sentimentos de paz e alívio de tensão, medo e ansiedade. O termo “relaxado” pode ser usado tanto para falar do relaxamento muscular quanto para referir pensamentos de tranqüilidade.

O relaxamento na gravidez é considerado desde os anos 30, época em que este foi percebido como uma maneira de quebrar o ciclo dor-medo-tensão-dor no parto.

Antes, a ideia de utilizar técnicas que visassem o controle da respiração eram largamente utilizadas, mas agora, elas vêm perdendo a credibilidade. Pesquisas revelam que uma mãe em trabalho de parto, cuja respiração é artificialmente aumentada, apresenta uma tendência a sofrer efeitos severos dos baixos níveis de dióxido de carbono e não se beneficia tanto com o aumento dos níveis de oxigênio. Assim, a cada dia se recorre menos a exercícios de respiração, encorajando, pelo contrário, que as mulheres respirem de maneira natural e livre. A conscientização da respiração tem sido amplamente ensinada, já que é vista como uma forma de ajudar a mãe a compreender o próprio corpo.

O relaxamento muscular é um método bem disseminado de redução de tensão aplicado a mulheres que estão dando a luz, pois reduz a tensão desse momento. O relaxamento pode ser ensinado em posições diversas: sentado, deitado, de cócoras, de joelhos com braços apoiados no assento de uma cadeira, em pé com os braços levantados e apoiados na parede ou em qualquer outra posição em que a mulher se sinta confortável.

Outra técnica muito efetiva no sentido de relaxamento são as imagens mentais que podem ser utilizadas para reforçar o relaxamento durante a gravidez e o trabalho de parto, visto que através da capacidade que têm para distrair a atenção, auxiliam no bloqueio das vias da dor para o cérebro.

Deseja um parto tranquilo? Quebre o ciclo dor-medo-tensão-dor!

Sou hipersensível?

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Algumas pesquisas recentes revelam que pelo menos 15% da população mundial pode ser classificada com um nível elevado de sensibilidade, ou seja, esse grupo de pessoas apresenta um sistema nervoso especialmente sensível.

Características que podem evidenciar uma hipersensibilidade:

  • Agitação emocional ao assistir determinados filmes e séries;
  • Vida interior rica e complexa;
  • Estimulação exacerbada em ambientes que de fato já são estimulantes (como boates, restaurantes cheios ou locais com acúmulo de pessoas);
  • Reações intensas de desagrado a luzes fortes, odores, tecidos de roupas e/ou ruídos fortes;
  • Constante necessidade de se retirar ou mesmo se isolar, buscando ambientes com pouca estimulação sensorial (luz baixa, silenciosos e com pouco movimento);
  • Grande capacidade de discriminação de diferenças sutis de odores, sons ou componentes visuais, sentindo diferenças no impacto emocional com alterações nos pormenores.

Reconhece algumas dessas características em si? Então o melhor a ser feito é atuar de maneira defensiva, visto que conforme pesquisas publicadas nessa temática, a hipersensibilidade é um traço que não admite modificação; somente algum controle. Assim, o ideal é estar constantemente sintonizado com o seu conforto pessoal nas diversas situações pelas quais passa ao longo do dia, habituando-se a reconhecer quais aspectos sensoriais causam impacto elevado sobre seu bem estar e a partir daí, tentar promover situações que contenham um considerável nível de agrado sensorial. Além disso, é interessante eliminar ou reduzir as sensações que causam desconforto e garantir condições de tranqüilidade em geral.

Diabetes: uma doença emocional?

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A cada dia tem se buscado mais comprovações de como as emoções desequilibradas podem ser desencadeadoras de doenças. Falando especificamente sobre a diabetes, estudos comprovam a ligação entre o estresse e essa doença.

Para que um sujeito esteja saudável, é fundamental que o contexto emocional também esteja bem, visto que as emoções abaladas podem ser causadoras de doenças e seus possíveis agravamentos.

A diabetes emocional não existe, mas é sabido que as emoções podem, de maneira indireta, desencadear a doença. Esse mal ocorre a partir do acúmulo de açúcar no sangue, o que pode ser facilmente comprovado através de exames. Não obstante, a diabetes pode sim, ser desencadeada a partir do emocional fragilizado. Assim sendo, a condição emocional não causa a doença, mas pode desencadeá-la em indivíduos que apresentem predisposição a desenvolvê-la. Não é raro eu me deparar com pacientes que foram diagnosticadas com diabetes pouco depois de vivenciarem um episódio de síndrome do pânico. Esse evento é chamado de diabetes emocional, ainda que não seja a causa direta da doença.

