Como fazer com que o meu “não” tenha poder?

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Em alguns momentos você tem a impressão que as pessoas não lhe dão credibilidade quando você fala um não? Então observe alguns pontos:

O maior problema que faz com que o “não” deixe de ser ouvido, é o fato de termos medo ou vergonha de expressá-lo. Se isso está acontecendo, tente observar quais as razões que fazem com que você se sinta dessa maneira e registre-as em um papel.

É muito comum que nossa mente trabalhe com a ideia de que quando dizemos “não”, corremos o risco de sermos rejeitados socialmente, ou que iremos magoar ou outro, ou ainda que somos egoístas. São inúmeras as razões que fazem com que pensemos dessa forma, especialmente a nossa educação e formação social. Ainda assim, é importante que nos manténhamos firmes, pois todos os sujeitos têm o direito de pensar, sentir e se expressar de diferentes formas. Além disso, temos o direito de evidenciar a nossa liberdade de pensamento e afirmação ao mesmo tempo em que respeitamos a perspectiva, as convicções, a liberdade e as crenças das pessoas com as quais interagimos.

Sabendo disso, que tal treinar?

Imagine uma situação em que tenha se sentido desrespeitado e experimente declarar a sua insatisfação:

Primeiro passo: Declare clara e objetivamente o comportamento do outro. Ex.: Quando você me interrompe quando estou falando…

Segundo passo: Descreva como é que o comportamento do outro afeta concretamente a sua vida ou sentimentos. Ex.: eu desconcentro-me, interrompo a minha fala e acabo perdendo a vontade de me expressar.

Terceiro passo: Descreva o que pretende. Ex.: Espere até que eu conclua a minha fala para que você se expresse.

Caso deseje, pode introduzir também um passo intermediário, “ Eu sinto…”, que deixa claro para os outros e para nós quais são os nossos sentimentos e pode minimizar mal entendidos acerca da natureza de nossos sentimentos, certamente que conforme cada situação e ambiente.

Treine primeiro em situações que tem vivenciado com mais freqüência, registrando em uma agenda as alternativas. Pode treinar também com um amigo. A partir daí, permita-se e declare seus “nãos”, respeitando você primeiramente e depois os outros.

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A amizade entre homem e mulher existe?

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Mesmo na modernidade, há uma tendência social, ou melhor, uma crença de que a amizade entre homens e mulheres não existe. Essa ideia têm sua gênese há séculos, quando homens e mulheres desempenhavam atribuições perfeitamente divididas: a mulher ficava em casa e o homem no trabalho. Desse modo, a única maneira para poderem estarem juntos era através do início de um relacionamento.

Atualmente, homens e mulheres desempenham atividades basicamente iguais, em ambientes semelhantes e estão envolvidos desde crianças em contextos sociais que propiciam o desenvolvimento de uma amizade, independente do sexo.

A amizade é um sentimento complexo que tem seu início indefinido e não premeditado. Não há critérios de idade, condição social e tampouco origem. A amizade é basicamente uma mistura de confiança, sensibilidade e amor desinteressado. A questão é que a sexualidade pode sim comprometer a amizade entre o homem e a mulher. Inicialmente, pode ser difícil sustentar somente a amizade, até porque esta desencadeia uma infinidade de emoções. Por isso, a sensação de rejeição pode existir em um primeiro momento, mas logo após a sensação de felicidade é que impera, pois passa-se a identificar as vantagens de uma relação que não se passa necessariamente na cama.

Um outro ponto comum na relação entre homens e mulheres é o desejo. Então, se torna necessário saber se queremos estragar ou comprometer uma relação que até o momento funcionava bem. Se por algum motivo o desejo ganhar força, o ideal é que a proximidade corporal e o toque físico sejam evitados, já que desse modo poderemos tomar uma decisão sem comprometer a posição do outro.

Quais são as vantagens de uma relação de amizade entre um homem e uma mulher? Será que  esta constitui um pilar afetivo baseado em uma relação democrática e igualitária em uma sociedade sem respostas nem certezas? Enquanto na vida afetiva os sentimentos explodem, tamanha a intensidade dos mesmos, na amizade os sentimentos são canalizados com limites, compreensão e paciência. Mais do que em uma amizade entre pessoas do mesmo sexo, a amizade entre homem e mulher exige renúncia. Por isso, precisa ser estabelecida por duas pessoas emocionalmente maduras. Quando isso ocorre, essa amizade proporciona uma dualidade enriquecedora que se evidencia em perspectivas diferentes, complementares, inovadoras. Estímulo intelectual, cumplicidade e serenidade são grandes razões que estimulam a amizade com uma pessoa do sexo oposto.

