Como vemos nossos pais em cada fase de nossas vidas?

pais

 

Durante nossa vida, em cada fase que vivenciamos, encaramos e reconhecemos nossos pais de maneiras completamente distintas, algumas positivas e outras nem tanto. Segue uma síntese de como reconhecemos os pais em cada uma dessas fases:

Do nascimento até a pré-adolescência (aproximadamente até os 12 anos): os pais são reconhecidos pelos filhos como figuras que detêm todo o saber da vida. Por isso, eles são vistos como a maior fonte de conhecimento existente.

Da pré-adolescência até a adolescência (dos 12 aos 15 anos): há um reconhecimento, por parte dos filhos, de que os pais, afinal, não sabem tudo. O conhecimento dos pais é debatido, já que o adolescente ingressa em uma fase em que o próprio questionamento é questionado. Tudo é posto em causa. Com isso, o adolescente sente um grande distanciamento e uma identificação contrária com o estilo de vida de seus pais.

Da adolescência até o jovem adulto (entre os 15 e os 25 anos): os pais não sabem de absolutamente nada! Os pais são encarados como pessoas caretas e inadequadas, completamente fora do contexto atual. São considerados ultrapassados e, por isso, suas opiniões praticamente não são levadas em consideração.

Do jovem adulto ao adulto (entre os 25 e os 35 anos): nessa fase, os pais são novamente reconhecidos como figuras que detém certo conhecimento. Para a maioria dos sujeitos, esta fase corresponde à emancipação, ou melhor, corresponde à vida fora da casa onde sempre viveram. É chegada a hora dos filhos assumirem responsabilidades, deveres, pagar as contas e se organizarem por eles mesmos. Sendo assim, a opinião e o conhecimento dos pais são tidos em maior consideração. É muito comum, ainda, que nessa fase se assuma a responsabilidade da maternidade ou paternidade. E isso faz com que os conselhos e as experiências dos pais ganhem nova relevância e pertinência.

Do adulto ao adulto maduro (dos 35 aos 45 anos): nessa fase, é bem comum que os jovens já se deparem com problemas de comportamento por parte de seus filhos, e isso faz com que eles reconheçam o quanto é difícil e trabalhoso o processo de educar. Há, então, uma enorme empatia e identificação com os pais. A relação entre os jovens e os pais ganha uma nova e feliz dimensão.

Do adulto maduro em diante (a partir dos 45 anos): fase em que os pais atingem a terceira idade e que, finalmente, são reconhecidos como detentores de uma extraordinária sabedoria.

Certamente, o descrito anteriormente não é uma regra fixa. Há exceções para as fases acima mencionadas. De qualquer modo, o importante é refletir e verificar que, como pais, o mínimo que eles merecem é o nosso respeito e carinho, além de uma grande consideração. Isso fará com que, mais tarde, não nos arrependamos por não termos disponibilizados isso.

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