Televisão: uma aliada!

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Depois de um dia exaustivo de trabalho, nada mais gostoso que retirar os sapatos, se jogar no sofá e ligar a televisão para assistirmos nosso programa favorito! Sendo esta uma atividade tão agradável, por que para muitos é considerada como algo negativo e que deve ser evitado? Será que realmente deveríamos fazer qualquer outra coisa mais criativa e interessante, como praticar um esporte ou aprender a tocar um instrumento, ao invés de assistir televisão?

Um estudo (Derrick , 2012) revela que a televisão pode ser uma utilidade, apesar de tudo o que é dito sobre a mesma. Parece estranho? Vamos compreender!

O maior problema de um dia estressante é que este consegue extinguir quase que completamente o nosso autocontrole. Este é um recurso finito que desaparece com facilidade ao fim de cada dia. Por melhor que seja a intenção de atividade para o final do dia, fato é que a maioria esmagadora das pessoas estará exausta. Em um artigo do “Journal of Personality”, um grupo de psicólogos afirma que o autocontrole está diretamente relacionado com o sucesso em variados setores: autoestima, melhores respostas emocionais, melhores competências interpessoais.

Assim, uma boa maneira de “renovarmos” o nosso autocontrole é termos ao redor um meio social familiar. Pessoas que conhecemos bem fazem com que tenhamos a sensação de pertencimento, bem como recarrega as nossas “baterias”, melhorando nosso humor e a sensação de autorrealização.

O mais curioso é que o estudo acima mencionado evidencia que as pessoas “vivem” os personagens da televisão como reais e estes também proporcionam uma sensação de pertencimento, já que se tornam conhecidos pelos telespectadores.

Em uma de suas pesquisas, Jaye Derrick, da Universidade de Bufalo, descobriu que após esgotarem o autocontrole, é comum que as pessoas procurem um universo familiar de ficção, um programa de TV ou até mesmo o livro favorito. Um segundo estudo trouxe à tona a necessidade de que esse universo de ficção seja familiar tal como o que podemos apreciar em boas comédias, novelas ou séries de ficção.

Isso não quer dizer que devemos mergulhar de cabeça no mundo televisivo. Não quer dizer também que devemos deixar de conversar com amigos ou estar com pessoas da família, que são as verdadeiras relações sociais. A pesquisa afirma somente que em períodos curtos, sem excessos, assistir um programa de TV pode ter um efeito regenerador do autocontrole!

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Água e alimentos: uma parceria?

Fruit Dropping into Water --- Image by © Lew Robertson/Corbis

Que a água é uma fonte preciosa de saúde nós já sabemos. A novidade é que um trabalho publicado no Jornal Científico Appetite e dirigido por Bettina Cornwell da Universidade de Oregon e por Anna McAlister da Universidade de Michigan State revela que a ingestão de água pode modificar a maneira como comemos.

Essa pesquisa foi dividida em dois estudos. O primeiro deles envolveu uma amostra de 60 jovens adultos americanos, com idades entre 19 e 23 anos e aprofundou-se no papel das conjugações entre bebida e comida. O segundo estudo foi realizado com 75 crianças americanas com idades entre 03 e 05 anos e buscou determinar o papel das bebidas no consumo de vegetais.

Os participantes mais velhos, os quais podiam escolher os alimentos, elegeram combinações de refrigerantes acompanhados por alimentos calóricos e salgados. Já na experiência realizada com crianças, constatou-se que estas ingeriram mais vegetais crus (cenouras e pimentões vermelhos) quando servidos com água do que quando servidos com uma bebida adocicada, como o suco ou o refrigerante, por exemplo. Estes resultados deixam clara a influência da escolha da bebida servida à refeição na seleção e até mesmo quantidade de alimentos consumidos.

Conforme a professora Cornwell, as nossas preferências a nível paladar são grandemente influenciadas pela exposição repetida e contínua a determinadas comidas e bebidas. Desde muito pequenas, as crianças se condicionam a associarem bebidas doces e calóricas a comidas salgadas e gordurosas. Um exemplo claro disso é que quando consumimos um hambúrguer com batatas fritas, a tendência é que estes venham acompanhados de refrigerantes. Já quando consumimos uma sopa, é possível que desejemos água ao invés de uma bebida adocicada. Sendo assim, fica claro que a escolha da bebida tende a influenciar a escolha da comida.

