De volta ao lar…

filho+pródigo

A cada dia, tem se tornado mais comum a ideia de voltar para a casa dos pais.

O fato de os filhos saírem da casa dos pais é um movimento natural e importante de ser realizado, já que faz com que os filhos adquiram independência e autonomia. Contudo, muitos jovens que saem de casa têm dificuldades financeiras ou mesmo de encontrar um trabalho, ou ainda uma resistência a se manter no antigo emprego, e isso faz com que os adultos jovens acabem optando por retornarem à casa dos pais.

Sabe qual é o nome dessa nova geração? Chama-se “Geração Bumerangue”. O bumerangue, objeto de arremesso muito usado na Austrália, volta a quem o arremessa quando não acerta o alvo. O atual movimento dos adultos jovens é uma simbologia desse objeto. E agora, como vivem novamente pais e filhos adultos debaixo do mesmo teto?

Os filhos que viveram sozinhos por algum tempo, acabam aprendendo a gerir o próprio dia-a-dia, controlando o dinheiro que ganham para as suas despesas. Aprendem também a administrar as tarefas da casa de uma maneira particular e têm atividades tanto dentro quanto fora de casa, e principalmente, não têm que dar satisfações a qualquer pessoa. Não obstante, quando esses sujeitos ficam sem emprego e/ou desequilibram completamente a sua vida financeira, já não conseguem coordenar como antes as suas vidas e pedem aos pais para regressarem durante algum tempo.

Inicia-se, a partir daí, uma nova maneira de relação entre pais e filhos, ambas as partes adultas. É fundamental que os pais reconheçam que os filhos não são mais crianças. Todavia, é imprescindível que os filhos compreendam que eles se encontram novamente na casa dos pais, e estes têm uma maneira de viver e gerir a casa. As regras, as tarefas, as atividades domésticas, as contas a pagar são regras que precisam ser discutidas.

Visando organizar essa nova convivência entre pais e filhos, o primeiro passo é distribuir tarefas e discutir os limites, as regras da casa. Mas na prática, não é isso o que acontece, infelizmente. Pelo contrário, é bem comum que ambas as partes acabem por retomar os papéis que antes tinham. Geralmente são os pais que acabam por ficar responsáveis por todas as tarefas e deveres da casa. Começam, então, os conflitos, a diferença de ideias e comportamentos.

Para evitar esses conflitos, o diálogo é importante. Conversar sobre como deverá ser essa nova convivência é, indiscutivelmente, o melhor caminho para que ambas as partes se sintam confortáveis e para que haja espaço para uma adaptação de papéis. É preciso dialogar sobre a duração da estadia dos filhos e sobre os deveres de cada uma das partes. É necessário ainda estabelecer uma nova rotina para a família. Certamente, essa rotina demorará algum tempo para se ajustar completamente. Sendo assim, você, pai / mãe ou filho, encontre os meios necessários para ter tempo para si e tente ter algum descanso e espaço para usufruir de alguma atividade que proporcione prazer. Só assim poderá estar mais disponível para os outros e ultrapassar os pedidos e as preocupações que advém do dia-a-dia.

Quanto mais clareza existir na dinâmica familiar, maior as chances da família se manter harmoniosa. Todas as pessoas viverão de maneira mais tranquila e se ajudarão mutuamente.

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