Pais: sempre preocupados?

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É completamente natural que os pais se preocupem com seus filhos mesmo quando eles se tornam adultos, independente de estarem ou não em casa. Para os pais, os filhos sempre serão filhos.

Durante vários anos, quando ainda eram crianças, os pais sentiam-se responsáveis por eles e por quase tudo o que acontecia em suas vidas. Assim, não é na vida adulta que os pais deixaram de auxiliar os filhos nas demandas que surgirem.

É comum que os pais se lembrem de uma variedade de situações que fizeram com que ficassem vigilantes ou ainda que provocassem o acelerar do coração, especialmente quando temiam que algo pudesse não ter o desfecho desejado, o que causaria um impacto negativo nas vidas nos filhos.

Provavelmente a maioria esmagadora dos pais é preocupada com uma grande quantidade de coisas e situações e nem sempre é fácil parar ou mesmo modificar o registro à medida que os filhos crescem e se desenvolvem.

Assim sendo, a preocupação dos pais com os filhos já adultos, surge na continuidade de um conjunto de padrões que foram sendo desenvolvidos na infância, quando iniciou-se a relação pais-filhos, quando estes eram ainda indefesos e incapazes de lidar com o mundo ao redor.

A questão é que não há dúvidas que se alguém se preocupa conosco, essa preocupação é encarada como um sinal de amor e como uma demonstração de afetividade e cuidado. É unânime que as pessoas se sentem reconhecidas e agradadas em relações em que o outro manifesta alguma preocupação conosco e procura ajustar-se às nossas necessidades. Sob essa perspectiva, a preocupação mostra-se como o investimento que uma pessoa faz em uma determinada relação.

Não obstante, assim como qualquer padrão de excesso, a preocupação exagerada pode constituir-se como um elemento de afastamento, não contribuindo minimamente para a consolidação da relação. É interessante salientar que o excesso é danoso não somente com relação à freqüência em que manifestamos a nossa preocupação, mas também no modo como a manifestamos.

Por isso, observe a quantidade de preocupação que manifesta, não se tornando um fardo para os filhos. Quando manifestamos uma preocupação, podemos causar algum desconforto para o outro e é nesse aspecto que a forma que manifestamos a preocupação precisa ser suave. É fundamental que seu filho não compreenda que você o reconhece como incapaz de gerir os próprios assuntos e decisões.

A manutenção da autonomia e da confiança é a base para qualquer relação saudável e que perdura no decorrer do tempo.

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