Autovalorização x Egoísmo

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A realidade moderna tem como um dos principais focos o individualidade. Culturalmente, aprendemos que é importante cultuarmos os nossos desejos e os nossos próprios sentimentos. Acreditamos que nos comportando dessa maneira, caminharemos rumo à felicidade.

Naturalmente, é muito importante que ocupemos um lugar de destaque em nossa vida. Quando nos amamos e nos valorizamos, as pessoas se comportam de uma maneira mais dócil conosco, nos respeitando. Não obstante, nas relações a dois, é fundamental que também enxerguemos o lado de nosso parceiro.

Nos valorizarmos não significa nos comportarmos de uma maneira egoísta. Pelo contrário: é um princípio básico que as pessoas que se respeitam, respeitem o outro, compreendendo que ele também tem desejos e sentimentos. Quando alguém se comporta de maneira egoísta conosco, nos sentimos mal, tristes e em alguns momentos até irados com essa ação. Contudo, não é uma tarefa simples reconhecer quando nós mesmos nos comportamos de uma maneira individualista.

Quando amamos, não focamos exclusivamente em nossos próprios interesses. Existe uma flexibilidade que faz com que o outro se sinta bem e isso faz com que eu me sinta feliz. Cuidar bem do cônjuge, falho, limitado, mas que eu escolhi para caminhar junto de mim, é sinal de amor e tolerância.

O amor também leva a uma alegria interior. Quando nos preocupamos com o bem-estar do cônjuge, uma satisfação interior, que não pode ser adquirida através de ações egoístas, brotam dentro de nós mesmos. Esse é o benefício de fazer o bem: toda ação tem uma reação. Se eu me comporto de uma maneira positiva, bem resolvida e feliz com minha decisão, esse bom comportamento acabará me atingindo em algum momento, mesmo que essa não seja a intenção que motivou a ação.

É bem comum que eu receba casais que se amam, mas que não conseguem se manter felizes justamente por estarem focados exclusivamente na própria satisfação ao invés de focarem também na plenitude do relacionamento. A partir do momento em que reconhecemos que o outro é importante, especial e valoroso para nossa vida, fazer com que ele se sinta feliz e acolhido se torna uma necessidade. Certamente, ele também precisa fazer a própria parte, já que a manutenação de um bom relacionamento deve ser mantida por ambos. Todavia, alguém precisa dar o pontapé inicial. Não espere que o outro se movimente em favor do relacionamento. Se esforce, tome a iniciativa e se beneficie com os resultados de seu movimento!

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Tenho medo de falar em público!

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Falar em público, mesmo que seja uma das principais ferramentas de transmissão de ideias e conhecimentos, é declaradamente uma das situações que mais geram ansiedade, além de ser altamente desagradável para a maioria das pessoas. Ainda assim, há momentos em que falar em público se torna inevitável. Sendo assim, nos momentos em que nos posicionamos de uma maneira favorável frente a essa situação, podemos alavancar a nossa carreira. Para que consiga potencializar essa habilidade, seguem algumas orientações para que essa “tortura” se torne algo tranquilo e até mesmo prazeroso!

  • Fundamentalmente, se esforce ao máximo para aprofundar o seu conhecimento acerca do tema que irá falar. Conhecer fará com que você se sinta mais tranquilo e confiante;
  • Esse assunto é relevante e chamativo? Pergunte a si mesmo antes de expô-lo;
  • É interessante assumir a ansiedade que sentimos previamente, assim como qualquer outro sintoma que surgir por causa dessa exposição. Utilize esse sintomas de uma maneira divertida concomitante  à sua exposição verbal. Quando conhecemos profundamente nossos medos e brincamos com eles, estes acabam se tornando menores, menos intensos, suportáveis, além de permitir que outras pessoas que se sentem da mesma forma se identifiquem conosco. Um bom exemplo é falar, de maneira bem humorada, que irá gaguejar e até transpirar por causa do medo que sente de se expor, mas ao mesmo tempo, que está disposto a transmitir o conhecimento da melhor forma possível;
  • Aguarde o silêncio da plateia antes de iniciar o discurso. Isso fará com que esta se disponibilize a prestar atenção em você;
  • As primeiras frases da exposição têm suma importância, na medida em que é com elas que o seu público se identificará com você;
  • Treinar no espelho pode ser bem positivo, já que dessa forma se identificará com seus gestos, posturas, expressões e até com o tom de voz;
  • O objetivo de transmissões públicas de informações é levar a plateia a agir ou pelo menos pensar sobre a informação que está recebendo. Por isso, a informação precisa ser firme, pertinente e clara. Para que isso se torne uma realidade, você poderá treinar com amigos e/ou familiares antes de expor o conteúdo à plateia;
  • Escolha uma maneira para a intervenção oral, seja didática ou um debate com opiniões da plateia e mantenha-a até o final;
  • Respire! A respiração abdominal é bem positiva para essas situações, pois permite que sincronizemos o fôlego e o pensamento, controlando a ansiedade. Quanto mais você treinar, melhor ficará;
  • Assumir que não sabe determinada questão é algo de suma relevância. Não temos obrigação nem condições de saber tudo de um determinado assunto. Se comprometa a buscar essa informação e transmita-a assim que isso for possível;
  • Rir é o melhor remédio! O sorriso causa estantaneamente uma reação positiva em quem o vê, desde que ele seja honesto. Divirta-se enquanto está a expor as informações. Isso fará com que você sorria mais;
  • Seja claro e positivo: frases curtas, vocabulário compatível com o público, palavras fortes e emocionais e exemplos inserindo a palavra “nós” envolvem o público;
  • Evite palavras negativas como problema, não, desculpe;
  • Ficar de pé também é favorável, pois dessa maneira terá condições de olhar para toda a plateia.

