Educar: eis a questão!

download (2)

Na atualidade, muito tem se discutido sobre as diversas maneiras de educação, com o intuito de perceber se algum ensinamento está certo ou errado, e essa tem sido uma grande causa de insegurança nos pais, que tentam fazer o melhor de acordo com o que sabem e podem.

É um fato comum que em uma mesma situação, diferentes pais podem agir de maneiras diversas, cada qual com a confiança de que o está sendo executado está correto.

É interessante ainda salientar que não existe uma estratégia infalível. O que há são algumas regras que evidenciam serem mais eficazes em determinados momentos. Cada adulto é único e nenhuma criança é completamente igual a outra. Por isso, toda e qualquer regra deve ser adaptada à situação concreta. Nesse caso, o bom senso é a principal ferramenta.

Cada pai educa da melhor maneira que consegue e desse modo, é inadequado fazer comparações entre um pai e outro ou ainda comparações entre uma criança e outra, já que dessa maneira podem surgir frustrações difíceis de lidar.

O processo educacional exige uma série de habilidades e competências, mas uma das mais importantes se chama persistência. Quando atuamos de maneira persistente, tendemos a atingir nossos objetivos, mesmo que em alguns momentos tenhamos que recuar em alguma decisão que tomamos de maneira antecipada. Verificaremos também que em outros momentos nos será permitido avançar bem mais do que calculamos. Sendo assim, é importante que não desanimemos e nem desistamos dessa complexa tarefa. Cada uma de nós deve confiar em nossas próprias habilidades e capacidades, além de acreditar na potencialidade de nosso filho.

Muitas pessoas afirmam que somente as pessoas que não têm filhos acreditam que educar é um processo simples. De fato, quando estamos encarando a situação de frente, no mundo real, está nos exige bem mais do que acreditávamos, principalmente porque as crianças estão constantemente testando limites e desafiando regras, com a intenção de constatarem onde termina a liberdade delas e se inicia a autoridade dos pais ou responsáveis. Muitos pais reconhecem esse fato, mas estudos têm revelado que a educação que investe na prevenção e não na punição, demonstra-se muito mais eficaz e dinâmica. O essencial é que em 90% do tempo, a educação perpasse pela prevenção e somente 10% pela punição.

Não existe nenhuma criança e tampouco pais perfeitos. Então, é primordial conhecer o temperamento, o grau de desenvolvimento e a maturidade de cada criança. Quanto mais velha é a criança, mais difícil se torna a tarefa de discipliná-la, a não ser que desde pequena ela tenha se adequado à autoridade dos adultos.

Para os pais, a dica é a identificação dos próprios pontos fracos, das próprias limitações e quais as maiores habilidades que apresentam. Além disso, é fundamental reconhecer que em alguns momentos se faz necessária a busca por ajuda especializada para que o processo educacional se torne positivo.

A questão não é fazer com que a criança se torne um ser obediente e sim fazer com que além de obediente, a criança se torne capaz de estabelecer o seu próprio limite e as suas regras, que se mantenha estável emocionalmente e que no futuro se torne capaz de educar os próprios filhos, o que só pode ser bem desempenhado por adultos felizes e que são integrados na família e na comunidade.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s