Existem três situações que tornam possível a elevação das taxas de açúcar no sangue: a quantidade de insulina é insuficiente, o pâncreas não produz insulina ou o corpo não absorve a insulina produzida. Em situações de estresse, o organismo libera hormônios cuja ação é contrária a da insulina, como por exemplo o cortisol e a adrenalina. Assim, a diabetes emocional pode ocorrer indiretamente pelo estresse crônico que em várias situações, causa a obesidade, que por sua vez aumenta o risco de desenvolver diabetes.

Quanto ao impacto emocional, existem duas maneiras desta ocorrer: na primeira, a diabetes se desenvolve a partir de um trauma repentino, como a perda de um ente querido ou a perda do emprego. Não obstante, a medicina acredita que nesses casos, a insulina do corpo já estava em quantia insuficiente e o paciente desenvolveria a doença em breve. Na segunda situação, o desencadeamento da doença se dá através de um estresse longo e prolongado. Normalmente, ocorre em pessoas que são submetidas ao estresse de modo contínuo, o que corrobora com a explosão da doença em pessoas dentro desse grupo de risco.

Os principais sintomas de estresse crônico são:

  • Depressão;
  • Ansiedade;
  • Ganho de peso;
  • Doenças cardiovasculares;
  • Insônia e privação de sono;
  • Desânimo.

É interessante salientar que a diabetes infelizmente favorece o surgimento da depressão. Isso se explica a partir de:

  • Estilo de vida interrompido pela doença;
  • Dores constantes devido à neuropatia diabética;
  • Sentimento de solidão por causa da doença;
  • Histórico familiar de doença mental.

A prevenção da diabetes emocional inclui cuidados com o físico, como uma boa alimentação e a prática regular de atividades físicas, bem como o cuidado com o emocional, buscando aliviar os estresses e gerenciar os traumas psicológicos.

Quanto ao controle da doença, vale dizer que tanto a diabetes melittus quanto a diabetes emocional podem ser controladas de maneira natural, sem o uso excessivo de medicamentos. O grande desafio é a falta de conhecimento sobre como tratar a doença corretamente. Tanto o atendimento psicológico quanto o atendimento através da acupuntura são recursos altamente eficazes para o controle da doença. Vale à pena experimentar!

Como auxiliar uma pessoa deprimida?

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É bem provável que você conheça alguém que está passando ou que passou pela depressão. Infelizmente, esse é um transtorno que a cada dia tem atingido um número maior de pessoas, as quais se sentem paralisadas e desmotivadas diante desse delicado quadro.

Sabia que podemos fazer várias coisas para alegrar e até motivar uma pessoa deprimida? Seguem as orientações:

Dar um telefonema: O contato telefônico, seja através de uma ligação ou mensagem, é uma ótima forma de fornecer uma palavra amiga e deixar claro que essa pessoa é lembrada e importante para nós.

Fazer uma visita: Passar algum tempo com a pessoa, transmitir o seu calor, a sua energia, a sua compreensão e o seu amor pode ser muito válido e importante para que esse sujeito caminhe para sua regeneração emocional.

Enviar um e-mail: De maneira rápida e simples, é possível escrever algo com significado que pode ajudar a pessoa que gostamos a sorrir. Podemos enviar também músicas, poemas, citações e até mesmo reflexões, além de vídeos divertidos do Youtube. Tudo isso pode ter um peso bem satisfatório.

Desse modo, fica evidente que podemos nos movimentar no sentido de auxiliar a pessoa deprimida.Vamos agir?

Auriculoterapia e depressão

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A depressão é um distúrbio afetivo que pode acompanhar o homem ao longo de sua trajetória. Uma em cada cinco pessoas no mundo apresenta o problema em algum momento de sua vida e a prevalência da depressão tem sido estimada em 19% da população mundial.

