Espelho, espelho meu: existe alguém mais gordo que eu?

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Estamos na era da vaidade. Milhares de pessoas, diariamente, não medem esforços para se sentirem mais bonitas e atraentes. Para tal, grande parte desses sujeitos tem lançado mão das cirurgias estéticas e/ou de emagrecimento. Uma questão que levantamos diante disso é a seguinte: será que os resultados dessas cirurgias são tão significativos para a qualidade de vida das pessoas que as fazem como evidenciam os meios de comunicação? A resposta mais adequada para essa questão é “depende”. Depende dos objetivos que fizeram com que o sujeito passasse por um procedimento cirúrgico, das expectativas idealizadas por este, do meio familiar e social, enfim, de um conjunto de fatores.

É indiscutível que toda a estrutura física e psíquica de uma pessoa que vivencia uma cirurgia é afetada por esse tipo de operação. Por isso, é fundamental uma preparação corporal e mental para um prognóstico positivo.

A cirurgia bariátrica, por exemplo, é um procedimento que visa a redução acentuada do peso, através da implementação de uma banda gástrica. Cada vez mais, esse tipo de cirurgia tem se tornado popular e comum, já que seus principais objetivos são a melhoria da qualidade de vida do indivíduo, além da melhora da saúde e das relações sociais que essa pessoa estabelece. Normalmente, os resultados são bastante satisfatórios. Até mesmo problemas crônicos de saúde, como doenças cardíacas, colesterol alto, diabetes e a apneia do sono são suavizados após a realização da cirurgia. Também a mobilidade acrescida leva ao aumento da atividade física e consequente melhoria da saúde geral.

Um outro ganho extremamente positivo para a pessoa que passa pela experiência da cirurgia bariátrica é no quesito relações interpessoais. Há estudos que revelam que após essa cirurgia, muitos sujeitos afirmam que as reações negativas por parte da família e dos amigos por causa do peso excessivo sofrem uma grande diminuição. Consequentemente, são constatadas melhorias nas relações e na vida social do indivíduo, bem como a diminuição de queixas de depressões.

Tal como mencionado no início desse texto, são cruciais as motivações e as expectativas diante da cirurgia estética. Corroborando com estudos, as motivações mais comuns são a diminuição dos problemas de saúde, elevação da autoestima e melhoria da aparência, possibilidade da realização de atividades físicas e o fim do estigma da obesidade. Desse modo, fica claro que não somente motivações estéticas fazem com que alguns indivíduos se submetem a intervenções cirúrgicas. Pelo contrário. As pessoas têm buscado cada vez mais qualidade de vida e socialização favorável.

O incremento da autoestima, associado ao resultado deste tipo de cirurgia, leva a que alguns dos receios sociais sejam postos de lado ou relativizados, levando-os a esquecer os anteriores comportamentos sociais disfuncionais ligados ao estigma de serem obesos.

A partir da cirurgia, além dos benefícios evidentes nas áreas da saúde e dos relacionamentos, há uma grande elevação da qualidade da vida cotidiana em todos os aspectos. Em suma, podemos dizer que é um fato que a cirurgia bariátrica é uma grande indutora de felicidade, na medida que os resultados após a intervenção cirúrgica fazem com que a vivência antes da cirurgia, marcada por limitações físicas e estigmas, seja drasticamente suavizada.

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