Sou hipersensível?

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Algumas pesquisas recentes revelam que pelo menos 15% da população mundial pode ser classificada com um nível elevado de sensibilidade, ou seja, esse grupo de pessoas apresenta um sistema nervoso especialmente sensível.

Características que podem evidenciar uma hipersensibilidade:

  • Agitação emocional ao assistir determinados filmes e séries;
  • Vida interior rica e complexa;
  • Estimulação exacerbada em ambientes que de fato já são estimulantes (como boates, restaurantes cheios ou locais com acúmulo de pessoas);
  • Reações intensas de desagrado a luzes fortes, odores, tecidos de roupas e/ou ruídos fortes;
  • Constante necessidade de se retirar ou mesmo se isolar, buscando ambientes com pouca estimulação sensorial (luz baixa, silenciosos e com pouco movimento);
  • Grande capacidade de discriminação de diferenças sutis de odores, sons ou componentes visuais, sentindo diferenças no impacto emocional com alterações nos pormenores.

Reconhece algumas dessas características em si? Então o melhor a ser feito é atuar de maneira defensiva, visto que conforme pesquisas publicadas nessa temática, a hipersensibilidade é um traço que não admite modificação; somente algum controle. Assim, o ideal é estar constantemente sintonizado com o seu conforto pessoal nas diversas situações pelas quais passa ao longo do dia, habituando-se a reconhecer quais aspectos sensoriais causam impacto elevado sobre seu bem estar e a partir daí, tentar promover situações que contenham um considerável nível de agrado sensorial. Além disso, é interessante eliminar ou reduzir as sensações que causam desconforto e garantir condições de tranqüilidade em geral.

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O meu filho não dá trabalho!

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“O meu filho não dá trabalho nenhum” é o tipo de afirmativa que precisa ser observada quando se refere a um filho adolescente. A adolescência é um período de transformações tanto no aspecto físico quanto no aspecto emocional do sujeito, mudanças estas que trazem consigo uma série de alterações na maneira como o próprio indivíduo vivencia a realidade. Por isso, a não exteriorização dessas características pode trazer à tona pistas que indicam alguns problemas:

Quando o adolescente é excessivamente apático, indisposto e pouco motivado para realizar qualquer tipo de atividade, podemos pensar na possibilidade deste estar vivenciando uma depressão, transtorno que em muitos casos desencadeia-se na segunda infância. O isolamento social é um dos indicadores de um estado depressivo. Quanto mais cedo a identificação da depressão acontece, mais rapidamente medidas são tomadas, o que fornece um menor tempo de tratamento e resultados mais satisfatórios. Quando não identificado, esse transtorno pode ter um estado recorrente durante grande parte da vida da pessoa, visto que é na adolescência que a estrutura da personalidade é organizada. Uma avaliação psicológica não tem um custo financeiro e emocional tão elevado e pode evitar problemas que podem desencadear conseqüências permanentes ou de tratamento muito difícil.

Além disso, a não exteriorização das características típicas dos adolescentes pode ser um indicador de déficit no desenvolvimento biológico, que pode ser reconhecido por um atraso no nível do desenvolvimento físico, a continuação de uma linguagem infantilizada, uma estrutura de rosto infantil (olhos muito grandes e mais próximos, o não desenvolvimento do queixo, entre outros) e uma dificuldade de se relacionar com adolescentes da mesma faixa etária.

Desse modo, os pais devem se manter atentos e observarem o desenvolvimento dos filhos. Se estiver desconfiado de alguma dificuldade nesse processo, procure ajuda! Quanto antes, mais beneficiado o adolescente será! Já conversou com seu filho hoje?

 

Você não nasceu inseguro!

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O desenvolvimento humano sempre implica crescer com algum grau de insegurança. A questão é que quando a insegurança se torna um ponto exagerado de nossas vidas, acabamos dando margem para que a ansiedade e a depressão se desenvolvam. A partir do momento em que permitimos que a insegurança nos conduza, acabamos por perder a nossa vida, na medida em que a ausência da segurança nos torna frágeis para interagirmos com praticamente tudo que o mundo nos oferece.

Confiar em nós mesmos para atingirmos algo que desejamos pode ser uma tarefa difícil, especialmente para quem está passando pela depressão, visto que tanto a ansiedade quanto a depressão resistem ao movimento. Sendo assim, para encararmos de frente essa situação, é fundamental o encorajamento adequado, orientação e motivação, e dessa maneira a inércia pode e deve dar início ao movimento.

