Os sentidos…

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Um recente estudo da Universidade de Harvard, do MIT e da Universidade de Yale declarou que as interações sociais podem ser profundamente influenciadas, de maneira inconsciente, pelos atributos físicos dos objetos presentes no ambiente.

Para comprovar essa afirmativa, os psicólogos que realizaram a pesquisa, usaram objetos de diferentes pesos, resistências e texturas e concluíram que os nossos pensamentos e julgamentos acerca dos acontecimentos e situações podem ser influenciados de maneira inconsciente a partir das características desses objetos.

Um exemplo é o fato de pessoas sentadas em cadeiras duras transmitirem a imagem de serem inflexíveis. Caso se trate de um negociador, a impressão que esse sujeito irá transmitir é de ser potencialmente mais duro e difícil. Do mesmo modo, trabalhos apresentados com clips pesados tendem a evidenciar maior seriedade, melhor qualidade e maior empenho.

Essa pesquisa ainda revela a importância do tato, declarando que as primeiras impressões podem ser influenciadas pelo ambiente tátil e assim, o controle desse ambiente pode ser peculiar para negociadores, gestores de recursos humanos e outros profissionais da comunicação interpessoal. Enfim, foi assumido que a exploração de um novo ambiente e de novas coisas inicia-se no olhar, sendo que este é a maior fonte de informação, mas não responsável por toda esta. As informações que adquirimos através do tato, apesar de imperceptível, é de suma importância para a cognição.

O tato é o primeiro sentido que se desenvolve e pode continuar se desenvolvendo no decorrer da vida, atuando como um pano de fundo sobre o qual arquitetamos decisões e julgamentos.

Eu me conheço bem?

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Tenho certeza que você já deve ter pensado que ninguém lhe conhece melhor do que você mesmo. No entanto, é bem possível que já tenha dito que “ele (a) me conhece melhor que eu mesmo (a)”. De fato, ambas as frases fazem sentido.

Uma professora assistente na Universidade de Washington, chamada Simine Vazirre, descobriu que somos mais perspicazes a identificar nossos estados internos, como a ansiedade, por exemplo, enquanto os sujeitos que convivem conosco têm mais habilidades para reconhecer e identificar a nossa capacidade intelectual, como a inteligência e a criatividade. Interessante, certo? Agora, e se eu afirmar que até mesmo indivíduos desconhecidos, com quem nos cruzamos, estão tão habilitados quanto nossos amigos para reconhecerem nossas características de extroversão? Parece loucura? Mas não é!

Na verdade, se pararmos para analisar, essa situação faz sentido. Não me surpreende o fato de conseguirmos reconhecer com facilidade os nossos estados de ansiedade, mesmo porque somos nós que os sentimos. Em compensação, podemos mascará-los e incorporar comportamentos que não deixem transparecer a ansiedade para as pessoas que estão ao nosso redor. Já com a inteligência e a criatividade, por mais que tentemos disfarçá-las, essa não será uma tarefa simples.

O que somos por dentro acaba ficando evidente aos outros porque fornecemos pistas que são facilmente interpretáveis por nosso meio social. A postura que assumimos, a forma como nos vestimos, o modo como decoramos nossa casa e nosso trabalho, entre outros comportamentos, têm algo a dizer a nosso respeito.

Certamente, as tecnologias também são fundamentais nesse aspecto. Redes sociais, por exemplo, evidenciam várias dicas sobre nós. A forma como estão organizadas, o conteúdo que publicamos, o tipo de informação que decidimos ou não passar, as fotos que tornamos públicas, entre outros.

A ideia de que precisamos escrever um livro, plantar uma árvore e ter um filho para deixarmos uma marca no mundo faz total sentido, mas isso não anula o fato de deixarmos a nossa marca em tudo aquilo o que fazemos e em tudo o que tocamos.

Sendo assim, é importante que cuidemos um pouco mais do nosso comportamento, ao invés de ficarmos presos somente em nossos pensamentos e sentimentos que podem nos levar ao erro. É justamente por isso que nos incomodamos profundamente quando alguém critica alguma de nossas atitudes. É que quando isso acontece, somos obrigados a refletir sobre o nosso comportamento e pensar sobre as prováveis incongruências entre a ideia que tínhamos de ser, por exemplo, muito agradáveis, e a realidade de nosso comportamento, que pelo visto, não o revela assim tão bom quanto acreditávamos.

Vamos refletir sobre isso… e sejamos felizes!