Fertilidade: Depressão e Estresse

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Depressão e fertilidade:

Diversos estudos revelam que mulheres diagnosticadas como inférteis apresentam o dobro da probabilidade de se encontrarem deprimidas e que a depressão atinge o seu pico 02 (dois) anos após o início das tentativas de engravidar. Mesmo a infertilidade não sendo uma ameaça de vida, as mulheres inférteis tendem a apresentar níveis depressivos semelhantes às pacientes oncológicas do sexo feminino, ou mulheres com enfermidades cardíacas ou ainda portadoras de HIV.

A depressão pode desestabilizar o equilíbrio hormonal saudável, comprometendo a fertilidade. Um estudo sugere que a depressão encontra-se associada a uma regulação anormal do hormônio luteínico, que tem um papel crucial na concepção. O sistema imunológico também se enfraquece na depressão, o que consequentemente afeta a fertilidade. Nesse estudo, 60% das mulheres que foram tratadas para controlarem a depressão conseguiram engravidar em um período de 06 (seis) meses.

Estresse e fertilidade:

O estresse é um mal que tem atingido uma parte cada dia maior da sociedade. Este causa uma série de modificações bioquímicas em nosso organismo, comprometendo o equilíbrio natural do corpo, o que a longo prazo pode desencadear problemas crônicos em nossa saúde. A ansiedade e o estresse que não são devidamente controlados podem levar com que o organismo deixe de produzir os hormônios necessários à ovulação, à qualidade do esperma e até mesmo à fecundação. A função vital do nosso corpo é manter-nos longe de qualquer perigo. Sendo assim, cuidar de um feto, para o organismo comprometido, iria nos colocar em um desgaste ainda maior.

A adrenalina é liberada pelas glândulas supra-adrenais em situações de estresse. Esta propicia que “fujamos” de momentos de perigo. Contudo, também inibe a produção de progesterona, fundamental para a construção e a manutenção do revestimento do útero, o que naturalmente interfere na fertilidade;

O hipotálamo regula tanto as reações frente ao estresse quanto os hormônios sexuais. É justamente por isso que o estresse excessivo pode comprometer a ovulação, proporcionando ciclos menstruais irregulares e em casos severos, levando à supressão total do ciclo menstrual;

O estresse prolongado faz com que o sistema nervoso simpático fique hiperestimulado e consequentemente este envia menos sangue para o útero e ovários, comprometendo o seu funcionamento regular desses órgãos;

A prolactina, liberada pela glândula pituitária para a estimulação na preparação para o aleitamento, inibe a fertilidade, tornando a mulher menos propensa de conceber durante a amamentação. Em períodos de estresse, a glândula pituitária libera níveis elevados de prolactina.

Caso esteja com dificuldades para engravidar, é válida a procura por um acompanhamento psicológico, já que este poderá auxiliar na redução dos níveis de estresse e controle de uma possível depressão. Os psicoterapeutas estão habilitados a transmitir uma diversidade de técnicas para a regulação emocional, além de analisar com você os possíveis bloqueios emocionais que podem estar impedindo o equilíbrio necessário para que o corpo se torne disponível para uma gestação.

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