Mentir…

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Você já parou para pensar que, em cada dia, somos bombardeados por mentiras e enganos, mesmo vivendo em uma sociedade que, teoricamente, repudia esse comportamento? É verdade que pelo menos em 30% das interações sociais as pessoas mentem. Como assim? Mentir e enganar são processos psicológicos pelos quais um sujeito tenta a todo custo convencer alguém de que é verdade um fato falso, normalmente para ganhar algum tipo de benefício ou para evitar perdas. Apesar de na maioria dos momentos a mentira ser uma atitude egoísta, esta pode ser imprescindível para interações sociais satisfatórias.

Existem dois tipos de motivação que levam as pessoas a mentir: as motivações centradas em si e as motivações centradas nos outros. Quando o ato de mentir é centrado em si, este é utilizado como ferramenta para ganho próprio e frequentemente ocorre para que a pessoa promova sua identidade, evite a desaprovação ou a punição, ou mesmo adquira recursos materiais. Por exemplo: “Maria, essa casa no valor de R$ 400.000,00 eu comprei à vista, e não estou devendo nada a ninguém”. Já a mentira centrada no outro tem por princípio beneficiar outro sujeito, e são comumente utilizadas em relacionamentos próximos, com função de proteger e satisfazer o outro, aumentando a autoestima deste, ou ainda preservando a harmonia da relação. Por exemplo: “Que almoço delicioso, João! Nunca comi nada tão bom!”.

Fica evidente, então, que a mentira faz parte da vida rotineira e, vivendo em sociedade, acabamos por adaptar nossa capacidade de distinguirmos a verdade da mentira. Existem pesquisas, especialmente no campo da Psicologia do Desenvolvimento, que afirmam que o processo de mentir é parte essencial do desenvolvimento psicológico.

Desde sempre todas as pessoas têm um grande desejo de perceber se estão ou não a serem enganadas, mas muitas vezes têm dificuldade de reconhecer. Há uma variedade de sinais não-verbais diretamente relacionados à mentira que são cada vez mais uma grande fonte de interesse e estudo, tais como mudanças de postura corporal e mudanças leves de expressão que podem indicar a mentira. Porém, a característica mais evidente é, sem dúvida, a entonação de voz. Estas sim fornecem as pistas mais autênticas. E por qual motivo? Porque dificilmente conseguimos auto-regularmos a voz.

 Seguem algumas curiosidades que ocorrem normalmente quando as pessoas mentem:

  • Demonstram-se preocupadas e menos ativas na conversa;
  • Fornecem menos detalhes do contexto;
  • Quando a mentira é pensada, ela frequentemente ocorre após períodos de latência mais longos entre a questão e a resposta, pois o sujeito primeiro decide se é mais compensador dizer a verdade ou a mentira, e também porque a mentira deve ser construída da maneira mais convincente possível;
  • Controlam premeditadamente o seu comportamento, tentando, assim, evitar que outras pessoas detectem a mentira, além de controlarem as impressões que transmitem aos outros;
  • As mulheres são mais propensas a mentir sobre os outros, principalmente sobre outras mulheres;
  • Os homens tendem a mentir sobre si próprios.

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