Mulheres e seus dilemas…

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As mulheres são seres únicos e incrivelmente especiais. Uma única mulher é capaz de desempenhar inúmeros papéis: mãe, filha, esposa, tia, sobrinha, avó, profissional, estudante…, de uma maneira dócil e eficiente. Não obstante, diante de uma modernidade cada vez mais exigente, tem se tornado comum que as mulheres ingressem em um sofrimento por não conseguirem executar todas essas atribuições da maneira que gostariam. Sendo assim, tenho recebido cada vez mais mulheres no consultório com níveis de sofrimento elevados e pedidos de ajuda que surgem a partir de frases como “sou uma mãe ruim”, “não gosto de cozinhar, logo, não sou uma boa esposa”, “ser mãe é o único papel que faz sentido para mim”, “quando eu tiver um filho, terei que abrir mão de minha carreira”, entre outros.

A mulher do atual contexto brasileiro vive em um constante conflito, já que de um lado ela deseja ter uma carreira promissora, estudar e ter sua independência financeira, sua casa, e de outro, o medo que ela sente de arcar com consequências penosas por causa dessas escolhas, optando, mesmo se sentindo infeliz, por uma vida tradicional, se detendo a papéis de esposa e mãe.

A modernidade tem feito com que as mulheres se entusiasmem por atividades mais focadas no desenvolvimento e crescimento pessoal, e isso é muito bom. No entanto, muitas mulheres se sentem culpadas, tristes e até mesmo ansiosas por não gostarem e não se sentirem realizadas, em alguns momentos, com tarefas domésticas como lavar, passar e cozinhar. Às vezes, essas mulheres chegam a declarar que não é normal não gostarem de atividades domésticas, e esse sentimento gera culpa nelas.

Aos poucos, todo esse misto de sentimentos faz com que essas mulheres se isolam da sociedade, acreditando que conseguirão gerir a situação e fantasiam que todas as outras mulheres o conseguem fazer. Este isolamento agrava-se ao funcionar como mecanismo compensatório, pois como se sentem em falta, acham que devem se dedicar mais.

Há alguns anos, as funções das mulheres se resumiam a cuidar do marido, dos filhos e da casa. O que bloqueia a mulher tanto psiquicamente quanto fisicamente é o fato dela se deparar com novas atribuições, gostar dessas novas tarefas, mas ao mesmo tempo se sentirem culpadas por darem importância a outras questões que não sejam estritamente familiares.  A chave mestra para um possível sucesso neste dilema, entre papéis sociais e a procura de ser uma mulher com diferentes desejos dos de outras épocas, é o equilíbrio. Equilibrar casamento, família e carreira. Mas como fazer isso? Aliás, isso é possível?

Claro que é! Primeiro, é importante saber organizar o tempo disponível de cada dia. Crie uma lista de prioridades diárias e alterne tarefas que exigem maior sacrifício com aquelas que podem trazer mais satisfação. É possível ter tempo para o marido, para o trabalho, para os filhos, para os amigos e até para si mesmo. Equilibre-se e organize-se!

Para uma mulher, tudo é possível!

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