Como auxiliar uma pessoa deprimida?

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É bem provável que você conheça alguém que está passando ou que passou pela depressão. Infelizmente, esse é um transtorno que a cada dia tem atingido um número maior de pessoas, as quais se sentem paralisadas e desmotivadas diante desse delicado quadro.

Sabia que podemos fazer várias coisas para alegrar e até motivar uma pessoa deprimida? Seguem as orientações:

Dar um telefonema: O contato telefônico, seja através de uma ligação ou mensagem, é uma ótima forma de fornecer uma palavra amiga e deixar claro que essa pessoa é lembrada e importante para nós.

Fazer uma visita: Passar algum tempo com a pessoa, transmitir o seu calor, a sua energia, a sua compreensão e o seu amor pode ser muito válido e importante para que esse sujeito caminhe para sua regeneração emocional.

Enviar um e-mail: De maneira rápida e simples, é possível escrever algo com significado que pode ajudar a pessoa que gostamos a sorrir. Podemos enviar também músicas, poemas, citações e até mesmo reflexões, além de vídeos divertidos do Youtube. Tudo isso pode ter um peso bem satisfatório.

Desse modo, fica evidente que podemos nos movimentar no sentido de auxiliar a pessoa deprimida.Vamos agir?

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Psicoterapia e espiritualidade

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Quando falamos em espiritualidade, estamos mencionando algo que em um primeiro momento é encarado como incompreensível, mesmo porque transcende a razão humana, que é uma das principais ferramentas geradoras do sentido de nossa realidade.

Então, como definir espiritualidade ou avaliar o grau de bem-estar espiritual? Ainda mais complexo, como relacionar psicoterapia com o aumento do bem-estar espiritual?

Nas literaturas que abordam esse assunto, são evidenciados estudos que se debruçam na definição e avaliação da espiritualidade e saúde espiritual, bem como destacam os fatores que corroboram para seu desenvolvimento. Grande parte das definições propostas tem em comum o fato de assentarem em uma definição multidimensional da nossa vida. Assim, a espiritualidade é declarada como uma dimensão imprescincível para a saúde e bem-estar globais, na qual incluem-se todas as outras dimensões em saúde como a emocional, física, social e profissional. É como se de alguma maneira, fossem cercadas por esta dimensão mais ampla.

Já outra linha de estudos declara a existência de domínios que se debruçam em aspectos como a relação que estabelecemos com nós mesmos e a consciência pessoal oriunda dessa relação, que se reflete na autoestima, identidade e sentido da vida. Destacam-se ainda a qualidade e a profundidade das relações que estabelecemos, além das expectativas que temos em relação às mesmas.

Em um outro domínio da dimensão espiritual, também é levada em consideração a percepção que temos do mundo físico, que poderá ir desde o simples respeito a até um profundo sentimento de admiração ou mesmo união com o universo. De uma maneira mais abrangente, é contemplado o possível relacionamento que possamos estabelecer com alguma entidade superior, aquém do nível humano, ou ainda a nossa atração pelo desconhecido no universo, não deixando de afirmar que o maior ou menor destaque dado a cada um desses aspectos, depende das ideias ou valores culturais e/ou pessoais que temos interiorizados.

Desse modo, fica evidente que o bem-estar espiritual, assim como qualquer outra dimensão de nossa vida, não é encarado como algo paralisado, mas sim como modificável à medida que vamos sendo confrontados com os vários desafios que ele nos coloca.

Podemos afirmar que a nossa saúde espiritual é um combinado do bem-estar em cada uma das dimensões anteriormente mencionadas, além da harmonia entre as mesmas. Quanto mais permitimos a aceitação de novos domínios em nossa vida e vivenciamos relações mais positivas em cada domínio, mais potencializada será nossa saúde.

Diante de todas essas informações, se considerarmos o contexto psicoterapêutico, que atinge e influencia fatores como aceitação, harmonia e aumento da consciência, além de analisarmos a visão de nós mesmos, a identidade, a autoestima, a qualidade ocupacional, relacional e a visão do mundo, podemos declarar que estamos na presença de uma abordagem privilegiada de manutenção e aumento do bem-estar espiritual.

Música e bom humor: uma dupla dinâmica!

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Ouvir música é uma excelente ferramenta para a melhora do bom humor. Você sabia disso?
É bem possível que você já tenha observado os efeitos que a música traz para a sua rotina. É comum que quando estamos parados em grandes filas de trânsito e certamente irritados por causa disso, uma música que gostamos comece a tocar no som e fiquemos com vontade de cantar e dançar, perdendo completamente o foco do que estava fazendo que com ficássemos negativamente ansiosos. É também frequente que após um exaustivo dia de trabalho, coloquemos um pendrive com as nossas músicas favoritas e que este atue como um elixir que permite que nos sintamos mais relaxados, felizes e otimistas.

