A partir de agora, a crise vai fazer você crescer!

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Uma crise é algo negativo? Bem, em várias situações do dia a dia, nos deparamos com essa expressão se referindo a algo ruim, complicado, difícil. O mais curioso é que, por mais que as pessoas insistam em dizer que não suportam mais falar e ouvir sobre crises, continuam a repetir o que sentem em relação a ela: “estou com medo do futuro”, “as coisas vão mudar para pior e não sei como vou fazer”, “estou muito inseguro”, “não sei como vou manter a casa”, entre outros.

A cada dia, a sociedade se mostra mais insegura diante do futuro. Além disso, as pessoas, cada vez mais, associam bem estar à aquisição de bens materiais e status e, por fim, nós estamos nos tornando mais resistentes às mudanças. Tudo isso faz com que nos sintamos incapazes de gerir as crises que vivenciamos e nos impede de crescer a partir da solução de um problema.

Quando falamos em crise, estamos perante uma situação de ruptura, ou seja, algo que já não pode continuar a existir e terá de mudar. É uma fase de perda ou de substituições rápidas, onde a sensação anterior de equilíbrio deixa de existir ou de ser possível.

A crise pode ter uma evolução boa ou ruim, dependendo da maneira que a gerimos. O que é inquestionável é que a crise é uma situação bastante intensa, que tem o poder de romper o nosso equilíbrio ou o equilíbrio de uma situação. Não obstante, quanto mais o indivíduo for capaz de se adaptar a mudanças, maior capacidade terá de evoluir com a situação e não sucumbir a ela.

O desenvolvimento de uma situação de crise tem três saídas possíveis. A primeira delas é a negativa, quando falta resiliência ao sujeito, ou seja, quando este não é capaz de se colocar de maneira flexível e não consegue se adaptar às mudanças. A pessoa que atua de maneira negativa diante de uma crise acredita que a situação é maior que ela. Assim, esse sujeito responde à crise com estresse. Passa, então, a não ser criativo, aberto e simplesmente não consegue resgatar nada de positivo da situação. A consequência desse comportamento é uma bomba de resultados negativos em várias áreas da vida do sujeito, o que gera uma visão ainda mais negativa de si e da situação, aumentado ainda mais o estresse. Se inicia, a partir daí, um ciclo negativo e descendente, que pode levar o indivíduo a situações de ansiedade e depressão graves, ao consumo de álcool e/ou drogas e mesmo a doenças físicas e psicológicas graves.

A segunda saída é lidar com a crise de uma maneira estável, que só é possível quando o sujeito tem alguma resiliência. Todavia, é bem comum que quando a crise termina, o indivíduo volte a estar como estava antes da crise começar, ou seja, não adquiriu grande aprendizagem ou evolução qualitativa. Esses sujeitos até conseguem buscar recursos em si mesmas para não se perturbarem exageradamente com a crise. No entanto, não priorizam evoluir ou aprender com essa situação. Em suma, esses indivíduos voltam para a “estaca zero”, já que desse modo se sentem confortáveis e não arriscam evoluir, mesmo que seja para uma situação melhor.

A última e melhor saída possível é quando a pessoa lida com a crise de uma maneira positiva. Os sujeitos que têm essa capacidade, certamente possuem uma visão positiva do mundo e de si mesmos, além de uma visão aberta e de aceitação de todos os paradoxos, opostos, ritmos e ciclos. Quando os indivíduos têm esse olhar, eles conseguem atuar de maneira mais tranquila diante da crise e também diante de situações negativas ou difíceis, pois existe uma lógica construtiva por trás de tudo. Não temer as mudanças é a palavra-chave dessas pessoas. Pelo contrário, as mudanças são reconhecidas como algo necessário e altamente positivo. São pessoas que assumem responsabilidade pela própria felicidade e não esperam que nada nem ninguém assuma esse papel por si. Esses sujeitos sabem e cuidam melhor de si mesmos, têm uma saúde mais forte, mais energia, abertura e criatividade para lidar com situações adversas, gerando soluções positivas.

A crise, por si só, não possui a qualidade de ser boa ou má. Ela é apenas intensa, mas a experiência que teremos dela depende de nós. A crise é, sem dúvida, o momento oportuno para eleger as coisas boas que temos e descartar as ruins, além de redefinir prioridades e conhecermo-nos melhor. Enfim, é o tempo para evoluirmos.

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