Enfim, a amizade entre homem e mulher segue o mesmo caminho da amizade entre sujeitos do mesmo sexo, mas deve resistir aos percalços da sedução e direcionar-se para o caminho da conivência, confiança e suporte para poder sobreviver. Dessa maneira, a amizade entre homem e mulher se torna não somente importante, mas preciosa em um mundo falho em laços humanos.

Meu filho não me respeita!

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A cada dia, tem se tornado mais comum o relato de pais e mães, especialmente mães, de que os filhos simplesmente não os repeitam, por mais que sejam dadas ordens. O que está acontecendo nessas famílias?

Existem uma série de fatores que fazem com que os filhos não obedeçam. O principal deles, talvez o maior engano dos pais, é repetir o mesmo ensinamento várias vezes. Grande parte dos filhos fazem coisas que não são permitidas não por desconhecimento, mas sim por desrespeito ao que já foi ensinado. A modernidade tem feito com que os pais acreditem que a escola tem a obrigação de educar as crianças, o que faz com que o pais abram mão de disciplinar os próprios filhos. Isso nada mais é do que a grande falta de conhecimento e também comodismo por parte dos pais. À medida que os pais acreditam que a disciplina e os limites devem ser implantados pela escola, eles não se sentem no papel de educadores dos filhos e com isso simplesmente “desaprendem” essa função, tão importante para a formação do caráter e dos valores da criança. Para os pais, os filhos são para sempre. Não obstante, para a escola, os alunos são sujeitos que permanecerão na instituição por algum tempo. Quase tudo o que acontecer com os filhos, cairá sobre os pais.

Os pais modernos trabalham durante todo o dia e normalmente mantém os filhos na escola ou com parentes. Quando têm momentos com os filhos, não conseguem ter autoridade e liderança suficientes para determinar regras, o que faz com que eles se tornem repetitivos. Observo muitas mães no consultório que “mandam” o filho parar com o que está fazendo. O que essa mãe considerou como uma ordem, na verdade era uma súplica, um pedido para que o filho parasse de executar algo que ela não estava considerando positivo. Após a “ordem-súplica”, a mãe se mantinha firme olhando para o filho e esse olhar acabava por permitir que o filho lhe retrucasse. Diante disso, o comportamento natural de uma criança é implorar, contra-argumentar, insistir, fazer birra, chorar, gritar, espernear, se jogar no chão, enfim fazer de tudo para que a mãe volte atrás em sua ordem. Quando a mãe continua olhando, o filho compreende que esse olhar pode e deve ser vencido por ele.

Quando o filho insiste, ele até acata a ordem que a mãe deu, mas insiste para demovê-la. Quando o filho não acata, ele se mantém da mesma maneira que antes, ignorando a informação e agindo como se nada tivesse acontecido. A insistência da mãe em dizer não fortalece o filho a continuar em sua luta.

Sendo assim, como a mãe deve agir? A partir do momento em que a mãe deu a ordem, ela não deve dizer absolutamente nada. Deve apenas levantar-se e sair do campo do olhar do filho, para que dessa maneira, ele compreenda que ela não irá ouví-lo e que por isso ele deve obedecer. Essa não é uma tarefa simples para mães e pais que não estão acostumados com esse tipo de atitude, mas fundamental para que o filho se torne um sujeito de alto desempenho.

Estou preparado para adotar um filho?

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De maneira resumida, podemos dizer que a família adotiva é constituída por pais e filhos que não são ligados biologicamente, mas têm uma ligação afetiva e/ou legal. É um fato que a gênese da família adotiva se dá com a chegada da criança ou do adolescente no lar. Esta é uma fase primordial, na medida em que é nesse momento que será iniciado o vínculo entre pais e filhos. Normalmente, quanto mais avançada é a idade da criança, com mais dificuldade acontece a ligação entre esses sujeitos, já que em casos como esse, cada indivíduo tem um modelo próprio e interno de vinculação.

O psicólogo espanhol Juan Palacios, com o intuito de avaliar o nível de risco que pode caracterizar a família adotiva, propôs um modelo em que cruza fatores de risco relativos aos pais adotivos e fatores de risco relativos aos filhos adotivos. Através dessa pesquisa, evidenciou-se que os principais riscos que os pais adotivos enfrentam são as grandes expectativas, algumas vezes inadequadas, pouca capacidade em lidar com o conflito e a tensão, atitudes pouco comunicativas, pouca expressão de afeto e escassez de apoios sociais e profissionais para lidar com os filhos adotivos. Já para as crianças que são adotadas, os maiores fatores de risco são a elevada idade de adoção, a institucionalização prolongada, história prévia de conflitos graves e presença de problemas sérios de comportamento.

