Os olhos comem!

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A expressão “comer com os olhos” é extremamente popular e é bem possível que você já tenha a usufruído pelo menos uma vez. É uma tendência apreciar a comida pelo seu aspecto, pela sua apresentação, forma, cor, aroma e é por isso que normalmente consumimos alimentos que mexem com os nossos sentidos. Associado a isso, se adicionamos uma grande confiança de que a comida será deliciosa, é fato que iremos confirmar essa expectativa.

Sendo assim, surge uma questão: será que toda a apresentação e as experiências anteriores que temos com determinada refeição, faz com que sejamos influenciados quanto a intensidade e a duração da fome após cada alimentação?

Pesquisas estão confirmando essa questão. Um estudo realizado por um conjunto de investigadores da Universidade de Bristol, Reino Unido, na Conferência Anual da Sociedade para o Estudo do Comportamento de Ingestão, do ano de 2010, testou a elaboração de uma vitamina, com a  exibição prévia de variadas quantidades de frutas a dois grupos de participantes, na qual um grupo observava uma quantidade maior de frutas a serem utilizadas no preparo, enquanto o outro visualizava uma quantidade menor de frutas, ainda que, na realidade, a mesma porção de frutas fosse utilizada para ambos os grupos, algo que os grupos não sabiam. Em seguida, foi solicitado aos grupos que cada membro estimasse a fome que esperava sentir após a ingestão da vitamina e a forme experimentada três horas mais tarde.

Os resultados deixaram claro que o volume e a quantidade de alimentos visualizados verdadeiramente influencia na forme sentida após as ingestões. O grupo que observou previamente a maior quantidades de fruta, declarou sentir significativamente menos fome e por um maior período de tempo se comparado ao grupo que observou uma menor quantidade de frutas.

Isso revela que há uma tendência em nos apoiarmos na quantidade e no volume dos alimentos para constatarmos se comemos pouco ou muito, o que consequentemente faz com que saibamos se comemos muito ou pouco. A questão é: quantas pessoas conseguem e se dispõem a calcular a quantidade de calorias consumidas em cada refeição? Certamente que a minoria de nós. Não obstante, conseguimos falar precisamente sobre a quantidade de alimentos que comemos em cada refeição, tentando apontar para uma quantidade que pareça razoável. Enfim, somos guiados pelos nossos olhos e por isso, é possível dizer que não é somente a quantidade de calorias que dirá ao nosso corpo se estamos cheios ou não, mas especialmente o volume que percepcionamos ingerir.

Ainda sobre a pesquisa, os investigadores declararam que não somente o volume ou a quantidade dos alimentos condicionam a intensidade e a duração da fome sentida, mas sim as experiências prévias que vivenciamos com os alimentos. A questão vai além, já que esses investigadores acreditam que as experiências anteriores com um determinado alimento, faz com que criemos expectativas acerca das futuras ingestões, mudando o nosso comportamento.

Por isso, fique atento à sua percepção e faça a experiência da próxima vez que olhar o seu prato de comida. Observe se a quantidade de arroz ou o tamanho da carne que tem em sua frente é que farão com que você se sinta satisfeito ou com muita fome após a refeição. O nosso estômago é enganado constantemente pelos nossos olhos e o que visualizamos quando comemos pode ser bem diferente do que verdadeiramente comemos.

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