Bullying

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Apesar de não se tratar de um fenômeno novo, o bullying é um problema que tem crescido significativamente na atualidade. Este só poderá ser combatido quando for amplamente conhecido e reconhecido pela maior parte da sociedade.

Não é raro que no ambiente terapêutico, os sujeitos que sofreram bullying relatem os abusos na primeira pessoa, o que evidencia que as marcas nem sempre deixam de existir no decorrer dos anos. Muitos adultos se recordam da época em que foram vítimas de bullying, mantendo essas imagens dolorosas presentes.

O bullying pode ser definido como um padrão consistente de desrespeito pelos outros, que pode ser manifesto pelas vias física, verbal e/ou emocional, destacando-se a primeira. É uma ação dura e agressiva de um sujeito ou de um grupo de pessoas sobre outra, incluindo agressões, insultos, ameaças de danos físicos, extorsão, violação de direitos físicos, posse de arma, atividade de bando, assédio sexual e tentativa de assassinato. Em suma, considera-se que um indivíduo é vítima de bullying quando é exposto de forma repatida e ao longo do tempo, a ações negativas por parte de uma ou mais pessoas.

O bullying surge normalmente na educação infantil, a partir dos 03 anos. Contudo, destaca-se durante o 2º e o 3º ciclos do ensino fundamental, sendo que a forma mais comum é a provocação e os abusos físicos entre os meninos e a exclusão entre as meninas, e declina no ensino médio, praticamente não sendo relatado no ensino superior. Pesquisas revelam que a partir do momento em que os comportamentos de bullying são aprendidos, é difícil que esses sejam eliminados rapidamente. Não obstante, eles podem ser desaprendidos, desde que a intervenção precoce aconteça.

Essas mesmas pesquisas afirmam que o bullying envolve um desequilíbrio de poder físico ou psicológico. O praticando do bullying, nomeado de bullie, é considerado o mais forte ou pelo menos mais forte que a vítima. O mais curioso é que não somente a vítima, mas o bullie, pode desenvolver problemas graves na vida adulta.

Já as vítimas destacam-se por uma aspecto que marca uma diferença, podendo ser um aspecto físico salientado através de maneirismos ou até deficiências, ou ainda serem crianças talentosas ou populares, ou mesmo crianças com pais muito dominadores ou protetores. As vítimas podem ser passivas (inseguras, ansiosas) ou provocadoras (irriquietas, facilmente irritáveis). Estas se sentem tristes, assustadas e mal consigo mesmas. Além disso, apresentam uma maior propensão a desencadearem problemas no desempenho escolar, ansiedade, depressão, bem como sofrerm com sintomatologias como dores de cabeça, dores de estômago, entre outros, além de dificuldades para lidar com o estresse, baixa autoestima, isolamento e em casos críticos, suicídio, que é encarado como a única saída.

As testemunhas, as quais presenciam ou sabem dos episódios de bullying, também podem se sentir assustadas e/ou ansiosas, podendo desencadear sintomas psicossomáticos, já que temem ser a próxima vítima.

A maioria dos casos de bullying não são relatados por medo e vergonha, além de as crianças pensarem que os adultos não poderão ou não irão querer ajudá-la.

Observe os sinais:

  • História de problemas disciplinares: sugere que as necessidades emocionais não estão sendo satisfeitas, as quais se manifestam pela representação inadequada e nos comportamentos desajustados;
  • Baixo interesse pela escola ou baixo desempenho escolar: se há uma alteração drástica no desempenho escolar ou se a capacidade de aprender está comprometida, algum problema pode estar acontecendo;
  • Isolamento: este pode acontecer de maneira gradual ou instantânea, devido a sentimentos depressivos de rejeição e/ou perseguição;
  • Exteriorização de sentimentos de forma inapropriada, incluindo a violência e a agressão;
  • Expressão de violência em textos e desenhos: uma excessiva representação dirigida a membros específicos, de forma repetida e consistente, pode ser um indicador;
  • Aproximação ou adesão a grupos violentos: crianças e adolescentes que experimentam sentimentos de rejeição pelos seus pares podem ser levados a procurarem amigos agressivos, o que contribuirá para o reforço do padrão desta conduta.

