Fui trocada (o) por outra (o): estou mal!

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Acreditamos fielmente que estamos em um casamento sólido e feliz. Mas, de repente, nos deparamos com o nosso parceiro, num belo dia de sol, saindo de casa e indo residir na casa da (o) outra (o)! E agora? Como sobreviver à saída abrupta e completamente inesperada de nosso companheiro? Eu acreditava ser tão feliz!

Mesmo se passado muito tempo após desse “furacão”, muitos sujeitos continuam sofrendo imensamente. Aparentemente, ainda não conseguiram se desvincular nem da relação que tinha com o parceiro, nem do fato que desencadeou a separação. Muitas pessoas que vivenciam essa situação se perguntam: “Será que eles nunca sentem remorso?”. E é bem usual que os indivíduos que rompem a relação dessa maneira acusem o antigo companheiro pela sua ação, culpando-os e listando tudo o que não estava correto no casamento como desculpa.

Normalmente, a pessoa que foi “substituída” tem a capacidade de examinar cada uma das explicações que ela recebeu durante muito tempo, às vezes por meses, para somente bem mais tarde concluir que se o ex-parceiro ao menos conseguisse dizer “desculpa” e realmente sentisse remorso, isso contribuiria para libertá-la do longo caminho da sua dor.

Pouquíssimos sujeitos que abandonam a relação são capazes de expressar remorso, o que não quer dizer que realmente não o sintam. Todavia, a ideia de uma conversa de coração a coração com a pessoa que tão gravemente se feriu, não é algo que ninguém aprecie. Seria necessária uma valentia enorme para se voluntariar a fazê-lo. Mas esta incapacidade leva muitas vezes a pessoa abandonada a sentir-se presa e incapaz de sentir alívio.

O abandono é muito doloroso, além de ser uma situação difícil de ser superada. Ainda assim, a reversão dessa situação se dá à medida que os sujeitos abandonados se tornam capazes de arrancar a sua visão do passado, e se viram para olhar o seu próprio futuro. Infelizmente, nem sempre é possível fechar o círculo. Diria que é mesmo um luxo que não temos sempre a sorte de desfrutar. É importante saber, porém, que é exatamente a busca do fechamento desse ciclo que faz com que muitas pessoas que vivenciam tal experiência se mantenham sempre presas nesse fato.

Esperar o esquecimento total desse incômodo e triste episódio é utópico. E não importa quanto tempo se passou. Isso faz parte da natureza humana. Agora, a grande questão é objetivar ter de volta o controle sobre a própria vida e se esforçar para se sentir feliz, apesar da mágoa que vivenciou um dia.

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