Sou hipersensível?

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Algumas pesquisas recentes revelam que pelo menos 15% da população mundial pode ser classificada com um nível elevado de sensibilidade, ou seja, esse grupo de pessoas apresenta um sistema nervoso especialmente sensível.

Características que podem evidenciar uma hipersensibilidade:

  • Agitação emocional ao assistir determinados filmes e séries;
  • Vida interior rica e complexa;
  • Estimulação exacerbada em ambientes que de fato já são estimulantes (como boates, restaurantes cheios ou locais com acúmulo de pessoas);
  • Reações intensas de desagrado a luzes fortes, odores, tecidos de roupas e/ou ruídos fortes;
  • Constante necessidade de se retirar ou mesmo se isolar, buscando ambientes com pouca estimulação sensorial (luz baixa, silenciosos e com pouco movimento);
  • Grande capacidade de discriminação de diferenças sutis de odores, sons ou componentes visuais, sentindo diferenças no impacto emocional com alterações nos pormenores.

Reconhece algumas dessas características em si? Então o melhor a ser feito é atuar de maneira defensiva, visto que conforme pesquisas publicadas nessa temática, a hipersensibilidade é um traço que não admite modificação; somente algum controle. Assim, o ideal é estar constantemente sintonizado com o seu conforto pessoal nas diversas situações pelas quais passa ao longo do dia, habituando-se a reconhecer quais aspectos sensoriais causam impacto elevado sobre seu bem estar e a partir daí, tentar promover situações que contenham um considerável nível de agrado sensorial. Além disso, é interessante eliminar ou reduzir as sensações que causam desconforto e garantir condições de tranqüilidade em geral.

Será a separação?

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Do mesmo modo que recebo com frequência casais que desejam de todas as formas se manterem juntos, tenho recebido no consultório casais que se dão conta que a melhor alternativa é a separação. A questão é que a fase que antecede a concretização desse processo é bastante delicada e difícil para algumas pessoas. Esses sujeitos normalmente têm consolidado o fato de desejarem se separar, tanto que já conversaram com o futuro ex-cônjuge sobre isso, mas ainda assim, nada é simples, visto que nesse momento podem estar atravessando uma fase de conflito mais ou menos aberto.

Para essas pessoas, o ponto fundamental a ser explorado em terapia diz respeito à insegurança que o novo ciclo de vida poderá trazer. O fato de estarem ingressando em uma fase nova e enigmática é desafiador. Esses sujeitos têm convicção de que é a separação que desejam, mas ao mesmo tempo, não sabem como caminhar para frente. Muitos não sabem nem mesmo do que necessitam para seguir em frente.

Quando o indivíduo assume que nessa fase uma grande insegurança surge, uma das principais questões a ser abordada em terapia é a como lidar e minimizar essa insegurança. Antes levando uma vida a dois, o sujeito terá que se aventurar sozinho e por isso precisa saber como se comportar e agir diante do que a vida poderá impor, se sentindo convicto que está seguindo o caminho certo. Há pessoas também que se deparam com o atrito natural do reencontro consigo mesmas, simplesmente porque estavam acostumadas com o ritmo de uma vida a dois.

Então, é chegada a hora de o sujeito aprender a se reconhecer e se dar conta de que se desejar e se esforçar para isso, terá condições de manter uma vida tranquila e feliz mesmo caminhando de maneira individual. Essa pode não ser uma tarefa simples no início, mas de maneira progressiva, tudo se encaixa e flui. Essa é a fase em que forças e vontades adormidas acordam e reaparecem, a partir de um olhar muito mais amplo e profundo que foi construído durante a terapia. Nesse momento, o seu encontro consigo mesmo será maravilhoso, gratificante, fortalecedor e revigorante. A partir daí, mesmo se dando conta de que o caminho continuará sendo novo e com isso desconhecido, você terá a certeza que está renovado e preparado para seguir em frente.

Como vemos nossos pais em cada fase de nossas vidas?

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Durante nossa vida, em cada fase que vivenciamos, encaramos e reconhecemos nossos pais de maneiras completamente distintas, algumas positivas e outras nem tanto. Segue uma síntese de como reconhecemos os pais em cada uma dessas fases:

Do nascimento até a pré-adolescência (aproximadamente até os 12 anos): os pais são reconhecidos pelos filhos como figuras que detêm todo o saber da vida. Por isso, eles são vistos como a maior fonte de conhecimento existente.

Da pré-adolescência até a adolescência (dos 12 aos 15 anos): há um reconhecimento, por parte dos filhos, de que os pais, afinal, não sabem tudo. O conhecimento dos pais é debatido, já que o adolescente ingressa em uma fase em que o próprio questionamento é questionado. Tudo é posto em causa. Com isso, o adolescente sente um grande distanciamento e uma identificação contrária com o estilo de vida de seus pais.

Da adolescência até o jovem adulto (entre os 15 e os 25 anos): os pais não sabem de absolutamente nada! Os pais são encarados como pessoas caretas e inadequadas, completamente fora do contexto atual. São considerados ultrapassados e, por isso, suas opiniões praticamente não são levadas em consideração.

Do jovem adulto ao adulto (entre os 25 e os 35 anos): nessa fase, os pais são novamente reconhecidos como figuras que detém certo conhecimento. Para a maioria dos sujeitos, esta fase corresponde à emancipação, ou melhor, corresponde à vida fora da casa onde sempre viveram. É chegada a hora dos filhos assumirem responsabilidades, deveres, pagar as contas e se organizarem por eles mesmos. Sendo assim, a opinião e o conhecimento dos pais são tidos em maior consideração. É muito comum, ainda, que nessa fase se assuma a responsabilidade da maternidade ou paternidade. E isso faz com que os conselhos e as experiências dos pais ganhem nova relevância e pertinência.

Do adulto ao adulto maduro (dos 35 aos 45 anos): nessa fase, é bem comum que os jovens já se deparem com problemas de comportamento por parte de seus filhos, e isso faz com que eles reconheçam o quanto é difícil e trabalhoso o processo de educar. Há, então, uma enorme empatia e identificação com os pais. A relação entre os jovens e os pais ganha uma nova e feliz dimensão.

Do adulto maduro em diante (a partir dos 45 anos): fase em que os pais atingem a terceira idade e que, finalmente, são reconhecidos como detentores de uma extraordinária sabedoria.

Certamente, o descrito anteriormente não é uma regra fixa. Há exceções para as fases acima mencionadas. De qualquer modo, o importante é refletir e verificar que, como pais, o mínimo que eles merecem é o nosso respeito e carinho, além de uma grande consideração. Isso fará com que, mais tarde, não nos arrependamos por não termos disponibilizados isso.