Desse modo, se conhece alguém envolvido nesse sistema complexo, ajude a tornar esse grito de socorro audível, para que o sofrimento dos envolvidos possa ser minimizado e até eliminado. O bullying só será um problema social até ser combatido e prevenido de maneira ampla e eficaz!

 

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Agressividade em crianças

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A agressividade pode acontecer de várias formas, em variadas situações. Quando quem se comporta de forma agressiva é uma criança, a situação não é diferente. A questão é que quando há uma criança que apresenta comportamento agressivo, é comum que a família fique presa a sentimentos de impotência e angústia, não sabendo como proceder.

As crianças gritam, choram, dão pontapés, mordem, entre outros. Isso faz com que em alguns momentos pensemos na possibilidade de a criança estar aprendendo esses comportamentos através das mídias: televisão, computador, jogos virtuais, ou ainda a partir do envolvimento com outra criança. Independente disso, o importante é que pensemos sobre a maneira pela qual deveremos lidar com essa situação.

Reconhecemos que a criança constrói modelos de interpretação da realidade que determinam as interações sociais futuras. Caso haja uma estrutura de base de suporte afetivo-emocional, é muito provável que a criança se desenvolverá de maneira estruturada. Em compensação, caso haja situações prolongadas de frustração afetiva, isso poderá desencadear uma futura desadaptação.

A melhor maneira de prevenir comportamentos agressivos em crianças é o aumento de fatores protetores e a diminuição de fatores de risco, em um processo que integre a criança com a família.

Normalmente, as crianças agridem porque ao se comportarem dessa maneira, descobrem um jeito de comunicarem por atos aquilo que ninguém consegue traduzir por palavras, em uma espécie de autorrecompensa por algo que lhe fizeram. Mesmo que não seja o ideal, essa é a maneira que as crianças encontram para declararem escancaradamente que existem, havendo variadas formas de levantarem a voz na vida, como por exemplo agindo, falando alto, ou simplesmente se mantendo em silêncio. Essas crianças optam pela agressividade para declararem ao outro que não precisam dele quando, na verdade, é o que mais precisam. Desse modo, sejamos pacientes e tolerantes com as crianças, fornecendo espaço e mecanismos para que elas aprendam maneiras diferentes e mais positivas de se expressarem.

Água e alimentos: uma parceria?

Fruit Dropping into Water --- Image by © Lew Robertson/Corbis

Que a água é uma fonte preciosa de saúde nós já sabemos. A novidade é que um trabalho publicado no Jornal Científico Appetite e dirigido por Bettina Cornwell da Universidade de Oregon e por Anna McAlister da Universidade de Michigan State revela que a ingestão de água pode modificar a maneira como comemos.

Essa pesquisa foi dividida em dois estudos. O primeiro deles envolveu uma amostra de 60 jovens adultos americanos, com idades entre 19 e 23 anos e aprofundou-se no papel das conjugações entre bebida e comida. O segundo estudo foi realizado com 75 crianças americanas com idades entre 03 e 05 anos e buscou determinar o papel das bebidas no consumo de vegetais.

Os participantes mais velhos, os quais podiam escolher os alimentos, elegeram combinações de refrigerantes acompanhados por alimentos calóricos e salgados. Já na experiência realizada com crianças, constatou-se que estas ingeriram mais vegetais crus (cenouras e pimentões vermelhos) quando servidos com água do que quando servidos com uma bebida adocicada, como o suco ou o refrigerante, por exemplo. Estes resultados deixam clara a influência da escolha da bebida servida à refeição na seleção e até mesmo quantidade de alimentos consumidos.

Conforme a professora Cornwell, as nossas preferências a nível paladar são grandemente influenciadas pela exposição repetida e contínua a determinadas comidas e bebidas. Desde muito pequenas, as crianças se condicionam a associarem bebidas doces e calóricas a comidas salgadas e gordurosas. Um exemplo claro disso é que quando consumimos um hambúrguer com batatas fritas, a tendência é que estes venham acompanhados de refrigerantes. Já quando consumimos uma sopa, é possível que desejemos água ao invés de uma bebida adocicada. Sendo assim, fica claro que a escolha da bebida tende a influenciar a escolha da comida.