Os principais sintomas da depressão são a tristeza, a baixa autoestima, a falta de confiança em um futuro melhor, o pessimismo, a prostração e a ansiedade. Infelizmente, há casos tão intensos de depressão, que o sujeito pode chegar a atentar contra a própria vida. Atualmente, o suicídio é responsável pela morte de um milhão de pessoas a cada ano, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

Existem evidências científicas de que há alterações químicas no cérebro do sujeito deprimido, principalmente com relação aos neurotransmissores (noradrenalina, serotonina e em menor proporção, dopamina) e estas substâncias são responsáveis, entre outras funções, por transmitir impulsos nervosos entre as células. Sendo assim, há não somente fatores sociais e psicológicos, mas também fatores fisiológicos no desencadeamento da depressão.

A auriculoterapia, que é uma técnica oriental de tratamento baseada nos princípios da Medicina Tradicional Chinesa, tem sido utilizada para atuar em condições de desequilíbrio emocional e tem obtido resultados satisfatórios em estudos sobre ansiedade, estresse e controle de sintomas de abstinência em drogados. Há evidências de que a estimulação de pontos auriculares pode ativar pequenas fibras nervosas mielinizadas que enviam impulsos para a coluna espinhal, cérebro, pituitária e hipotálamo, causando liberação de endorfina no sangue.

O pavilhão auricular possui um microssistema, no qual apresenta todo o corpo humano em pontos específicos da orelha. A rica inervação dessa região conecta-se ao Sistema Nervoso Central e faz com que estímulos na orelha resultem em reações nos órgãos e sistemas do corpo.

Entre os benefícios dessa técnica, destacam-se a melhoria da insônia, alívio de dores em geral, aumento da energia vital e redução do cansaço físico e/ou psicológico, ajuda nos tratamentos de emagrecimento, eliminação de vícios, melhoria de estados depressivos, ansiedade e estresse e harmonização da energia do organismo.

Antidepressivos

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Embora o tratamento com os antidepressivos deva ter duração de pelo menos seis meses após a remissão dos sintomas, vários estudos têm elucidado que uma porcentagem significativa de pacientes (até 38%), tratados com os antidepressivos mais populares do mercado (Fluoxetina, Paroxetina, Citalopram, Sertralina, Escitalopram), compram uma única caixa do medicamento, o que traz a ideia de que o tratamento está sendo abandonado muito antes da duração mínima recomendada.

O que faz com que essa camada de pacientes se comporte dessa maneira? Haverá algum perfil de pacientes ou algumas características associada aos medicamentos?

Uma pesquisa atual revelou que a adesão à medicação não está relacionada com a escolha do fármaco, visto que não foram registradas diferenças significativas entre os pacientes que aderiram à terapêutica e os que não aderiram em função do medicamento prescrito. Também não se verificaram diferenças com relação ao número de pacientes que declararam um ou mais efeitos colaterais entre os que aderiram e os que não aderiram à terapêutica, ainda que os pacientes que descontinuaram o tratamento medicamentoso tenham relatado muito mais efeitos colaterais.

Um número significativo de não aceitantes afirmou que tem aversão ao uso de medicamentos. O medo dos efeitos colaterais e a atual ocorrência dos mesmos foram os pontos mais evidenciados para a não aceitação do tratamento com antidepressivos. Dos pacientes que revelaram a não aceitação, pelo menos 30% sequer iniciaram o tratamento, enquanto 70% descontinuaram o tratamento após duas semanas. Mais da metade desses pacientes abriu mão do tratamento sem consultar um médico.

Além disso, há uma diferença no campo da percepção da doença entre médicos e pacientes. Com maior frequência, os pacientes não aceitantes, ao inverso de seus médicos, afirmaram sintomas como estresse e fadiga, discordando do diagnóstico do médico. Um em cada três pacientes não aceitantes, que receberam um diagnóstico médico de depressão, não se sentia deprimido. Assim, ficou claro que esses pacientes consideravam o seu quadro mais ameno do que o médico estava declarando. Isso deixa claro que a adesão à terapêutica é muito menor quando os pacientes percebem que não precisam de ajuda medicamentosa ou que seus problemas são menores. Pelo menos metade dos pacietes expressa preocupação pelos efeitos de longo prazo dos antidepressivos, mas não os dispensa, caso considerem realmente necessários.

Essa pesquisa evidenciou também que a não aceitação é mais comum em pacientes que apresentam um baixo nível de escolaridade, com mais de 60 anos e ainda daqueles que afirmaram sintomas inespecíficos, como estresse, fadiga e insônia.

