Meu filho não me respeita!

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A cada dia, tem se tornado mais comum o relato de pais e mães, especialmente mães, de que os filhos simplesmente não os repeitam, por mais que sejam dadas ordens. O que está acontecendo nessas famílias?

Existem uma série de fatores que fazem com que os filhos não obedeçam. O principal deles, talvez o maior engano dos pais, é repetir o mesmo ensinamento várias vezes. Grande parte dos filhos fazem coisas que não são permitidas não por desconhecimento, mas sim por desrespeito ao que já foi ensinado. A modernidade tem feito com que os pais acreditem que a escola tem a obrigação de educar as crianças, o que faz com que o pais abram mão de disciplinar os próprios filhos. Isso nada mais é do que a grande falta de conhecimento e também comodismo por parte dos pais. À medida que os pais acreditam que a disciplina e os limites devem ser implantados pela escola, eles não se sentem no papel de educadores dos filhos e com isso simplesmente “desaprendem” essa função, tão importante para a formação do caráter e dos valores da criança. Para os pais, os filhos são para sempre. Não obstante, para a escola, os alunos são sujeitos que permanecerão na instituição por algum tempo. Quase tudo o que acontecer com os filhos, cairá sobre os pais.

Os pais modernos trabalham durante todo o dia e normalmente mantém os filhos na escola ou com parentes. Quando têm momentos com os filhos, não conseguem ter autoridade e liderança suficientes para determinar regras, o que faz com que eles se tornem repetitivos. Observo muitas mães no consultório que “mandam” o filho parar com o que está fazendo. O que essa mãe considerou como uma ordem, na verdade era uma súplica, um pedido para que o filho parasse de executar algo que ela não estava considerando positivo. Após a “ordem-súplica”, a mãe se mantinha firme olhando para o filho e esse olhar acabava por permitir que o filho lhe retrucasse. Diante disso, o comportamento natural de uma criança é implorar, contra-argumentar, insistir, fazer birra, chorar, gritar, espernear, se jogar no chão, enfim fazer de tudo para que a mãe volte atrás em sua ordem. Quando a mãe continua olhando, o filho compreende que esse olhar pode e deve ser vencido por ele.

Quando o filho insiste, ele até acata a ordem que a mãe deu, mas insiste para demovê-la. Quando o filho não acata, ele se mantém da mesma maneira que antes, ignorando a informação e agindo como se nada tivesse acontecido. A insistência da mãe em dizer não fortalece o filho a continuar em sua luta.

Sendo assim, como a mãe deve agir? A partir do momento em que a mãe deu a ordem, ela não deve dizer absolutamente nada. Deve apenas levantar-se e sair do campo do olhar do filho, para que dessa maneira, ele compreenda que ela não irá ouví-lo e que por isso ele deve obedecer. Essa não é uma tarefa simples para mães e pais que não estão acostumados com esse tipo de atitude, mas fundamental para que o filho se torne um sujeito de alto desempenho.

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