Isso não acontece por acaso. Estudos recentes indicam que a música, assim como outros estímulos como a comida e o sexo, tem a capacidade de ativar circuitos especializados de neurônios, no caso, os circuitos de motivação e recompensa do sistema nervoso, que produzem e regulam a sensação de prazer.

Sempre que esses circuitos são ativados, há a liberação de neurotransmissores, especialmente as endorfinas, que conduzem a uma grande variedade de sensações de bem estar e satisfação existencial. De fato, as endorfinas geram motivação, energia, alegria e otimismo, além de diminuir a sensação de dor, bem como o alívio da ansiedade e da depressão.

Mesmo que a música não seja algo essencial à vida humana, como esta apresenta a capacidade de induzir sensações de prazer, é considerada um benefício considerável para o nosso bem estar físico e mental.

Não somente a música, mas a arte de um modo geral, são partes do arsenal do homem primitivo, que vivia à margem do medo e da angústia. A partir dessas descobertas, podemos afirmar que os nossos ancestrais possivelmente recorreram a estas formas de expressão como uma maneira de aliviar as suas variadas dificuldades de sobrevivência.

Então, o que está esperando para ouvir aquela música que tanto gosta?

É Natal, mas se sinto estranho!

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O Natal é tipicamente uma data em que muitas pessoas desencadeiam sensações estranhas, uma espécie de desconforto, como se a pessoa se sentisse na obrigação de estar feliz, mas isso não fosse possível por algum motivo que ela mesma desconhece. Quanto mais próximo do Natal, mais essas pessoas se sentem tensas, desconfortáveis, ansiosas, como se não conseguissem aproveitar mesmo tendo diversos motivos para isso. E o mais curioso: esse desconforto normalmente não tem nenhuma razão aparente.

Isso já aconteceu com você?

Caso a resposta seja sim e isso volte a acontecer nesse período, pare por alguns instantes. Sinta seu corpo e quais as partes dele ficam mais sensíveis quando você se recorda do Natal. Surgem tensões? Em quais áreas do corpo? Essas tensões desencadeiam emoções? Quais? Quais memórias surgem? As imagens mentais que aparecem são positivas ou negativas?

Seguem algumas hipóteses do porque de você se sentir dessa forma:

Estímulos excessivos: Decoração, enfeites, compras, presentes, amigos ocultos, crianças, ceia, entre outros são sinais claros de correria.  Para muitas pessoas, esse excesso de atividades é visto de maneira positiva, com entusiasmo, tanto que faz com que a pessoa se sinta mais motivada e feliz, mas para outras pessoas, esse turbilhão de coisas faz com que estas se sintas cansadas e tensas, normalmente porque há uma dificuldade em organizar o tempo e todas as necessidades oriundas desse período.

Dar e receber: Pessoas com baixa autoestima ou depressivas costumam apresentar uma dificuldade em receber presentes, acreditando não serem merecedoras. Outras, aprsentam essa dificuldade porque não costumam ganhar presentes, o que pode causar uma acentuação desses transtornos.

Confraternização no ambiente profissional: É comum que as empresas realizem festas de confraternização algum tempo antes do Natal. Para alguns sujeitos, é complicado encarar esses convites, já que estes têm receio de não saberem se comportar diante dos chefes e dos colegas de trabalho, o que fará com que essas pessoas se sintam “travadas”.

Luto: O Natal é um período que propicia que pensemos em nossos entes queridos que partiram a partir de um falecimento ou por um outro motivo. As memórias concretas e abstratas, que pareciam adormecidas, nesse período acordam com grande intensidade, o que pode gerar dor, sofrimento e saudade.

Perfeccionismo: Esse item atinge especialmente as pessoas que desejam celebrar o Natal em casa, recebendo vários familiares e amigos íntimos. O fato de desejar intensamente que toda a casa esteja pefeita é complicado, visto que as expectativas de agradar tudo e todos resultam em um aumento de estresse e tensão. Isso faz com que esses anfitriões não percebam que as reais necessidades e o que é esperado pelas pessoas para esse evento é bem mais simples do que eles acreditavam.

“Aquela pessoa” estará lá: As festas natalinas comumente permitem que nos encontremos com parentes e amigos com os quais muitas vezes não convivemos frequentemente. As apreensões de “quem não se relaciona com quem” e como isso acontecerá em um ambiente onde ambos sujeitos estarão faz com que essas pessoas sofram não somente no dia do evento, mas dias antes, ou seja, há um sofrimento antecipatório agressivo e prejudicial.

