Psicoterapia e espiritualidade

espiritualidade

Quando falamos em espiritualidade, estamos mencionando algo que em um primeiro momento é encarado como incompreensível, mesmo porque transcende a razão humana, que é uma das principais ferramentas geradoras do sentido de nossa realidade.

Então, como definir espiritualidade ou avaliar o grau de bem-estar espiritual? Ainda mais complexo, como relacionar psicoterapia com o aumento do bem-estar espiritual?

Nas literaturas que abordam esse assunto, são evidenciados estudos que se debruçam na definição e avaliação da espiritualidade e saúde espiritual, bem como destacam os fatores que corroboram para seu desenvolvimento. Grande parte das definições propostas tem em comum o fato de assentarem em uma definição multidimensional da nossa vida. Assim, a espiritualidade é declarada como uma dimensão imprescincível para a saúde e bem-estar globais, na qual incluem-se todas as outras dimensões em saúde como a emocional, física, social e profissional. É como se de alguma maneira, fossem cercadas por esta dimensão mais ampla.

Já outra linha de estudos declara a existência de domínios que se debruçam em aspectos como a relação que estabelecemos com nós mesmos e a consciência pessoal oriunda dessa relação, que se reflete na autoestima, identidade e sentido da vida. Destacam-se ainda a qualidade e a profundidade das relações que estabelecemos, além das expectativas que temos em relação às mesmas.

Em um outro domínio da dimensão espiritual, também é levada em consideração a percepção que temos do mundo físico, que poderá ir desde o simples respeito a até um profundo sentimento de admiração ou mesmo união com o universo. De uma maneira mais abrangente, é contemplado o possível relacionamento que possamos estabelecer com alguma entidade superior, aquém do nível humano, ou ainda a nossa atração pelo desconhecido no universo, não deixando de afirmar que o maior ou menor destaque dado a cada um desses aspectos, depende das ideias ou valores culturais e/ou pessoais que temos interiorizados.

Desse modo, fica evidente que o bem-estar espiritual, assim como qualquer outra dimensão de nossa vida, não é encarado como algo paralisado, mas sim como modificável à medida que vamos sendo confrontados com os vários desafios que ele nos coloca.

Podemos afirmar que a nossa saúde espiritual é um combinado do bem-estar em cada uma das dimensões anteriormente mencionadas, além da harmonia entre as mesmas. Quanto mais permitimos a aceitação de novos domínios em nossa vida e vivenciamos relações mais positivas em cada domínio, mais potencializada será nossa saúde.

Diante de todas essas informações, se considerarmos o contexto psicoterapêutico, que atinge e influencia fatores como aceitação, harmonia e aumento da consciência, além de analisarmos a visão de nós mesmos, a identidade, a autoestima, a qualidade ocupacional, relacional e a visão do mundo, podemos declarar que estamos na presença de uma abordagem privilegiada de manutenção e aumento do bem-estar espiritual.

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