Perdoar ou ficar irado?

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Quando o casal se desentende por causa de algum comportamento menos correto por parte de um dos cônjuges, é comum que se repitam padrões na sua forma de interagir e encarar o problema. De um modo geral, são comuns dois tipos de reação: aceitação ou negativismo, carinho ou raiva, perdão ou rejeição, desculpabilização ou agressividade, passividade ou culpabilização.

A questão é que nem sempre a expressão clara dos sentimentos e emoções, em um momento de conflito, é reconhecida como saudável. A psicologia positiva tem evidenciado que a reação de aceitação, perdoar e esquecer é a racionalização positiva dos problemas. Além disso, atualmente observa-se que os casais começaram a reconhecer o discurso de abertura de expressão de opiniões e sentimentos, ainda que nem sempre essa abertura seja real, visto que quando há uma expressividade honesta por parte de um cônjuge, nem sempre o outro tem a capacidade de aceitá-la.

Em compensação, em alguns momentos, expressar a raiva pode ser necessário para a solução de um problema relacional, contrariando a passividade e o perdão. De acordo com recentes estudos, uma interação conflituosa, menos passiva e mais autêntica na expressão das emoções (como a raiva, por exemplo) poderá, a curto prazo, ser bem desconfortável, mas aparentemente é a mais favorável para a saúde da relação a longo prazo.

A eficiência do perdão depende do nível de aceitação do cônjuge, da severidade e da freqüência da transgressão. Assim sendo, a longo prazo, a psicologia positiva poderá não ser a mais eficaz em todos os cenários, já que a aceitação do cônjuge leva o outro a tornar-se, em algumas situações, menos presente e apoiante, além de mais irresponsável financeiramente e até infiel. Quando expressamos a raiva, deixamos claro que o comportamento ofensivo não é aceito, levando-o a não repetir o mesmo. E quando o comportamento negativo não se repete, é evidente que melhorias acontecem a longo prazo.

Certamente, a expressão da raiva não é a solução de todos os problemas. Pode não ser aceita em todas as relações e em todas as situações, dependente do contexto e do meio, das expectativas, das crenças e das experiências anteriores de ambos os parceiros. É importante lembrar que em algumas situações, a expressão das suas emoções será mal-interpretada, seja pela passividade ou o contrário. A atitude mais acertada estará no meio de ambos os comportamentos, ou seja, no equilíbrio que não é simples de ser atingido, equilíbrio este entre o perdão e a expressão da raiva.

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