Sente-se preso à insegurança? Então é interessante que compreenda que os pensamentos antecedem os sentimentos. Um exemplo disso é que muitos sujeitos que sentem-se ansiosos ou deprimidos reconhecem-se como vítimas. Por sua vez, as vítimas acreditam que não têm escolha. Alguém ou alguma coisa faz com que essas pessoas sintam-se descontroladas, tristes, desassossegadas e perturbadas. Desse modo, entender que os pensamentos antecedem os sentimentos permite que você compreenda que não é impotente e tampouco uma vítima. Sempre existirá alguma coisa que pode ser feita por você. A partir do momento que conseguir mudar a sua forma de pensar, reconhecerá que existem maneiras de se sentir melhor.

Os pensamentos negativos e os sentimentos de tristeza acabam por atrair a sua atenção para as coisas que não gosta. Por isso, ao invés de se entregar a eles, experimente:

  • Realizar qualquer atividade mental atraente e que exija atenção, raciocínio e concentração, como jogos, palavras cruzadas, quebra cabeças, cálculos matemáticos, leitura, priorizando as atividades de sua preferência;
  • Concentre-se nos acontecimentos ao seu redor, como conversas, brincadeiras, atividades físicas ou qualquer outra coisa que chame a sua atenção;
  • A prática da atividade física é extremamente favorável e saudável, principalmente porque fará com que se mantenha ocupado e se sentindo útil, como a caminhada, por exemplo;
  • Sorria, mesmo que essa não seja uma tarefa simples. Valorize os pequenos momentos de contentamento!

Desejo muito me sentir bem!

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A sua meta atual é ficar bem consigo mesmo? Siga essas orientações e se sinta mais feliz!

  • Liberte-se parcialmente dos eletrônicos

Há pesquisas que revelam que sujeitos que passam muito tempo conectados tecnologicamente apresentam uma propensão maior a desenvolverem sentimentos de culpa e mal estar por não responderem imediatamente mensagens e chamadas que receberam. A médio e longo prazo, isso pode causar estresse, tensão, angústia, insônia, mudanças acentuadas de humor e até mesmo depressão. Por isso, tirar um tempo exclusivamente para si, livre dos eletrônicos, pode trazer mudanças significativas para a sua saúde, como relaxamento, produtividade e elevação da autoestima.

  • Caminhe na rua

Deseja que seu nível de estresse seja reduzido significativamente? Com apenas 15 (quinze) minutos de exposição solar, além da diminuição do estresse, o risco de doenças cardíacas cai consideravelmente. A exposição solar auxilia ainda na melhora do bom humor.

  • Abrace

Apesar de as redes sociais serem, teoricamente, uma fonte de interação com um grande grupo social, estas não propiciam o bem estar e a satisfação que o contato corpo a corpo favorece. O simples toque em alguém de quem gostamos faz com que nosso nível de ansiedade seja diminuído, além de reduzir a probabilidade do desenvolvimento de problemas comportamentais e emocionais. Vamos valorizar o abraço e as demais demonstrações físicas de carinho! Estas são necessidades básicas dos seres humanos!

  • Pratique alguma atividade física

Pesquisas revelam que pessoas ativas fisicamente evidenciam níveis mais altos de satisfação do que os sedentários. Há estudos que indicam que a prática de um esporte é tão efetiva quanto a tomada de antidepressivos para o controle da depressão.

  • Foque em emoções positivas

A tentativa de focar nas sensações de bem estar são extremamente efetivas para a promoção do desenvolvimento de emoções positivas.

  • Medite

A meditação é uma atividade que exige uma grande capacidade de concentração e o controle das emoções positivas e negativas. Por isso, esta é uma excelente fonte para tornar uma pessoa muito feliz.

  • Ajude alguém

Atos diários de bondade e de auxílio ao próximo podem promover felicidade e bem estar para ambos os lados. É um fato que as pessoas que auxiliam as outras diariamente, apresentam níveis elevados de felicidade, melhorando visivelmente a sua satisfação com a vida.