Existencial: O Natal é um marco, pois faz com que nos lembremos do que havíamos programado para o ano em questão. Encarar a realidade de hoje e verificar que o que foi planejado / idealizado não foi atingido, acarreta em tristeza e frustração.

Certamente, outras diversas causas podem fazer com que haja um desconforto nesse período. Reflita sobre si mesmo e descubra o porque de se sentir incomodado no Natal.

De qualquer forma, a minha dica para você é que se respeite. Reflita sobre si mesmo e viva com paciência e abertura todas as sensações que surgirem, mesmo que estas pareçam negativas. Deixe fluir! Usufrua dessas informações para refletir sobre como modificar esses comportamentos, ou ainda transformá-los e trace planos reais para o próximo ano!

Desejo muito me sentir bem!

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A sua meta atual é ficar bem consigo mesmo? Siga essas orientações e se sinta mais feliz!

  • Liberte-se parcialmente dos eletrônicos

Há pesquisas que revelam que sujeitos que passam muito tempo conectados tecnologicamente apresentam uma propensão maior a desenvolverem sentimentos de culpa e mal estar por não responderem imediatamente mensagens e chamadas que receberam. A médio e longo prazo, isso pode causar estresse, tensão, angústia, insônia, mudanças acentuadas de humor e até mesmo depressão. Por isso, tirar um tempo exclusivamente para si, livre dos eletrônicos, pode trazer mudanças significativas para a sua saúde, como relaxamento, produtividade e elevação da autoestima.

  • Caminhe na rua

Deseja que seu nível de estresse seja reduzido significativamente? Com apenas 15 (quinze) minutos de exposição solar, além da diminuição do estresse, o risco de doenças cardíacas cai consideravelmente. A exposição solar auxilia ainda na melhora do bom humor.

  • Abrace

Apesar de as redes sociais serem, teoricamente, uma fonte de interação com um grande grupo social, estas não propiciam o bem estar e a satisfação que o contato corpo a corpo favorece. O simples toque em alguém de quem gostamos faz com que nosso nível de ansiedade seja diminuído, além de reduzir a probabilidade do desenvolvimento de problemas comportamentais e emocionais. Vamos valorizar o abraço e as demais demonstrações físicas de carinho! Estas são necessidades básicas dos seres humanos!

  • Pratique alguma atividade física

Pesquisas revelam que pessoas ativas fisicamente evidenciam níveis mais altos de satisfação do que os sedentários. Há estudos que indicam que a prática de um esporte é tão efetiva quanto a tomada de antidepressivos para o controle da depressão.

  • Foque em emoções positivas

A tentativa de focar nas sensações de bem estar são extremamente efetivas para a promoção do desenvolvimento de emoções positivas.

  • Medite

A meditação é uma atividade que exige uma grande capacidade de concentração e o controle das emoções positivas e negativas. Por isso, esta é uma excelente fonte para tornar uma pessoa muito feliz.

  • Ajude alguém

Atos diários de bondade e de auxílio ao próximo podem promover felicidade e bem estar para ambos os lados. É um fato que as pessoas que auxiliam as outras diariamente, apresentam níveis elevados de felicidade, melhorando visivelmente a sua satisfação com a vida.

  • A felicidade não é um objeto

A felicidade é simples. Ela é feita de pequenos e singelos momentos de alegria. O grande problema é que muitas pessoas compreendem que a felicidade é exclusivamente atingir um grande objetivo. O problema acontece quando isso não ocorre e há estantaneamente a frustração. As pessoas que não valorizam tanto a ideia da procura pela felicidade tendem a ser menos irritadas e comportam-se de maneira mais altruísta. A felicidade é um conceito abstrato. Sendo assim, tente se concentrar em objetivos concretos e simples, como conversar com um amigo, caminhar, sorrir… procure momentos de alegria.

  • Sorria sempre!

A resposta física aos sentimentos afeta diretamente os estados emocionais e é muito mais fácil controlar os músculos faciais do que a nossa mente. Quando sorrimos e mostramos um semblante de contentamento, os músculos faciais fornecem um feedback neurológico diretamente para o cérebro. Isso quer dizer que quando ficamos carruncados, com raiva e demosntramos isso corporalmente, sentimo-nos emocionalmente mais tristes. Quanto mais sorrimos, mais nos permitimos nos sentirmos felizes.

Hipnose: uma aliada para a minimização dos danos causados pela demência

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Em um estudo entre dois grupos de sujeitos com demência, em que um desses grupos vivenciou um processo terapêutico convencional e o outro uma intervenção com Hipnoterapia Clínica, evidenciou-se uma melhora significativa na capacidade de concentração, socialização e memória do grupo que passou pela hipnose, se comparado ao outro grupo.

