Agressividade em crianças

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A agressividade pode acontecer de várias formas, em variadas situações. Quando quem se comporta de forma agressiva é uma criança, a situação não é diferente. A questão é que quando há uma criança que apresenta comportamento agressivo, é comum que a família fique presa a sentimentos de impotência e angústia, não sabendo como proceder.

As crianças gritam, choram, dão pontapés, mordem, entre outros. Isso faz com que em alguns momentos pensemos na possibilidade de a criança estar aprendendo esses comportamentos através das mídias: televisão, computador, jogos virtuais, ou ainda a partir do envolvimento com outra criança. Independente disso, o importante é que pensemos sobre a maneira pela qual deveremos lidar com essa situação.

Reconhecemos que a criança constrói modelos de interpretação da realidade que determinam as interações sociais futuras. Caso haja uma estrutura de base de suporte afetivo-emocional, é muito provável que a criança se desenvolverá de maneira estruturada. Em compensação, caso haja situações prolongadas de frustração afetiva, isso poderá desencadear uma futura desadaptação.

A melhor maneira de prevenir comportamentos agressivos em crianças é o aumento de fatores protetores e a diminuição de fatores de risco, em um processo que integre a criança com a família.

Normalmente, as crianças agridem porque ao se comportarem dessa maneira, descobrem um jeito de comunicarem por atos aquilo que ninguém consegue traduzir por palavras, em uma espécie de autorrecompensa por algo que lhe fizeram. Mesmo que não seja o ideal, essa é a maneira que as crianças encontram para declararem escancaradamente que existem, havendo variadas formas de levantarem a voz na vida, como por exemplo agindo, falando alto, ou simplesmente se mantendo em silêncio. Essas crianças optam pela agressividade para declararem ao outro que não precisam dele quando, na verdade, é o que mais precisam. Desse modo, sejamos pacientes e tolerantes com as crianças, fornecendo espaço e mecanismos para que elas aprendam maneiras diferentes e mais positivas de se expressarem.

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Trânsito: sinônimo de tensão?

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Você já ouviu falar de road rage? Esse é um fenômeno que tem se tornado mais comum a cada dia, especialmente em grandes centros urbanos. Road rage significa raiva na estrada e está diretamente relacionada com a condução agressiva., a qual aumenta consideravelmente os riscos de colisões. É possível observar um aumento significativo da quantidade e intensidade de acidentes envolvendo veículos, os quais muitas vezes resultam em ferimentos graves e vítimas fatais.

Leon James, psicólogo norte-americano especializado em conteúdos comportamentais e cognitivos relacionados aos fenômenos acima mencionados, afirma que as pessoas têm se tornado automática e potencialmente mais agressivas no momento em que estão dirigindo porque estão cada vez menos tolerantes às provocações e às retaliações. É comum que pessoas transformem (inconscientemente) o trânsito em válvulas de escape, agindo com outros condutores como se estes fossem os próprios automóveis, e não seres humanos. Além disso, somente o próprio ponto de vista é levado em consideração. Desse modo, fica evidente que no trânsito, não há interesse nos desejos e perspectivas do outro. Somente o que eu espero e necessito é importante e por isso deve ser respeitado.

Diane Nahl, colaboradora de James, complementa afirmando que o descontrole emocional e a raiva estão diretamente relacionados à ideia de morte, visto que o ato de conduzir acarreta variados estímulos que remetem de maneira inconsciente para o perigo da vida. Esse fator, associado à busca pelo prazer, excitação, impaciência, aborrecimento e pressa, contribui para o desencadeamento de atitudes agressivas e um comportamento para com o outro baseado na raiva e descontentamento. Sendo assim, o condutor passa a se reconhecer como parte do veículo, sensação esta que faz com que esse sujeito alimente uma errônea crença de poder e onipotência.

A falsa ideia de controle por parte dos condutores agressivos acaba por dificultar ou mesmo impedir a capacidade de reconhecimento dos próprios erros, o que diminuiu significativamente a possibilidade de adoção de uma condução defensiva.

É interessante declarar que o anonimato e a imputação a causas exteriores, tais como congestionamentos, reações de outros condutores, entre outros, propiciam que o condutor agressivo se sinta ainda mais confortável para assumir atitudes nenhum pouco favoráveis, o que coloca não somente a sua vida em risco, mas a de outras pessoas.

A influência social é um fator relevante para a reprodução de comportamentos agressivos no trânsito, na medida que a hostilidade e a sensação de impunidade acabam “permitindo” que comportamentos inadequados e agressivos continuem sendo perpetuados no trânsito.

Desse modo, é fundamental que revisemos a maneira que temos agido no trânsito, bem como nos esforcemos para manter um comportamento mais positivo e defensivo, agentes que promovem uma viagem segura e serena. O primeiro passo é se dar conta de que dirigir é uma tarefa complexa, perigosa e que justamente por isso exige atenção plena. Sendo assim, considere os seguintes aspectos:

  • Regule a velocidade do veículo conforme a exigência da via e as circunstâncias;
  • Sempre mantenha uma distância de segurança;
  • Respeite regras e sinais de trânsito;
  • Definitivamente, não ingira bebidas alcoólicas ou entorpecentes antes de conduzir;
  • Ouça músicas tranquilas;
  • Evite dirigir caso não esteja se sentindo bem emocionalmente;
  • Usa a buzina com coerência;
  • Permita que outros condutores realizem manobras sem pressão;
  • Peça desculpas quando cometer um erro.

Dirigir sem agressividade! Esse é o caminho!