Isso deixa evidente que existem benefícios em fazer refeições acompanhadas exclusivamente com água ao invés de outro tipo de bebida, já que isso permitirá que o paladar seja melhor explorado e se diversifique, não se habituando intensamente a alimentos açucarados ou salgados, o que poderá gerar uma fixação ruim se comparada à escolhas mais saudáveis. Parece uma mudança pequena, mas esta poderá gerar um impacto significativo no combate ao problema cada vez maior de obesidade, especialmente em crianças. Mudanças pequenas e consistentes como esta se tornam imprescindíveis quando nos lembramos que a Organização Mundial de Saúde define que a obesidade é a “epidemia do século XXI”.

Por isso, não hesite em disponibilizar somente água para suas refeições e para as refeições de seus entes queridos. Além de economizar, vocês ganharam muita qualidade de vida e saúde!

Desenvolvendo comportamentos positivos nas crianças

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Uma regra bem importante é ser consistente nas regras que deseja inserir, recorrendo a recompensas positivas, como carinho, elogio, um tempo de brincadeira com os pais, entre outros, sempre que a criança desencadear o comportamento que o adulto deseja;

Logo após a emissão de um comportamento positivo pela criança, a resposta do adulta precisa ser imediata. Caso a resposta não seja contígua a um bom comportamento, a criança não conseguirá associar a recompensa com o comportamento e dessa maneira a sua manutenção será prejudicada;

Quando um padrão de comportamento vai ser ensinado, é fundamental que a orientação seja direta e clara. É fundamental que seja dito exatamente o que se espera da criança, como por exemplo ” brinque com seu amigo sem brigar”.

Os comportamentos que precisarem ficar evidentes de uma maneira mais constante, devem ser reforçados com uma frequência maior (elogios, recompensas, atenção positiva, etc.)

As consequências devem ser significativas, bem como as recompensas e punições têm que ser adequadas à criança. As recompensas não são padronizadas para todas as crianças. Por isso, os pais devem ser cuidadosos e analisarem o que agrada ou não o filho;

Permita que a criança evidencie o que deseja de recompensa e cumpra o desejo da mesma na medida do possível;

Quando elogiar uma criança, se abaixe, colocando-se à altura da mesma. Além disso, usufrua de sorrisos, afetividade e entusiasmo;

Quando elogiar, seja específico. O elogio deve seguir com uma explicação sobre o que a criança fez de positivo para merecer o mesmo;

O comportamento que quer implementar na criança não tem que ser perfeito para que ela mereça o elogio. Elogiar o esforço realizado e as etapas da execução da tarefa são atitudes interessantes;

Não tema que o elogio em excesso seja mau para a criança, tornando-a mimada ou presunçosa, ou que passe a depender tanto de reforços exteriores que os peça a toda a hora e precise cada vez mais deles. As crianças que são elogiadas se apoderam do reforço positivo e desenvolvem uma autoestima positiva, sentindo-se competentes, confiantes, tendendo necessitar de menos elogios.

Volta às aulas sem estresse!

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A escola é uma instituição repleta de desafios e descobertas para as crianças. É nela que as crianças estabelecem relações com seus pares, atuam com um pouco mais de autonomia e independência dos pais, reconhecem a própria identidade e vivenciam diariamente com uma variedade de pessoas, culturas e rotinas. Esse momento é de suma importância para a família e para a criança, visto que é a partir desse ponto que a criança aprenderá a ter gosto ou não pela escola, contexto ao qual ela dedicará uma parte considerável de seu dia ao longo dos próximos anos.

Por ser um novo contexto e também por exigir determinados desempenhos das crianças, a escola pode se tornar uma fonte de estresse para os pequenos. Toda pressão direta ou indiretamente relacionada à escola pode conduzir a criança a situações delicadas, como estresse, depressão, ansiedade e problemas comportamentais. Sendo assim, é fundamental que auxiliemos as crianças para que estas lidem com maior facilidade com sentimentos estressantes, o que fará com que caminhem para uma vida intelectualmente saudável e de bem estar e ainda permitirá o desenvolvimento de suas capacidades de obterem sucesso na escola e na sociedade.

