Morro de medo de ir ao dentista!!!

Medo de dentista

Mesmo com todos os avanços no ramo da Odontologia que priorizam a diminuição da dor e da ansiedade do paciente, como anestesias e tratamentos menos invasivos, ainda hoje é bem comum me deparar com pessoas que têm uma enorme resistência a enfrentarem o dentista. Naturalmente, esses sujeitos só comparecem a um consultório odontológico diante de uma situação de extrema dor ou de um outro grande desconforto nos dentes ou na boca.

Sendo assim, é possível estabelecer uma interface entre a Psicologia e a Odontologia, visando o bem estar e a saúde bucal das pessoas. No Brasil, ainda não é comum essa articulação, já que tanto os profissionais da Odontologia quanto a população de um modo geral, desconhecem essa possibilidade. Um estudo de McGoldrick et al (2001) demonstra que existe desconhecimento de como a Psicologia pode ajudar pessoas que têm medo de ir ao dentista.

Nesse estudo, foi revelado que de 115 pessoas que apresentavam quadros de medo e ansiedade especificamente por causa de tratamentos dentários, 113 receberam recomendação do dentista de ususfuírem de substâncias farmacológicas. Às outras 02 pessoas, foi sugerido o acompanhamento psicológico, que evidenciou em ambos os casos resultados positivos. Verificou-se que numa segunda fase do tratamento dentário e após o conhecimento do sucesso na terapia destas duas pessoas, 29% dos 113 pacientes optaram por intervenção psicológica.

O mesmo estudo revelou também que uma camada considerável de dentistas simplesmente desconhecem o fato de que poucas sessões terapêuticas podem eliminar a fobia e a ansiedade dos pacientes, e que dessa maneira esses sujeitos conseguem evitar os efeitos secundários dos medicamentos, sedação e anestesia geral. Os dentistas frequentemente recorrem a medicamentos porque desconhecem que a Psicologia possui várias terapias funcionais para essa situação.

É importante dizer que o tratamento psicológico, nesse sentido, baseia-se na dessensibilização sistemática, relaxamento e técnicas de distração, hipnose, imagem mental dos estímulos fóbicos e reestruturação cognitiva. A Terapia Cognitivo-comportamental é a mais estudada e usada neste tipo de fobias através da exposição in vivo  (exposição presencial e prolongada aos estímulos fóbicos).

Diante disso, é imprescindível que os dentistas e demais profissionais da área da saúde bucal estejam atentos ao medo e à ansiedade dos pacientes frente aos tratamentos odontológicos e o quanto isso é danoso para o próprio tratamento e para a saúde oral do indivíduo. O ideial é que os dentistas encaminhem esses casos para um profissional especializado no tratamento dessa fobia.

Há um outro problema nessa condição: muitas pessoas não reconhecem que apresentam um problema que interfere em sua vida, especialmente em sua saúde. Mesmo na atualidade, recorrer às intervenções psicológicas pode ser um tabu para uma parte da sociedade. Essa camada acredita que procurar um psicólogo é coisa para “malucos” ou para pessoas mentalmente fracas. Não obstante, indiscutivelmente é a decisão mais sensata e eficaz quando se enfrenta alguma dificuldade. O medo e a resistência de ir ao dentista faz com que as pessoas se descuidem de sua saúde oral, o que certamente gerará consequências dolorosas para estas. Este é o seu caso? Então, saiba que é possível contornar esse medo! Procure ajuda especializada!

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