  • A felicidade não é um objeto

A felicidade é simples. Ela é feita de pequenos e singelos momentos de alegria. O grande problema é que muitas pessoas compreendem que a felicidade é exclusivamente atingir um grande objetivo. O problema acontece quando isso não ocorre e há estantaneamente a frustração. As pessoas que não valorizam tanto a ideia da procura pela felicidade tendem a ser menos irritadas e comportam-se de maneira mais altruísta. A felicidade é um conceito abstrato. Sendo assim, tente se concentrar em objetivos concretos e simples, como conversar com um amigo, caminhar, sorrir… procure momentos de alegria.

  • Sorria sempre!

A resposta física aos sentimentos afeta diretamente os estados emocionais e é muito mais fácil controlar os músculos faciais do que a nossa mente. Quando sorrimos e mostramos um semblante de contentamento, os músculos faciais fornecem um feedback neurológico diretamente para o cérebro. Isso quer dizer que quando ficamos carruncados, com raiva e demosntramos isso corporalmente, sentimo-nos emocionalmente mais tristes. Quanto mais sorrimos, mais nos permitimos nos sentirmos felizes.

Quero parar de fumar! O que devo fazer?

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Orientar um fumante a abrir mão do vício de fumar é uma tarefa árdua. O fumante tem que apresentar um grande desejo de parar de fumar. Somente esse sujeito é capaz de tomar uma decisão efetiva de não mais alimentar esse vício. Se o fumante não se sentir motivado para parar, se o hábito vier de longa data e o consumo for excessivo, o fumante possivelmente necessitará, dentre outras mudanças, do acompanhamento psicológico.

Seguem algumas orientações para os sujeitos que desejam verdadeiramente parar de fumar:

1ª) Assuma um compromisso consigo mesmo, afirmando em voz alta que deixará de fumar. É bem interessante, também, compartilhar essa notícia com amigos e familiares.

2ª) Estabelecer um plano de ação, escrevendo em uma folha tudo o que planeja fazer quando o impulso surgir, é bem interessante. Escreva atividades que gosta de fazer e coloque a folha em um local bem visível, tanto em casa quanto no trabalho. Prepare-se, pois a fissura acontecerá.

3ª) Você é o maior conhecedor de si mesmo. Sendo assim, analise se no seu caso, o melhor é romper o vício de fumar de uma vez ou se é mais efetivo ir reduzindo o número de cigarros que fuma.

4ª) Estabelecer uma data para deixar de fumar é fundamental. Assuma de verdade esse compromisso e no dia que você estabeleceu, jogue todos os cigarros no lixo. Evite qualquer tentação perto de si.

5ª) O que lhe motivou a querer parar de fumar? Seus filhos? Seu companheiro? Sua saúde? O dinheiro? Elabore uma lista com os motivos que o levam a querer deixar de fumar e lembre-se deles quando surgir o impulso.

6ª) Não se engane. Quando iniciar o processo de parada de fumar, você tem que ter convicção de que não voltará a fumar nem uma única vez. Não se iluda! Fumar apenas um cigarro possivelmente gerará uma recaída.

7ª) Por mais que seja difícil, na fase inicial do processo de parada do vício, evite ao máximo locais em que fumar é um hábito: bares, discotecas. Evite também bebidas que aumentam o desejo de fumar, como bebidas alcoólicas e café.

8ª) Atrase a vontade de fumar. Distraia-se! Não ceda ao desejo. Espere, se concentre e tente realizar alguma atividade que lhe dê prazer. Além disso, respire profundamente: inspire e expire 5 vezes.

9ª) Caso se sinta ansioso, irritado ou mesmo triste, ao invés de fumar, vá para um local arejado, calmo, ou simplesmente escute uma música ou tome um banho quente. A prática de esportes também é uma ferramenta crucial para a superação desse vício.

10ª) Alimente seu pensamento positivo. A 1ª semana sem fumar, de fato, pode ser difícil, mas em compensação a 2ª será mais fácil. O impulso para fumar será cada vez menos frequente e menos forte, mas quando surgir ou se surgir não se esqueça das suas motivações e principalmente de tudo aquilo que já conseguiu conquistar.

11ª) Pense que em um processo como esse, as recaídas podem acontecer. Não se desespere ou desista caso isso ocorra. Isso não significa que não é capaz ou que não consegue ser bem sucedido. É preciso, nesse momento, reconhecer as falhas, quais os maiores obstáculos e como pode vencê-los. Não desista!