Todos os adultos sabem o quanto é difícil e tenso lidar com o estresse constantemente. Por isso, não devemos exigir que as crianças se comportem de uma maneira diferente da nossa. A pressão que os pais, a família e a sociedade exercem na criança, no sentido de exigir que esta evidencie bom desempenho escolar, não resulta em melhoria das notas e da aprendizagem. Pelo contrário: quanto maior a pressão, maior a possibilidade de a criança desencadear sintomas de depressão, ansiedade e tristeza, além de dificuldades de aprendizagem.

Não sabe como deve proceder com seus filhos? Seguem dicas para gerir a pressão e aliviar as respostas ao estresse:

  • A alimentação equilibrada é fundamental para o desenvolvimento pleno da criança, tanto física quanto intelectual. Por isso, mantenha seu filho em uma dieta equilibrada, rica em frutas, legumes e verduras. Isso fará com que a energia e a capacidade de atenção da criança se torne elevada;
  • Uma boa noite de sono é completamente indispensável para que a criança se desempenhe bem durante o dia. Permitir que a criança durma a quantidade de horas que ela tem direito tornará esta mais disponível a encarar o estresse;
  • A prática diária de atividades físicas potencializa o desenvolvimento cerebral, além de reduzir o nível de estresse. Para a criança, é muito positivo que a família partilhe desse momento com ela, já que além de melhorar a saúde física, a família acabará por estreitar os laços afetivos.

A entrada na escola é normalmente encarada pela criança e pela família como um período bastante estressante. Não obstante, se os pais se envolvem ativamente na vida de seus filhos, vivenciando com estes momentos de qualidade e afetividade, o estresse certamente será convertido em oportunidades de aprendizagem. Vamos agir?

Ler é uma delícia!

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A aprendizagem é um fator intrínseco ao crescimento pessoal. Por tentativas e erros, fazemos o nosso caminho da aprendizagem no decorrer de nossas vidas, iniciando nas fases mais precoces de desenvolvimento.

Por isso, é essencial que pais e professores compreendam como a criança aprende e usufruam de ferramentas para conduzir os pequenos a um processo de aprendizagem positivo, seguro e fortalecedor.

Uma parte extremamente importante do processo de aprendizagem é a leitura. Sendo assim, fazer com que as crianças tomem gosto por ela potencializará a aprendizagem. Contudo, infelizmente, são poucas as crianças que logo cedo desenvolvem esta preferência.

Os contos de fadas e as histórias têm um valor ímpar nesta evolução, já que auxilia a criança na estimulação de sua criatividade e na aquisição das competências necessárias para a aprendizagem do gosto pela leitura e pela escrita.

Fazer com que as crianças tenham contatos com os livros, mesmo que ela ainda não saiba ler, é fundamental. Quando se lê em voz alta não estamos somente a prepará-la para aprender a ler; estamos a expô-la a novas palavras e novas estruturas de linguagem. Uma atmosfera abastada de livros e em leitura oral estimula os pequenos a novos conhecimentos, sejam eles dos mundos das histórias, seja o conhecimento profundo do significado das palavras e capacidades de pensar.

Quer algumas dicas para transformar a sua casa em um ambiente propício para a leitura e fazer com que essa atividade se torne um divertido hábito? Leia as dicas a seguir:

