Como minimizar os efeitos do ataque de pânico?

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O ataque de pânico, também nomeado de crise de pânico ou crise de ansiedade, é um episódio de intenso medo e desconforto, tipicamente repentino. Este período é acompanhado por, no mínimo, 04 (quatro) sintomas físicos ou cognitivos, podendo chegar a até 13 (treze). Seu início é súbito e aumenta rápido e intensamente, atingindo um pico (normalmente 10 minutos), acompanhado de um grande e desconfortável sentimento de perigo ou catástrofe, além de um desejo de fuga. Em suma, o ataque de pânico é, prioritariamente, incapacitante.

Os principais sintomas físicos são: tremores; coração acelerado, palpitações; sensação de falta de ar ou mesmo de asfixia; tontura ou vertigem, com ou sem sensação de desmaio; sudorese; dores no peito; agitação; náuseas e desconforto abdominal; calafrios ou ondas de calor; parestesias (dormência ou formigamento); sensação de irrealidade (estar distanciando de si mesmo); medo de perder o controle ou enlouquecer e, principalmente, medo de morrer.

Já os pensamentos / cognições, são: desejo de fugir da situação que está; sentimento de estar fora de controle físico e/ou emocional; sensação de que está prestes a desmaiar; sensação de que terá ataque cardíaco; sentimento de que está a enlouquecer ou morrer.

Sendo assim, um ataque de pânico é uma intensa reação em cadeia, tanto física quanto mental. É bem comum que se inicie com uma modesta sensação corporal ou um pensamento sobre algo ameaçador. Porém, em alguns segundos, uma reação em cadeia é ativada, o que envolve pensamentos de medo, reações físicas e sentimentos de desespero e terror. Em grande parte dos casos, o ataque do pânico inicia-se com uma variedade de sintomas e atinge um pico de 10 (dez) a 15 (quinze) minutos. A partir daí, gradativamente ele diminuirá.

Considero relevante informar que o ataque de pânico nunca é permanente, ou seja, ele durará apenas alguns poucos minutos (em média, 05 minutos). Após atingir um pico de desconforto, a tendência natural é que a intensidade dos seus sintomas diminua.

O relaxamento é a chave mestra para controlar e superar os ataques de pânico. As técnicas de relaxamento, tais como, relaxamento imagético, controle da respiração e meditação podem ser praticados para ajudar a relaxar.

Um exemplo de controle da respiração é a respiração lenta e profunda. Exemplo: respire calmamente e em silêncio, conte para si mesmo à medida que vai inspirando: 1 … 2 … 3 … 4 … 5…, e expire continuando a contar para si: 1 … 2 … 3 … 4 … 5 …, mantenha um pouco a respiração pelo período que considerar confortável. Repita o processo durante cerca de cinco minutos para que o equilíbrio de oxigênio e dióxido de carbono possa voltar ao normal. Este é um processo muito simples e eficaz quando utilizado aos primeiros sinais de um ataque de pânico.

Não se esqueça: evite sempre a auto-medicação e evite o desenvolvimento de hábitos danosos para si mesmo. É muito importante procurar, em vários casos, ajuda médica e psicológica. A terapia é uma relevante ferramenta para controle desse quadro de ansiedade.

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