Esquizofrenia: como viver?

esquizofrenia

Certamente, você sabe que à medida que crescemos, somos bombardeados com uma série de orientações e informações que nos motivam a procurar e planejar um percurso de vida. Criamos metas e temos sonhos, que passam a ser para nós objetivos que nos induzem a um futuro que parece feliz. Porém, e quando tudo isso desmorona, pois as circunstâncias da vida fizeram que com tivéssemos que pensar em um plano alternativo? Essa é uma situação bastante complicada. Um dos fatores que podem alterar o ciclo natural da vida é o transtorno denominado Esquizofrenia, que afeta pelo menos 1% da população mundial e que surge comumente entre os 18 e os 25 anos. Foi constatado cientificamente que quanto mais cedo esse transtorno surge no indivíduo, mais drástica são as consequências desse quadro. Quando a Esquizofrenia ocorre em um período de maturação do sujeito e de implementação de um projeto de vida, fica muito difícil a aprendizagem para viver nessa nova condição, caso esse indivíduo não tenha apoio especializado.

Diante disso, o que fazer quando a família se depara com essa situação? Com a mudança da lei da saúde mental, foram implementados centros especializados em inserir socialmente pessoas com um grau incapacitativo devido à Esquizofrenia, que poderão projetar um futuro possível. Esses centros sócio-ocupacionais são locais que funcionam em horário laboral, nos quais esses sujeitos poderão desenvolver habilidades e competências que ainda não haviam adquirido ou simplesmente perderam com o decorrer do transtorno. Existem também residências onde os esquizofrênicos vivem com apoio especializado, apoio este que varia de acordo com o grau de incapacidade de cada pessoa, e ainda empresas que foram criadas com o objetivo de integrar profissionalmente pessoas portadoras de doença mental.

O primeiro passo visando a readequação desses indivíduos, é acionar o SUS e solicitar informações sobre uma das instituições que trabalham com este transtorno e solicitar a integração nos seus espaços ocupacionais. Depois da avaliação das competências a adquirir é elaborado um Programa Integrado de Reabilitação, no qual consta os diferentes objetivos (hábitos de higiene, competências pessoais e profissionais, adesão à medicação). Esse trabalho é realizado com uma equipe multidisciplinar: médicos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, entre outros. Posteriormente, é iniciado o processo de integração profissional. Caso haja necessidade residencial, a integração em residências específicas é uma possibilidade, e são várias as instituições que providenciam este serviço, sendo que assim as próprias famílias podem ter uma vida mais autônoma, podendo estabelecer relações mais saudáveis com os seus familiares. Estas instituições são parcialmente financiadas pela Segurança Social e por isso os preços destas são bastante razoáveis.

Enfim, na atualidade, é totalmente possível ter uma vida plena, mesmo sofrendo de esquizofrenia.

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