Isso se deve, especialmente, ao fato de a hipnose proporcionar um grande efeito de relaxamento. Quando a pessoa com demência se sente relaxada, ela consegue lidar de maneira mais harmoniosa com a sintomatologia associada à ansiedade e humor depressivo, além de contribuir para o aumento dos níveis de motivação para lidar com as atividades de vida diária e ainda as atividades sociais. A terapia com caráter relaxante auxilia na melhoria das capacidades de memória e concentração.

Os principais sintomas da demência são a perda lenta e progressiva da memória, perda da capacidade de aprendizagem e ainda perda da capacidade de memorizar. A perda da memória envolve não somente a de curto prazo, em que fatos recentes são esquecidos, mas também a de longo prazo, onde as memórias antigas são esquecidas, assim como a capacidade de escrever, de recordar pessoas próximas, reconhecer lugares e executar atividades rotineiras, além de o indivíduo sofrer alterações no modo de ser e de interagir com as demais pessoas.

Estima-se que mais de 12 milhões  de pessoas no mundo sejam vítimas de algum tipo de demência. Essa tendência tende a aumentar a cada dia, visto que tem crescido consideravelmente o número de idosos na sociedade, que muitas vezes mantém uma rotina rígida e que estimulam pouco as habilidades cerebrais.

É um fato que a Hipnoterapia Clínica não cura a sintomatologia associada à demência. Não obstante, é verdade que essa ferramenta pode ser muito auxiliar no controle da ansiedade, no aumento da capacidade de concentração e memória e ainda para motivar o indivíduo para a socialização, diminuindo efeitos nocivos como o isolamento e a depressão, que podem acelerar o processo da demência.

Em suma, o mais importante é que foi constatado que a Hipnose Clínica pode contribuir efetivamente para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes com demência.

Meu coração vive acelerado! Tenho medo!

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Fale a verdade: quantas vezes, somente hoje, você já se atentou ao seu coração? Nenhuma? Pois é. Por mais que essa pergunta soe estranho para muitas pessoas, ela pode ser extremamente comum para outras. Quando lhe faço essa pergunta, não estou me referindo especificamente a sua condição cardíaca. Desejo saber, na verdade, se você está preocupado com as recentes manifestações de ansiedade que tomaram conta de seu coração. Muitos sujeitos já não confiam tanto em seu coração, justamente porque apresentam o quadro de síndrome do pânico.

Se essa situação fosse narrada em tempo real, seria mais ou menos dessa maneira: “Alto! Atenção ao meu coração! O que está acontecendo comigo? O meu coração assumiu um ritmo estranho, descompassado, assustado… Meu Deus! PARE! Desejo que ele se acalme, mas parece que ele assumiu uma vida independente de mim. Os pensamentos estão vindo com uma grande intensidade em minha cabeça e minha mente está girando, desconfiando, se preocupando, catastrofizando… Meu corpo está tentando fugir dessa situação, mas como fazer? Quero tentar disfarçar, mas como? Agora parece que já nem sei respirar. Inspiro ou expiro? O ar não chega! Me falta o ar, este ar que não entra e este ar que sai, mas porque é que o peito teima em apertar… Ai, ai… Que ritmo, que medo, o que é que estou vivenciando? Mais medo, mais pensamentos! Quero sair daqui, fugir, gritar e pedir socorro para eu mesmo! Já não sinto os braços, as pernas, a respiração não chega, o coração vai arrebentar, a boca parece palha… que loucura, mas isto não para? Vou morrer? Agora? Mas não tenho aqui ninguém? Morrer agora, ou estarei a enlouquecer? Socorro, quero fugir do meu corpo… Tenho pânico e o meu coração não vai aguentar!

Somente quem já experienciou um ataque de pânico se identifica com esse relato. É difícil, aparentente imcompreensível e totalmente aleatório. Quando o nosso corpo se comporta dessa maneira, não podemos simplesmente ignorar esse sintoma. Por muito que ainda não perceba porque é que o corpo grita dessa maneira, a verdade é que seria bom dar-lhe alguma atenção, pois estamos a falar de uma condição clínica que tende a piorar com o tempo, caso não seja feita nenhuma intervenção.

A cada dia tem se tornando mais comuns estudos que enfatizam a importância de controlar os níveis de ansiedade e estresse, pois as expressões dessas sensações são liberadas pelo corpo. “Quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que paga”.

A notícia positiva é que podemos paparicar os nossos corações com uma intervenção psicoterapêutica eficaz que reduza os níveis de estresse e ansiedade, para que não atravessemos situações como a que foi descrita acima. Uma intervenção integrada entre um cardiologista (que se assegura da boa forma do seu coração) e um psicólogo (que se assegura da boa forma da sua ansiedade) consiste na abordagem ideal a uma resolução equilibrada do seu problema. Vamos cuidar de nossa saúde?