Isso deixa evidente que existem benefícios em fazer refeições acompanhadas exclusivamente com água ao invés de outro tipo de bebida, já que isso permitirá que o paladar seja melhor explorado e se diversifique, não se habituando intensamente a alimentos açucarados ou salgados, o que poderá gerar uma fixação ruim se comparada à escolhas mais saudáveis. Parece uma mudança pequena, mas esta poderá gerar um impacto significativo no combate ao problema cada vez maior de obesidade, especialmente em crianças. Mudanças pequenas e consistentes como esta se tornam imprescindíveis quando nos lembramos que a Organização Mundial de Saúde define que a obesidade é a “epidemia do século XXI”.

Por isso, não hesite em disponibilizar somente água para suas refeições e para as refeições de seus entes queridos. Além de economizar, vocês ganharam muita qualidade de vida e saúde!

Relações no trabalho…

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Ter um bom relacionamento com as pessoas de seu trabalho certamente é um fator relevante, visto que temos que conviver quase que diariamente com esses sujeitos. No entanto, é bem comum que algumas pessoas apresentem algumas dificuldades de adaptação quando iniciam um novo trabalho ou mesmo mudam de setor na empresa. Esse deslocamento pode depreciar a performance do indivíduo, fazendo com que a imagem deste fique abaixo do esperado. Para evitar esse problema, é importante que realizemos adaptações em nossa personalidade e na maneira de conviver com o grupo, afim de se promover como profissional.

É fato que cada sujeito é único, repleto de particularidades. Sendo assim, normalmente a dificuldade de adaptação existe, mesmo que seja mínima. Quando as diferenças são sentidas como interessantes e agregadoras, estabelece-se um processo de aprendizagem e trocas de informações favoráveis, o que gera crescimento pessoal. Caso contrário, a relação se torna insustentável. É fundamental o desejo de se permitir conhecer o outro e acreditar que ele pode contribuir de alguma maneira com a sua vida e com o trabalho. Adaptação e aceitação são palavras chave.

Antes de tentar compreender o outro e aceitar como ele é, é preciso aprender a compreender a nós mesmos para que consigamos ter um pensamento positivo sobre quem está perto de nós. A mente alheia é um grande mistério quando não somos capazes de aceitar as diferenças de pensamento, aprendizado e experiências de previas de vida.

O trabalho exige das pessoas muito comprometimento e relacionamento interpessoal. Simplesmente fazer bem as tarefas que são designadas a você não é suficiente. É necessário ter a habilidade no trato com os companheiros de trabalho. Trabalhar em um ambiente em que as pessoas se relacionem bem profissionalmente faz com que esses sujeitos tenham prazer em executar suas tarefas.

A habilidade humana de se relacionar com as pessoas é incrível. Conviver bem com os outros faz com que as pessoas se sintam importantes. É bom ser reconhecido e valorizado pelo que se faz.

Carlos Castaneda, autor do livro “Fogo Inteiro”, define os cinco atributos de um profissional exemplar: controle, disciplina, paciência, oportunidade e vontade. O uso desses cinco pontos pode é útil na hora do convívio com outras pessoas:

1- Controle: controle emocional, saber se conhecer, respeitar os próprios limites, saber viver a vida como ela é e não como se imagina, fantasia ou gostaria.

2- Disciplina: para poder organizar e seguir um método de convívio, de mudança ou quebra de padrão na relação. Saber viver no agora e se organizar para que sua atenção esta com o foco no agora e na solução ao invés de estar perdido nos pensamentos passados ou que ainda estão por vir ou mesmo nos problemas e aborrecimentos.

3- Paciência: começando com você mesmo e expandindo aos demais. As coisas tem um tempo para acontecerem, tanto mudanças internas quanto externas. Aceite e respeite esse tempo.

4- Oportunidade: saber aproveitar as oportunidades de contato com as pessoas e usa-las da melhor maneira possível. Estar focado nos ajuda a ?enxergar? o obvio.

5- Vontade: de querer aprender, se misturar e se achar no contato com o outro. Usar essa energia que temos para poder seguir em frente.