Eu te amo, mas não te suporto!

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Não é raro que casais afirmem que apesar de se amarem muito, o relacionamento na flui de uma maneira positiva porque não conseguem se entender. O que faz com que isso ocorra?

A vida afetiva é um contexto de grande importância de nossas vidas. Sendo assim, desejamos muito encontrar um parceiro, já que sem alguém há uma tendência a nos sentirmos incompletos ou mesmo não totalmente realizados. A questão é que administrar um relacionamento não é uma tarefa simples, mesmo havendo muito amor. Há situações em que os companheiros não conseguem se compreender, o que faz com que a relação não flua.

Em uma relação, temos um objetivo em comum, no caso, alimentar o relacionamento, mantendo-o vivo e positivo, mas ainda assim, temos que levar em consideração que há duas pessoas nessa relação, normalmente com padrões diferentes de funcionamento e atuação, cujas diferenças podem criar choques e atritos, desenvolvendo padrões de interação desadequados, o que desencadeia frustrações, agressividade e até mesmo o afastamento.

Quando estamos em uma fase difícil no relacionamento, as principais dificuldades são, em um primeiro momento, de cada indivíduo assumir o que está sentindo. Os parceiros começam a agir em um “piloto automático”, atacando um ao outro e se defendendo dos ataques do parceiro, sem conseguir analisar o que está acontecendo consigo mesmo, com suas emoções e os motivos pelos quais está se comportando de uma maneira agressiva ou distante.

Em um segundo momento, revela-se a grande dificuldade de partilhar o que está a se sentir e o que necessitaríamos do outro e da relação. Ao invés disso, passamos a agir de uma forma crítica, culpando o outro, apontando seus defeitos e acreditando que ele é intencionalmente agressivo e negligente, quando o caminho seria reconhecer as nossas vulnerabilidades, limitações, angústias, emoções e necessidades.

Para que consigamos romper estes ciclos, bem como reconhecer como expressar emoções e necessidades, segue uma atividade:

Em uma folha de papel, crie uma tabela com seis colunas com os seguintes títulos, sequencialmente: Situação, Reação Emocional, Reação Comportamental, Emoção de Base, Necessidade Geral, Necessidade Específica. A partir daí, comece a preencher da seguinte maneira: “Quando você (Situação), eu me sinto (Reação Emocional) e reajo (Reação Comportamental). Isso esconde o meu / a minha (Emoção de Base). O que eu realmente preciso é (Necessidade Geral) e portante preciso de (Necessidade Específica)”. Um exemplo simples de preenchimento é: “Quando você sai sem falar onde está indo, eu me sinto irritada e reajo brigando com você. Isso esconde a minha ansiedade e insegurança. O que realmente preciso sentir é que sou importante para você e que por isso comunicará onde está indo”.

Agindo dessa maneira, a nossa ativação emocional diminui e a receptividade do outro à nossa necessidade aumenta. Progressivamente, encontramos um ponto de equilíbrio no qual conseguimos comunicar um com o outro, criando-se um espaço para ouvir e ser ouvido!

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