Bom trabalho!

Os olhos comem!

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A expressão “comer com os olhos” é extremamente popular e é bem possível que você já tenha a usufruído pelo menos uma vez. É uma tendência apreciar a comida pelo seu aspecto, pela sua apresentação, forma, cor, aroma e é por isso que normalmente consumimos alimentos que mexem com os nossos sentidos. Associado a isso, se adicionamos uma grande confiança de que a comida será deliciosa, é fato que iremos confirmar essa expectativa.

Sendo assim, surge uma questão: será que toda a apresentação e as experiências anteriores que temos com determinada refeição, faz com que sejamos influenciados quanto a intensidade e a duração da fome após cada alimentação?

Pesquisas estão confirmando essa questão. Um estudo realizado por um conjunto de investigadores da Universidade de Bristol, Reino Unido, na Conferência Anual da Sociedade para o Estudo do Comportamento de Ingestão, do ano de 2010, testou a elaboração de uma vitamina, com a  exibição prévia de variadas quantidades de frutas a dois grupos de participantes, na qual um grupo observava uma quantidade maior de frutas a serem utilizadas no preparo, enquanto o outro visualizava uma quantidade menor de frutas, ainda que, na realidade, a mesma porção de frutas fosse utilizada para ambos os grupos, algo que os grupos não sabiam. Em seguida, foi solicitado aos grupos que cada membro estimasse a fome que esperava sentir após a ingestão da vitamina e a forme experimentada três horas mais tarde.

Os resultados deixaram claro que o volume e a quantidade de alimentos visualizados verdadeiramente influencia na forme sentida após as ingestões. O grupo que observou previamente a maior quantidades de fruta, declarou sentir significativamente menos fome e por um maior período de tempo se comparado ao grupo que observou uma menor quantidade de frutas.

Isso revela que há uma tendência em nos apoiarmos na quantidade e no volume dos alimentos para constatarmos se comemos pouco ou muito, o que consequentemente faz com que saibamos se comemos muito ou pouco. A questão é: quantas pessoas conseguem e se dispõem a calcular a quantidade de calorias consumidas em cada refeição? Certamente que a minoria de nós. Não obstante, conseguimos falar precisamente sobre a quantidade de alimentos que comemos em cada refeição, tentando apontar para uma quantidade que pareça razoável. Enfim, somos guiados pelos nossos olhos e por isso, é possível dizer que não é somente a quantidade de calorias que dirá ao nosso corpo se estamos cheios ou não, mas especialmente o volume que percepcionamos ingerir.

Ainda sobre a pesquisa, os investigadores declararam que não somente o volume ou a quantidade dos alimentos condicionam a intensidade e a duração da fome sentida, mas sim as experiências prévias que vivenciamos com os alimentos. A questão vai além, já que esses investigadores acreditam que as experiências anteriores com um determinado alimento, faz com que criemos expectativas acerca das futuras ingestões, mudando o nosso comportamento.

Por isso, fique atento à sua percepção e faça a experiência da próxima vez que olhar o seu prato de comida. Observe se a quantidade de arroz ou o tamanho da carne que tem em sua frente é que farão com que você se sinta satisfeito ou com muita fome após a refeição. O nosso estômago é enganado constantemente pelos nossos olhos e o que visualizamos quando comemos pode ser bem diferente do que verdadeiramente comemos.