  • Inicialmente, é preciso respeitar o gosto das crianças. Peça a elas que escolham os livros que desejam comprar e ler (ou ouvir);
  • Auxilie as crianças a respeitar e tratar bem os livros. Recupere com elas os que têm as capas rasgadas ou danificadas e não os deixe na estante com folhas arrancadas;
  • Eleja um local bem iluminado e convidativo para colocar os livros. Preencha-o com um tapete fofinho, almofadas ou poltronas para que os seus filhos gostem de ir para lá;
  • Use as prateleiras mais baixas para colocar os livros infantis, para que as crianças os alcancem com facilidade;
  • Não deixe os livros sempre no mesmo lugar; mude-os eventualmente. Isso faz com que o leque de opções pareça maior e torna a estante um lugar cheio de surpresas;
  • É imprescindível que as crianças reconheçam que os adultos também gostam de ler. Esse hábito do adulto é uma excelente referência. Por isso, crie o “momento da leitura” em que tanto pais como as crianças fazem uma pausa para ler;
  • Ao ler o jornal ou uma revista, chame a atenção do seu filhos sobre algumas notícias relacionada com atividades que eles gostem;
  • Favoreça o espírito crítico e a capacidade de compreensão das crianças; peça-lhes que contem a história que acabaram de ler e discuta com elas os temas;
  • Você já pensou na possibilidade de seu filho escrever um livro? Essa é uma excelente maneira de estimular a criatividade das crianças. Então, pais e filhos, inventem uma história em conjunto e transformem-na num livro. Escrevam-na e coloquem ilustrações. No final criem uma capa e coloquem-no na estante.

Uma excelente leitura para todos!

Cyberbullying

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O bullying pode ser caracterizado como um comportamento agressivo dirigido ao outro intencionalmente, que tem por caráter a repetição ao longo do tempo, existindo uma relação unidirecional, com o poder centrado no agressor.

Apesar de ser um tema amplamente disseminado na atualidade, o bullying não é um problema novo. No entanto, há cada vez mais uma dificuldade em controlar o bullying, na medida em que existem uma série de tecnologias que permitem que as pessoas se desafiem. O cyberbullying permite que o poder e o alcance dos bullies se torne maior, tornando a vítima das agressões mais exposta a provocações que vão além da escola ou da vizinhança.

Então, o problema que ocorria em momentos esporádicos, passa a ser constante. A criança que temia ir à escola por conta dos ataques, agora se vê em uma rede se SMSs, e-mails, redes sociais, onde passa a ser atacada 24 horas por dia. Isso faz com que esses sujeitos se sintam incapazes de escapar desta rede constante de maus-tratos e abusos.

Muitas crianças, adolescentes e até jovens têm relutância em afirmar que estão sendo vítimas. Por isso, é complexo ter uma noção da dimensão real deste problema. Depressão, ansiedade e estresse podem decorrer deste sofrimento silencioso e profundos em que crianças e jovens emergem.

A grande questão é que muitos pais pensam na possibilidade de seus filhos estarem sendo vítimas de bullying, mas não sabem como auxiliá-los quanto aos abusos que podem estar vivenciando. Existem alguns sinais, relativamente ao cyberbullying, para os quais pais e educadores devem estar alertas.

– angústia durante e após o uso da Internet;

– afastamento dos amigos e da família;

– evitamento de encontros com grupo de amigos ou colegas;

– resultados escolares mais baixos;

– reações impulsivas de zanga, sem razão aparente;

– alterações no humor, no comportamento, no sono e no apetite;

– desejo de deixar de usar o celular e o computador;

– aparência agitada ou nervosa ao receber um SMS ou e-mail;

– recusa em participar em discussões sobre as atividades do computador ou celular.

É frequente que as crianças e os jovens não relatem serem vítimas de cyberbullying por medo de perderem as regalias quanto ao uso do computador. Sendo assim, é preciso assegurar a essa vítima que ela poderá continuar usando o computador. Todavia, é necessária uma grande avaliação de todo o conteúdo que circula na máquina. Quando possível, bloqueie o bullie dos grupos e perfis online do seu filho, assim como no celular e contas de e-mail. Encoraje a criança a não responder, pois dessa forma está a agravar ainda mais a situação. De qualquer modo, mantenha uma cópia das mensagens ameaçadoras, imagens e textos, pois poderão ser usadas como prova junto dos pais dos abusadores, na escola ou polícia. É positivo ainda expor a situação para a direção da escola, particularmente se o bullie frequentar a mesma escola que o seu filho. Pode ser útil, ainda, o acompanhamento psicológico para a vítima do bullying, já que desde modo a criança ou o jovem se sentirá mais seguro e preparado para se libertar do papel de vítima das agressões.