É bem comum que grande parte dessas questões surjam durante o processo de adoção. Por isso, é de suma importância que ao longo do ciclo vital das famílias adotivas, que estas consigam recorrer ao apoio da família alargada, social e mesmo apoio técnico dos profissionais que participaram do processo de adoção.

Quando um casal decide adotar uma criança pequena, as principais dificuldades enfrentadas por esses pais está no campo do desenvolvimento de uma autoridade e disciplinas eficazes. Os pais adotivos têm um enorme receio de não conseguirem o amor da criança. Temem também serem excessivamente duros com esse filho, devido ao passado do mesmo.

É fundamental que quando a criança adotada tiver um grau razoável de compreensão cognitiva do significado da adoção, que essa notícia seja exposta a ela. Muitas famílias acreditam, erroneamente, que guardar essa notícia, ou seja, manter o segredo sobre a adoção, é a melhor alternativa. Definitivamente não é. O segredo é destrutivo na estrutura familiar. Quando a revelação é feita, é necessário que a criança seja apoiada pela família, além de compreendida por todos que convivem em seu lar. Nesse momento, é comum que a criança levante questões relativas à adoção. Não é raro que o adotado acredite que foi deixado para a adoção por causa de seu comportamento. E isso poderá fazer emergir problemas escolares, dependência emocional ou comportamentos agressivos ou de desafio, de forma a testar a garantia e disponibilidade do amor dos pais.

Quando o adotado se torna um adolescente, pode ocorrer nele o desejo de unir as várias partes da sua história de vida e assim querer conhecer a sua família biológica e raízes geográficas, sem que isso signifique que queira deixar a sua família adotiva. Não obstante, estas são tarefas perturbadoras, que despertam medos e angústias na relação entre pais e os filhos.

Está considerando o processo de adoção de um filho muito complicado? Pesquisas revelam que relativamente ao nível de coesão e adaptabilidade das famílias adotivas, não se registram diferenças significativas relativamente às famílias biológicas. E por que isso acontece? Justamente porque há um grande investimento na coesão por parte das famílias adotivas para fazer nascer uma família de amor e respeito, por saberem que a ligação não germina naturalmente. Além disso, a grande maioria das famílias adotivas revela imensa satisfação pela adoção, o que torna essas famílias tão ou mais funcionais que as famílias biológicas.

Tenha um relacionamento poderoso!

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Uma das coisas mais cobiçadas na vida de uma pessoa é o amor. Quando conseguimos manter um relacionamento positivo, saudável, atingimos também outros pontos que os humanos almejam: sucesso e felicidade. O que frustra muitas pessoas é que, em alguns momentos de nossa vida, nos envolvemos em relacionamentos destrutivos e incapacitantes, a ponto de nos tornarmos infelizes.

A relação entre um casal pode ser influenciada por fatores externos, incluindo o nível de cansaço de cada um dos parceiros, habilidades de comunicação, pressões externas do trabalho, da família, da nossa vida financeira, entre outros.

Contudo, muitas vezes o motivo de um relacionamento não decolar é a falta de objetivos e metas para essa relação. Para que um relacionamento satisfaça às pessoas envolvidas, é fundamental o estabelecimento de metas claras e específicas. Muitos sujeitos, quando questionados, se sentem incapazes de delinear suas próprias metas para um relacionamento a longo prazo e tampouco definir o que é amar alguém. Isso pode ser um grande problema.

É importante declarar verbalmente os objetivos do relacionamento o quanto antes. Os objetivos de relacionamento são ditados pelo comportamento. Todavia, para que um relacionamento seja realmente bem sucedido, as metas estabelecidas devem ser apenas aquelas em que ambos os parceiros possam concordar. Elas devem ser também flexíveis, para dar aos parceiros a liberdade suficiente para serem satisfatórias, executáveis e fáceis de alcançar.

Além disso, comunicar-se, aprendendo a ouvir e falar nos momentos adequados e oportunos, concordar em algumas situações e discordar em outras, de maneira delicada e suave, aprender com a convivência com o parceiro, ser honesto e franco a todo tempo, sair da rotina, ter momentos íntimos intensos e satisfatórios para ambos e, principalmente, respeitar o parceiro são mecanismos cruciais para o sucesso da relação.

Um relacionamento saudável faz com que os parceiros se sintam iguais a nível felicidade e realização. Partilhar, cuidar, perdoar e ter expectativas realistas são alguns dos ingredientes importantes para um relacionamento poderoso!