Sendo assim, os profissionais da saúde, especialmente os médicos, deveriam realizar um esforço maior para fazer com que pacientes desses grupos acima mencionados se dêem conta das mensagens educativas essenciais dos antidepressivos.

É evidente que pacientes que fazem uso desses medicamentos precisam ultrapassar uma série de barreiras emocionais e sociais. Receber a primeira prescrição para um antidepressivo pode ser desagradável e até mesmo perturbador. Não é raro que em uma primeira consulta, os pacientes apresentem determinadas dificuldades para absorverem a informação cedida pelos médicos. Além disso, é comum que os efeitos colaterais surjam antes da efetividade dos medicamentos. Mais um motivo para que os pacientes sejam bem orientados.

Os atidepressivos podem desencadear efeitos colaterais como palpitações, problemas gastrointestinais, tonturas, insônia, que podem ocorrer poucas horas após a tomada, enquanto são necessárias semanas para que o paciente comece a sentir melhoras e o efeito terapêutico dos medicamentos.

O medo quanto aos efeitos colaterais são oriundos de uma ideia social, mas também da bula. É certo que todas essas informações sejam fornecidas ao paciente, mas de uma maneira prévia, tanto no início quanto durante o tratamento, encorajando a inicação e também a continuação do tratamento. Fica claro que os pacientes que foram bem orientados durante a primeira consulta, foram mais capazes de continuarem o tratamento durante o primeiro mês desse processo.

Em suma, a pesquisa deixa a mensagem de que a prescrição antidepressiva deve ser uma decisão partilhada entre o médico e o paciente, através de uma relação de confiança, capaz de evitar ou diminuir a descontinuidade do tratamento.

Eu me conheço bem?

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Tenho certeza que você já deve ter pensado que ninguém lhe conhece melhor do que você mesmo. No entanto, é bem possível que já tenha dito que “ele (a) me conhece melhor que eu mesmo (a)”. De fato, ambas as frases fazem sentido.

Uma professora assistente na Universidade de Washington, chamada Simine Vazirre, descobriu que somos mais perspicazes a identificar nossos estados internos, como a ansiedade, por exemplo, enquanto os sujeitos que convivem conosco têm mais habilidades para reconhecer e identificar a nossa capacidade intelectual, como a inteligência e a criatividade. Interessante, certo? Agora, e se eu afirmar que até mesmo indivíduos desconhecidos, com quem nos cruzamos, estão tão habilitados quanto nossos amigos para reconhecerem nossas características de extroversão? Parece loucura? Mas não é!

Na verdade, se pararmos para analisar, essa situação faz sentido. Não me surpreende o fato de conseguirmos reconhecer com facilidade os nossos estados de ansiedade, mesmo porque somos nós que os sentimos. Em compensação, podemos mascará-los e incorporar comportamentos que não deixem transparecer a ansiedade para as pessoas que estão ao nosso redor. Já com a inteligência e a criatividade, por mais que tentemos disfarçá-las, essa não será uma tarefa simples.

O que somos por dentro acaba ficando evidente aos outros porque fornecemos pistas que são facilmente interpretáveis por nosso meio social. A postura que assumimos, a forma como nos vestimos, o modo como decoramos nossa casa e nosso trabalho, entre outros comportamentos, têm algo a dizer a nosso respeito.

Certamente, as tecnologias também são fundamentais nesse aspecto. Redes sociais, por exemplo, evidenciam várias dicas sobre nós. A forma como estão organizadas, o conteúdo que publicamos, o tipo de informação que decidimos ou não passar, as fotos que tornamos públicas, entre outros.

A ideia de que precisamos escrever um livro, plantar uma árvore e ter um filho para deixarmos uma marca no mundo faz total sentido, mas isso não anula o fato de deixarmos a nossa marca em tudo aquilo o que fazemos e em tudo o que tocamos.

Sendo assim, é importante que cuidemos um pouco mais do nosso comportamento, ao invés de ficarmos presos somente em nossos pensamentos e sentimentos que podem nos levar ao erro. É justamente por isso que nos incomodamos profundamente quando alguém critica alguma de nossas atitudes. É que quando isso acontece, somos obrigados a refletir sobre o nosso comportamento e pensar sobre as prováveis incongruências entre a ideia que tínhamos de ser, por exemplo, muito agradáveis, e a realidade de nosso comportamento, que pelo visto, não o revela assim tão bom quanto acreditávamos.

Vamos refletir sobre isso… e sejamos felizes!