Ataques de ciúme

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Desde os tempos primórdios, o ciúme sempre foi um grande causador da destruição de namoros, noivados e até mesmo casamentos. Muitas vezes, essas relações tinham tudo para dar certo, visto que o casal vivenciava momentos de parceira e satisfação em conjunto.

O ciúme é uma ação impulsiva que pode destruir tudo o que está ao redor. É justamente por isso que é difícil separar a ideia de ciúme da ideia de impulsividade. Não é raro que a crise de ciúme tenha origem em um impulso descontrolado e avassalador.

Certamente, o ciúme apresenta vários graus, que podem ser nomeados como intensidade de perturbação. Desse modo, temos desde o ciúme considerado normal e controlável até o ciúme patológico, que é altamente perturbado e disfuncional. Podemos afirmar que o ciúme pode ser algo saudável e positivo para o casal se este estiver em um nível baixo e aceitável pelos parceiros, já que quando há ciúme nesse nível, o casal compreende que essa é uma emoção normal de quem gosta e quer cuidar do outro.

Existem, basicamente, dois tipos de ciúme:

Ciúme imaginado: É o ciúme causado por uma visualização mental, ou seja, não há necessariamente nada acontecendo. Em nossa imaginação, construímos imagens que permitem que reconheçamos com clareza que a pessoa da qual gostamos está atuando de uma maneira que gera desconfiança, insegurança e ciúme.

Ciúme percepcionado: É quando visualizamos literalmente uma pessoa da qual gostamos atuando de uma maneira que interpretamos como traição, como por exemplo o nosso parceiro estar a conversar com alguém e a partir daí deduzirmos que os sinais verbais e não verbais expostos entre estes comprovam a atração e o interesse de um pelo outro. Então, nesse caso, o ciúme tem origem em uma interpretação de um determinado elemento reconhecido como ameaçador.

Quais emoções surgem no ataque de ciúmes?

A emoção mais evidente é sem dúvida alguma uma intensa raiva. Esta pode surgir de maneira incalculada, desencadeando a violência verbal e até mesmo física. A voz fica tensa, há um enrijecimento muscular, surgem gritos e insultos. Muitos chegam a ficar sem capacidade de responderem à situação de uma maneira racional.

É natural que essa emoção venha à tona nesse momento, mesmo porque a função primária da raiva é a proteção. A respiração curta, a boca seca e o enrijecimento muscular permitem que o oxigênio seja bombeado mais rapidamente para o sangue, ou seja, ficamos preparados corporalmente para nos defenderemos.

Há uma outra emoção que também fica muito evidente em uma crise de ciúme: o medo. Medo de quê? De perdermos a pessoa amada. E é esse medo que faz com que nos sintamos com raiva. Sendo assim, por ser uma resposta de defesa frente ao medo, o ciúme pode apresentar um caráter de impulsividade aparentemente descontrolado.

Uma crise isolada de ciúme não é problemática. Em contrapartida, se essa situação se mantém contínua no decorrer do tempo, mesmo que a situação não tenha nada de ameaçadora, é bem possível que essa pessoa esteja traumatizada. Então, se o indivíduo sofre de ciúme patológico, possivelmente ela está traumatizado.

Essa situação é bem delicada, pois quando nos encontramos em um ciúme patológico, causamos um grande sofrimento em nosso parceiro e nas pessoas que convivem conosco e são testemunhas oculares dessa situação, mas principalmente em nós mesmos. A melhor alternativa para controle desse tipo de quadro é a terapia. Esta permitirá um processo amplo de conscientização e reconhecimento dos motivos que desencadeiam essa atuação, bem como o controle do ciúme.

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